Problemas para o darwinismo

Problemas para o darwinismo

(Parte 1 de 6)

O Colapso Darwinista Uma crise na teoria de evolução.

1ª Edição

Paulo V. Rubem

O Colapso Darwinista- Uma crise na teoria de evolução

Edição: AlfA Comunicação Editor: Vitor A. Mendes Revisão de texto: Carla A. Mendes Capa: Designer Paulo D. Diagramação: Fernandes A. Souza José Neuro C. Oliveira

Rubem, Paulo O colapso darwinista - formato 14x20 281 Páginas ISBN: 978-85-920230-03 Análise crítica da Teoria de Evolução

O Colapso Darwinista – 2015 - Alfa Comunicação. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução desta publicação por qualquer meio eletrônico ou impresso. Editor: Vitor A. Mendes.

Edição 2014 / 2015

Preâmbulo05
Capítulo 01: A história do Darwinismo07
Capítulo 02: Propostos mecanismos da evolução2
Capítulo 03: A realidade do Registro fóssil54
Capítulo 04: Fósseis suspeitos78
Capítulo 05: Efeitos das mutações94
Capítulo 06: Teorias de evolução humana112
Capítulo 07: O mistério da origem da vida143
Capítulo 08: Inviabilidades para uma evolução química177
Capítulo 09: A reforma do Darwinismo224
Capítulo 10: Ortodoxia Neodarwinista234
Referências bibliográficas251

Sumário Índice de palavras............................................................................276

Preâmbulo

Faz-se importante obras que possam passar em revista os ditames da teoria de evolução amplamente defendida por seus partidários. Muita informação técnica se manteve ocultada do publico laico, quando muitos problemas inerentes à teoria de evolução não foram externados. Quando se considera os aspectos positivos e desfavoráveis de uma questão, o assunto se clarifica, e assim pode se fazer uma avaliação mais pluralista do tema em foco. A teoria de evolução é definida e blindada como “fato” confirmado ignorando muitas vertentes objetáveis que enfrenta há muito tempo. Desde o lançamento deO rigem das Espécies de Darwin, os livros texto apresentam maioria das hipóteses darwinianas como fulcro seguro sem objeções.

É preciso averiguar em plano mais crítico as postulações darwinianas e as dificuldades envoltas nas interpretações da teoria evolutiva, bem como avaliar o real contexto científico e credibilidade do darwinismo. A presente obra literária não se atrela a advogar alguma ideologia religiosa ou apresentar alternativas filosóficas ao modelo de evolução já estabelecido por muito tempo. Muito menos tenta apontar para o terreno metafísico em detrimento das ideias neodarwinistas, ou buscar novos cam-i nhos para os postulados da biologia evolutiva. Este livro tenta de forma não dogmática, demonstrar que a teoria de evolução está envolta nos mais sérios obstáculos que em grande maioria não vieram a tona, ou são desconhecidos do público laico. Sonda os grandes problemas enfrentados no campo da paleontologia com suas dificuldades do registro fóssil, e a descontinuidade das espécies, em principal dos grandes filos.

Toca no ponto mais sensível que está no ramo da biologia molecular quando avalia os grandes obstáculos enfrentados pela teoria de evolução química, ante os maiores enigmas de demonstrar o presumível caminho para a origem da vida que tenha ocorrido em uma suposta sopa orgânica ou em qualquer outro lugar.

O colapso darwinista já foi prenunciado, mas uma resistência dogmática das suas fileiras tenta turvar a crise epistêmica já evidente. Um construto contra as inconsistências da teoria se faz presente por parte de pesquisadores e críticos do darwinismo percebido por muitos e denunciado por poucos, mas mesmo assim, os defensores tentam maquiá-lo com novas reformas revolucionárias para não sofrer seu epitáfio total. É provocante abordar o tema num prisma mais crítico e reconsiderar quão mensurável é o darwinismo, diante das improbabilidades que enfrenta. Para os leitores, deixo uma carta aberta para que cada um possa tirar suas conclusões sobre o tema e estarem cientes de que os postulados darwinistas apresentam furos grotescos e muitas dificuldades.

CAPÍTULO 01 A HISTÓRIA DO DARWINISMO

Por mais de 150 anos o naturalista Charles Darwin havia desenvolvido sua teoria de descendência com modificação que viria mais tarde ser nomeada de teoria de evolução orgânica que ganhou a aceitação de seus admiradores. Tal teoria vinha como algo magnífico para um grande número de pessoas que já questionavam a origem criativa das espécies. Entre essas estavam muitos pensadores que desejavam obter explicações naturalistas para a origem das espécies sem intervenções sobrenaturais. Embora muitos tenham feito suas suposições, foi Darwin que proporcionou aparentemente àquela época uma melhor arguição que foi mais adequada em explicar um processo naturalista para a origem dos organismos. Ainda nos resquícios de suas crenças, ele se envolveu com o mundo naturalista e deixou um pouco de 7lado suas proposições religiosas.

Nascido em 1809 na Inglaterra em uma família abastada, tinha um pai médico bem sucedido e sua mãe faleceu quando Darwin tinha apenas oito anos. Após isso, ele ingressou em uma 2escola administrada pela igreja anglicana . Logo Darwin foi incentivado pelo pai a cursar medicina, mas ele abandonou o curso após ficar incomodado ao presenciar cirurgias em pacientes sem uso de anestesia que ainda não existia naquela época. Essas aulas práticas dessa natureza eram desagradáveis para ele.

A história do darwinismo 06

39Propostos mecanismos da evolução

Certamente, as diferenças desses pássaros parecem não ter favorecido as propostas evolutivas. Quando se avaliou minuciosamente os tentilhões, muitos observadores perceberam que as diferenças se tratavam apenas de variações entre tipos básicos dentro da espécie. Compreende-se que as diferenças eram pequenas e restritas em coloração de penas e formato dos bicos. Muitas famílias só poderiam ser diferenciadas através de rigorosos estudos científicos, o que tornava difícil a identificação das variações dos tentilhões. Os tentilhões, como outras espécies, possuem variações que culminam nas diversas diferenças permitidas até o limite das espécies. Geralmente, os tentilhões não se transformariam em outras espécies, mesmo com a hipó- tese de longo tempo. As populações estudadas por Darwin contêm a mesma estrutura genética e possivelmente podem cruzar entre si, demonstrando ser de um mesmo gênero. Esse fato questiona a proposta darwinista sobre a origem de no- vas espécies de tentilhões, e põe em dúvida a definição das 13 espécies estudadas por Darwin consideradas distintas pelos darwinistas. Talvez essa definição seja sintomática, e confunde a explanação de espécie como a unidade mais básica de um sistema taxonômico, que permite variações dentro de seus limites.

Darwin havia sido indubitavelmente influenciado pelas observações feitas nesses pássaros, e isso foi mais um incentivo para desenvolver suas ideias de seleção. Ele continuou a fazer muitos de seus estudos e colher cada vez mais dados para co-r roborar suas ideias, embora tenha estudado diversos animais e plantas, os tentilhões se tornaram um marco importante que for-

Os Tentilhões de Galápagos

taleceu sua teoria

foram decisivos para as hipóteses de Darwin.

As populações estudada por Darwin aprese-n taram uma mesma estrutura genética com possivél cruzamentos entre si.

O colapso darwinista40

Órgãos vestigiais

Os darwinistas se amparam no conceito de evolução biológica, ao exemplificar o modelo de órgãos rudimentares, ou definidos como vestigiais. Segundo os teóricos, ocorreu com o decorrer de longo tempo a perda de importantes funções de 34certos órgãos vestigiais. Alegam que, no evento evolutivo, órgãos rudimentares foram substituídos por novos órgãos que eram formados durante a evolução, e assim o modelo vestigial seria uma ratificação de um processo evolutivo que descartou ou inutilizou alguns órgãos. Algumas estruturas foram supostamente usuais nos ancestrais, mas tal utilização foi perdida com 35o decorrer do tempo.

Havia no passado uma longa lista que incluía diversos órgãos como vestigiais, com cerca de mais de 100 órgãos citados.

Mas, logo depois de muita investigação científica essa lista se rareou, ao se anotar que os supostos órgãos vestigiais desempenham funções importantes que ainda não haviam sido detectadas pela ciência. A presumível existência de tais órgãos vestigiais é suspeitável, visto que, a ausência de função é baseada sintomaticamente em um estudo parcial não completo que ainda não encontrou as possíveis funções de um órgão que é classificado como vestigial e sem importância. Um exemplo clássico abordado na literatura darwinista tange ao apêndice vermicular considerado por longo tempo como um órgão sem valor dentro do intestino grosso como uma “sobra evolutiva”. Mas, novos estudos redefiniram realmente o verdadeiro valor do apêndice vermicular. Constatou-se que o apêndice tem função efetiva no organismo. Este providencia depósitos de bactérias benéficas, também colabora na produção de células brancas no sangue.

Em episódios menos clássicos, outras glândulas do corpo humano foram consideradas como vestigiais, como foi o caso do timo localizado abaixo do pescoço, como uma pequena glândula aparentemente de início considerada sem valor. Confirmou-se que o timo, assim como o apêndice, desenvolve um intricado

Muitos orgãos com funções desconhecidas eram considerados como “vestigiais”.

41Propostos mecanismos da evolução

trabalho junto com o sistema imunológico na defesa con- tra agentes patogênicos por produzir linfócitos T. Também as amígdalas foram consideradas como órgãos vestigiais, quando era costume os antigos médicos sugerirem a extirpação desses órgãos quando achavam necessário. Porém, em contra partida descobriu-se que as amígdalas também estão aliadas ao sistema imunológico. O cóccix é mencionado como “sobras vestigiais” por ser considerado como os restos de “uma cauda” de um suposto antepassado animal. Frequentemente, oc óccix atua nas funções pélvicas, bem como é importante para o auxílio da posição ereta, de maneira que não deve ser considerado como vestigial. Também o ressalto auricular, considerado como “rudimentar” tem funções importantes na orelha ao auxiliar na audição e na captação de sons. Muitos dos órgãos que foram consider-a dos como vestigiais em defesa da evolução se provaram ser de muita utilidade. Para tentar contornar o impasse, alguns teóricos alegam agora que a descoberta de funções para esses órgãos não tem relevância contra a teoria de evolução. O que acontece é que as funções das quais afirmavam não ser possível detectar com precisão já foram atualmente identificadas e, por isso, tais órgãos não podem mais ser definidos como “vestigiais”, de forma que a presumível existência deles fica enfraquecida.

Outro problema evidente seria o fato de haver uma dupla possibilidade de interpretação sobre a existência de órgãos vestigiais. Tais órgãos poderiam ser considerados como uma degeneração para o organismo que o possui, e isso não seria promissor para um possível processo evolutivo, uma vez que a ação seletiva deveria conter ou eliminar um órgão que não seria mais apropriado para a espécie. Um órgão sem função não deveria ser mantido num suposto processo evolutivo que seria ascendente.

Homologia e analogia

A biologia evolutiva se refere ao padrão de semelhanças entre os seres vivos como homologia e analogia para descre-

O colapso darwinista42

ver as funções existentes entre as espécies. As semelhanças en- tre estruturas de diversos organismos são consideradas como homologia. As definições sobre analogia se referem a órgãos com estruturas diferentes, mas com uma função semelhante, onde darwinistas anotam que quaisquer espécies apresentam 36características homólogas e análogas. Eles defendem que as espécies com órgãos homólogos teriam uma descendência co- 37mum oriundas de primitivos ancestrais. Assim, esses órgãos teriam sido posteriormente herdados dos ancestrais num cont-í nuo processo suposto de evolução biológica.

Mas o modelo de homologia não esclarece uma mudança entre espécie. Em outras palavras, existem apenas algumas semelhanças, mas as grandes diferenças são ignoradas em maioria. As muitas diferenças são responsáveis pelos limites e descontinuidade entre uma espécie e outra. Os filos taxonôm-i cos deveriam indicar uma linha contínua de organismos para a corroboração do modelo de evolução biológica, mas isso não acontece. É verdade que a indicação de semelhanças entre espécies pode apoiar em certa parte a ideia de ancestralidade, pois as espécies compartilham de membros com estrutura e funções semelhantes. Isso é perceptível em níveis entre espécies.

De qualquer forma, a citação de semelhanças é um tanto frágil, pois tais se limitam a funções e estruturas, mas não fornece indício de que são todas oriundas de um mesmo ancestral. As dificuldades se tornam agravantes no campo molecular, quando 38as espécies apresentam profundas diferenças. Deveria haver uma coerência no nível molecular para as estruturas homólogas como confirmação de descendência comum, mas o que se observou nos parâmetros empíricos foi o inverso, quando muitas espécies se mostraram diferentes nas comparações genéticas. Esse episódio deixa claro que as semelhanças entre estruturas não significam forçosamente que tais estruturas homólogas foram oriundas de antigos ancestrais.

A teoria da recapitulação

43Propostos mecanismos da evolução

Em 1866 o biólogo alemão Ernest Haeckel fortaleceu a te- oria denominada de teoria da recapitulação que já havia sido proposta por outros. Tal ideia se resumia no pressuposto de que “a ontogenia recapitula a filogenia.” Haeckel especulou que as fases embrionárias de um organismo se repetiriam ou recapitulavam temporariamente os estágios com as características dos antepassados no processo evolutivo. A teoria da recapitulação foi uma influente contribuição por parte de Haeckel, onde muitos interessados nas ideias de evolução passaram a assimilar o 39novo conceito. A ontogenia é o processo de desenvolvimento individual de um organismo iniciado na fase embrionária. Já a filogenia se refere ao desenvolvimento do filo ou espécie do qual pertence o mesmo organismo na sua presumida fase evolutiva. Em muitos aspectos as propostas de Haeckel se baseavam na teoria de Lamarck. Haeckel acreditava na transmissão de características adquiridas que eram passadas para os descende-n tes, e essa hipótese estava englobada na teoria de recapitulação.

Através de suas ilustrações, Haeckel especulava que o embrião humano em seu desenvolvimento atravessava fases de seus supostos antepassados, como foi explanado nas figuras que continham os desenhos de embriões de peixe, salamandra, ta-r taruga, pássaro, porco, boi, coelho e humano. Haeckel alegou que em estágios incipientes os embriões humanos não se distinguiam de embriões de anfíbios, peixes, pássaros e répteis.

Em contra partida, os desenhos de Haeckel em grande parte foram f-or jados por serem muito simplificados e conterem profundas modificações. Os desenhos foram expostos como falsificados para apoiar a ideia da teoria da recapitulação. Na antiga figura do peixe existem fragmentos de diferentes 40animais.

O biólogo alemão

Ernest Haeckel

O colapso darwinista4

O embrião humano é distinguível de outros em todos os seus estágios, e mesmo entre peixes e répteis existe distinção filogenética. É muito suspeitável que houvessem as guelras representativas de peixes na recapitulação do embrião humano como foi defendido por Haeckel. É verdade que os humanos na fase de desenvolvimento embrionário apresentam bolsas farin-ge ais, como acontece nos peixes, mas nos humanos tais bolsas se transformam em timo, glândulas paratiróides e tubos eustaquianos, já nos peixes, essas bolsas se transformam em guelras. Não há comprovação de que o embrião humano passe por fases de 41peixe, réptil e outras espécies.

As pesquisas referentes à embriologia têm demonstrado profundas contradições para as sequências evolutivas. Principalmente no que tange ao nível molecular, o DNA de cada espécie não é o mesmo, mas apresenta grandes diferenças que contrariam uma suposta sequência evolucionária. A teoria da recapitulação foi refutada por falta de embasamento e por isso foi descartada. Muitos pesquisadores não usam mais a teoria de recapitulação e grande parte dos livros de biologia não trazem as ideias de Haeckel. “A crença de Haeckel sobre os estágios embrionários representarem as fases adultas de seus ancestrais 42estava equivocada”. Apesar disso, alguns livros ainda fazem alusão à teoria de recapitulação mesmo com todos os obstáculos 43impostos. Evidentemente, a lei da biogenética ficou enraiz-a da nos conceitos de muitos, mesmo com todas as contradições e dificuldades. Alguns autores defendiam o uso das ideias de Haeckel por acharem que mesmo com seus impasses ela ainda pudesse ser útil. Alguns resíduos da teoria de Haeckel permane- 44ciam em poucos livros texto de biologia. De qualquer forma a teoria da recapitulação discutida por Haeckel já se tornou ob- 45soleta.

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