Manual de aph

Manual de aph

Manual básico de APH Manual básico de APH

Interna: Ocorre quando há o rompimento do vaso sanguíneo, e o sangramento se dá internamente por não haver solução de continuidade na pele. Com o aumento do volume derramado, poderá ocorrer extravasamento de sangue pelas cavidades naturais;

Externa: Há solução de continuidade da pele;

Arterial: Ocorre lesão de uma artéria, causando um sangramento de grande proporção eis que as artérias transportam alto volume sanguíneo. Apresentam jatos fortes, pulsação e coloração vermelho vivo;

Venosa - Ocorre lesão de uma veia, sendo uma hemorragia de menor porte e de cor mais escura.

Ocorre devido a processos hemorrágicos que levam à perda aguda de sangue e por conseguinte, falência do sistema cardiocirculatório, resultando em uma inadequada perfusão e oxigenação dos tecidos e irrigação dos órgãos vitais, como: coração, pulmão, cérebro, rins e o fígado. Não havendo intervenção imediata, tais órgãos serão lesionados e a vítima poderá evoluir ao óbito.

Cianose; Sudorese;

Taquicardia;

Taquipnéia

Pulso filiforme;

Pressão Arterial (PA) baixa;

Perfusão capilar lenta ou inexistente;

Tontura e/ou perda de consciência.

Realizar técnicas de hemostasia; Posicionar a vítima em decúbito dorsal;

Afrouxar roupas e retirar calçados;

Elevar membros inferiores de 20 a 30 cm (quando não existir suspeita de TRM);

Agasalhar a vítima.

HEMATÊMESE – Sangramento originário do sistema digestório alto (esôfago, estômago e duodeno), ocorrendo normalmente por vômito, com ou sem restos alimentares. Costuma ter coloração escura como borra de café.

hemostasia: Manter a vítima em decúbito dorsal;

Por bolsa de gelo sobre a região epigástrica;

Não permitir que a vítima ingira absolutamente nada;

Em caso do vômito, lateralizá-la;

Removê-la para o hospital.

HEMOPTISE – sangramento de origem do aparelho respiratório, em geral dos pulmões e/ou árvore brônquica, apresenta uma coloração vermelho rutilante, espumante e é expelido por tosse.

Hemostasia: Não utilizar gelo nesse tipo de hemorragia;

Posicionamos a vítima recostada tentando acalmá-la;

Em caso da vítima tornar-se inconsciente, adotar posição lateral;

Remover ao hospital.

ESTOMATORRAGIA – Sangramento proveniente da cavidade oral, incluindo as hemorragias dentárias.

Hemostasia:

compressão, similar aoprocedimento que os dentistas

Utilizar roletes de gaze sobre a lesão, fazendo utilizam;

Realizar crioterapia.

OTORRAGIA – sangramento pelo conduto da orelha externa. → Não se faz tamponamento.

EPISTAXE – sangramento pelas narinas.

Hemostasia:

Realizar compressão manual e posicionar a cabeça da vítima inclinada à frente 45º;

Pode-se utilizar gelo juntamente com a compressão nos casos de trauma;

Em último caso, fazemos o tamponamento anterior, utilizando roletes de gaze com vaselina;

Após os primeiros dez minutos recomenda-se não assoar o nariz.

Pressão direta; Curativo compressivo;

Elevação do membro;

Pressão indireta;

Curativo oclusivo.

Não aplicar gelo em ferimentos abertos, mucosas, globo ocular e genitália.

Pressão exercida com as mãos utilizando gaze, compressa, bandagens ou similar sobre o local.

O socorrista deverá colocar mais gaze quando as primeiras camadas estiverem umedecidas de sangue, utilizando ataduras de crepe para manter compressão na lesão, tendo o cuidado para não comprometer a perfusão capilar periférica.

Auxilia o controle do sangramento nos membros superiores e/ou inferiores em função da ação gravitacional.

Elevar membros inferiores de 20 a 30 cm quando não existir suspeita de TRM

São lesões corporais produzidas pelo contato com agente térmico, radioativo, químico ou elétrico, Podendo causar a destruição parcial ou total das camadas do tecido epitelial, atingindo músculos, ossos e órgãos internos.

Queimadura de 1º grau atinge a epiderme:

Sinais e sintomas Dor leve a moderada;

Formigamento;

Hiperestesia;

Eritema;

Discreto ou nenhum edema.

Queimadura de 2ºgrau atinge a epiderme e a derme:

Sinais e sintomas Dor moderada a severa

Hiperestesia

Hiperemia.

Flictena

Aparência rósea

Ou embranquecida.

Primeiros Socorros nas queimaduras de 1º e 2º graus

Resfriamento da lesão com água corrente durante 10 minutos;

Retirar jóias e adereços;

Não aplicar gelo, manteiga, óleo, creme dental ou qualquer outra substância nem fure as bolhas.

Não retire roupa queimada aderida à pele da vítima.

Queimadura de 3º grau atinge a hipoderme. Podendo afetar os tecidos subjacentes.

Sinais e sintomas

Aparência esbranquiçada, endurecida e carbonizada; Vasos trombosados;

Hipotermia;

Indolor;

CAUSAS MAIS COMUNS – Contato direto com chamas, produtos inflamáveis, produtos químicos e corrente elétrica.

PRIMEIROS SOCORROS NAS QUEIMADURAS DE 3º GRAU:

 Resfriar a área queimada usando gaze umedecida com água;

Apagar as chamas do corpo da vítima;

Prevenir a hipotermia; Retirar jóias e adereços;

Não tentar retirar a roupa queimada que esteja aderida à pele;

Monitorar Sinais Vitais (SV);

Remover imediatamente ao hospital.

INSOLAÇÃO (QUEIMADURA RADIOATIVA) Ocorre devido à exposição prolongada aos raios solares.

Temperatura do corpo elevada; Pele quente, avermelhada e seca;

Diferentes níveis de consciência;

Falta de ar;

Desidratação;

Dor de cabeça, náuseas e tontura.

Ocorre devido à ação do calor em lugares fechados e não arejados (fundições, padarias, caldeiras etc.) e intenso trabalho muscular.

Temperatura do corpo elevada; Pele quente, avermelhada e seca;

Diferentes níveis de consciência;

Falta de ar;

Desidratação;

Dor de cabeça, náuseas e tontura;

Insuficiência respiratória.

PRIMEIROS SOCORROS (Insolação e intermação)

Remover a vítima para lugar fresco e arejado;

Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, envolvendo-a com toalhas umedecidas;

Oferecer líquidos em pequenas quantidades e de forma freqüente;

Mantê-la deitada;

Avaliar nível de consciência, pulso e respiração;

Providenciar transporte adequado;

Encaminhar para atendimento hospitalar.

A exposição da pele e/ou mucosas à produtos químicos (ácidos e álcalis) pode causar queimaduras graves.

A gravidade das lesões dependerá da concentração e da quantidade do produto, duração e modo de contato com a pele, extensão corporal exposta ao agente e do mecanismo de ação da substância.

Despir a vítima (apenas o necessário);

Remover a substância diluindo-a com água corrente em abundância;

Evite que a água misturada ao produto se espalhe afetando outras áreas do corpo da vítima;

Utilize EPI e fique atento, pois, dependendo do mecanismo de ação da substância as luvas de borracha podem ser corroídas;

Quando possível, fornecer ao médico o rótulo do produto ou informações do mesmo;

Conduzir ao hospital ou aguardar o SAV.

QUEIMADURA ELÉTRICA Produzida pelo contato com a corrente elétrica.

O choque elétrico pode provocar desde um leve formigamento, podendo chegar à fibrilação, PCR, e queimaduras graves.

Interromper o fluxo da corrente elétrica;

Chamar a companhia de energia elétrica nos acidentes em via pública;

Garantir permeabilidade das vias aéreas com controle da coluna cervical;

Realizar RCP, se for constatada PCR;

Realizar curativos e imobilizações nas lesões existentes;

Transportar para o hospital monitorando pulso e respiração ou preferencialmente aguardar o Suporte Avançado de Vida.

•Feridas; •Fraturas;

•Luxações;

•Entorse;

•Distensão muscular;

•Contusão muscular;

•Lesões do couro cabeludo;

•Trauma crânio encefálico;

•Trauma Raquimedular;

•Transporte da vítima;

•Acidente Vascular Cerebral (AVC);

•Desmaio;

•Convulsão.

São lesões traumáticas da pele ou dos tecidos subjacentes, podendo ocasionar um variável grau de dor, sangramento, laceração e contaminação.

Antes de qualquer atitude, se a ferida apresenta sangramento, realize hemostasia;

Lave o ferimento preferencialmente com soro fisiológico ou água e sabão neutro;

Cubra a ferida com gaze esterilizada, na ausência, pano limpo;

Não use pomadas, nem qualquer outro produto que possa causar reação alérgica.

Gelo não pode ser usado em ferimentos abertos, nem em mucosas, globo ocular e genitália. Devendo ser aplicado envolto por saco plástico ou pano.

FRATURA É qualquer interrupção na continuidade de um osso.

Isoladamente, não denotam risco de vida para a vítima.

Quando o trauma está associado a lesão vascular, mutilação e fraturas abertas do fêmur com hemorragia, podem levar a vítima ao óbito.

O pronto emprego dos primeiros socorros são fundamentais, eis que a situação requer controle imediato de hemorragias externas e imobilização do membro traumatizado.

FRATURA FECHADA (simples) A pele não foi perfurada

FRATURA ABERTA (exposta)

O osso se quebra atravessando a pele, ou existe uma ferida associada que se estende desde o osso fraturado até a pele.

Deformidade; Dor;

Equimose;

Hiperemia;

Impotência funcional;

Fragmento exposto;

Crepitação.

EQUIMOSE - Infiltração do sangue extravasado no tecido Subcutâneo. HIPEREMIA - Aumento da irrigação sanguínea de um órgão ou região do corpo, provocando a distensão dos vasos sanguíneos.

Mobilizar o membro levantando-o pelas articulações, exercendo tracionamento;

Jamais tentar colocar o osso no lugar; Imobilizar o membro tendo atenção para estabilizar toda a área, antes e após a lesão; Checar o pulso distal da fratura;

Nas fraturas abertas, proteger a lesão com um curativo simples, sem comprimir o local.

É o desencaixe de uma articulação, causando ruptura de ligamentos e da cápsula articular

As articulações geralmente lesadas são o ombro, cotovelo, dedo, quadril e tornozelo.

Alteração anatômica da articulação; Dor local;

Impotência funcional da articulação e dor, na tentativa de movimentá-la;

Equimose;

EQUIMOSE - Infiltração do sangue extravasado no tecido Subcutâneo. EDEMA – Acúmulo patológico de líquido = inchado.

Ocorre quando uma articulação realiza um movimento além do seu grau de amplitude normal, lesionando os ligamentos daquela articulação.

Os locais mais comuns de entorses são as articulações do joelho e tornozelo

Edema; Hematoma;

Pode ou não apresentar impotência funcional;

Pode ou não apresentar dor a palpação;

Em alguns casos, pode ocorrer alteração anatômica da articulação

HEMATOMA – Tumor formado por sangue extravasado.

PRIMEIROS SOCORROS (Luxação e entorse)

Realizar crioterapia;

Imobilizar a articulação comprometida e a região acima e abaixo;

Jamais tentar mobilizar a articulação ou tentar colocar na posição anatômica;

Manter a área em repouso.

A distensão muscular é uma lesão traumática aguda na unidade músculo-tendinosa (UMT), em função de um alongamento exagerado do músculo acompanhado de algumas rupturas de fibras musculares.

A falta de aquecimento, alongamento e o cansaço muscular, são fatores que podem levar a uma distensão, mas o agente causal é sempre um movimento forte de rápida contração ou movimento exagerado contra uma grande resistência.

Dor intensa em fisgada; Dor à contração isométrica do músculo;

Dificuldade de realizar adequadamente os movimentos;

Eventualmente surge equimose.

É uma lesão traumática aguda decorrente de trauma direto aos tecidos moles, causando dor e edema.

A contusão varia de leve até uma grande infiltração de sangue nos tecidos adjacentes.

A vítima sente, inicialmente, dor variável ou desconforto e conforme a gravidade do caso, quando a pessoa esfria, desenvolve-se rigidez, dor e edema.

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