Relatório da Aula Prática da Disciplina Química Geral Experimental.

Relatório da Aula Prática da Disciplina Química Geral Experimental.

Lisânia Maryele da Silva Lima

CUITÉ – PB 2017

Relatório apresentado à disciplina de Química Geral Experimental, solicitado pelo Professor Dr. Paulo Sérgio.

CUITÉ – PB 2017

Sumário

1. OBJETIVOS

Manipular corretamente a vidraria disponível para medição de volume. Analisar a exatidão dos recipientes volumétricos.

Relacionar as medidas de massa e volume com uma propriedade específica de substâncias. Sequenciar um dado experimento e verificar a pressão de medidas.

2. INTRODUÇÃO

Para a realização de um experimento químico é necessária uma variedade de equipamentos de laboratório bastante simples, porém, com finalidades específicas. O emprego de um dado material ou equipamento depende de objetos específicos e das condições para que o experimento seja realizado.

A pesagem é uma das mais importantes operações nos laboratórios de

Química. Neste processo, a massa de um corpo é determinada por comparação com massas conhecidas, utilizando-se balanças.

Balanças não são sensíveis apenas a vibrações, mas reagem também a oscilações rápidas de temperatura e as correntes de ar. Por estes motivos, na instalação das mesmas devem ser evitados locais com incidência de sol e correntes de ar, assim como mesas ou bancadas que sofram trepidações facilmente. É importante ressaltar que a precisão de algumas balanças se deve a maior quantidade de números significativos, isso faz com o resultado seja cada vez mais próximo do real, ou seja, mais exato.

Um erro de medida ocorre quando há uma diferença entre o valor real e o valor experimental. Vários fatores introduzem erro sistemático ou determinado (erros no sistema que podem ser detectados e eliminados). Por exemplo: equipamentos não calibrados, reagentes impuros e erros no equipamento.

A medida é também afetada por erros indeterminados ou aleatórios (erros que estão além do controle do operador). Estes incluem o efeito de fatores como: pequenas variações de temperatura durante uma experiência, absorção de água enquanto estão sendo pesados, diferenças em julgamento sobre a mudança de cor do indicador ou perda de pequena quantidades de material ao transferir, filtrar ou em outras manipulações. Erros aleatórios podem afetar uma medida tanto na direção positiva quanto negativa. Assim um resultado poderá ser ligeiramente maior ou menor do que o valor real. Duas ou mais determinações de cada medição efetuadas na esperança de que erros positivos e negativos se cancelem.

A precisão de uma medida se refere à concordância entre diferentes determinações de uma mesma medida. Exatidão é uma concordância entre o valor medido e o real. Isto raramente é possível. O melhor a fazer é projetar instrumentos e realizar medidas de forma a tornar o desvio tão pequeno quanto ao instrumento utilizado que pode não estar calibrado corretamente. A precisão depende mais do operador e a exatidão depende tanto do operador quanto do instrumento da medida.

Algumas vidrarias são mais exatas do que outras, dependendo da necessidade de cada experimento, devem ser utilizadas aquelas com maior exatidão, por exemplo, a bureta é mais exata do que o erlenmeyer, por isso devese levar este fator em conta na hora de escolher que vidraria será usada para a medição de volume.

As vidrarias têm coeficiente de expansão muito pequeno, devido a este fator as variações de volume em função da temperatura de um recipiente de vidro não precisão ser levadas em consideração.

3. PARTE EXPERIMENTAL 3.1 MATERIAIS E MÉTODOS

PROVETA DE 100 ml; PROVETA DE 50 ml;

BALÃO VOLUMÉTRICO DE 50 ml;

BÉQUER DE 100 ml;

ERLENMEYER DE 125 ml;

BURETA DE 50 ml;

3.2 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Meça 5 ml de água utilizando três vidrarias diferentes, existentes na sua bancada. Justifique a escolha das vidrarias utilizadas. Repita todo procedimento agora com 40 ml.

Medidas de massa e volume:

Pesaram-se estas vidrarias sem água tendo o cuidado de secá-las completamente, para que não houvesse adulteração dos resultados: um béquer de 100 ml, uma proveta de 50 ml e um balão volumétrico de 50 ml. A seguir colocou-se 50 ml de água destilada em cada uma destas vidrarias: que em seguida foram pesados com esse volume de água. Anotaram-se os resultados.

Adicionou-se 40 ml de água a uma proveta de 50 ml e outros 40 ml de água a uma proveta de 100 ml. Em ambos os casos colocou-se com o auxílio de uma pipeta 1 ml de água. A leitura de cada caso foi verificada na solução final.

Preparou-se uma bureta de 50 ml com água destilada completando seu volume até a indicação zero, tendo o cuidado de se verificar o menisco. Confira com o instrumento se a leitura é correta.

Repetiu-se novamente o procedimento da preparação de uma bureta de 50 ml com água destilada completando seu volume até a indicação zero. Em seguida foi despejado sobre um erlenmeyer graduado de 125 ml, o volume de 50 ml de água que foi colocado inicialmente na bureta. Depois foi verificado se o volume marcado pela bureta coincidiu com a marcação do erlenmeyer, descartou-se a amostra do erlenmeyer e foram medidos novamente 50 ml de água neste, que, logo em seguida, foram transferidos para a bureta a fim de se comparar as marcações.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Inicialmente foram colocados 20 ml de água a um béquer de 100 ml. Em seguida, esse conteúdo foi transferido para uma proveta também de 100 ml, marcando 17 ml de água e transferido para outra proveta, sendo essa outra de 50 ml, onde nela também marcou 17 ml de água novamente.

Adicionamos 5 ml de água a uma pipeta de 5 ml e acrescentemos à proveta que continha 17 ml de água, totalizando um valor total de 2 ml.

Foram acrescentados 100 ml de água a um balão volumétrico de 100 ml, logo após foi transferido para uma proveta de 100 ml, totalizando 100 ml na proveta. Para se calcular a densidade, usamos um balão volumétrico de 100 ml.

Primeira amostra – Foi pesado um balão de 100 ml seco e o resultado obtido foi de 38,89 g. Em seguida foram adicionados 50 ml de água; ficou com uma massa total de 86,59 g.

Tabela 1.

Vidraria Peso sem água Peso com água Balão (100ml) 38,89 g 86,59 g

Tabela 2.

50 ml ------- 100 %d = 49,92 g
0,08 ml ------ x50 ml
0,16 % erro negativod = 0,9984 g/ml

Considerando 100 % da solução, temos: 5. PÓS – LABORATÓRIO:

I. Baseado numa inspeção visual da vidraria de laboratório situe-as em um dos dois grupos “mais exatas” e “menos exatas”.

I. Por que é aconselhável fazer mais de uma determinação de cada medida?

Tabela 3.

Vidraria Massa vidraria seca

Massa vidraria 50 ml de H2O

Massa de H2O

Erro percentual

Balão 100 ml 35,89 g 85,79 g 49,92 0,16 %

Baseado numa inspeção visual da vidraria de laboratório situe-as em um dos dois grupos “mais exatas” e “menos exatas”.

Menos exatas: Béquer Mais exatas: Proveta;

Balão.

Por que é aconselhável fazer mais de uma determinação de cada medida?

Quando realizamos várias medições, poderemos compará-las possibilitando assim obtermos mais resultados com maior certeza e precisão de valores, pois as reações químicas são muito fáceis de serem alteradas já que o meio interfere podendo dificultar a exatidão.

6. CONCLUSÃO

A partir das análises feitas sobre a exatidão e a precisão, percebemos que pequenos erros podem influenciar facilmente nos resultados finais dos experimentos. Conforme analisamos essas vidrarias notamos que não podemos ter total confiança em uma vidraria que não seja indicada para determinado experimento, e o devido cuidado que devemos ter na hora da manipular reagentes.

Esta aula foi de extrema importância no quesito manuseio dos instrumentos e das vidrarias. Esclareceu-me algumas dúvidas relacionadas a erros que normalmente acontecem nas medidas laboratoriais.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. GIESBRETCHT E. et al. Experiências de química táticas e conceitos básicos. Editora Moderna Ltda, São Paulo.

2. KOTZ, J.C.; TREICHEL, P.M. Jr. Química Geral e Reações Químicas. Tradução da 5ª edição americana. Ed. Thomson, São Paulo, 2005. Vol. 1

3. RUSSEL, JOHN B. Química geral, 2ª edição, volume 1

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