Manual e Catálogo do Eletricista - Schneider Eletric

Manual e Catálogo do Eletricista - Schneider Eletric

(Parte 1 de 5)

Manual e Catálogo do Eletricista

Guia prático para instalações residenciais e prediais

Manual e C atálogo do E l e t r i c i s t a

Guia prá tico para instalações residenciais e prediais w.schneider-electric.comw.schneider-electric.com/residencial/br 0

A Schneider Electric Brasil não pode ser responsabilizada por quaisquer problemas, tais como perdas e danos, prejuízos e lucros cessantes decorrentes de projetos e instalações desenvolvidos por terceiros.

Manual e Catálogo do Eletricista

O objetivo deste guia é fornecer as informações básicas necessárias para a definição de uma instalação elétrica residencial.

Para informações complementares, consulte as normas ABNT NBR 5410 - Instalações elétricas BT, NR 10 - Segurança em instalações e serviços com eletricidade.

Atenção!

Compre sempre produtos originais, com o respaldo e a garantia que somente podem ser oferecidos pela Schneider Electric.

Evite a pirataria. Adquira somente produtos originais em distribuidores autorizados Schneider Electric para preservar a segurança das pessoas e das instalações.

Índice Geral

Introdução Projetos Especificando Dispositivos de Proteção

Esquemas de Ligação em Instalações Residenciais

Produtos Diferenciados Distribuição Elétrica Controle e Comando de Potência Acabamentos Elétricos Automação Residencial IHC

Índice de designações

Descrição Referência Página A

Automação Residencial Linha IHC 9/4

Botoeiras Plásticas Linha XAL E Optimum 7/20

Botões e Sinalizadores Plásticos Linha Harmony XB7 / XB5R / XB4R 7/14

C Campainha Eletrônica 2 tons5/6

Chaves de Partida Linha LE1-E 7/1

Contatores Modelo D Contatores, Chaves Reversoras LC1-D 7/7

Contatores Modelo K - Minicontatores, Minichaves Reversoras LC1-K 7/4

Detector de Fumaça 8 A 220 Va 5/10

Detector de Gás GLP 8 A 220 Va 5/12

Detector de Gás Natural 8 A 220 Va 5/14

Detector de Inundação 8 A 220 Va 5/16

Detector de Monóxido de Carbono (CO) 8 A 220 Va 5/18

Disjuntores em Caixa Moldada Compact NB600/800N 6/31

Disjuntores em Caixa Moldada EasyPact EZC100N/H 6/28

Disjuntores em Caixa Moldada EasyPact EZC250N/H 6/30

Disjuntores em Caixa Moldada EasyPact EZC400N 6/30

Descrição Referência Página D Disjuntores Modulares K32aK32a••••6/5 Disjuntores iK606/7 Dispositivos de Proteção contra Surtos DPS

Dispositivos de Proteção contra Choques e Incêndios DR (Diferencial Residual) - iDA 6/18

I Interruptor Automático por Presença5/20

Interruptor por Cartão Dedicado Primecard 5 A 250 Va 5/25

Interruptor por Cartão para Gerenciamento de Iluminação/Cargas 5 A 250 Va

Interruptor e Pulsador Bipolar Paralelo com Parada Central 6 A 250 Va

Interruptores-Seccionadores Interpact INS40 a 160 6/32

L Linha Arbus8/53 Linha Prime Claris8/29 Linha Prime Decor8/12 Linha Dexson8/45 Linha Prime Flex8/39 Linha Prime Fort8/50 Linha Prime Lunare8/2 Linha Prime Lunare Lumen8/19 Linha Prime Módena8/4 Linha Prime Tec8/48 Linha Prime Toc8/35 Luz Sinalizadora 5/26 M Minicâmeras de Vídeo5/27 Minuteria Eletrônica 5/29

Módulo de Potência com Corrente de Comando Limitada a 1 mA, 2 Vcc 10 A até 230 Va

Módulo de Potência para Iluminação5/31 Módulo de Potência para Motores5/31

Descrição Referência Página P

Pentes de Conexão para Alimentação de Dispositivos de Proteção 148•• 6/26

Placa-Suporte para Áreas Úmidas IP54 5/3

Placa-Suporte para Divisórias5/3 Protetor de Tensão5/34 Q

Quadros Modulares Micro Pragma 10••• 6/2

Quadros Modulares Mini Pragma 6/23

Quadros Modulares Pragma PRA•• 6/16

R RF – Interruptor de Radiofrequência5/35 U Unica Lighting Control5/4 V

Variador de Luminosidade (Dimmer) 5/39

Variador de Luminosidade Digital (Dimmer Digital) 5/41

Variador Eletrônico para Ventilador 5/43

Índice de designaçõesÍndice de designações

Introdução

Índice

Dicas de segurança 1/4 Valores de tensão 1/8

Tipos de fornecimento de energia elétrica 1/8

Padrão de entrada 1/9

Componentes típicos de entrada de energia elétrica 1/10

Esquemas de aterramento 1/1

Os tipos de fornecimento de energia elétrica, seus limites e os valores de tensão podem ser diferentes, conforme a região Essas informações são obtidas com a distribuidora de energia de sua cidade. Os exemplos citados a seguir são meramente ilustrativos e não devem ser utilizados como referência. Consulte sempre a distribuidora de energia local antes de começar o projeto de sua instalação.

Capítulo 1: Introdução1

Instalação de chuveiros elétricos n Chuveiros e torneiras elétricas devem ser aterrados.

n Instale o fio terra corretamente, de acordo com a orientação do fabricante.

n Pequenos choques, fios derretidos e cheiro de queimado são sinais de problemas que precisam ser corrigidos imediatamente.

n Não mude a chave verão-inverno com o chuveiro ligado n Nunca diminua o tamanho da resistência para aquecer mais a água. É possível a substituição do chuveiro por outro mais potente, desde que adequado à fiação existente. Não reaproveite resistências queimadas.

Instalação de antenas n Instale a antena de TV longe da rede elétrica.

Se a antena tocar nos fios durante a instalação, há risco de choque elétrico.

Troca de lâmpadas n Desligue o interruptor e o disjuntor do circuito antes de trocar a lâmpada.

n Não toque na parte metálica do bocal nem na rosca enquanto estiver fazendo a troca.

n Segure a lâmpada pelo vidro (bulbo). Não exagere na força ao rosqueá-la.

n Use escadas adequadas.

Tomadas e equipamentos n Coloque protetores nas tomadas.

n Evite colocar campainhas e luminárias perto da cortina.

n Não trabalhe com os pés descalços ao trocar o disjuntor.

n Não passe fios elétricos por baixo de tapetes. Isso pode causar incêndios.

Ao executar uma instalação elétrica, ou durante sua manutenção, procure tomar os seguintes cuidados:

n Antes de qualquer intervenção, desligue a chave geral (disjuntor ou fusível).

n Teste sempre o circuito antes de trabalhar com ele, para ter certeza de que não está energizado.

n Desconecte os plugues durante a manutenção dos equipamentos.

n Leia sempre as instruções das embalagens dos produtos que serão instalados.

n Utilize sempre ferramentas com cabo de material isolante (borracha, plástico, madeira etc). Dessa maneira, se a ferramenta que você estiver utilizando encostar acidentalmente em uma parte energizada, será menor o risco de choque elétrico.

n Não use jóias ou objetos metálicos, tais como relógios, pulseiras e correntes, durante a execução de um trabalho de manutenção ou instalação elétrica.

n Use sempre sapatos com solado de borracha. Nunca use chinelos ou calçados do gênero – eles aumentam o risco de contato do corpo com a terra e, consequentemente, o risco de choques elétricos.

n Nunca trabalhe com as mãos ou os pés molhados.

n Utilize capacete de proteção sempre que for executar serviços em obras onde houver andaimes ou escadas.

Dicas gerais de segurança

Capítulo 1: Introdução1 n Confira, na placa de identificação do aparelho ou no manual de instrução a tensão e a potência dos eletrodomésticos a serem instalados. Quanto maior a potência do eletrodoméstico, maior o consumo de energia.

n É recomendada a troca de fusíveis por disjuntores termomagnéticos, que são mais seguros e não precisam de substituição em caso de anormalidade no circuito.

n Não instale interruptor, fusível ou qualquer outro dispositivo no fio neutro.

n A fuga de corrente é semelhante a um vazamento de água: paga-se por uma energia desperdiçada. Ela pode acontecer por causa de emendas malfeitas, fios desencapados ou devido à isolação desgastada, aparelhos defeituosos e consertos improvisados. Utilize interruptores diferenciais residuais (DR) para evitar este tipo de problema.

Para maiores informações, consulte a norma NR 10 (Segurança em instalações e serviços em eletricidade).

Instalações elétricas n Faça periodicamente um exame completo na instalação elétrica, verificando o estado de conservação e limpeza de todos os componentes. Substitua peças defeituosas ou em más condições e verifique o funcionamento dos circuitos.

n Utilize sempre materiais de boa qualidade.

n Acréscimos de carga (instalação de novos equipamentos elétricos) podem causar aquecimento excessivo dos fios condutores e maior consumo de energia, resultando em curtos-circuitos e incêndios. Certifique-se de que os cabos e todos os componentes do circuito suportem a nova carga.

n Incêndios em aparelhos elétricos energizados ou em líquidos inflamáveis (óleos, graxas, vernizes, gases) devem ser combatidos com extintores de CO2 (gás carbônico) ou pó químico.

n Incêndios em materiais de fácil combustão, como madeira, pano, papel, lixo, devem ser combatidos com extintores de água.

n Em ligações bifásicas, o desequilíbrio de fase pode causar queima do disjuntor, aquecimento de fios ou mau funcionamento dos equipamentos. Corrija o desequilíbrio transferindo alguns aparelhos da fase mais carregada para a menos carregada (ver item 4.2.5.6 da norma ABNT NBR 5410).

n As emendas de fios devem ser bem feitas, para evitar que se aqueçam ou se soltem. Depois de emendá-los, proteja-os com fita isolante própria para fios.

n Evite condutores de má qualidade, pois eles prejudicam a passagem da corrente elétrica, superaquecem e provocam o envelhecimento acelerado da isolação.

Capítulo 1: Introdução

Os valores de tensão dependem do tipo de ligação feita pela distribuidora de energia no transformador de distribuição secundária de média para baixa tensão. Estas são as possíveis ligações e suas respectivas tensões:

Ligação em triângulo: tensão entre fase e neutro de 110 Va e entre fase e fase de 220 Va,

Ligação em estrela: tensão entre fase e neutro de 127 Va e entre fase e fase de 220 Va.

Valores de tensão

Tipos de fornecimento de energia elétrica

Monofásico: Feito a dois fios: um fase e um neutro, com tensão de 110 Va, 127 Va ou 220 Va. Normalmente, é utilizado nos casos em que a potência ativa total da instalação é inferior a 12 kW.

Bifásico: Feito a três fios: duas fases e um neutro, com tensão de 110 ou 127 Va entre fase e neutro e de 220 Va entre fase e fase. Normalmente, é utilizado nos casos em que a potência ativa total da instalação é maior que 12 kW e inferior a 25 kW. É o mais utilizado em instalações residenciais.

Trifásico: Feito a quatro fios: três fases e um neutro, com tensão de 110 ou 127 Va entre fase e neutro e de 220 Va entre fase e fase. Normalmente, é utilizado nos casos em que a potência ativa total da instalação é maior que 25 kW e inferior a 75 kW, ou quando houver motores trifásicos ligados à instalação.

Ramal de serviço

Uma vez determinado o tipo de fornecimento, podese determinar também o padrão de entrada, que vem a ser, o poste com isolador, a roldana, a bengala, a caixa de medição e a haste de terra, que devem ser instalados de acordo com as especificações técnicas da distribuidora de energia para o tipo de fornecimento

Com o padrão de entrada pronto e definido, de acordo com as normas técnicas, é dever da distribuidora de energia fazer uma inspeção. Se a instalação estiver correta, a distribuidora de energia instala e liga o medidor e o ramal de serviço.

Padrão de entrada

Medidor

Ponto de entrega

As normas técnicas de instalação do padrão de entrada, assim como outras informações desse tipo, devem ser obtidas na agência local da distribuidora de energia.

Com o padrão de entrada feito e o medidor e ramal de serviço ligados, a energia elétrica fornecida pela distribuidora de energia estará disponível e poderá ser utilizada.

Capítulo 1: Introdução

Componentes típicos da entrada de energia elétrica

Através do circuito de distribuição, a energia é levada do medidor (ponto de entrega) até o quadro de distribuição, mais conhecido como quadro de luz.

Conforme a norma ABNT NBR 5410, existem três tipos de esquemas de aterramento. São eles:

TN, T e IT.

O esquema TN considera três variantes, de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção, TN-S, TN-C-S e TN-C.

Sua classificação é feita da seguinte maneira:

A primeira letra indica a situação da alimentação em relação à terra:

T = um ponto diretamente aterrado; I = todos os pontos de fase e neutro são isolados em relação à terra ou um dos pontos é isolado através de uma carga.

A segunda letra indica a situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:

T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento da alimentação;

N = massas ligadas no ponto de alimentação aterrado (normalmente o ponto neutro).

Outras letras (eventuais) indicam a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:

S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos;

C = funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor (condutor PEN).

Os esquemas mais utilizados em instalações residenciais são:

TN-C, TN-C-S e T, apresentados a seguir:

Legenda: N - Condutor de neutro F - Condutor de fase R - Condutor de retorno PE - Condutor de proteção elétrica (terra) PEN - Condutor de neutro aterrado

Esquemas de aterramento

Capítulo 1: Introdução

Esquema TN-C

Nos esquemas do tipo TN, um ponto da alimentação é diretamente aterrado, e as massas da instalação são ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. No esquema TN-C, as funções de neutro e de proteção são combinadas no mesmo condutor (PEN). Esse tipo de esquema também é utilizado no aterramento da rede pública. Veja esquema na página seguinte.

Esquema TN-C-S

No esquema TN-C-S as funções de neutro e de proteção também são combinadas em um mesmo condutor (PEN), porém este se divide em um condutor de neutro e outro de proteção (PE/ terra) no circuito onde são ligadas as massas.

Veja esquema na pág. 1/14.

Esquema T

O esquema T possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, e as massas da instalação são ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da alimentação. Veja esquema na pág. 1/15.

Esquema TN-C

Atenção: de acordo com o item 5.1.2.2.4.2 da norma ABNT NBR 5410, no esquema TN-C não podem ser utilizados dispositivos DR para seccionamento automático, para melhor proteção contra choques elétricos.

Capítulo 1: Introdução

Esquema TN-C-S

Este esquema é o mais recomendado para instalações residenciais.Esquema T O esquema T pode ser utilizado quando a residência for distante do quadro de distribuição, pois assim se gasta menos com fios ou cabos.

Atenção: de acordo com o item 5.1.2.2.4.3 da norma ABNT NBR 5410, no esquema T devem ser utilizados dispositivos DR no seccionamento automático, para melhor proteção contra choques elétricos.

Projetos

Alguns conceitos básicos sobre tensão, corrente e potência elétrica são necessários para determinarmos o valor da corrente de projeto.

Índice

Tensão, corrente elétrica e resistência 2/4

Potência elétrica 2/5 Fator de potência 2/7 Previsão de cargas 2/8

Cálculo da corrente dos circuitos terminais 2/21

Dimensionamento dos condutores 2/27

Dimensionamento dos eletrodutos 2/35

Capítulo 2: Projetos2

Considere o pequeno circuito elétrico abaixo: Tensão, corrente elétrica e resistência

Esse circuito pode representar, de maneira simplificada, a instalação elétrica de uma residência. O circuito está ligado à rede em 110 Va, e uma lâmpada (R) é utilizada como carga.

No circuito, a rede fornece a força necessária para que os elétrons contidos na lâmpada e nos fios se movimentem de forma ordenada. A esse movimento ordenado dos elétrons damos o nome de corrente elétrica (I). A força que a impulsiona é chamada de tensão (U).

(Parte 1 de 5)

Comentários