Farmácos Antipsicóticos: farmacologia e seu uso clínico (SLIDE)

Farmácos Antipsicóticos: farmacologia e seu uso clínico (SLIDE)

Fármacos Antipsicóticos

Farmacologia e seu uso clínico

Psicose

  • Definição: estado no qual o indivíduo perde o contato com a realidade.

  • Sintomas: pensamento confuso, delírios, alucinações, alterações nos sentimentos, comportamento alterado.

  • Tratamento: depende da causa e do tipo de psicose.

Esquizofrenia

  • Definição: é um tipo particular de psicose, ou seja, um transtorno mental causado por alguma disfunção inerente do cérebro.

  • Sintomas positivos: delírios e alucinações, fala e comportamento desorganizados, afeto incongruente.

  • Sintomas negativos: isolamento social, redução da produção e fluência de pensamento e da fala, embotamento afetivo.

Teorias Neuroquímicas

  • Neurotransmissor: dopamina.

  • Teoria da dopamina: excesso de liberação da dopamina.

  • Neurotransmissor: glutamato.

  • Teoria do glutamato: baixo número de glutamato no cérebro.

Vias dopaminérgicas

  • Definição: são vias de transmissão de dopamina de uma região do cérebro para outra.

  • As principais vias envolvidas nas ações dos antipsicóticos são: nigroestriatal, mesolímbica, mesocortical, tuberoinfundibular.

  • Vias inibitórias: nigroestriatal, tuberoinfundibular.

  • Vias estimulatórias: mesolímbica e mesocortical.

História dos Antipsicóticos

  • 1910 e 1920 – sem terapêutica para esquizofrenia;

  • 1930 – primeiro tratamento para esquizofrenia;

  • Década de 50 e 60 – surgem os antipsicóticos de primeira geração;

  • 1957 – Clorpromazina;

  • 1959 – Haloperidol;

  • 1990 -surgem os antipsicóticos de segunda geração.

Antipsicóticos

  • Definição: são fármacos utilizados para o tratamento de psicoses.

  • Classificação: típicos e atípicos.

  • Características: lipossolúveis, metabolismo de primeira passagem, meia vida longa.

Efeitos adversos

  • Efeitos neurológicos: neurotoxicidade, discinesia tardia, sindrome do antipsicótico maligno, acatisia.

  • Efeitos hematológicos: eosinofilia, neutropenia, agranulocitose.

  • Efeitos endocrinológicos: aumento peso, hiperglicemia, hiperprolactinemia.

Efeitos adversos

  • Efeitos cardiovasculares: hipotensão postural, alterações eletrocardiográficas.

  • Sindromes psiquiátricas secundárias: mania, catatonia.

Tratamento de manutenção

  • É um tipo de tratamento que visa reduzir os riscos de recaídas;

  • Tratamento contínuo;

  • Menor dose efetiva;

  • O tempo de manutenção da medicação deve ser pelo menos 5 anos.

Prescrição de antipsicóticos

  • Normas para a prescrição dos antipsicóticos:

a) resposta clínica e tolerabilidade anterior a antipsicóticos;

b) potencial de cada medicamento;

c) Idade do doente;

d) antecedentes clínicos do doente;

e) evidência científica acerca da eficácia.

Recapitulando...

  • A esquizofrenia é um tipo de psicose;

  • Teorias neuroquímicas: dopamina e glutamato;

  • Os antipsicóticos são divididos em: típicos e atípicos;

  • Os efeitos adversos são causados pela falta de seletividade dos fármacos.

Referências

1) CLARK, M.A.; FINKEL, R.; REY, J.A.; WHALEN, K. Farmacologia ilustrada. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

2) RANG, H.P; DALE, M.M.; RITTER, J.M.; FLOWER.

Farmacologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

Referências

  • ABREU, Paulo B.; BOLOGNESI, Gustavo; ROCHA, Neusa. Prevenção e tratamento de efeitos adversos de antipsicóticos. Revista Brasileira de Psiquiatria. São Paulo,SP, v.22, s.1, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462000000500014&script=sci_arttext.>Acesso em: 05 out. 2015

  • SILVA, Regina Claúdia Barbosa da. Esquizofrenia: uma revisão. Revista Brasileira de Psiquiatria. São Paulo, SP, v.17, no.4.2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttex&pid=S0103-65642006000400014.> Acesso em: 05 out. 2015.

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