Análise das demonstrações contábeis da cia tecidos santanense final

Análise das demonstrações contábeis da cia tecidos santanense final

(Parte 1 de 2)

AUTARQUIA EDUCACIONAL VALE DO SÃO FRANCISCO – AEVSF

FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS E SOCIAIS DE PETROLINA – FACAPE

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

GESSON DE CASTRO CAVALCANTI JUNIOR

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA CIA TECIDOS SANTANENSE

PETROLINA

2017

GESSON DE CASTRO CAVALCANTI JUNIOR

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA CIA TECIDOS SANTANENSE

Trabalho apresentado a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina, curso de Administração de Empresas, disciplina de Análise das Demonstrações Contábeis, para avaliação da segunda unidade, ministrada pelo Prof. Romério Galvão.

PETROLINA

2017

SUMÁRIO

2.2.4 Passivo Circulante - 2013/2015 ........................................................................12

2.2.5 Passivo Não Circulante - 2013/2015 ................................................................13

2.2.6 Patrimônio Líquido - 2013/2015 .......................................................................13

2.2.7 Passivo Total - 2013/2015 ................................................................................14

3. Indicadores Financeiros-econômicos................................................................15

3.1 Liquidez ...............................................................................................................15

3.2 Endividamento .....................................................................................................17

3.3 Rentabilidade .......................................................................................................18

3.4 Atividade ..............................................................................................................20

4. Demonstrações do Resultado do Exercício (DRE) ..........................................21

5. Considerações Finais .........................................................................................23

6. Referenciais .........................................................................................................25

Objetivo Geral

O presente documento objetiva um estudo dedicado as variações dos índices contábeis e análise vertical e horizontal do Balanço Patrimonial e Demonstrativo do Resultado dos exercícios no triênio 2013/2015 da empresa “Companhia Tecidos Santanense. A análise vertical e horizontal nesse trabalho tem como objetivo identificar onde houveram as variações mais significativas, tanto no Balanço Patrimonial, como na Demonstração do Resultado do Exercício. A partir daí, as causas e efeitos de tais variações serão melhor analisadas em sua maioria com auxílio dos índices contábeis.

1. Introdução

A companhia de Tecidos Santanense é uma empresa centenária de 126 anos de estrada. Fundada em 23 de outubro de 1891 por Manuel José de Sousa Moreira no Arraial de Santana de são João Acima, hoje cidade de Itaúna, Minas Gerais. Em 1967 a Santanense se transformou em uma Companhia aberta e através dos bons resultados de uma boa administração, produtos de qualidade e incentivos fiscais, a Santanense começou a efetuar aquisições ou constituição de novas empresas controladas, que deram apoio a suas atividades industriais. Em 2004, passou a ser controlada indireta da CIA. de Tecidos Norte de Minas – COTEMINAS, obtendo ganho de sinergias e redução de custos, além de uma estrutura capital fortalecida.

A Santanense é uma indústria focada na produção de tecidos, que vai desde roupas para trabalho, como, uma simples roupa de escritório ou roupas mais complexas como fardamentos contra incêndio, até tecidos para roupas esportivas. O vestuário esportivo foi iniciado recentemente, em 2015. Ela vende os seus produtos sob a marca comercial Santanense, exceto as roupas esportivas, pois só vende o tecido e a confecção da roupa é feita separadamente pela empresa compradora.

No mercado aberto, é identificada por três códigos, CTSA3, CTSA4 e CTSA8, sendo a CTSA3 a principal.

2. Balanço Patrimonial

2.1Análise Vertical e Horizontal - 2013/2014

2.1.1 Ativo Circulante - 2013/2014

O Ativo Circulante(AC), apresentou um crescimento significativo, consideráveis 13%, o que equivale a 25,9 Milhões de reais. Esse crescimento foi originado principalmente nas contas Estoques e Duplicatas a Receber de Clientes(conta ligada diretamente a vendas). De 2013 para 2014, essas contas atingiram uma representatividade de 47,1% do Ativo Total e juntas somaram monetariamente um crescimento de 29,3 Milhões de reais. Na conta estoques o crescimento foi de 15,2% e na Duplicatas a Receber de Clientes o crescimento foi de 17,4%. Essas mesmas contas, em 2013, representaram verticalmente 22,7% e 24,3% do Ativo Total. - Na “Duplicatas a Receber de Clientes” esse crescimento foi dado em razão do crescimento das vendas e na conta Estoques foi dado principalmente pelo aumento de produtos em elaboração e produtos acabados. - Em Contrapartida o “Caixa e Equivalente de Caixa” declinou cerca de 40,1%, correspondendo a uma diminuição de 5,1 Milhões de Reais. Mesmo assim o Ativo Circulante cresceu aproximadamente 25,2 Milhões de reais, o que percentualmente correspondeu a um aumento vertical de 13%. Sendo assim esse resultado afetou positivamente a liquidez da empresa, exceto na liquidez imediata, visto que houve diminuição do caixa da empresa. E também será benéfico para a qualidade do endividamento e diminuirá a quantidade do endividamento.

2.1.2 Ativo Não Circulante 2013/2014

No Ativo não Circulante(ANC) houve um pequeno crescimento de somente 1,1% de 2013 para 2014, apesar disso houveram volumosas variações nas contas Realizável a Longo Prazo e Imobilizado. A conta Realizável a Longo Prazo apresentou um crescimento significativo de 42,2%, o que corresponde monetariamente a 14,9 Milhões de Reais. Esse aumento aconteceu principalmente nas subcontas, Contas a Receber, Tributos Diferidos e Impostos a Recuperar, que juntas em 2013 representaram 8,1% do Ativo Total e passaram a representar 12,6% em 2014. Além disso houve uma mísera elevação de 854 Mil reais, na conta Investimentos, mas que acabou sendo significativo, pois em 2013 a conta Imobilizado atingiu uma representatividade de 41,2% e em 2014 caiu para 35,5%, resultando num decréscimo horizontal de 7,8%, que monetariamente corresponde a 13,3 Milhões de reais(essa diminuição do Imobilizado foi causada principalmente pela depreciação dos equipamentos e veículos da empresa). Por esse motivo o Ativo não Circulante cresceu somente 2,4 Milhões, sendo esse pouco colaborativo para a empresa como um todo.

2.1.3 Ativo Total – 2013/2014

Após analisar as contas do Ativo do ano de 2014, é possível perceber que ocorreu uma concentração do seu crescimento no ativo circulante, que foi de 25,9 Milhões e uma minoria no ativo não circulante, que foi de aproximadamente 2,4 Milhões de reais. Assim o ativo total em 2014 comparado a 2013 cresceu 6,8% com grande maioria no Ativo Circulante, o que será benéfico para a liquidez da empresa, menos na liquidez imediata, visto que houve diminuição do caixa da empresa. E também será benéfico

2.1.4 Passivo Circulante e Não Circulante - 2013/2014

O Passivo Circulante cresceu demasiados 33,5%, em 2014, o que equivale a 28,9 Milhões de reais. Esse crescimento foi originado principalmente pela conta “Empréstimos e Financiamentos”, que em 2013 representou 13,4% do Passivo Total e em 2014 passou para 19,6%, resultando num crescimento pomposo de 56,7%, que monetariamente representou 31,5 Milhões de reais. Outras contas também influenciaram esse grande crescimento do Passivo circulante, como a conta Fornecedores que cresceu 15,9%, o que equivale a 2,4 Milhões de reais. Além disso a conta Outras Obrigações decaiu 4,5 Milhões, o que equivale a um declínio de 57,2% da mesma, mas de longe foi o suficiente para abater o crescimento do Passivo Circulante que alavancou de 89 milhões em 2013 para 118,8 milhões em 2014, ou seja, um crescimento de 29,8 Milhões de reais. As demais contas do Passivo Circulante e Não Circulante não tiveram crescimento ou decréscimo relevante no mesmo período, pois o Passivo Não Circulante nesse período decresceu somente 645 Mil reais. Sendo assim esse crescimento foi significativamente desagradável para a Santanense, pois o crescimento afetará negativamente nos índices de Endividamento, principalmente na qualidade e quantidade da dívida e também gravemente em todos os índices de Liquidez.

2.1.5 Patrimônio Líquido - 2013/2014

A representatividade do Patrimônio Líquido perante ao Passivo Total decaiu de 65,5% em 2013 para 61,1% em 2015, mas esse decréscimo aconteceu em razão do crescimento do Passivo Circulante e não por causa da diminuição do próprio Patrimônio Líquido, que em 2015 apresentou um insignificante declínio de 0,3%, equivalente a 829 Mil reais, assim o mesmo continuou sólido. Além disso, houve um grande aumento do Capital Social, que passou de 125 para 150 Milhões de reais, mas a origem desses 25 Milhões proveio da Reserva de Retenção de Lucros, então o Patrimônio Líquido não sofreu variações decorrente dessa transferência. Apesar disso, o declínio da representatividade afetou positivamente na Liquidez Geral e afetou negativamente os índices de Endividamento analisados, exceto a Imobilização do patrimônio, e também a Taxa de Retorno do Patrimônio Líquido.

2.1.6 Passivo Total - 2013/2014

O Passivo total cresceu 6,8%, o que equivale a aproximadamente 28,3 Milhões de reais. Um crescimento não muito agradável, já que foi concentrado nas obrigações de curto prazo, como já explicado acima.

2.2 Análise Vertical e Horizontal - 2013/2015

2.2.1 Ativo Circulante 2013/2015

Comparando o período de 2015 em relação a 2013, o Ativo Circulante cresceu somente 1,9%, o que corresponde a 7,9 Milhões de reais. No Ativo Circulante, esse modesto crescimento foi causado principalmente pelo crescimento pomposo dos Estoques, que foi superior ao decréscimo das contas “Caixa e Equivalente de Caixa” e também das “Duplicatas a receber de Clientes. Ou seja, a conta Estoques em 2015 cresceu 22,9% em relação a 2013, o que equivale a um crescimento de 20 Milhões de reais. Essa quantia foi volumosa o suficiente para sobrepor o decréscimo de 4,9 Milhões da conta Caixa(-38,3%) e o decréscimo de 6,1 Milhões nas vendas(-6,7%). Sendo assim houve um crescimento do Ativo Circulante de 9 Milhões de reais, o que percentualmente correspondeu a 6,5%. Tal crescimento afetou positivamente a liquidez da empresa, exceto na liquidez imediata, visto que, assim como em 2014, em 2015 também ocorreu diminuição do caixa da empresa. E também beneficiou para a qualidade do endividamento e diminuição a quantidade do endividamento.

2.2.2 Ativo Não Circulante 2013/2015

Já no Ativo Não Circulante houve um declínio de 2,5%, o que equivale a 5,4 Milhões de reais. A principal conta responsável por esse declínio foi o Imobilizado, que possuía em 2013 uma representatividade vertical de 41,2% e em 2015 decaiu para 36,2%. Mesmo assim o Imobilizado continuou tendo uma representatividade pomposa em relação ao Ativo Total, então mesmo seu declínio tenha sido de somente 10,5%, gerou uma negatividade de quase 18 Milhões de reais, superando a ascensão das contas Realizável a Longo Prazo e Investimentos. O Realizável a Longo Prazo cresceu 28,9%, o que equivale a 10,2 Milhões de reais e os Investimentos cresceram cerca de 45,2%, o que é equivalente a somente 2,3 Milhões de reais. Ou seja, em 2015 o Ativo Não Circulante apresentou crescimentos de 14,6 Milhões, mas obteve declínios de aproximadamente 18 Milhões, resultando numa involução de 3,3 Milhões de reais. Sendo uma involução pequena, que representou somente 2,5% do Ativo Total, não foi muito representativa para a análise dos índices, nem para a empresa como um todo.

2.2.3 Ativo Total 2013/2015

Visto que houve um crescimento de 13,3 Milhões no Ativo Circulante e um declínio de 3,3 Milhões no Ativo Não Circulante, o Ativo Total ascendeu quase 10 Milhões de reais, o que é um valor praticamente insignificante em relação ao próprio Ativo Total.

2.2.4 Passivo Circulante 2013/2015

Em 2015 o Passivo Circulante obteve um aumento expressivo de 33,5% em relação a 2013. Isso equivaleu a uma elevação enorme de 52,6 Milhões de reais. Essa elevação foi identificada na conta dos Empréstimos de curto prazo, que apresentou um aumento exorbitante de 106,2%, equivalendo a aumento de 59 Milhões de reais. Parte desse crescimento foi em razão da reclassificação de Empréstimos de longo prazo para curto prazo, cerca de 21,4 Milhões. Apesar disso ainda restou aproximadamente 37,6 Milhões de reais, e 19,4 milhões foram usados para financiar a compra de matéria-prima - pois o caixa não foi o bastante para pagar inteiramente os fornecedores e o restante dos 18,2 milhões resultantes de outras razões ainda desconhecidas e não informadas pela empresa. Esse aumento não foi benéfico para empresa, pois a Santanense teve de efetuar pagamentos de juros mais altos, o que afetou tanto a qualidade do endividamento quanto a quantidade também. Além disso influenciou diretamente na liquidez da empresa, que decaiu violentamente.

2.2.5 Passivo Não Circulante 2013/2015

Em 2015 o Passivo Não Circulante decresceu, pois a conta no qual apresentou variação significante foi a conta de Empréstimos e Financiamentos. Como já explicado no Passivo Circulante, houve uma reclassificação de 21,4 Milhões de reais de empréstimos classificados como empréstimos de longo prazo para curto prazo. Isso Afetou mais significativamente a empresa, assim como explicado acima.

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