A Morte da Aprendizagem por sugestão do Professor

A Morte da Aprendizagem por sugestão do Professor

A Morte da Aprendizagem por Sugestão do Professor!

A ciência comprovou que a vida pode ser extinta pelo uso negativo da sugestão. Há alguns anos, em França, um criminoso foi condenado à morte, mas, antes da execução, fizeram uma experiência que provou de modo conclusivo que a morte poderia ser produzida por sugestão. O criminoso foi levado à guilhotina e teve a cabeça colocada sob a lâmina após ser vendado. Uma tábua pesada e afiada foi então derrubada sobre o pescoço, produzindo um choque semelhante ao da lâmina afiada. A seguir verteram água morna gentilmente sobre o pescoço, deixando gotejar lentamente pela espinha, para imitar o fluxo do sangue quente. Em poucos minutos, os médicos deram o homem como morto. A sua imaginação, pela sugestão, tinha de facto transformado a tábua afiada numa lâmina de guilhotina e feito o coração parar de bater (Hill, 2017).

À semelhança do episódio acima, alguns professores actuais sem pedagogia de ensino vão transfomando as nossas salas de aulas em verdadeiros cemitérios do desabrochar da criatividade e reflexão dos alunos. Com regularidade, vão inculcando na mente dos alunos que uma determinada disciplina é muito difícil, quando na verdade, constitui tarefa do Professor, orientar, mobilizar e mediar a aprendizagem dos alunos. Fazer do difícil, fácil e do complexo, simples.

Sabe-se, antes mesmo de qualquer conteúdo, os alunos captam, em primeiro lugar, os gestos do Professor, a sua forma de falar, vestir, ser, estar, fazer e saber. Só depois disso, é que os alunos interessam-se em aprender os conteúdos previamente preparados e planificados.

Os alunos fazem leitura dos gestos do Professor, do mais intencional, ao menos intencional. Muitos Professores conscientes manifestam-se inconscientes das múltiplas sugestões que vão transmitindo aos seus alunos, sugestões para uma vida de felicidade como para uma vida de terror.

O aluno menos iniciado num conteúdo precisa da ajuda do Professor e dos colegas. Precisa ser levado a crer que pode aprender, e não fazê-lo a acreditar no contrário. Os professores precisam e devem parar de instalar a hipocondria da inaptidão em sala de aula, ou seja, precisam parar de fazer com que os alunos acreditem que não podem aprender, porque, ao agir desta forma, os induz a pensar que não podem aprender porque os conteúdos são difíceis e inacessíveis para os mesmos.

Na vida social, os resultados negativos para serem alcançados não precisam de orientação de alguém. Os Professores precisam reorientar-se e consciencializar-se no sentido de perceberem que o fim da sua prática pedagógica é o sucesso escolar, isto é, trabalhar para o sucesso escolar dos alunos e não mais tranformarem-se em verdadeiros arquitectos de armadilhas para assistirem os alunos a fracassar. Reprovar um aluno todo mundo sabe, difícil mesmo é encaminhá-lo a uma aprendizagem efectiva e significativa.

Que as sugestões dos Professores em sala de aula, e não só, se constituam em verdadeiros ingredientes para a busca das melhores interpretações dos conceitos, definições e da realidade social. Sob sugestão dos professores, os alunos devem encontrar-se com a aprendizagem dos conteúdos que, pela sua complexidade ou semelhança com uma outra realidade, requerem deles capacidade para discernir e separar as águas mediante análise e inferir de forma positiva para que possam participar de forma responsável e consciente no processo de construção de uma sociedade mais justa e com lugar para coabitação de todas as diferenças sociais possíveis, baseadas na justiça.

Com entusiasmo, deve-se semear na mente do aluno, por sugestão, a ambição de se tornar num verdadeiro conhecedor das verdades científicas, um verdadeiro intelectual e esta sugestão deve ser feita com profundidade suficiente e torná-la um exercício diário , de modo a que ela possa começar a mover e a mobilizar-se cada vez mais para a aprendizagem.

Caro Professor, guarde para si as sugestões de homicídio e suicídio da Aprendizagem. A sua responsabilidade é cravar nos alunos a sugestão segundo a qual eles podem aprender, se acreditarem que podem e não mais a de Estrangular a aprendizagem, pois só com tais sugestões poderemos fertilizar as mentes dos alunos e desconstruir o muro da inaptidão.

O bom professor leva o aluno mediano muito além da fronteira das suas experiências comuns, para um reino de pensamento que ele não está habituado a frequentar. O bom professor ajuda o aluno na expansão do seu pensamento para o permitir a compreensão de coisas mais complexas.

Não obstante a tudo o que se disse, é importante dizer que o aluno tanto tem o direito de aprovar quanto tem o direito de reprovar; tem tanto o direito à nota vinte se, tudo acertar, quanto o direito à nota zero se nada fizer. Na sala de aula, e não só, devem ser conjugados esforços no sentido de se evitar a não aprendizagem e, consequentemente os resultados negativos.

Evaristo José das Mangas

Bibliografia Hill, N. (2017). A Lei do Sucesso: as 16 lições para triunfar na vida e conquistar todos os seus sonhos. Lua de Papel.

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