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Hystos= tecidos + logos= estudo • Estudo dos tecidos biológicos (formação, estrutura, função);

do microscópio:

• Nasceu com os primeiros estudiosos que se utilizaram

Robert Hook, Malpighi, Graw, Ham, Fontana e outros;

Marie – François Xavier Bichat: pai da histologia moderna e da patologia dos tecidos

Propôs que a anatomia e patologia não deveria ser fundada no estudo de órgãos e, sim, na classificação e exame dos tecidos. Marie – François- Xavier Bichat (1771 - 1802) http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MarieFXB.html

Como será que as células se organizam para formar um corpo tão complexo?

Organismo

Órgãos Sistemas

Tecidos Células

Características principais dos quatro tipos básicos de tecidos

Tecido CélulaMatriz extracelular

Funções principais

EpitelialCélulas poliédricas justapostas.

Pequena quantidade.

Protege as superfícies, reveste as cavidades, além de formar as glândulas.

ConjuntivoVários tipos de células fixas e migratórias.

AbundanteProtege e sustenta o corpo e seus órgãos, mantém unidos os órgãos, armazena energia em forma de gordura e oferece imunidade.

Muscular Células alongadas contráteis.

Quantidade moderada.

Gera força necessária para movimentar as estruturas corporais.

NervosoLongos prolongamentos.

NenhumaDetecta e transmite as mudanças dentro e fora do corpo. Inicia e transmite os impulsos nervosos

Ectoderme: epitélios de revestimento externos (epiderme, boca, fossas nasais, ânus).

Endoderme: epitélio de revestimento do tubo digestivo, da árvore respiratória, do fígado e do pâncreas.

Mesoderme: endotélio (vasos sangüíneos e linfáticos) e mesotélio (revestimento de serosas).

• Proteção; • Secreção;

• Absorção;

• Excreção;

• Difusão;

• Recepção de sensações;

• Limpeza;

• Redução de fricção.

1. Células justapostas. 2. Ausência de substância intercelular (pouca quantidade). 3. Células apoiadas à membrana basal. 4. Não possuem vasos sanguíneos (avascularizados). 5. Não possuem inervação, exceto terminações nervosas que captam estímulos. 6. Regenera-se facilmente.

Existem dois tipos de tecidos epiteliais, sendo eles:

1. Tecido epitelial de revestimento 2. Tecido epitelial secretor ou glandular

Pavimentoso (escamoso) Simples: 1 camada

•Células extremamente finas, citoplasma extenso, aspecto fusiforme. •Reveste vasos sanguíneos, Coração é a origem, pulmões nas porções finas, ductos glandulares e Túbulos renais.

Cúbico simples:

* Formato e cúbico, tem uma borda lateral. * Envolvido com secreção e absorção e alguns revestimentos.

* Ductos de glândulas, tubos renais, cristalinos e íris, testículo e ovários.

Simples Cilíndrico (prismático):

* Mais alto menos largo. Núcleos são alongados, é a base da célula. * Processos secretores

* Estomago glandular, intestino delgado e grosso, útero, e porção condutora glandular

Cilíndrico Simples: * Células cilíndricas que apresentam cílios, presentes no aparelho genital feminino.

Pseudoestratificado:

* Muito comum no trato respiratório. * Desde a porção basal até a parte média tem esses tipos de células: Basal, fusiforme, prismática, Caliciforme. Obs: células de vários formatos em camadas não organizadas, a prismática prevalece. • Órgãos tubulares, trato respiratório – traqueia, trato urogenital, ductos das glândulas em áreas de transição. Esôfago.

Estratificado Pavimentoso: todas as camadas estão organizadas, cada célula na sua área.

* Superfícies corporais (pele), cavidade oral, pré-estomago, esôfago, córnea e conjuntiva.

Estratificado Cúbico: tem duas camadas celulares, difícil de encontrar esse epitélio porque estão em áreas de transição entra epitélio simples e estratificado.

* Trato genital, Ductos glandulares, zonas de transição

Estratificado Transição: ele varia entre estratificado e pseudoestratificado, formato das células é poliédrico.

* Urogenital – Bexiga.

Estratificado Cilíndrico: tem duas ou três camadas sua parte basal tem o formato cubico, intermediaria – poligonais (colunas), Superficiais - prismáticas.

* Zonas de transição, mas o principal é o trato respiratória superior – cavidade nasal e ductos de glândulas.

Esquemas de variedades de Epitélios:

A - Cilíndrico Simples. B - Cilíndrico estratificado. C - Cubico estratificado. D - Plano Simples.

Tecido Epitelial Glandular: As glândulas são formadas por um grupo de células especializadas cuja função é secreção. Entende-se por secreção a produção e liberação, pelas células, de um fluido contendo substâncias como muco, enzimas ou um hormônio.

As células secretoras de uma glândula são conhecidas como parênquima. O tecido conjuntivo do interior da glândula, que sustenta as células secretoras, é chamado de estroma.

As glândulas se classificam em:

• Glândulas Exócrinas • Glândulas Endócrinas

Glandulas Exocrinas: Possuem ductos que transportam a secreção glandular para a superfície do corpo ou para o interior (luz) de um órgão cavitário. Exemplo: Sudoríparas, salivares...

As glândulas exócrinas classificam-se de acordo com:

Quanto ao ducto: Simples: o ducto não se ramifica. Exemplo: Glândula sudorípara Composta: o ducto se ramifica, em geral repetidamente. Exemplo: Pâncreas.

Quanto à forma da porção secretora: Tubulosa: em forma de tubos. Exemplo: Glândulas estomacais e intestinais. Acinosa ou alveolar: Forma arredondada. Exemplo: Parótida e pâncreas. Tubuloalveolar: Presença das duas formas. Exemplo: Sublinguais e salivares.

Quanto ao produto de secreção: Serosa: Secreta um fluido aquoso. Exemplo: Parótida Mucosa: Secreta um fluído espesso e viscoso, glicoprotéico denominado muco. Exemplo: célula caliciforme. Seromucosas ou mistas: Compostas por uma mistura de unidades secretoras. Exemplo: glândulas salivares.

Glandulas Exocrinas: Possuem ductos que transportam a secreção glandular para a superfície do corpo ou para o interior (luz) de um órgão cavitário. Exemplo: Sudoríparas, salivares...

As glândulas exócrinas classificam-se de acordo com:

Quanto ao modo de extrusão: Merócrinas: Nestas glândulas, a secreção é liberada para a superfície livre de vesículas recobertas por membranas, não resultando em perda de citoplasma. Exemplo: parte exócrina do pâncreas.

Apócrinas: Nestas glândulas, a secreção e, possivelmente, uma parte do citoplasma da célula secretora são perdidas para a superfície livre da célula. A parte celular restante, então regenera a porção perdida. Exemplo: glândulas sudoríparas axilares e glândulas mamárias.

Holócrina: Nestas glândulas, a célula inteira morre e destaca-se formando a secreção da glândula. As células perdidas são substituídas a partir da divisão das células vizinhas. Exemplo: glândulas sebáceas da pele.

Glandulas Endocrinas: Estas glândulas não possuem ductos e sua secreção verte-se diretamente na corrente sangüínea, onde será distribuída para todo o corpo. A secreção das glândulas endócrinas contém substâncias químicas denominadas HORMÔNIOS, que regulam a atividade celular, normalmente a distância da glândula que lhes deu origem.

Classificam-se:

VESICULAR: possui grande quantidade de capilares. Suas células arranjam-se formando vesículas. Exemplo: Tireóide. Neste tipo de glândula o produto de secreção pode ser armazenado dentro da vesícula.

CORDONAL: as células são arranjadas em cordões. O produto de secreção é elaborado e armazenado intracelularmente. Exemplo: paratireóides, hipófise, supra renal.

Metaplasia: É uma alteração reversível quando uma célula adulta, seja epitelial ou mesenquimal, é substituída por outra de outro tipo celular. Pode ser interpretado como uma tentativa do organismo de substituir um tipo celular exposto a um estresse a um tipo celular mais apto a suportá-lo. Por exemplo, uma forma comum de metaplasia, o epitélio pseudoestratificado colunar ciliar do trato respiratório, submetido cronicamente a irritação pela fumaça do cigarro, passa a ser do estratificado pavimentoso

Metástase: (do grego metastatis – mudanças de lugar, transferência) é a formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra, mas sem continuidade entre as duas. Isto implica que as células neoplásicas se desprendem do tumor primário, caminhando através do interstício - ganham assim uma via de disseminação - sendo levadas para um local distante onde formam uma nova colônia neoplásica.

Epiderme: A epiderme é uma das três porções epiteliais que recobre a superfície do corpo, sendo a que está localizada externamente. É diferenciada em pele fina e pele espessa, dependendo de sua espessura. A pele espessa é encontrada na palma das mãos e na planta dos pés; a pele fina protege todo o resto do corpo. Seu epitélio é do tipo estratificado pavimentoso queratinizado, sendo que as células mais abundantes nesta região são os queratinócitos.

Receptores de KrauseFrio

Receptores de RuffiniCalor

Discos de MerkelTato e pressão

Receptores de Vater-PaciniPressão

Receptores de MeissnerTato Terminações nervosas livresPrincipalmente dor

Derme: A derme é o tecido conjuntivo onde está apoiada a epiderme, que tem como função unir a pele ao subcutâneo ou hipoderme. Esta camada apresenta espessura que varia de acordo com a região observada, atingindo no máximo, 3 m na planta do pé. Possui uma superfície externa irregular, podendo ser observadas saliências, denominadas papilas dérmicas, que acompanham as reentrâncias correspondentes da epiderme. As papilas aumentam a área de contato entre estas duas camadas da pele, reforçando a união entre ambas.

Hipoderme: A hipoderme é formada por tecido conjuntivo frouxo e fica situada na região mais profunda da pele, unindo de modo pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. Esta camada é responsável pelo deslizamento do pele sobre as estruturas nas quais está apoiada. Dependendo da região e do grau de nutrição do organismo, a hipoderme poderá ter uma camada formada por células gordurosas (adipócitos), que quando desenvolvida, é denominada de panículo adiposo. Este, por sua vez, é responsável por modelar o corpo, sendo também uma reserva de energia, proporcionando proteção contra o frio (gordura funciona como isolante térmico).

Exercício 1

(Enem 2015) A definição de queimadura é bem ampla, porém, basicamente, é a lesão causada pela ação direta ou indireta produzida pela transferência de calor para o corpo. A sua manifestação varia desde bolhas (flictenas) até formas mais graves, capazes de desencadear respostas sistêmicas proporcionais à gravidade da lesão e sua respectiva extensão. Muitas vezes, os primeiros socorros prestados à vítima, ao invés de ajudar, acabam agravando ainda mais a situação do paciente. Disponível em: w.bombeiros-bm.rs.gov.br. Acesso em: 28 fev. 2012 (adaptado).

Ao se deparar com um indivíduo que sofreu queimadura com formação de flictena, o procedimento de primeiros socorros que deve ser realizado antes de encaminhar o paciente ao hospital é a) colocar gelo sobre a flictena para armenizar o ardor. b) utilizar manteiga para evitar o rompimento da flictena. c) passar creme dental para diminuir a ardência da flictena. d) perfurar a flictena para que a água acumulada seja liberada. e) cobrir a flictena com gazes molhadas para evitar a desidratação.

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