ALTERAÇÃO FÍSICA DA CASCA DE COCO VERDE E RESTOS DE LEGUMES PARA A PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO

ALTERAÇÃO FÍSICA DA CASCA DE COCO VERDE E RESTOS DE LEGUMES PARA A PRODUÇÃO DE...

aLEXANDRE DIAS LEITE

CARLOS AUGUSTO PEREIRA ROCHA

JAMIL DANIEL FONSECA SILVA

MAX PEMÜLLER MENDES SANTOS

ROSE VÂNIA PEREIRA DA SILVA

SCARLETH kAROLYNE vIEIRA lEITÃO

ALTERAÇÃO FÍSICA DA CASCA DE COCO VERDE E RESTOS DE LEGUMES PARA A PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO

São luís - ma

2017

aLEXANDRE DIAS LEITE

CARLOS AUGUSTO PEREIRA ROCHA

JAMIL DANIEL FONSECA SILVA

MAX PEMÜLLER MENDES SANTOS

ROSE VÂNIA PEREIRA DA SILVA

SCARLETH kAROLYNE vIEIRA lEITÃO

ALTERAÇÃO FÍSICA DA CASCA DE COCO VERDE E RESTOS DE LEGUMES PARA A PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO

Projeto apresentado como requisito à obtenção de nota da disciplina Projeto Integrado Multidisciplinar I da Faculdade Pitágoras.

Orientadora: Prof. (ª) Nilzenir Ribeiro

SÃO LUÍS - MA

2017

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

O consumo de coco verde pode ser verificado em vários locais, sendo um dos principais as praias. Entretanto, o descarte das cascas dos cocos verdes após o consumo muitas vezes é realizado de maneira incorreta, o que gera diversos problemas para o meio ambiente, como a poluição.

Assim como as cascas de cocos verdes, o descarte de cascas de legumes é realizado diversas vezes de forma incorreta. Verifica-se em feiras livres que há grande concentração desse tipo de resíduo orgânico disposto de maneira imprópria, o que acarreta muitos problemas, principalmente à população.

Utiliza-se técnica da compostagem que é o processo de transformação de materiais grosseiros, como folhas, galhos, frutas, estrume entre outros em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microorganismos do solo que tem na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. È um modo de fornecer as condições adequadas aos microorganismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.

Kiehl (1985), citado por Teixeira (2002) define compostagem como sendo: “um processo controlado de decomposição microbiana, de oxidação e oxigenação de uma massa heterogênea de matéria orgânica” e nesse processo ocorre uma aceleração da decomposição aeróbica dos resíduos orgânicos por populações microbianas, concentração das condições ideais para que os microorganismos decompositores se desenvolvam, (temperatura, umidade, aeração, PH, tipo de compostos orgânicos existentes e tipos de nutrientes disponíveis), pois utilizam essa matéria orgânica como alimento e sua eficiência baseiam-se na interdependência e inter-relacionamento desses fatores. O processo é caracterizado por fatores de estabilização e maturação que variam de poucos dias a várias semanas, dependendo do ambiente.

Além disso, em muitas residências pode ser observado que a destinação desse tipo de matéria orgânica também é errada. Desta forma, problemas como a presença de animais veiculadores de doenças que são atraídos pelo acúmulo desses materiais em residências podem ser verificados, além de poluição etc.

No âmbito local as cascas de coco verde e restos de vegetais gerados em São Luís após o consumo, têm como destino final os corpos hídricos, os terrenos baldios e o aterro sanitário. A casca do coco representando 80% do peso do fruto (ROSA e outros, 2001), estudos já comprovaram que esse material orgânico pode ser aproveitado para diversos fins, e neste projeto pretende-se avaliar o potencial de aproveitamento das cascas de coco verde e resíduo de legumes coletados em pontos desta capital para a produção de adubo orgânico.

Desta forma, a destinação correta desses resíduos orgânicos é crucial para se evitar muitos problemas de cunho ambiental e prejudiciais à saúde da população. Neste sentido, a compostagem de fibras de cacas de cocos verdes e cascas de legumes mostra-se como maneira efetiva de destinar esses materiais, visto que contribui para a redução de impactos ambientais e outros problemas sociais.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Realizar processo de compostagem para obtenção de substrato a partir de fibras de coco verde e cascas de legumes.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Coletar a matéria-prima e armazená-la em recipientes onde será desenvolvida a compostagem;

  • Verificar a efetividade do processo de compostagem através de observações periódicas;

  • Analisar a potencialidade orgânica do substrato resultante a nível comparativo com substratos obtidos a partir de outros materiais;

  • Mensurar as aplicabilidades do substrato resultante da compostagem.

3 METODOLOGIA

Tipos de pesquisa

Pesquisa explicativa: Essas pesquisas têm como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Esse é o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso mesmo, é o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente (Gil, 2002).

A pesquisa experimental constitui o delineamento mais prestigiado nos meios científicos. Consiste essencialmente em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis capazes de influenciá-lo e definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. Trata-se, portanto, de uma pesquisa em que o pesquisador é um agente ativo, e não um observador passivo.

De modo geral, o experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica. Essencialmente, a pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto (Gil, 2002).

Matérias e Métodos

Os materiais e métodos utilizados para a elaboração do projeto serão expostos em subitens.

  1. Recolhimento dos Materiais:

Neste subitem serão recolhidos na feira municipal da COHAB e na praia do Olho D’água os materiais a serem utilizados; como frutas, legumes e cocos.

Diminuindo assim o numero de alimentos despejados de forma incorreta na feira e na praia, e contribuindo para a elaboração do projeto.

Será feito também a compra do Húmus de Minhoca para utilizarmos no processo.

E a obtenção de um balde com tampa para armazenamento das camadas do adubo orgânico.

Figura - Coleta do matereial orgânico na feira da COHAB e dos cocos na praia do Calhau.

  1. Separação da casca

Aqui será retirada a casca dos alimentos e também a fibra do coco, que serão utilizados como nutrientes para o adubo.

  1. Montagem do recipiente

Será utilizado um balde grande com tampa, onde terá furos embaixo para a saída do chorume gerado pelo processo, e encima para entrada de oxigênio.

  1. Preparação

A preparação será feita em camadas, onde embaixo do balde serão colocadas as fibras do coco, logo em seguida uma camada com as cascas dos legumes e frutas e a ultima camada é do húmus de minhoca, que tem como principal função dar peso e oferecer nitrogênio. O processo para obtenção dos resultados é de 40 dias, sendo que no vigésimo dia deve-se misturar tudo, daí aguardar mais 20 dias para a finalização.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O processo de compostagem realizado com fibras de coco verde e cascas de legumes ocorreu em um período de quarenta dias, nos quais foram observados como o material orgânico e o húmus de minhoca reagiram para ter como produto resultante o adubo orgânico. Desta forma, houve a necessidade de monitoramento do desenvolvimento correto do processo no vigésimo dia, a fim de verificar se os microrganismos presentes na mistura da matéria orgânica estavam viabilizando o processo no período previsto, como pode ser verificado nas figuras abaixo:

Figura 2: Retirada do adubo do recipiente para misturá-lo

Fonte: Os autores

Figura 3: Processo de mistura no vigésimo dia

Fonte: Os autores

Por conseguinte, após o período determinado de realização da compostagem, analisou-se o produto final do processo em relação a sua potencialidade orgânica, realizando uma comparação com substratos obtidos por meio de outros materiais e métodos. Constatou-se através de tal análise, que em vista a fatores como consistência, teor de decomposição da matéria orgânica e consequente geração de nutrientes, o adubo orgânico resultante da compostagem enquadra-se como eficiente.

Desta forma, visando dar utilidade ao produto resultante da compostagem, realizou-se ao final do projeto a aplicação do adubo orgânico em vasos para o recebimento de mudas de plantas, como é apresentado na figura abaixo:

Figura 3: Aplicação do adubo orgânico

Fonte: Os autores

Assim, nota-se que o produto resultante da compostagem a partir de fibras de coco verde e cascas de legumes, é eficiente em termos de potencialidade orgânica e de fácil aplicabilidade para o favorecimento do desenvolvimento de plantas, além de ser uma maneira correta para a destinação desses resíduos orgânicos, o que influencia na redução de impactos socioambientais da contemporaneidade.

5 CONCLUSÃO

Esse processo de reciclagem da matéria orgânica propicia um destino útil para os resíduos orgânicos, evitando sua acumulação em aterros e melhorando a estrutura dos solos. Esse processo permite dar um destino aos resíduos do coco após. o consumo é visto como um passivo ambiental. O aproveitamento da fibra de coco além de reduzir a quantidade de resíduos sólidos proporciona uma nova opção de rendimento. A alta disponibilidade, baixo custo e propriedades físico-químicas adequadas que proporcionam. adubo orgânico devolvendo a terra os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.

6 REFERÊNCIAS

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002.

KIEHL, J.E. Fertilizantes orgânicos. Piracicaba: Agronômica Ceres, 1985. 492p.

ROSA, Morsyleide de Freitas. ABEU, Fernando Antonio Pinto de,FURTADO, Ângela Aparecida Lemos.,BRIGIDO, Ana Keli Lisboa., NORÔES, Elis Regina de Vasconcelos. Processo agoindustrial: obtenção de pó de cascas de coco verde. Comunicado Técnico 61.Embrapa.2001. Fortaleza.

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