NBR 6489-1984 - Prova de Carga Direta sobre Terreno de Fundação

NBR 6489-1984 - Prova de Carga Direta sobre Terreno de Fundação

Associação Brasileira de Normas Técnicas

PROVA DE CARGA DIRETA SOBRE TERRENO DE FUNDAÇÃO

Procedimento

02.322 NBR 6489 DEZ / 1984

1. OBJETIVO

por sapatas rasas (1), assim como as informações que devem constar do registro da mesma

Esta Norma fixa as condições gerais a satisfazer nas provas de carga sobre terreno, para fins de fundação

2. INSTALAÇÃO E APARELHAGEM PARA A PROVA DE CARGA Par a instalação de uma prova de carga direta deve-se proceder como segue:

de futura fundações

a) a cota da superfície de carga deverá, sempre, ser a mesma que a das eventuais bases das sapatas b) a placa para aplicação das cargas ao solo deverá ser rígida, e terá uma área m², será colocada sobre o solo em seu estado natural e devidamente nivelado, ocupando a área total do fundo de um poço. A relação entre a largura e a profundidade do poço para a prova, deve ser a mesma que entre a largura e a profundidade da futura fundação.

c) ao abrir-se o poço, todos os cuidados serão necessários para evitar alteração do grau de umidade natural e amolgamento do solo na superfície de carga.

aplicadas a ele dentro de uma faixa de largura, pelo menos igual ao diâmetro ou lado da placa

d) em torno da placa de prova (ou poço) o terreno deverá ser aplainado, e não deverão existir cargas

reação (caixão carregado, ancoragem, etc.)

e) o dispositivo de transmissão de carga deve ser tal que a mesma seja aolicada verticalmente, no centro da placa, e de modo a não produzir choques ou trepidações. É aconselhado o uso de macaco hidráulico munido de bomba e manômetro devidamente aferidos, reagindo contra uma carga de

Origem: ABNT NB-27/68 CB-2 Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-2:04.08 Comissão de Estudo de Projeto e Execução de Fundações

Palavras - chave: fundaçãoNBR 3 NORMA BRASILEIRA REGISTRADA

CDU: 624.131.52 Todos os direitos reservados f) os recalques deverão ser medidos por extensômetros sensíveis a 0,01 m colocados em dois pontos diametralmente opostos da placa. NBR-6489/1984

do centro desta última
h) as trepidações de qualquer espécie devem ser evitadas durante a execução das provas de cargas

g) Os dispositivos de referência para medidas de recalque que deverão estar livres da influência os movimentos da placa, do terreno circunvizinho, do caixão ou das ancoragens devem seus apoios achar-se a uma distância igual a, pelo menos, 1,5 vezes o diâmetro ou lado da placa, medida a partir

3. EXECUÇÃO DA PROVA DE CARGA Para a execução da prova deve-se observar o seguinte processo: a) cargas aplicadas à em estágio sucessivos de,no máximo, 205 da taxa admissível provável do solo;

5% do recalque total este estágio entre leitura sucessivas);

b) em cada estágio de carga, os recalques serão lidos imediatamente após a aplicação essa carga e após intervalos de tempo sucessivamente dobrados (1,2,4,8,15 minutos, etc.). Só será aplicado novo acréscimo de carga depois de verificada a estabilização dos recalques (com tolerância máxima de c) o ensaio deverá ser levado até, pelo menos, observa-se um recalque total de 25mm ou até atingir-se o dobro da taxa admitida para o solo;

durante 12horas;

d) a carga máxima alcançada no ensaio, caso não se vá até à ruptura, deverá ser mantida, pelo menos,

dos recalques, dentro da precisão admitida

e) a descarga deverá ser feita em estágio sucessivo, não superior a 25% da carga total, lendo-se os recalques de maneiras idêntica à do carregamento e mantendo-se cada estágio até a estabilização

4. RESULTADOS

Como resultado do ensaio apresentar-se-á uma curva pressão-recalque onde figuram ais observações feitas no início e fim de cada estágio de carga, com indicação dos tempos decorridos. Em anexo à curva de resultados serão fornecidas, ainda as seguintes informações:

a) dia e hora do início e fim da prova;

determinado;

b) situação no local da prova no terreno e cota da superfície carregada em relação a um RN bem c) corte do poço de prova com indicação de dimensões e natureza do terreno até, pelo menos, uma vez e meia a menor dimensão da placa a baixo da superfície de carga; d) referência aos dispositivos de carga e de medida; e) ocorrências excepcionais durante a carga. Por exemplo: perturbações nos dispositivos de carga e de medida, modificações na superfície do terreno adjacente à prova, etc.

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