Filosofia da miséria

Filosofia da miséria

(Parte 1 de 18)

ternacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Cãmara Brasileira do Livro, SP, Br<lsil)

Proudhon, Pierre-]oseph, 1809-1865.

Sistema das contf<ldiçócs econômicas, alI,

Filosofia da miséria, ton1l> I/ Píerre-Joseph Proudhon ; tradução de .I. C. Mmel. -São Paulo Ícone, 2003. -(COkÇ:ll1 ftll\damen.tos de filosofia)

ISBN 85-274-0704-3

1. Econ.omia 2. Filosofia francesa 3. Proudhon,

Pierre-]oseph, 1809-1865. Sistema das contradições

econôm.ícas, OLl, Filosofia da miséria 4. Socialismo 5. Trabalho e classes trabalhadoras I. Título. lI. Título: Filosofia da miséria. m. Série.

02-6482 CDD-335 Índices para catálogo sistemático:

1. Econom ia sociatista 335 2. Socialismo : Economia 335

Picrre-Josepll Il'IIIIl/hl';1 ou FILOSOFIA DA MISÉRIA

Tradução de J. C. MOREL

Icone editora lI) ( ;()pyright 2003. ícone Editora Ltda.

Título Original

Systeme des Contradictions Économiques ou Philosophi<,; de la Mishe

Capa I >i:I!',LlllIa<,:iío

Andr(al\'1.q·,.dll.l\".d,l Silva 1IlIIlldlll,'ICl I' Nolas l ',1 it 1 ' ,) i'.'I"1l'1

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I?"·..I t\ l.ij-il ('1'" C:'il.l',:.1 li I. 1"'IoIIl.,tI'l F.li,l 1 parcial desra obra,

.1: 'Ilil tio 1110 , 10'1" "., deI r(mico, mecânico, jill lu .1. iltll\' 01, JHIlI xerográficos,

1, IV!!ill .,11 O'\llrcss:t do editor i I ,.i li" 1),(110/98).

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'I' d.", I'.dlllciras, 213 -Stá. Cecília I I' f) I!..'(1-010 -São Paulo -SP

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10,,1''''1) lIa economia das sociedades, 85

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1-' I, I' ,I,

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1',1 !I.i'1 I' lias críticas, 95

,Iv utilidade e do valor de troca, 115

1,1 v:t1llr: definiç80 da riqueza, 141 1'1., !vi da proporcionalidade dos valores, 158 \ II1 I '.,oIll.\l'1l Econômicas -Primeira Época

"1','" ,1 Trabalho, 177 hl. 1,'i11S antagonistas do princípio de divisão, 179 fi I1 Illlj1nrência dos paliativos. Os Srs. Blanqui, Chevalier,

I )unoyer, Rossi e Pü.ssy, 190 , r,

I '.i1'i1\du lV -Segunda Epoca -As Móquinas, 213 ,

~ 1-0 papel das In,lquínas na sua \om a liberdade,\21s'

~ I -Contradição das máquinas. Origem do capital e do \

salariado, 228

1 _Preservativos comra a influência desastr(sa--das máouinas, 249,c. r.. '-''I''1ll1l) V -Terceira Epoca -A Concorrêncía",-.Z61 '

~ I -Necessidade da concorrência, 261

~ I . Efeitos fl-bversivos da collcorrênci,l e destruição da liberd:\tlt por ela,--:278 l-i 111· Remédios conrrél a concorrência, 296

''Ilillll" VI -Quarta Época -O Monopólio, 309 1; I 1-.J1't'\:ssidade do monopólio, 310

:: I I)csastres no trabalho e perversão nas idéias causadas pelo

monopólio, 328 ,li >tlulo Vll-Quinta Época -A Policia ou o Irnposto, 353 91-Idéia sintética do imposto. Ponto ele partida para o desenvolvimento desta idéia,) S

§ I -AntinOlTlÍa do iLnposto, 366 § I -Conseqüências desastrosas c ilH'vil:'tveis do imposto. (Gêneros de prirneira necessid:lo I,', leis suntuárias, policia rural e industrial, patentes de ilW,'llo, ,I, " de marcas, etc.), 383

/\" ('''1'''//1''0'\ J:'collômicas, figuran1 entre os prin1eiros livros

,I" l'nJlldhlll1. ()I:\lldo de começou a redigi-las, tinha publicado ape 1:\S :l do Domingo (1839), suas três memórias sobre a pro I'ril'dade (1840-1842) e a Criação ela Ordem na Humanidade (1843).

Publicadas em 1846, parece que Proudhon tenha começado a 1('( Iigi-las eLTl 1844. Elas aparecem como uma seqüência lógica de sua :\JI"TLência aos PropTietáTios de 1842, que constitui a terceira memória ',( dlIT a propriedade. Por ocasião desta redação, Proudhon conserva

;\iI1l1:1 o seu ernprego junto :1 firma dos irmãos Gauthier, da qual se t1,',sligar{\ apenas no final de 1847.

Nascido em lS de janeiro ele 1809 em Besançon, filho de um

I Jl\('leiro arruinado e de Ulna cozinheira, ele foi sucessivamente boi 1'1", tipógrafo e impressor. O eSGlndalo suscitado pelas suas Memórias ',I '/)I't' :l Propriedade fez com que ele perdesse uma bolsa de estudos

'1' gozava entre 1839 e 1842 da Academia de Besançon (a pensão ;1;\1( I). Nesta época também (1839-40) ele perde a tipografia que ti I" 1;\ ,'( )l11prado em sociedade com outros dois companheiros e endivi

,1,1',,' permanentemente, além de ser denunciado como critninoso P') 1\ ", I)cIas Sllas memórias sobre a propriedade. Em 1842, depois oI,

1'1 ';id,) processado e absolvido consegue um emprego na rirll!:1 ,I, I''',!.I 111lnlllul,',1(), n2tolnalno::; us principais argul11l'-ntos l'-Xpost()S 1'1f""IIL I' I. I" !, /"\ Anarquista Francêsa no frontispíciu de. sua l'd il::l(, LI" ( ", I 1'1,': \l, Clll1sidcra\-(-ICS de lHISS;\ 1:\\"1:1.,.\ [I".I"ql 1'1/1.1'1. fl".1 I I.I" kl\l'll'l1tl'

,I, li', ,'x-colegas de estudo, os irmãos Gauthier, que lllontaram um ne !',' l"io de transporte fluvial cle cargas na região de Lyol1. Suas funç6es l1esta finna eraln um pouco vagas, funcionando como contador, cai xeiro-viajante, procurador para pendências comerciais e judiciais, além de supervisionar embarques e desL'mbarques de mercadorias e proje tar roteiros. Foram anos em qlle L'k p:1ssava seus dias com marinhei ros, estivadores, comerciantes, e mecânicos, além de cllToceiros e oficiais de justiça, Ucsel\\!olwu igualmente relaç6es com o lnovimento operário de Lyon, prillCipalmente com os canuts -os operários da seda -cuja ideologia e modo de org;ulização influiriam poderosamente na sUa obra. Passa a residir itinerantemente entre Besançon na casa paterna, em Lyon e em Paris onde mantém peque nos Clpartamentos alugCldos, ao sabor dos negócios. Nesta época igual mente apaixona-se por uma camponesa em Lyon, mas o romance não vinga, Contratado como proletário, Proudhon lentamente começa a entrar em relações com o "mundo dos negócios" e a manter contactos regulares com representantes comerciais, juristas e homens de Estado e estas novas tarefas o obrigam a redigir memoriais, petições, parece res, requisições e envolver-se com () lado prático da administração de neg(·)cios. Em 1844 é obrigado ;1 permanecer de janeiro até agosto em

Lyon, mas os negócios lhe deixam tempo suficiente para que comece a trab:tlhar ctn uma obra mais importante que conta ver public1da ern Paris: S;\O os primeiros esboços da Filosofia da Miséria. Em 1845

:1tentoem Proul!l()1I,l[l(':Il'n,v(,iIar:ía oportunidadeparafazer"uma

Lacordairc \'('Ill :1 lyol1 a quaresma e encontrará un1 ouvinte crítica sumária l' /'l'Il'l/'I(írilf (It-loe/o o sistema cristâo" en1 Ulna carta endereçada au L1Ulllilli(';IIl() L' que SCr<1 publicada pela Revue IndeJ)en.

dente em 25 de m;m:() de ltl45, com o titulo Miserere ou a Penitência ele um Rei; o escrito el1lret:l11to não suscitará o interesse quc Proudhon esperava. Esta é a sl',l.;unda fonte da obra quc ora traduzimos.

Em 1845, L'stahclecido com mais freqüência em Paris mas con servando ainda seu emprego "de barqueim" como dirú em suas cartas,

Proudhon entra e\1 nmtacto com () célehre economista Joseph Garnier, fundador do Journal rLes Economistes e da Societé de Economie Politique e através desre com o livreiro Guillaumin, especializado em obras de

I!) ,k agosto de 1845, na qual coloca algumas condiçC)l's ",illil/d/l"1I

economia e editor do JOltrnal de Economistes, que serú também o edilor (hs Contradições. Proudhon lhe oferece a obra em uma carta (1:1t:\<LI,I,' te, embora o Sr. seja o editor oficial de todas as obras de """"'"1" /,,,I/I{ ri publicadas na França, espero ter gmantida a liberdade de l/..I, "1'1""\,

JJOr mais distintas c/ue possam ser daclue!as dos Srs. Dunoyer, RUS\I" /1"1,1"1,1', entre outros. Pretendo utilizar igualmente e da maneira mais anti"''', ,"li o respeito merecido às pessoas e as consideraçóes que mereCl'll1 /"'"'(,I, çcJcs e os talentos reconhecidos, do direito de refutaçc10 e de crítica. () '",til<",

Sr, Guillaumin, poderia concccler·me esta dupla franquia? Por minh'l 1"1", IJrometo, e nua julgo necessário dizê·lo, manter a polêmica na formrl 111011", jJolida e acadêmica possível...", Mas como querer que a pena de Proudl" 'I, seja "acadêmica" durante mais de oitocentas páginas? A promessa tranqüiliza inicialmente (]uil1aumin que à seguil, como diz Saint-Beuve, não foi precisamente congratulado pelos ec<) nomistas por ter introduzido o lobo no redil. Na medida em que im prin1ia o livro, o editor sentia seus temores despertarem, sobre as re· provaçôes que este suscitaria entre os economistas seus amigos, tão maltratados por seu opositor. Algumas cartas de Proudhon para indicam que este último lhe pedia cerros retoques e ;lbrandamenros de fórmulas demasiado corrosivas. Em 4 de abril de

IH46, Proudhon aceita suprimir uma passagem relativa à atitude poli I ica dos economistas, que "chateava" Guillaumin,

A obra será posta à venda em 15 de outubro de 1846, quando l) autor está em Lyon, Deveria ter sido lançada no dia 5 e o próprio l'roudhon acredita ter sido esta a data de lançamento, mas o editor, lel'ido no último momento por seus escrúpulos, queria tê-Ia submeti ti" uma "censura prévia", o que não impedirá que a obra levante Illl1tra seu autor as iras dos cspíritos mais opostos, tanto os economis \:IS liberais quanto os socialistas. Proudhon alegra-se com isto, Tentan ,I() acalmar o seu editor, temeroso dos prejuízos que a obra poderia

,;115:1' aos seus negócios, Proudhon replica·lhe: ".. trata-se de fazer de

I 'I\\1i livraria o cam/JO de batalha das idêias sociais, que estilo na iminência, I)ocleis jilcilmente obseH!(lr, ele afogar as idéias políticas, místicas, di/Jlo·

IllrlIIU/S e filosóficas, Daqui há dois anos a economia política, a economia I, li ou ciência econômica, SCjCl qual for o nome que vos aprouver, será wdo 1II1 "/)inicio pública e ocuJ)ará a cabeça da humana encido/Jédia..."

No momento em que Prouclhon redige as suas Contradições, a {,( ,i()s economistas liberais ou manchesterianos promu19a suas te

" (' '1' verdades absolutas. A vigorosa ofensiva de Proudhon será I" "I \., (I'IIH) um;l :l,é;ress:lo, C)s S'lCi:l!isl:lS e fourieristas) já tinham começado os ataques, mas Proudhon os repele

I'i com violência igualou maior e os despacha ao nível de seitas místicas I e liberticidas. Antiliberal e anticOlTlunista, ele anuncia a derrocada tanto do individualismo econômico, quanto do socialismo de 1848. Como o leitor logo terá a oportunidade de a obra con siste essencialmente em uma série de capítulos semi-autônomos onde o autor toma cada um dos pilares básicos da Economia Política de seu tempo -o conceito de valor, a divisão do trabalho, as máquinas, o crédito, a concorrência, o monopólio, a propriedade etc. -e os subme te à crítica, visando derrlOnstrar que todos estes conceitos fundamen tais, por mais ben1 construídos que estejam aparentemente, demons tram-se na verdade contraditórios, conduzindo a efeitos contrários aos que inicialmente se propõem; assim, por exemplo, a divisão do traba lho, que é um instrumento de melhoria de produtividade e de acrésci mo de valor, acaba por tornar o trabalhador parcelar, escravo do pa trão, reduzido a um salário de fome, e as máquinas, que seriam por seu can\tcr sintético um antídoto à esta fragmentação, do momento em que se instalam na oficina acabam por piorar as condições do assalariado porque, sendo mais produtivas, acabam por reduzir a ne cessidade de braços. Para Proudhon a Economia é un1a ciência e estas contradições não demonstram o contrário, porque, conquistado pelo método dialético para ele "onele /ui contradição, há iminência de soluçdo e de harmonia". A sua dialética, entretanto, não será a dialética triádica de Hegel, com tese, antítese e síntese, mas sim uma dialética serial, inspi rada em parte por Fourier e Kant, em parte por Hegel, mas com mui to de pessoal, na ljl:l!:1 sín'l'sc n:l) ocorre nunca; as contradições ao se desenvolverem dCIIll lIl,sll":11l :'I1('1;IS :1 /)([rcialidade e a /Jrecariedade dos conceitos, ou seja, a lilit:l::l I C()l que estes apreendem a realidade e na verdade a lia :1I1tinOlnia não está nen1 no meio-termo ou na conciliação, nem 1:1 síntese arbitrária construída à partir da antí tese, n1as sim em ullla JilSiLO dos conceitos antinômicos em um conceito superior, mais amplo e mais forte que simultaneamente englobe e dissolva a antinomi:1 observada neste conceito de ordem superior, e tal conceito, por sua vez gerará outra antinomia, que deverá ser nova mente superada, e assim por diante. Este movimento, para Proudhon, é, entretanto, em/)írico e não a/Jriorístico, e somente pode ser descoberto pela razão em confronto com a realidade. A crítica que Proudhon fiz aos socialistas seus contemporâneos é a de justmnente ignor:lITlll l'stl' lO lado científico e concreto da realidade, dado pelas antill()\I.I, ,I, ' ," nomia, ignorância esta que os conduz à utopia dos sistemas il"l':d, ,\" ; fruto do sonho ou da boa vontade, ou então à adesão cega l' 1)'," I \ negaçâo de uma tese da economia, sem perceber a necessilbd" ,1",1 I negação ser superada.

Esta dialética serial, Proudhon já tinha esboçado e parcialml'lli" desenvolvido na sua obra Da Criação do Ordem na Humanidade (184 )), que é escrita justamente entre a crise provocada pelas suas Memórial sobre a Propriedade e as Contradições, em um momento difícil de SlW vida, tanto material quanto politicamente. Tendo sido recém-absolvido em um processo por crime político e estando quase sem recursos mate riais, Proudhon tenta ser "sereno e científico" nesta obra e isto prejudica muito seu estilo, tornando-a indigesta. A obra, situada entre duas ou tras muito polêmicas e de impacto, tem pouca ressonância e é pouco lida e conhecida, mesmo hoje em dia. Isto é lamentável porque mui tos dos argumentos da Contradições são desenvolvimentos e aplicaçôes do método esboçado na Criaçdo da Ordem.

Proudhon demonstra-se nas Contradições um leitor assíduo da

Economia Política c18ssica e bastante familiar de Adam Smith, de Malthus, de Ricardo, de J. B. Say e de todos os epígonos franceses da escola liberal, seus contemporâneos; demonstra-se igualmente conhe cedor do socialismo seu contemporâneo principalmente das obras de Blanqui e de Louis Blanc, com que polemizará asperamente, bem como de Fourier, que já é citado na A Criaçdo da Ore/em. Além disto manifes tará um certo conhecimento da filosofia alemã, que vinha estudando desde 1838, nos tempos da sua bolsa de estudos.

Aqui cabe um pequeno esclarecimento. Proudhon desconhe ci:1 o alemão e desta forma não poderia ter acesso direto aos textos dos Iill')sofos alemães. Ele extrai os seus conhecimentos de várias fontes: l'1 primeiro lugar das obras de história da filosofia publicadas em Il"a ncês, que resumem e citam trechos de vários dos filósofos impor t:111tl'S do Romantismo e do Idealismo alemães. Suas principais fontes 1\(";(1' sentido são o Cours d'Histoire de la Philosop/üc e os Fragments

1'/1 i{()\()/I/üI/ues de Victor Cousin e a Histoire de la P/ülosoplüe Al1cmalli/l' ,I,· ibl",il()l e Penhoen, esta última obra em dois grandes volun1l": "

'\1'" "'1'íliJlOS dedicados respectivamente a Leibniz, Kant, ]-'jl 11'. ',,1,11" ,. Ele as consulta na biblioteca do Institllt 1" h.I;" \. ·,1 \.1 I' 1.1<.; 1','; Cl 11 Tissllt, professor de filosofi:1 em I)j j, 11 ,. IlI',' '11'" ' como ele, estudioso da filosofia alemã e primeiro tradutor de Kant para o fi-ances, lhe permitirãu um melhor conhecimento da filosofia crítica de Kant e a SU:l leitura em tradução; as aulas de Ahrens, um exilado alemão em Paris e professor de Direito, publicadas em uma obra intitulada J)ruil Narurel, livro que conhecerá grande fortuna, lhe permitirão um IlH'IIHlr conhecimento da filosofia política de Fichte e de Hegel. Sn:I<' L'lltretanto seus contactos em Paris com Karl Grünn e com Mikll:liI j":i\,unin, entre 1840 e 1848, que lhe permitirão um acesso mai,s direto à filosofia de Hegel. Lembremos que Grünn fazia parte da eSLJul'rda hegeliana e que Bakunin, que dominava perfeita mente o alemão, já era um hegeliano convicto, desde os seus anos de Moscou, no Círculo Stankievich (entre 1835 e 1839). Ainda em 1847, segundo o testelnunho de Herzen, Proudhon e Bakunin mantinham animadas discussões filosóficas sobre Hegel, no apartamento do músico

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