Sun tzu - A arte da guerra

Sun tzu - A arte da guerra

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Iran P. Moreira Necho

A Luta pela Cultura Prezado(a) amigo(a):

E-booksEsta não é, certamente, a primeira ‘cruzada’ que se faz em nome da Cultura, mas

esperamos, do fundo de nossos corações, que não seja a última, pois é através dela, da Cultura, que os povos transformaram a natureza, e, sobretudo, se transformaram.

Nesta época de mudanças, a primeira e mais valiosa transformação a ser feita é a de nós mesmos, de nossas almas, o que somente se torna alcançável por meio da Cultura, que é, em última análise, um instrumento de libertação, especialmente em ambientes, como o nosso, marcados pelo manipular dos meios de comunicação, tão alienantes.

Assim, nada mais nos resta senão pedir-lhe que se una a nós, nesta Luta pela Cultura

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A Arte da Guerra Sun Tzu

Sobre a avaliação.

Sun Tzu disse: a guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, o caminho para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso saber manejá-la bem. Não refletir seriamente sobre tudo o que lhe diz respeito é dar prova de uma culpável indiferença no que se refere à conservação ou à perda do que nos é mais querido; e isso não deve ocorrer entre nós.

Devemos valorá-la em termos de cinco fatores fundamentais, e fazer comparações entre as diversas condições dos contendores, com vistas a determinar o resultado da guerra.

O primeiro desses fatores é a doutrina; o segundo, o tempo, o terceiro, o terreno, o quarto, o mando e o quinto, a disciplina.

A doutrina significa aquilo que faz com que o povo esteja em harmonia com seu governante, de modo que o siga onde esse for, sem temer por suas vidas, nem de correr qualquer perigo.

O tempo significa o Ying e o Yang, a noite e o dia, o frio e o calor, dias ensolarados ou chuvosos e a mudança das estações.

O terreno implica as distâncias, e faz referência onde é fácil ou difícil deslocar-se, se é em campo aberto ou lugares estreitos, e isto influencia as possibilidades de sobrevivência.

O mando há de ter como qualidades: sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem e disciplina.

Por último, a disciplina há de ser compreendida como a organização do exército, as graduações e classes entre os oficiais, a regulação das rotas de mantimentos, e a provisão de material militar ao exército.

Estes cinco fatores fundamentais hão de ser conhecidos por cada general. Aquele que os domina, vence; aquele que não, sai derrotado. Portanto, ao traçar os planos, há de comparar os seguintes sete fatores, valorando cada um com o maior cuidado:

• Qual dirigente é mais sábio e capaz?

• Que comandante possui o maior talento?

• Que exército obtém vantagens da natureza e terreno?

• Em que exército se observam melhor o regulamento e a instrução?

• Quais as tropas mais fortes?

• Qual dos exércitos tem os oficiais e as tropas melhor treinadas?

• Que exército administra recompensas e castigos de forma mais justa?

Mediante o estudo desses sete fatores, serás capaz de adivinhar qual dos dois grupos sairá vitorioso e qual será derrotado.

O general que siga meu conselho, é certo que vencerá. Esse general há de ser mantido na liderança. Aquele que ignorar meus conselhos, certamente será derrotado. E deve ser destituído.

Além de prestar atenção a meus conselhos e planos, o general deve criar uma situação que contribua com seu cumprimento. Por situação quero dizer que deve-se levar em consideração a situação do campo, e atuar de acordo com o que lhe for vantajoso.

A arte da guerra se baseia no engano. Portanto, quando és capaz de atacar, deves aparentar incapacidade e, quando as tropas se movem, aparentar inatividade. Se estiveres perto do inimigo, deveis fazê-lo crer que estás longe; se longe, aparentar que se está perto. Colocar iscas para atrair ao inimigo.

Golpear o inimigo quando está desordenado. Preparar-se contra ele quando está seguro em todas partes. Evitá-lo durante um tempo quando é mais forte. Se teu oponente tem um temperamento colérico, tente irritá-lo. Se é arrogante, trata de fomentar seu egoísmo.

Se as tropas inimigas se acham bem preparadas após uma reorganização, tenta desordená-las. Se estiverem unidas, semeia a dissensão entre suas filas. Ataca o inimigo quando não está preparado, e aparece quando não te espera. Estas são as chaves da vitória pela estratégia.

Agora, se as estimações realizadas antes da batalha indicam vitória, é porque os cálculos cuidadosamente realizados mostram que tuas condições são mais favoráveis que as condições do inimigo; se indicarem derrota, é porque mostram que as condições favoráveis para a batalha são menores. Com uma avaliação cuidadosa, podes vencer; sem ela, não pode. Menos oportunidade de vitória terá aquele que não realiza cálculos em absoluto.

Graças a este método, se pode examinar a situação, e o resultado aparece claramente.

Sobre o princípio das ações.

Uma vez começada a batalha, ainda que estejas ganhando, se continuar por muito tempo, desanimará a tuas tropas e embotará tua espada. Se estiveres sitiando uma cidade, esgotarás tuas forças. Se mantiveres teu exército durante muito tempo em campanha, teus mantimentos se esgotarão.

As armai são instrumentos de má sorte; empregá-las por muito tempo produzirá calamidades. Como se tem dito: "Os que a ferro matam, a ferro morrem." Quando tuas tropas estão desanimadas, tuas espadas embotadas, esgotadas estão tuas forças e teus mantimentos são escassos, até os teus se aproveitarão de tua debilidade para sublevar- se. Então, ainda que tenhas conselheiros sábios, ao final não poderás fazer que as coisas saiam bem.

Por cauda disso, tem-se ouvido falar de operações militares que são torpes e repentinas, porém nunca se viu nenhum especialista na arte da guerra que mantivesse a campanha por muito tempo. Nunca é benéfico para um país deixar que uma operação militar se prolongue por muito tempo.

Como se diz comumente, seja rápido como o trovão que retumba antes que tenhas podido tapar os ouvidos, veloz como o relâmpago que brilha antes de haver podido piscar.

Portanto, os que não são totalmente conscientes da desvantagem de servir-se das armais não podem ser totalmente conscientes das vantagens de utilizá-las.

Os que utilizam os meios militares com perícia não ativam suas tropas duas vezes, nem proporcionam alimentos em três ocasiões, com um mesmo objetivo.

Isto quer dizer que não se deve mobilizar ao povo mais de uma vez por campanha, e que imediatamente depois de alcançar a vitória não se deve regressar ao próprio pais para fazer uma

segunda mobilização. A principio isto significa proporcionar alimentos (para as próprias tropas), porém depois se tiram os alimentos ao inimigo.

Se ao invés de tomar os mantimentos e armas de teu próprio país, retirares do teu inimigo, estarás bem abastecido de armas e provisões.

Quando um país empobrece por causa das operações militares, isso se deve ao transporte de provisões de um lugar distante. Se as transportas desde um lugar distante, o povo empobrecerá.

Os que habitam próximo de onde está o exército podem vender suas colheitas a preços elevados, porém se acaba deste modo o bem-estar da maioria da população.

Quando se transportam as provisões muito longe, ocorre ruína por causa do alto custo. Nos mercados próximos ao exército, os preços das mercadorias aumentam. Portanto, as longas campanhas militares constituem uma ferida para o país.

Quando se esgotam os recursos, os impostos se arrecadam sob pressão. Quando o poder e os recursos se tenham esgotado, se arruína o próprio país. O povo é privado de grande parte de seus produtos, enquanto os gastos do governo para armamentos se elevam.

Os habitantes constituem base de um país, os alimentos são a felicidade do povo. O príncipe deve respeitar este fato e ser sóbrio e austero em seus gastos públicos.

Em conseqüência, um general inteligente luta por desprover o inimigo de seus alimentos. Cada porção de alimentos tomados ao inimigo equivale a vinte que te forneces a ti mesmo.

Assim, pois, o que arrasa o inimigo é a imprudência e a motivação dos teus em fazer desaparecer os benefícios dos adversários.

Quando recompensas teus homens com os benefícios que ostentavam os adversários eles lutarão com iniciativa própria, e assim poderás tomar o poder e a influência que tinha o inimigo. É por isto que se diz que onde há grandes recompensas há homens valentes.

Por conseguinte, em batalha de carros, recompensa primeiro o que tomar ao menos dez carros.

Se recompensares a todo mundo, não haverá suficiente para todos; assim, pois, oferece uma recompensa a um soldado para animar a todos os demais. Troca suas cores (dos soldados inimigos feitos prisioneiros), utilize-os misturados aos teus. Trata bem os soldados e presta-lhes atenção. Os soldados prisioneiros devem ser bem tratados, para conseguir que no futuro lutem para ti. A isto se chama vencer o adversário e incrementar por acréscimo em tuas próprias forças.

Se utilizares o inimigo para derrotar o inimigo, serás poderoso em qualquer lugar aonde fores.

Assim, pois, o mais importante em uma operação militar é a vitória e não a persistência. Esta última não é benéfica. Um exército é como o fogo: se não o apagas, se consumirá por si mesmo.

Portanto, sabemos que o que está à cabeça do exército está a cargo das vidas dos habitantes e da segurança da nação.

Sobre as proposições da vitória e a derrota.

Como regra geral, é melhor conservar a um inimigo intacto que destruí-lo. Captura seus soldados para conquistá-los e dominas seus chefes.

Um General dizia: "Pratica as artes marciais, calcula a força de teus adversários, faz que percam seu ânimo e direção, de maneira que ainda estando intacto o exército inimigo, fique imprestável: isto é ganhar sem violência. Se destruíres o exército inimigo e matares seus generais, assaltas suas defesas disparando, reúnes uma multidão e usurpas um território, tudo isto é ganhar pela força."

Por isto, os que ganham todas as batalhas não são realmente profissionais; os que conseguem que se rendam impotentes os exércitos alheios sem lutar, são os melhores mestres do Arte da Guerra.

Os guerreiros superiores atacam enquanto os inimigos estão projetando seus planos. Logo desfazem suas alianças.

Por isso, um grande imperador dizia: "O que luta pela vitória frente a espadas nuas não é um bom general." A pior tática é atacar uma cidade. Assediar, encurralar uma cidade só se leva a cabo como último recurso.

Emprega não menos de três meses em preparar teus artefatos e outros três para coordenar os recursos para teu assedio. Nunca se deve atacar por cólera e com pressa. é aconselhável tomarse tempo na planificação e coordenação do plano.

Portanto, um verdadeiro mestre das artes marciais vence outras forças inimigas sem batalha, conquista outras cidades sem assediá-las e destrói outros exércitos sem empregar muito tempo.

Um mestre experiente nas artes marciais desfaz os planos dos inimigos, estropia suas relações e alianças, corta os mantimentos ou bloqueia seu caminho, vencendo mediante estas táticas sem necessidade de lutar.

É imprescindível lutar contra todas as facções inimigas para obter uma vitória completa, de maneira que seu exército não fique aquartelado e o beneficio seja total. Esta é a lei do assédio estratégico.

A vitória completa se produz quando o exército não luta, a cidade não é assediada, a destruição não se prolonga durante muito tempo, e em cada caso o inimigo é vencido pelo emprego da estratégia.

Assim, pois, a regra da utilização da força é a seguinte: se tuas forças são dez vezes superiores às do adversário, cerca-o; se são cinco vezes superiores, ataque-o; se forem duas vezes superiores, divide- o.

Se tuas forças são iguais em número, luta se te é possível. Se tuas forças são inferiores, mantenha-te continuamente em guarda, pois a menor falha te acarretaria as piores conseqüências. Trata de manter- te ao abrigo e evita o quanto possível um enfrentamento aberto com ele; a prudência e a firmeza de um pequeno número de pessoas podem chegar a cansar e a dominar inclusive numerosos exércitos.

Este conselho se aplica nos casos em que todos os fatores são equivalentes. Se tuas forças estão em ordem enquanto que as do inimigo estão imersas no caos, se tu e tuas forças estão com ânimo e eles desmoralizados, então, mesmo que sejam mais numerosos, podes entrar em batalha. Se teus soldados, tuas forças, tua estratégia e teu valor são menores que as de teu adversário, então deves retirar-te e buscar uma saída.

Em conseqüência, se o bando menor é obstinado, cai prisioneiro do bando maior.

Isto quer dizer que se um pequeno exército não faz uma valoração adequada de seu poder e se atreve a se tornar inimigo de uma grande potência, por muito que sua defesa seja firme, inevitavelmente se converterá em conquistado. "Se não podes ser forte, porém tampouco sabes

ser débil, serás derrotado." Os generais são servidores do Povo. Quando seu serviço é completo, o Povo é forte. Quando seu serviço é defeituoso, o Povo é débil.

Assim, pois, existem três maneiras pelas quais um Príncipe leva o exército ao desastre. Quando um Príncipe, ignorando as ações, ordena avançar a seus exércitos ou retirar-se quando não devem fazê-lo; a isto se chama imobilizar o exército. Quando um Príncipe ignora os assuntos militares, porém compartilha em pé de igualdade o mando do exército, os soldados acabam confusos. Quando o Príncipe ignora como levar a cabo as manobras militares, porém compartilha por igual sua direção, os soldados estão vacilantes. Uma vez que os exércitos estão confusos e vacilantes, iniciam os problemas procedentes dos adversários. A isto se chama perder a vitória por transtornar o aspecto militar.

Se tentas utilizar os métodos de um governo civil para dirigir uma operação militar, a operação será confusa.

Triunfam aqueles que:

• Sabem quando lutar e quando não.

• Sabem discernir quando utilizar muitas ou poucas tropas.

• Possuem tropas cujas categorias superiores e inferiores tem o mesmo objetivo.

• Enfrentam com preparativos os inimigos desprevenidos.

• Tem generais competentes e não limitados por seus governos civis.

• Estas cinco são as maneiras de conhecer o futuro vencedor.

Falar que o Príncipe seja o que dá as ordens em tudo é como o General solicitar permissão ao Príncipe para poder apagar um fogo: quando for autorizado, já não restam senão cinzas.

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