A Heranca de Si Mesmo

A Heranca de Si Mesmo

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ge ra ções ma ni fes tam. O po de ro so es tí mu lo que eles re pre sen ta rão na orien ta ção de suas vi das con tri bui rá para pre ser vá las, com algo mais de cons ciên cia e algo mais de amor, con tra as ar ma di lhas da cor rup ti bi li da de, em to das as or dens e as pec tos em que essa se con fi gu ra.

Fo men tar a ex pan são de ssas ideias cons tru ti vas no seio da ju ven tu de é vi ta li zar suas ener gi as psi co ló gi cas, de bi li ta das pela au sên cia de ob je ti vos cla ros e subs tan ciais. Suas con se quên cias cons tru ti vas se rão apre cia das ime dia ta men te com o ad ven to de uma con du ta cons cien te, que mu da rá de for ma gra dual seu modo su per fi cial de pen sar por ou tro mais pro fun do. A edu ca ção in te gral se verá, em suma, in flu en cia da be ne fi ca men te pe los co nhe ci men tos que a Lo go so fia re ve la so bre a he ran ça de si mes mo, e as es pe ran ças de uma hu ma ni da de me lhor se rão su pe ra das pelo im pé rio de sua for ça es ti mu lan te, de ine gá vel rea li da de.

Cui dar ze lo sa men te da pró pria he ran ça, con si de ran do a como o dom mais pre cio so, e fa zer des se cui da do uma das preo cu pa ções mais im por tan tes de ter mi na rá for mas mo rais e éti cas de com por ta men to que fa rão, da fu tu ra so cie da de hu ma na, uma ins ti tui ção de ele va da mira e de res pei to pró prio e mú tuo en tre os ho mens.

Ao pu bli car o pre sen te tra ba lho, o au tor le vou em con ta a re per cus são que o mes mo pode al can çar no mun do da cul tu ra e, prin ci palmente, na for ma ção da ju ven tu de, por con ter uma es ti mu lan te e cons tru ti va orien ta ção para a vida e di re tri zes pre ci sas quan to ao com por ta men to in di vi dual a res pei to de tão es sen cial co nhe ci men to.

Con fia que não es ca pa rá à apre cia ção do lei tor a trans cen dên cia de um pro nun cia men to que tão di re ta men te in cum be ao es pí ri to hu ma no, de modo par ti cu lar e em ge ral.

A he rAn çA de Si meS mO não é mais que uma par te da con cep ção lo go só fi ca, cuja ori gi na li da de e pa ter ni dade per ten cem ex clu si va men te ao au tor. em ou tras mo no gra fias que irão apa re cen do, se rão tra ta dos ou tros pon tos não me nos im por tan tes de tal con cep ção, com o ob je ti vo de le var ao es cla re ci men to de pro ble mas que du ran te sé cu los têm preo cu pa do a men te hu ma na.

Quan do os co nhe ci men tos pu bli ca dos nes te li vro fo rem in cul ca dos na in fân cia e en si na dos à ju ven tu de, ter se á dado um gran de pas so na con du ção da alma in fan til e do ado les cen te, imu ni zan do as con tra os alar man tes es ta dos de de se qui lí brio, in sen si bi li da de e in cre du li da de que as atuais

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Si Mesmo A HerAnçA de w.editoralogosofica.com.br

Carlos Ber nardo González Pecotche

Carlos Bernardo González Pecotche rAUMSoL o desconhecimento de suas possibilidades internas e dos segredos que se aninham nas profundezas de sua alma tornou o homem cético a respeito de seu próprio destino. Saiba ele encontrar a chave de sua evolução na lei que o proclama herdeiro de si mesmo e conhecerá o porquê das angústias que padece, questão sobre a qual não encontrou ainda explicação que lhe satisfaça.

L og oso f i a

Si Mesmo A HerAnçA de ge ra ções ma ni fes tam. O po de ro so es tí mu lo que eles re pre sen ta rão na orien ta ção de suas vi das con tri bui rá para pre ser vá las, com algo mais de cons ciên cia e algo mais de amor, con tra as ar ma di lhas da cor rup ti bi li da de, em to das as or dens e as pec tos em que essa se con fi gu ra.

Fo men tar a ex pan são de ssas ideias cons tru ti vas no seio da ju ven tu de é vi ta li zar suas ener gi as psi co ló gi cas, de bi li ta das pela au sên cia de ob je ti vos cla ros e subs tan ciais. Suas con se quên cias cons tru ti vas se rão apre cia das ime dia ta men te com o ad ven to de uma con du ta cons cien te, que mu da rá de for ma gra dual seu modo su per fi cial de pen sar por ou tro mais pro fun do. A edu ca ção in te gral se verá, em suma, in flu en cia da be ne fi ca men te pe los co nhe ci men tos que a Lo go so fia re ve la so bre a he ran ça de si mes mo, e as es pe ran ças de uma hu ma ni da de me lhor se rão su pe ra das pelo im pé rio de sua for ça es ti mu lan te, de ine gá vel rea li da de.

Cui dar ze lo sa men te da pró pria he ran ça, con si de ran do a como o dom mais pre cio so, e fa zer des se cui da do uma das preo cu pa ções mais im por tan tes de ter mi na rá for mas mo rais e éti cas de com por ta men to que fa rão, da fu tu ra so cie da de hu ma na, uma ins ti tui ção de ele va da mira e de res pei to pró prio e mú tuo en tre os ho mens.

Ao pu bli car o pre sen te tra ba lho, o au tor le vou em con ta a re per cus são que o mes mo pode al can çar no mun do da cul tu ra e, prin ci palmente, na for ma ção da ju ven tu de, por con ter uma es ti mu lan te e cons tru ti va orien ta ção para a vida e di re tri zes pre ci sas quan to ao com por ta men to in di vi dual a res pei to de tão es sen cial co nhe ci men to.

Con fia que não es ca pa rá à apre cia ção do lei tor a trans cen dên cia de um pro nun cia men to que tão di re ta men te in cum be ao es pí ri to hu ma no, de modo par ti cu lar e em ge ral.

A he rAn çA de Si meS mO não é mais que uma par te da con cep ção lo go só fi ca, cuja ori gi na li da de e pa ter ni dade per ten cem ex clu si va men te ao au tor. em ou tras mo no gra fias que irão apa re cen do, se rão tra ta dos ou tros pon tos não me nos im por tan tes de tal con cep ção, com o ob je ti vo de le var ao es cla re ci men to de pro ble mas que du ran te sé cu los têm preo cu pa do a men te hu ma na.

Quan do os co nhe ci men tos pu bli ca dos nes te li vro fo rem in cul ca dos na in fân cia e en si na dos à ju ven tu de, ter se á dado um gran de pas so na con du ção da alma in fan til e do ado les cen te, imu ni zan do as con tra os alar man tes es ta dos de de se qui lí brio, in sen si bi li da de e in cre du li da de que as atuais

A HerAnçA de Si Mesmo

Si Mesmo A HerAnçA de

Intermedio Logosófico, 216 págs., 1950. (1) Introducción al Conocimiento Logosófico, 494 págs., 1951. (1) (2) Diálogos, 212 págs., 1952. (1) Exégesis Logosófica, 110 págs., 1956. (1) (2) (4) El Mecanismo de la Vida Consciente, 125 págs., 1956. (1) (2) (4) (6) La Herencia de Sí Mismo, 32 págs., 1957. (1) (2) (4) Logosofía. Ciencia y Método, 150 págs., 1957. (1) (2) (4) (6) (8) El Señor de Sándara, 509 págs., 1959. (1) (2) Deficiencias y Propensiones del Ser Humano, 213 págs., 1962. (1) (2) (4) Curso de Iniciación Logosófica, 102 págs., 1963. (1) (2) (4) (6) (7) Bases para Tu Conducta, 5 págs., 1965. (1) (2) (3) (4) (5) (6) El Espíritu, 196 págs., 1968. (1) (2) (4) (7) Colección de la Revista Logosofía (tomos I (1), I (1), II (1), 715 págs., 1980. Colección de la Revista Logosofía (tomos IV, V), 649 págs., 1982.

(1) Em português. (2) Em inglês. (3) Em esperanto. (4) Em francês. (5) Em catalão. (6) Em italiano. (7) Em hebraico. (8) Em alemão.

8ª- Edição Editora Logosófica

São Paulo 2012

Si Mesmo A HerAnçA de

Carlos Bernardo González Pecotche RAUMSOL

editora afiliada

Título do original:

La herencia de si mismo Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

REVISÃO DA TRADUÇÃO: José Dalmy Silva Gama PROJETO GRáfICO E DIAGRAMAÇÃO: Silvia Ribeiro ASSISTENTES DE DESIGN: Clarice Uba CAPA E PRODUÇÃO GRáfICA: Adesign

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

González Pecotche, Carlos Bernardo, 1901-1963.

A herança de si mesmo / Carlos Bernardo

González Pecotche (Raumsol) ; [revisão da tradução por José Dalmy Silva Gama]. -- 8. ed. -- São Paulo : Logosófica, 2012.

1. Hereditariedade 2. Logosofia I. Título.

Índices para catálogo sistemático:

1. Hereditariedade psicológica: Psicologia evolutiva 155.7 2. Logosofia: Doutrinas filosóficas 149.9

Copyright da Editora Logosófica w.editoralogosofica.com.br w.logosofia.org.br fone/fax: (1) 3804 1640 Rua General Chagas Santos, 590-A - Saúde CEP 04146-051 - São Paulo - SP - Brasil, da fundação Logosófica Em Prol da Superação Humana

Sede central: Rua Piauí, 762 - Bairro Santa Efigênia CEP 30150-320 - Belo Horizonte-MG - Brasil vide representantes regionais na última página desconhecimento de suas possibi-

lidades internas e dos segredos que se aninham nas profundezas de sua alma tornou o homem cético a respeito de seu

próprio destino.

Saiba ele encontrar a chave de sua evolução

na lei que o proclama herdeiro de si mesmo e conhecerá o porquê das angústias que padece, questão sobre a qual não encontrou ainda explicação alguma que lhe satisfaça.

Título do original:

La herencia de si mismo Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

REVISÃO DA TRADUÇÃO: José Dalmy Silva Gama PROJETO GRáfICO E DIAGRAMAÇÃO: Silvia Ribeiro ASSISTENTES DE DESIGN: Clarice Uba CAPA E PRODUÇÃO GRáfICA: Adesign

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

González Pecotche, Carlos Bernardo, 1901-1963.

A herança de si mesmo / Carlos Bernardo

González Pecotche (Raumsol) ; [revisão da tradução por José Dalmy Silva Gama]. -- 8. ed. -- São Paulo : Logosófica, 2012.

1. Hereditariedade 2. Logosofia I. Título.

Índices para catálogo sistemático:

1. Hereditariedade psicológica: Psicologia evolutiva 155.7 2. Logosofia: Doutrinas filosóficas 149.9

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O homem será o que quer ser, se une a seu saber e a suas forças o conhecimento da própria herança.

A Herança de si mesmo

Da verdade surgem só afirmações; jamais hipóteses.

A Herança de Si Mesmo

ada pode causar maior assombro que o fato de o homem ter permanecido alheio, desde tempos remotos, a uma realidade que tão direta e exclusivamente lhe concerne: a herança de si mesmo.

Já muito se pensou e escreveu sobre a herança em seu aspecto material e psicológico – sem mencionar o jurídico –, mas sempre se atendo à ascendência e descen dência das correntes que, na ordem comum, particularizam a linhagem. ela é reconhecida nos traços fisionômicos, na composição óssea, no sangue e demais partes da cons tituição física, assim como são conside r adas provenientes do mesmo conduto as qualidades do caráter e da inteli gência, as tendências de toda ordem, a lucidez intelectual,

Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol) as deficiências mentais e morais, e muitas outras pecu liaridades psíquicas. até aí chegou a investigação oficial e privada, e aí se deteve.

Sem levantar questões – que estimamos neste momento inúteis – sobre a limitada visão com que se examinou este problema tão fundamental para a cons ciência de cada indivíduo, dedicar nos emos, neste trabalho, exclusivamente a assinalar a transcendência que a herança adquire do ponto de vista logosófico. a lei de herança é ampla, generosa e inexorável, como todas as leis universais. está enraizada nos mais recônditos arcanos da existência humana, e seu segredo consiste em permanecer oculta até o momento em que é descoberta.

Se bem seja certo que a célula genésica leva impressa a herança de cada indivíduo, também é certo que ela transmite só uma parte dessa herança. tomemos, como exemplo, um casal com três ou mais filhos. É transmi tido a cada um deles o conteúdo global da herança? Não, visto que não denunciam todos as mesmas caracte rísticas, nem compartilham, em proporção idêntica ou parecida, as qualidades boas ou más de seus progenitores, nem padecem tampouco – no caso de existirem – de iguais perturbações patológicas. este fato é uma de mons tração inquestionável de que a célula genésica faz deslizar em cada filho só uma parte da he r a nça: a que a ele corresponde como potencial hereditário.

A Herança de si mesmo

Considerada deste ponto de vista, a herança é, pois, relativa e conforma, pode se dizer, uma necessidade biológica, mas não determina nunca reproduções fatais. Nenhuma lei universal pode coartar a plena liberdade do espírito humano. daí a total independência e livre arbítrio do homem. Cada um é o que é, conforme o quis, e – salvo nos casos em que aparecem males irrepa ráveis – será aquilo que se proponha ser, mas pela única via possível: o conhecimento. a parte de herança que recebemos de nossos pais, e que eles por sua vez receberam de seus ascendentes, é a mesma – melhorada ou piorada – que legaremos a nos sos filhos, e eles a seus filhos, até o final dos tempos. ao tomar como ponto de nosso enfoque a parte evolutiva da herança, compreenderemos que cada indi víduo haverá de encontrar, dentro de si, o caudal heredi tário que foi formando através de suas próprias gerações. Vai descobri lo, por exemplo, ao sentir uma acentuada vocação por determinada ciência, arte ou profissão. a facilidade que encontre ao encarar estudos e as ideias que auxiliem sua compreensão, enquanto se encaminha para o pleno domínio do conhecimento a que aspira, serão demonstrações claras de que nisso opera a herança de si mesmo. o sangue imaterial é como os rios, que arrastam, além de elementos impon deráveis para a fertilização das terras que banham com

Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol) suas águas, outras riquezas, que a corrente leva em seu incessante movimento. aquele que aproveita os elemen tos fertilizantes desse sangue para a própria vida, e que dele extrai as riquezas que contém, herdará tudo isso de si mesmo, de sua própria iniciativa. Pois bem; tanto as riquezas que o rio arrasta no caudal de suas águas, como as que a corrente sanguínea contém, passarão ao largo, avançando de geração em geração, se se ignora o que se pode extrair delas. No caso destas últimas, é óbvio que tais riquezas estariam representadas pelas valiosas contri buições contidas na evolução que flui passando de pais para filhos. o homem que permanece indiferente a essa realidade perderá, com isso, uma grande oportunidade que a vida lhe oferece, mas não acontecerá o mesmo com quem, embora sem saber, extraia de sua herança os valores que lhe pertencem exclusivamente. esta revela ção dos segredos da herança pode bem explicar aquelas indagações dos que inquirem por que os filhos não her dam a sabedoria de seus pais, sua vasta cultura, etc.

Há uma verdade de todos conhecida: é a que institui o homem como herdeiro direto da criação. Porém, fal taria ainda conhecer que essa herança está sujeita a leis inexoráveis, que não permitem à criatura humana her dar absolutamente nada enquanto não se faça digna desse presente universal. a lição não pode ser mais sábia e prudente: Não ponhais ao alcance das mãos de uma

A Herança de si mesmo criança os co mandos da usina que distribui a luz, porque vos dei xa rá às escuras. Não aviveis repentinamente a chama do sa ber na mente incipiente, sem antes reco mendar ao beneficiário que retire dela todo pensamento inflamá vel, pois se correrá o perigo de provocar um incêndio mental. do que dissemos se infere que toda criatura humana tem as portas abertas para alcançar a magna prerrogativa de sua herança, mas antes deverá torná lo possível para si. isto a obrigará a pensar que deve ir do pouco ao muito, do mínimo ao máximo, e nunca ao contrário, como pretende a ignorância. Numa palavra: ambiciona se abarcar mais do que se pode e deve.

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