NBR 6492-1994 - Representações de Projeto de Arquitetura

NBR 6492-1994 - Representações de Projeto de Arquitetura

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NBR 6492ABR 1994 Representação de projetos de arquitetura

27 páginasPalavras-chave:Desenho de arquitetura. Projeto

Origem: Projeto NB-43/1992 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:002.34 - Comissão de Estudo de Execução de Desenhos de Arquitetura NBR 6492 - Representation of architectural projects - Procedure Descriptors: Architectural drawing. Project Esta Norma substitui a NBR 6492/1985 Válida a partir de 30.05.1994

Procedimento

SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Documento complementar 3 Definições 4 Condições gerais 5 Condições específicas ANEXO - Representação gráfica de arquitetura

1 Objetivo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para representação gráfica de projetos de arquitetura, visando à sua boa compreensão.

1.2 Esta Norma não abrange critérios de projeto, que são objeto de outras normas ou de legislação específicas de municípios ou estados.

2 Documento complementar Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

NBR 10068 - Folha de desenho - Leiaute e dimensões - Padronização

3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.14.

3.1 Planta de situação Planta que compreende o partido arquitetônico como um todo, em seus múltiplos aspectos. Pode conter informações específicas em função do tipo e porte do programa, assim como para a finalidade a que se destina.

Nota:Para aprovação em órgãos oficiais, esta planta deve conter informações completas sobre localização do terreno.

3.2 Planta de locação (ou implantação)

Planta que compreende o projeto como um todo, contendo, além do projeto de arquitetura, as informações necessárias dos projetos complementares, tais como movimento de terra, arruamento, redes hidráulica, elétrica e de drenagem, entre outros.

Nota:A locação das edificações, assim como a das eventuais construções complementares são indicadas nesta planta.

3.3 Planta de edificação

Vista superior do plano secante horizontal, localizado a, aproximadamente, 1,50 m do piso em referência. A altura desse plano pode ser variável para cada projeto de maneira a representar todos os elementos considerados necessários.

Nota:As plantas de edificação podem ser do térreo, subsolo, jirau, andar-tipo, sótão, cobertura, entre outros.

3.4 Corte

Plano secante vertical que divide a edificação em duas partes, seja no sentido longitudinal, seja no transversal.

Nota:O corte, ou cortes, deve ser disposto de forma que o

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2NBR 6492/1994 desenho mostre o máximo possível de detalhes construtivos. Pode haver deslocamentos do plano secante onde necessário, devendo ser assinalados, de maneira precisa, o seu início e final. Nos cortes transversais, podem ser marcados os cortes longitudinais e vice-versa.

3.5 Fachada

Representação gráfica de planos externos da edificação. Os cortes transversais e longitudinais podem ser marcados nas fachadas.

3.6 Elevações

Representação gráfica de planos internos ou de elementos da edificação.

3.7 Detalhes ou ampliações

Representação gráfica de todos os pormenores necessários, em escala adequada, para um perfeito entendimento do projeto e para possibilitar sua correta execução.

3.8 Escala

Relação dimensional entre a representação de um objeto no desenho e suas dimensões reais.

3.9 Programa de necessidades

Documento preliminar do projeto que caracteriza o empreendimento ou o projeto objeto de estudo, que contém o levantamento das informações necessárias, incluindo a relação dos setores que o compõem, suas ligações, necessidades de área, características gerais e requisitos especiais, posturas municipais, códigos e normas pertinentes.

3.10 Memorial justificativo

Texto que evidencia o atendimento às condições estabelecidas no programa de necessidades. Apresenta o partido arquitetônico adotado que é definido no estudo preliminar.

3.1 Discriminação técnica

Documento escrito do projeto, que, de forma precisa, completa e ordenada, descreve os materiais de construção a serem utilizados, indica os locais onde estes materiais devem ser aplicados e determina as técnicas exigidas para o seu emprego.

3.12 Especificação

Tipo de norma destinada a fixar as características, condições ou requisitos exigíveis para matérias-primas, produtos semifabricados, elementos de construção, materiais ou produtos industriais semi-acabados.

3.13 Lista de materiais

Levantamento quantitativo de todo o material especificado no projeto, com as informações suficientes para a sua aquisição.

3.14 Orçamento

Avaliação dos custos dos serviços, materiais, mão-deobra e taxas relativas à obra.

4 Condições gerais

4.1 Papel

Os desenhos devem ser executados em papéis transparentes ou opacos, de resistência e durabilidade apropriadas. A escolha do tipo de papel deve ser feita em função dos objetivos, do tipo do projeto e das facilidades de reprodução, a saber:

a) papel transparente: - manteiga;

- vegetal;

- albanene;

- poliéster;

- cronaflex. b) papel opaco: - canson;

- schoeller;

- sulfite grosso. 4.2 Formatos

Devem ser utilizados os formatos de papel da série A, conforme NBR 10068, formato A0 como máximo e A4 como mínimo, para evitar problemas de manuseio e arquivamento.

4.3 Carimbo (ou quadro)

O carimbo inferior direito das folhas de desenho deve ser reservado ao carimbo destinado à legenda de titulação e numeração dos desenhos.

4.3.1 Devem constar da legenda, no mínimo, as seguintes informações:

a)identificação da empresa e do profissional responsável pelo projeto; b)identificação do cliente, nome do projeto ou do empreendimento; c)título do desenho; d)indicação seqüencial do projeto (números ou letras); e) escalas; f) data; g)autoria do desenho e do projeto; h)indicação de revisão.

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4.3.2 Outras informações devem localizar-se próximo do carimbo:

a) planta-chave; b) escalas gráficas; c) descrição da revisão; d) convenções gráficas; e) notas gerais; f) desenhos de referência.

4.3.3 Indicação do norte, regime de ventos, etc. podem também constar próximo do carimbo.

4.4 Dobramento de cópias de desenho

4.4.1 Sendo necessário o dobramento de folhas das cópias de desenho, o formato final deve ser o A4.

4.4.2 As folhas devem ser dobradas levando em conta a fixação através da aba em pastas e de modo a deixar visível o carimbo destinado à legenda (ver Figura 1).

Figura 1

4.4.3 O dobramento das folhas de formatos A0, A1, A2 e A3, para fixação em pasta ou classificadores A4 deve ser efetuado de acordo com as indicações das Figuras 2, 3, 4 e 5, respectivamente.

Figura 2 Figura 3

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Figura 4 c) xerográfica, opaca; d) xerográfica, transparente.

4.5.2 Reprodução proporcional do desenho original, em tamanho reduzido ou ampliado, obtida por vários processos, conforme os exemplos a seguir:

a) xerográfica, opaca; b) xerográfica, transparente; c) microfilmagem, opaca; d) microfilmagem, transparente; e) sistema fotográfico.

Nota:As cópias transparentes permitem complementação do projeto.

4.6 Técnicas

4.6.1 Desenho a mão livre

De maneira geral é a representação do projeto nas fases de:

a) croquis; e b) estudo preliminar. 4.6.2 Desenho por instrumento

Recomendado como representação do projeto nas fases de:

a) anteprojeto; e b) projeto executivo.

Nota:Em ambos os casos indicados em 4.6.1 e 4.6.2, podem ser usados tanto lápis como tinta, com as seguintes recomendações, de acordo com o tipo de papel:

a)lápis ou mina de grafite, papéis: manteiga, vegetal, albanene, canson, schoeller, sulfite grosso; b)mina plástica, papéis:cronaflex, poliéster; c)hidrográfica, papel: manteiga; d)nanquin, papéis: manteiga, vegetal, poliéster, cronaflex e schoeller.

5 Condições específicas

5.1 Caracterização das fases do projeto

Na organização do espaço com finalidades específicas, podem ser definidas as fases indicadas em 5.1.1 a 5.1.4.

5.1.1 Fase/objetivo

Programa de necessidades: caracterização do empreendimento cujo(s) edifício(s) será(ão) projetado(s).

Figura 5

4.4.3.1 Efetua-se o dobramento a partir do lado <<d>> (direito) em dobras verticais de 185 m; a parte final <<a>> é dobrada ao meio. Para o formato A2, por ser a parte final de apenas 14 m, é permitido um dobramento simplificado, com dobras verticais de 192 m.

4.4.3.2 Uma vez efetuado o dobramento no sentido da largura, a folha deve ser dobrada segundo a altura, em dobras horizontais de 297 m.

4.4.3.3 A fim de facilitar o dobramento, recomenda-se assinalar, nas margens, as posições das dobras.

4.4.3.4 Quando as folhas de formatos A0, A1 e A2 tiverem de ser perfuradas, para arquivamento, deve-se dobrar para trás o canto superior esquerdo, de acordo com as indicações das Figuras 2, 3 e 4, respectivamente.

4.5 Sistema de reprodução

4.5.1 Reprodução do original, nas mesmas dimensões obtidas, por contato direto ou outro processo exato, conforme os exemplos a seguir:

a) heliográfica, opaca: - vermelha;

- azul;

- preta;

- sépia; b) heliográfica, transparente: - ozalide;

- poliéster;

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5.1.1.1 Documentos escritos

Texto descritivo, ilustrado com organogramas, fluxogramas, esquemas, etc.

5.1.1.2 Elementos a serem representados

Relação dos setores que compõem o empreendimento, suas ligações, necessidades de área, características especiais, posturas municipais (código de obras), códigos e normas pertinentes.

5.1.2 Estudo preliminar

Estudo da viabilidade de um programa e do partido arquitetônico a ser adotado para sua apreciação e aprovação pelo cliente. Pode servir à consulta prévia para aprovação em órgãos governamentais.

5.1.2.1 Documentos típicos

Os documentos típicos são os seguintes: a) situação; b) plantas, cortes e fachadas;

Os documentos eventuais são os seguintes: a) perspectiva; b)maquete (estudo de volume); c)desenvolvimento através de texto ou desenhos sumários de elementos isolados que sejam de interesse em casos especiais; d) análise preliminar de custo. 5.1.2.3 Escala

A escala deve ser de acordo com o porte do programa. 5.1.2.4 Elementos a serem representados

Devem estar representados os elementos construtivos, ainda que de forma esquemática, de modo a permitir a perfeita compreensão do funcionamento do programa e partido adotados, incluindo níveis e medidas principais, áreas, acessos, denominação dos espaços, topografia, orientação.

5.1.3 Anteprojeto

Definição do partido arquitetônico e dos elementos construtivos, considerando os projetos complementares (estrutura, instalações, etc.). Nesta etapa, o projeto deve receber aprovação final do cliente e dos órgãos oficiais envolvidos e possibilitar a contratação da obra.

5.1.3.1 Documentos típicos

Os documentos típicos são os seguintes: a) situação; c)memorial justificativo, abrangendo aspectos construtivos; d) discriminação técnica; e)quadro geral de acabamento (facultativo); f)documentos para aprovação em órgãos públicos;

Os documentos são os seguintes:

a)desenvolvimento de elementos de interesse, em casos especiais; b) maquete; c)estimativa de custo. 5.1.3.3 Escala

Igual ou superior a 1/100 na representação da edificação. De acordo com o porte do programa, podem ser utilizadas escalas menores, com ampliações setoriais.

5.1.3.4 Elementos a serem representados

Devem estar bem caracterizados os elementos construtivos, com indicação de medidas, níveis, áreas, denominação de compartimentos, topografia e orientação, eixos e coordenadas. A descrição dos materiais adotados deve atender às necessidades da etapa.

5.1.4 Projeto executivo

Apresenta, de forma clara e organizada, todas as informações necessárias à execução da obra e todos os serviços inerentes.

5.1.4.1 Documentos típicos

Os documentos típicos são os seguintes: a) locação; b) plantas, cortes e fachadas; c) detalhamento; d) discriminação técnica; e) quadro geral de acabamentos (facultativo); f) especificações; g) lista de materiais; h) quadro geral de áreas (facultativo).

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Os documentos eventuais são os seguintes:

a)maquete de elementos (detalhes) de interesse, em casos especiais; b)orçamento de projeto. 5.1.4.3 Escala

Igual ou superior a 1/100 na representação da edificação. Em programas de grande porte, podem ser utilizadas escalas menores, com ampliações setoriais.

5.1.4.4 Elementos a serem representados

Devem estar corretamente indicados todos os materiais usados e suas quantidades, os detalhes construtivos, além das recomendações necessárias para sua correta execução.

5.1.5 Projeto como construído

Constitui-se na revisão final, pós-obra, de todos os documentos do projeto executivo.

5.2 Elementos básicos do projeto

Os elementos básicos do projeto constituem-se em: a) peças gráficas; b) peças escritas.

5.2.1 As peças gráficas do projeto são as indicadas a seguir:

a) plantas: - planta de situação;

- planta de locação (ou implantação);

- planta de edificação; b) corte; c) fachada; d) elevações; e) detalhes ou ampliações; f) escala.

5.2.2 As peças escritas do projeto (ver definições no Capítulo 3) são as indicadas a seguir:

a) programa de necessidades; b) memorial justificativo; c) discriminação técnica; d) especificação; f) orçamento. 5.3 Fases do projeto

5.3.1 Estudo preliminar 5.3.1.1 Planta de situação

A planta de situação deve conter:

a)simbologias de representação gráfica, conforme as prescritas no Anexo; b)curvas de nível existentes e projetadas, além de eventual sistema de coordenadas referenciais; c)indicação do norte; d)vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos; e)indicação das áreas a serem edificadas, com o contorno esquemático da cobertura das edificações; f)denominação dos diversos edifícios ou blocos; g)construções existentes, demolições ou remoções futuras, áreas non aedificandi e restrições governamentais; i)notas gerais, desenhos de referência e carimbo. 5.3.1.2 Plantas, cortes e fachadas

5.3.1.2.1 As plantas, cortes e fachadas devem conter:

a)simbologias de representação gráfica conforme as prescritas nesta Norma; b)indicação do norte; c)caracterização dos elementos do projeto: fechamentos externos e internos, acessos, circulações verticais e horizontais, áreas de serviço e demais elementos significativos; d)indicação dos nomes dos compartimentos; e)cotas gerais; f)cotas de níveis principais; g) escalas; h)notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

5.3.1.2.2 De acordo com as características do programa podem ser apresentados os itens a seguir:

NBR 6492/19947 b) eixos do projeto; c) cotas complementares. 5.3.2 Anteprojeto 5.3.2.1 Planta de situação

A planta de situação deve conter:

a)simbologias de representação gráfica conforme as prescritas nesta Norma; b)curvas de nível existentes e projetadas, além de eventual sistema de coordenadas referenciais; c)indicação do norte; d)vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos; e)indicação das áreas a serem edificadas; f)denominação dos diversos edifícios ou blocos; g)construções existentes, demolições ou remoções futuras, áreas non aedificandi; i)notas gerais, desenhos de referência e carimbo. 5.3.2.2 Planta de locação

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