Projeto de pesquisa - empatia

Projeto de pesquisa - empatia

INSTITUTO METROPOLITANO DE ENSINO – IME

FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS –FAMETRO

CURSO DE POS GRADUAÇÃO EM DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA

ALEX DE SOUZA RODRIGUES

ANDERSON VENTURA DOS SANTOS

ANNE SOFIA SOUZA PANG

ELIANE DOS SANTOS RODRIGUES

FERNANDA EVELLIN DE SOUZA SERRA.

PESQUISA EXPERIMENTAL: Qual o percentual de empatia encontrado em um grupo de 20 crianças da faixa etária de 06 a 07 anos de idade, da sala 03 da Escola em Tempo Integral Machado de Assis, do Município de Manaus/AM.

MANAUS

2017ALEX DE SOUZA RODRIGUES

ANDERSON VENTURA DOS SANTOS

ANNE SOFIA SOUZA PANG

ELIANE DOS SANTOS RODRIGUES

FERNANDA EVELLIN DE SOUZA SERRA.

PESQUISA EXPERIMENTAL: Qual o percentual de empatia encontrado em um grupo de 20 crianças da faixa etária de 06 a 07 anos de idade, da sala 03 da Escola em Tempo Integral Machado de Assis, do Município de Manaus/AM.

Trabalho solicitado pela professora Msc. Rosineide Alves Farias da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica I da Faculdade Metropolitana de Manaus como pré-requisito parcial na obtenção de notasda turma DU004.

MANAUS

2017

PESQUISA EXPERIMENTAL

  1. CONSTRUA UM PROJETO DE PESQUISA VOLTADO PARA SUA ÁREA:

TEMA:

Empatia

DELIMITAÇÃO DO TEMA:

Empatia em crianças

PROBLEMA:

Qual o percentual de empatia encontrado em um grupo de 20 crianças da faixa etária de 06 a 07 anos de idade, da sala 03 da Escola em Tempo Integral Machado de Assis, do Município de Manaus/AM.

HIPÓTESE(S):

  1. As crianças tendem a ter empatia naturalmente?

  2. A empatia é inata ou adquirida?

  3. A empatia é resultado da convivência familiar? Da convivência com outras crianças?

OBJETIVO GERAL:

Para Fachini (2006) “Os objetivos informarão para que se esteja propondo a pesquisa, isto é, quais os resultados que se pretende alcançar ou qual a contribuição que a pesquisa vai efetivamente proporcionar”.

Para essa proposta de solução foi definido como objetivo geral: Identificar se a empatia acontece de forma espontânea durante a infância no ambiente escolar.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Segundo Oliveira (2009) “os objetivos específicos fazem o detalhamento do objetivo geral e devem ser iniciados com o verbo no infinitivo”.

  1. Verificar o percentual de empatia encontrado em um grupo de 20 crianças da faixa etária de 06 a 07 anos de idade, da sala 03 da Escola em Tempo Integral Machado de Assis, do Município de Manaus/AM.

  2. Demonstrar os meios de iniciação da empatia nas crianças, para que no futuro elas sejam adultos menos egoístas.

  3. Propor o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças, em casa, na escola, etc.

JUSTIFICATIVA:

Segundo Gil (2008, p. 17-40), “justificativa trata-se de uma apresentação inicial do projeto, que pode incluir: fatores que determinam a escolha do tema, argumentos relativos à importância da pesquisa e a referência a sua possível contribuição para o conhecimento de uma questão teórica ou prática”.

A empatia é um elemento importante para o desenvolvimento de habilidades interpessoais e melhora na qualidade das relações, pois motiva cuidados e comportamentos em prol de outro sujeito (JUSTO; CARVALHO; KRISTENSEN, 2014 apud DENHAM, 1998).

Segundo Zhou et al. (2002) crianças que apresentam altos níveis de empatia para emoções negativas tendem a ter menos problemas de comportamentos externalizantes e maior competência social. Baixos níveis de empatia, por sua vez, representam diminuição dos comportamentos pró-sociais e aumento de comportamentos agressivos.

Percebe-se que apesar de já existirem modelos teóricos para a compreensão do desenvolvimento da empatia em crianças, a literatura aponta para poucas práticas que visem à promoção deste. Esta pesquisa experimental pretende auxiliar o desenvolvimento de projetos que promovam estas práticas.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Gil (2008, p. 17-40) afirma “que essa é a parte da pesquisa que é dedicada à contextualização teórica do problema e seu relacionamento com o que tem sido investigado ao seu respeito”.

De uma forma simples a empatia é sentir o que outro sente, por exemplo, se o outro está triste, você também fica. Se o outro está feliz, você também ficará junto com ele. É entender o outro, é se colocar no lugar do outro. A empatia é como diz aquela velha frase: “Não farei com os outros o que não quero que façam comigo”.

A essência da empatia segundo Santos (2017, p.), “nos remete a ‘sintonia fina’ surgida quando há reciprocidade; quer dizer, quando pessoas se permitem contemplar o mundo a partir da percepção uma das outras”.

A empatia em um contexto generalizado é o ato de se colocar no lugar de outra pessoa em algumas situações que envolvam a emoção, isso não significa que se irá adentrar na intimidade da outra pessoa e resolver o seu problema, por exemplo. Mas, a empatia seria sentir o que outro está sentindo sem interferir em sua vida, ou seja, apenas tentar com a percepção do outro, entender o que se passa na vida dela e o que ela está sentindo.

A empatia acontece quando há um ’grau de intimidade’ maior entre as pessoas, acontece dessa forma principalmente nos adultos. Nas crianças a empatia acontece com maior facilidade, pois as mesmas possuem uma sensibilidade maior no sentido de se colocar no lugar do outro. Por exemplo, se há duas crianças juntas e uma delas ganha um presente que pode ser dividido com a outra, talvez demore um pouco para ela entender o que está acontecendo, mas no fim ela vai acabar dividindo o que ganhou com a outra criança.

Santos (2017) afirma ainda, que o mundo só tornara-se mais humano quando em nossas conversas a empatia estiver presente, quando verdadeiramente as pessoas ouvirem-se, e com isso tentarem-se colocar no lugar uma das outras.

Quando se fala que o mundo tornara-se mais humano, refere-se às próprias ações e atitudes, que irão ser tomadas pelas pessoas de uma forma mais racional e com o pensamento sempre nos outros, ou seja, seria pensar antes no que irá interferir na vida do outro. Por exemplo, se a atitude tomada vai ser boa para quem está tomando e para quem estiver ao redor.

Para Jamison (2016) a empatia:

“[...] não é apenas lembrar-se de dizer deve ser realmente difícil – é imaginar como trazer a dificuldade à luz para que possa ser percebida. A empatia não é apenas escutar, é fazer as perguntas cujas respostas precisam ser escutadas. Empatia requer investigação tanto quanto imaginação. Empatia requer saber que você não sabe nada. Empatia significa reconhecer um horizonte de contexto que se estende perpetuamente além do que você pode ver: [...]”.

Nesse sentido, a empatia é dizer que você entende a pessoas, que está disponível a ouvi-la e que está ali se precisarem de você. E só entenderá tudo, quando souber o que está por trás de todo aquele sentimento, ou seja, sua origem.

A empatia pode oferecer alguns benefícios as pessoas, como por exemplo, curar relações desfeitas, isso por que até então uma das partes não estava se sentindo ouvida e compreendida pela outra. A empatia pode também, aprofundar amizades e ajudar a criar outras, além de melhorar o pensamento criativo das pessoas, pois permite que se olhem as coisas sobe outra perspectiva (KRZNARIC, 2016, p. 20).

Ainda no livro de Ramon Krznaric (2016) a designer Patrícia Moore explicou a importância da empatia:

“A empatia é uma consciência constante do fato de que nossos interesses não são os interesses de todo mundo e de que nossas necessidades não são as necessidades de todo mundo, e que algumas concessões devem ser feitas a cada momento. Não acho que empatia seja caridade, não acho que seja sacrifício pessoal, não acho que seja prescritiva. Acho que a empatia é uma maneira em permanente evolução de viver tão plenamente quanto possível, porque ela expande nosso invólucro e nos leva a novas experiências que não poderíamos esperar ou apreciar até que nos fosse dada a oportunidade. ”

Como pode-se perceber a aplicação da empatia no dia a dia, nas atitudes e comportamentos, ajuda as pessoas a se tornarem melhores, visando o bem comum. No entanto, a falta dessa capacidade sobretudo nas pessoas adultas, implica na falta de empatia nas crianças, pois estas são o espelho dos pais, e das outras pessoas ao redor, parentes ou amigos.

Segundo Lopes (2009, p. 17) o estado de empatia acontece quando se percebe corretamente o que o outro está sentindo, qual suas emoções, como se realmente estivesse no lugar dele. Como exemplo básico, seria “como se” você sentisse a dor que outro está sentido logo quando ele se machuca, e perceber suas causas como ele percebe.

A empatia ajuda no entendimento do outro, no compreender o que está sendo dito, uma vez que estaremos para uma boa comunicação temos que estar atentos no que o outro diz para compreendermos a mensagem e repassa-la corretamente.

A empatia é o sentimento que envolve entender e compreender o que o outro está passando, e se colocar no lugar dele. Praticar a empatia envolver sentimentos como compaixão e amor ao próximo. Entendendo as dificuldades alheias pode parecer fácil, mas é um sentimento que envolve habilidades e tê-la só agrega valor ao desenvolvimento pessoal. A empatia na infância pode desenvolver-se diante de várias circunstâncias que podem está ao redor do ambiente de convívio conforme descreve (JUSTO; CARVALHO; KRISTENSEN, 2014) que as influências encontradas para o desenvolvimento da prática da empatia são as atitudes que os parentescos apresentam durante o desenvolvimento da criança onde envolve o comportamento, as emoções e expressões de raiva ou afeto. Buscando reforçar (PAVARINO; PRETTE; PRETTE, 2005) comenta que a habilidade da empatia é adquirida diante das consequências da vida em sociedade reguladas pela cultura da sociedade, diante do ato de empatia as pessoas têm facilidade para construir os vínculos interpessoais.

No decorrer das pesquisas e definições supraditas, pôde ser observado que todos podem ter empatia, seria quase uma questão de escolha. Em outras palavras, nasce-se com a empatia, mas precisa-se de motivação para usa-la. Depende muito do ambiente de convívio da criança, pois ela pode aprender a se preocupar mais com sigo, ser egoísta, ou não, dependendo das pessoas que estão ao seu redor.

Partindo desse ponto, a empatia pode então ser ensinada, compreendida e aplicada principalmente com as crianças, pois além da capacidade de aprendizagem rápida, as crianças conseguiriam desenvolver essa habilidade durante o convívio com os colegas de classe e até na família mesmo. E para que isso aconteça, os professores devem estar capacitados e os pais ciente da importância da empatia, para que assim um acompanhamento dessas crianças. Se caso a empatia fosse repassada para as crianças, nosso mundo iria se tornar melhor, e a nova geração teria outros pensamentos menos egoísta do que dos adultos de hoje em dia. Quem sabe um dia estaremos indo em outra direção, em uma direção boa de companheirismo, confiança e amor para com o próximo, tudo repassado por meio das atitudes, e como consequência bons resultados para o município, estado, país e o mundo.

METODOLOGIA

Metodologia é a forma de direcionar os esforços de análise partindo do levantamento do estado atual até alcançar a mais adequada [...]. (BARBARÁ, 2006).

De acordo com Vergara (2007), os tipos de pesquisa podem ser definidos por dois critérios básicos: quanto aos fins e quanto aos meios.

Quanto aos fins, utilizamos a pesquisa exploratória: Que é realizada em áreas de pouco conhecimento sistematizado, assim sendo não comporta hipóteses na sua fase inicial, porém no decorrer da pesquisa estas poderão surgir naturalmente. [...].

Quanto aos meios de investigação utilizamos as pesquisa de campo: Baseia-se pela experiência que se está sendo aplicada na investigação e é realizada exatamente no local onde são observados os fenômenos estudados; [...]Bibliográfica: É aquele realizado com base em material publicado em livros, jornais, revistas, sites na internet, e que sejam disponibilizados ao público em geral; e Experimental: Investigação empírica na qual o pesquisador manipula e controla variáveis independentes e observa os resultados destas manipulações.

Apesar dos tipos de pesquisa citados acima, a pesquisa que mais utilizaremos neste projeto e a pesquisa experimental, que para Gil (2008), consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

O objetivo da pesquisa experimental é “investigar uma possível relação de causa e efeito por meio da exposição de um ou mais grupos em uma ou mais condições de tratamento”. (GRESSLER, 2004, pag. 59.)

Para realizar a pesquisa experimental sobre a empatia nas crianças e testar as hipóteses apresentadas inicialmente, foi necessário o deslocamento dos pesquisadores para a Escola em Tempo Integral Machado de Assis. Onde teve-se um contato inicial com a diretora da escola que autorizou que fosse realizado o experimento. Posterior a isso escolhemos a sala 03, onde há 20 crianças com a faixa etária de 06 a 07 anos de idade. Levamos conosco o material para o experimento, qual seja: os confeitos (M&M´s), dois copos pequenos e duas vasilhas de plástico que cobria os copos.

Conversou-se com as crianças e foi pedido a colaboração das mesmas sem dar muitos detalhes. Posterior a isso, por ser um experimento rápido colocou-se todas as crianças para fora da sala, ou seja, no corredor e então foram adentrando na sala de duas em duas para participar da pesquisa.

Pôde ser observado durante os testes que as crianças reagiam com surpresa por terem ganhado o “presente em dobro” e o coleguinha não. Percebia-se ainda, que os que não ganhavam ficavam tristes, sendo este um dos motivos da partilha, então as crianças sentiam a empatia, ou seja, colocavam-se no lugar da outra que não tinha ganhado nada e acabavam dividindo.

Como resultado final, depois de transformar os dados obtidos em informação, percebeu-se que 95% das crianças que participaram do teste sentiram empatia pelo colega que estava junto no teste. Sendo que este resultado positivo teve como variável dependente o nível de carência das crianças, pois isso fez com que elas tivessem maior facilidade com a empatia.

RECURSOS

Para se fazer uma pesquisa científica, não basta o desejo do pesquisador em realizá-la, é preciso ter conhecimento do assunto a ser pesquisado, além de possuir recursos que agregam valor ao estudo. Recursos estes que são humanos, materiais e financeiros necessários para a realização da pesquisa.

RECUSOS

QUANT. DOS RECURSOS UTILIZADOS

HUMANOS

5 pessoas

MATERIAIS

Notebooks, matérias escolares/didáticos, celulares.

FINANCEIROS

R$ 30,00 para internet, R$ 36,00 para transporte, R$ 35,00 para banner, R$ 20,00 materiais escolares/didáticos e R$ 20,00 para os confeitos (M&M´s).

CRONOGRAMA

Abaixo segue a tabela com a descrição das atividades realizadas na semana:

REFERÊNCIAS

BARBARÁ, Saulo de Oliveira. Gestão por Processos: fundamentos, técnica e modelos de implementação: foco no sistema de gestão de qualidade com base na ISSO 9000:2000. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006.

FACHINI, Odília. Fundamentos da Metodologia. 5ª edição. São Paulo: Saraiva, 2006.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4ª Edição, São Paulo: Atlas, 2008.

GRESSLER, Lori Alice. Introdução à Pesquisa: Projetos e relatórios. 2ª edição. São Paulo: Loyola, 2004.

JAMISON, Leslie; EICHENBERG, Rosana (tradução). Exames de empatia. 1ª edição, São Paulo: Globo Livros, 2016.

JUSTO, Alice Reuwsaat; CARVALHO, Janaína Castro Núñez; KRISTENSEN, Christian Haag. Desenvolvimento da empatia em crianças: a influência dos estilos parentais. Psic., Saúde & Doenças, vol.15, n.2, Lisboa, 2014.

Disponível em: < http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862014000200014&lng=pt&nrm=iso > acesso 24.10.2017

KRZNARIC, Roman; BORGES, Maria Luiza X. de A.(tradução). O poder da empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo. 1ª edição, Rio de Janeiro: Zahar, 2015.

LOPES, Carlos Eduardo Mota. Liderança verdadeiramente eficaz e eficiente: Os 36 princípios fundamentais dos líderes de sucesso. 1ª edição. Manaus: Autor, 2013.

SANTOS, Alexandre Henrique. O poder de uma boa conversa: comunicação e empatia para líderes, gestores, coaches, educadores, pais e demais facilitadores. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

OLIVEIRA, Djalma de P. R. Administração de Processos: conceitos, metodologia, práticas. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 2009.

PAVARINO, Michelle Girade; PRETTE, Almir del; PRETTE, Zilda A. P. Del. Agressividade e empatia na infância: Um estudo correlacional com pré-escolares. Curitiba, 2005. Disponível em: <revistas.ufpr.br/psicologia/article/viewFile/4799/3682> acesso 24.10.2017

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

ZHOU, Q., EISENBERG, N., LOSOYA, S. H., FABES, R. A., REISER, M., GUTHRIE, I. K., MURPHY, B. C., CUMBERLAND, A. J., SHEPARD, S. A. The Relations of Parental Warmth and Positive Expressiveness to Childrens Empathy-Related Responding and Social Functioning: A Longitudinal Study. Child Development, 73, 893–915, 2002.

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