Introdução à Economia N.Gregory Mankiw - Livro (parte 3) POLITECNICOS.COM.BR

Introdução à Economia N.Gregory Mankiw - Livro (parte 3) POLITECNICOS.COM.BR

(Parte 1 de 9)

DESiGUALDAL POBREZA

A\ umca diferenca entre os ricos e os outros", disse Mary Colum a Ernest

Hemingway, "é que os ricos tern mais dinheiro". Pode ser. I\4as essa afirmacao deixa muitas questaes sem resposta. A cliferenca entre os ricos e os pobres é urn topic() de estudo fascinante e importante — para os confortavelmente ricos, para os pobres que se esforcam e para a classe media, corn suas preocupacoes e aspiracoes.

Corn base nos dois capitulos anteriores, voce ja deve ter algum entendimento de por que pessoas diferentes tern rendas diferentes. Os ganhos de uma pessoa dependen-i da oferta e demanda pelo seu trabalho, que por sua vez depende do talent() natural, do capital human°, dos diferenciais compensatorios, da discriminacao e assim por diante. Como os ganhos do trabalho representam cerca de tres quartos da renda total da economia americana, os fatores que determinam os sala- rios sa-o tambem, em g,rande medida, responsaveis por determinar como a renda total da economia é distribuida entre os v6rios membros da sociedade. Em outras palavras, dies determinam quern é rico e quern é pobre.

Neste capitulo, discutiremos a distribuicao de renda — urn topic° que levanta questoes fundamentals a respeito do papel da politica econemica. Urn dos Dez

Principios de Economia do Capitulo 1 é de que os governos as vezes podem melhorar os resultados de mercado. Essa possibilidade é particularmente importante

"Pelo que me diz respeito, podem fozer o que quiserem com o solOrio mThimo, desde que ri,ao interfiram com o solOrio mOximo."

430PARTE 6 A ECONOMIA DOS MERCADOS DE TRABALHO quando consideramos a distribuiao de renda. A mao invisível do mercado age de maneira a alocar recursos com eficiência, mas isso nao garante, necessariamente, que eles sejam alocados com justia. Como resultado, muitos economistas - mas nao todos - acreditam que o governo deve redistribuir a renda para conseg,uir uma maior igualdade. Ao fazer isso, o governo se depara com outro dos Dez Principios de Economin: As pessoas enfrentam tradeoffs. Quando o governo adota politicas para tornar a distribuio de renda mais eqüitativa, distorce os incentivos, altera os com- portamentos e torna a alocaao de recursos menos eficiente.

Nossa discussao da distribuiao de renda se dara ern tr's etapas. Primeiro, avaliaren-los o grau de desigualdade que ha em nossa sociedade. Em seguida, considerare- mos alguns dos diferentes pontos de vista sobre a funa.-o que o govemo deveria desempenhar na altergao da distribuiao de renda. Por fim, discutiremos diversas polificas pUblicas que tth-n por objetivo ajudar os membros mais pobres da sociedade.

gri-h

Comeamos nosso estudo da distribuiao de renda abordando quatro quesh5es ligadas à mensurgao:

•Quanta desigualdade ha em nossa sociedade? •Quantas pessoas vivem na pobreza?

•Quais os problemas que surgem na mensuraao da desigualdade?

•Com que frecjincia as pessoas mudam de uma classe de renda para outra?

Essas yuestes de mensuraao sao o ponto de partida natural a 13artir do qual se discutem as politicas púhlicas que pretendem mudar a distribuiao de renda.

Desiguaidade de Renda nos Estados Unidos

Imag,ine que você enfileirasse todas as familias da economia segundo sua renda anual e enta-o as dividisse em cinco grupos ig,uais: o quinto inferior, o segundo quinto, o quinto intermediario, o quarto quinto e o quinto superior. A Tabela 1 mos- tra as faixas de renda de cada um desses grupos. E mostra tambem a renda de corte para os 5% superiores.

TABELA 2

Desigualdade de Renda nosEstados UnidosEsta tabela mostra aporcentagem da renda total,antes do pagamento de impostos,recebida pelas familias em codaquint° do distribuicao de renda epelas familia que se encontramentre os 5% mais ricos. Fonte: U.S. Bureau of the Census.

CAPITULO 20 DESIGUALDADE DE RENDA E POBREZA431

Ano Quintoinferior SegundoQuint° Quint°Intermediario QuartoQuinto QuintoSuperior 5010Superiores

Para examinar as cliferencas de distribuicao de renda ao longo do tempo, os eco-nomistas consideram mais titil apresentar os dados de renda como na Tabela 2. Essatabela mostra a parcela da renda total recebida por cada grupo de famIlias. Em2000, o quinto inferior das fan-iflias recebeu 4,3% de toda a renda, e o quint° supe-rior, 47,4)/0 de toda a renda. Em outras palavras, embora os quintos superior e infe-rior incluam o mesmo rdimero de familias, o quinto superior tern cerca de dez vezesmais renda do que o quinto inferior.A Ultima coluna da tabela mostra a parcela da renda total recebida pelas famf-lias mais ricas. Em 2000, as familias do grupo dos 5% de maior renda receberam20,8% da renda total. A renda total dos 5% de familias mais ricas foi maior do quea renda total dos 40)/0 mais pobres.A Tabela 2 mostra tambem a distribuicao de renda em diversos anos a partir de1935. A primeira vista, a distribuicao de renda parece ter se mantido notavelmenteestavel ao longo do tempo. Nas ultimas decadas, o quinto inferior das famIlias rece-beu cerca de 4% a 5% da renda, enquanto o quinto superior recebeu cerca de 40%a 50% da renda. Mas uma inspecao mais cuidadosa da tabela mostra algumas ten-dencias quanto ao grau de desigualdade. De 1935 a 1970, a distribuicao tornou-se,g,radualmente, mais igual. A participacao do quinto inferior subiu de 4,1% para5,5% e a participacao do quinto superior caiu de 51,7% para 40,9%. Em anos maisrecentes, essa tendencia se reverteu. De 1970 a 2000, a participacao do quint° infe-rior caiu de 5,5% para 4,3%, e a do quinto superior aumentou de 40,9% para 47,4%.Discutimos, no Capitulo 19, algumas explicacoes para esse recente aumento dadesigualdade. 0 crescimento do comercio internacional corn 'Daises onde os sal6-rios sao baixos e as mudancas tecnologicas reduziram a demanda por mao-de-obranao-qualificada e aumentaram a demanda por mao-de-obra qualificada. Comoresultado, os salOrios dos trabalhadores nao-qualificados cafram em relacao aossalOrios dos trabalhadores qualificados e essa mudanca dos salarios relativosaumentou a desigualdade de renda entre as familias.

Estudo de Caso 0 1VIOVIMENTO FEMINISTA E A DISTRIBKAO DE RENDA

Nas ultimas decadas, houve uma mudanca drarnatica no papel das mulheres naeconomia. A porcentagem de mulheres empregadas aumentou de aproximadamen-

432 IPARTE 6 A ECONOMIA DOS MERCADOS DE TRABALHO

A maior iguaidade entre asmulheres significou umamenor igualdade entre asrendas familiares. te 32%, na decada de 1950, para cerca de 54%, na decada de 1990. Como as donasde casa em tempo integr, al ficaram mais raras, os ganhos da mulher têrn adquiridoimportancia cada vez maior como componente da renda total da família tipica.Embora o movimento feminista tenha levado a uma maior ig,ualdade entrehomens e mulheres no que se refere ao acesso à educao e aos empregos, tambemlevou a uma maior desigualdade em relgo à renda familiar. Isso se deve ao fatode que o aumento da participao da mulher na foNa de trabalho não foi o mesmoem todas as faixas de renda. Em particular, o movimento feminista teve maiorin-ipacto sobre as mulheres de familias de alta renda. As mulheres de familias debaixa renda ha muito tempo tC.m altas taxas de participayo na foNa de trabalho.Isso ocorre desde a decada de 1950, e seu comportamento n•Jio se alterou muito.Em sintese, o movimento feminista alterou o comportamento das esposas dehomens de alta renda. Na decada de 1950, um executivo ou um medico provavel-mente se casaria com uma mulher que ficaria em casa e cuidaria dos filhos. Hoje, omesma, uma executiva ou medica. Com isso, as familias ricas ficaram ainda mais-1ricas, um padrio que aumentou a desigualdade da renda familiar.Como mostra esse exeMplo, há determinantes tanto sociais quanto econmicosna distribuio de renda. Alem disso, a viso simplista cie que "desigualdade derenda é ruim" pode ser enganosa. Aumentar as oportunidades disponiveis para asmulheres foi, certamente, uma boa mudaNa para a sociedade, ainda que um deseus efeitos tenha sido uma maior desig,ualdade da renda familiar. Ao avaliar qual-quer mudaNa na distrihuição de renda, os formuladores de politicas precisamestudar os motivos da mudanyi antes de decidir se ela é ou n-ao um problema paraa sociedade. •

P.sthde de Caso DESIGUALDADE AO REDOR DO MUNDO

Como a desigualdade de renda nos Estados Unidos se compara com a de outrospaises? Essa questk) e interessante, mas dar resposta a ela e problematico. Paraalg,uns paises, n-ao há dados disponiveis. E mesmo quando hEl, nem todos os pai-ses coletam dados da mesma maneira; por exemplo, alguns coletam dados sobre arenda individual, enquanto outros, sobre a renda familiar. Outros, ainda, coletamdados sobre a despesa, em vez da renda. Como resultado, sempre que encontra-mos uma diferenc;a entre dois paises, nunca podemos ter certeza de que ela reflitauma diferenyi verdadeira entre as duas economias ou meramente uma difereNana forma de coletar os clados.Com essa advert'encia em mente, observe a Tabela 3, que compara a desig,ual-dade en-i 12 paises. Os paises esto classificados do mais igual para o mais desigual.No topo da lista está o Japão, onde os •0% mais ricos da populao tth-n renda ape-nas 4,5 vezes maior do que os 10% mais pobres. No final da lista est-1 o Brasil, ondeos 10% mais ricos t&n renda 46,7 vezes maior do que os 10°/0 mais pobres. En-iboratodos os paises apresen tem desigualdade substancial, o grau de desig,ualdade variasubstancialrnente ao redor do mundo.

a esposa de um executivo ou de um medico tem maiores chances de ser, ela

CAPITULO 20 DESIGUALDADE DE RENDA E POBREZA433

Pais10% mais pobres10% mais ricosRaza"o TABELA 3

Japao4,8%21,7%4,5A Desigualdade pelo Mundo

Quando os paises sao classificados por grau de desig-ualdade, os Estados Unidosficam no meio do gr, upo. Em comparacao corn °taros paises economicamenteavancados, como Japao, Alemanha e Canada, os Estados Unidos apresentam desi-g-ualdade substancial. Mas os Estados Unidos tem distribuicao de renda mais ig-ualdo que muitos paises em desenvolvimento, como Mexico, Africa do Sul e Brasil. • A Taxa de Pobreza

Uma medida comum da distribuicao de renda é a taxa de pobreza. A taxa depobreza é o percentual da populac5o cuja renda familiar se encontra abaixo de urnnivel absoluto chamado linha de pobreza. A linha de pobreza 6 estabelecida pelogovemo federal em aproximadamente tres vezes o custo de uma dieta aclequada.Essa linha depende do tamanho da familia e é ajustada a cada ano para levar emconta =dal-lc:as no nivel de precos.Para se ter uma ideia do que nos diz a taxa de pobreza, vamos considerar osdados de 2000. Naquele ano, a familia mediana teve rencla media de $ 50.890 e alinha de pobreza para uma familia de quatro pessoas era de $ 17.603. A taxa depobreza era de 1,3%. Em outras palavras, 1,3% da populacao era membro defamilias corn rencla inferior a linha de pobreza.A Figura 1 mostra a taxa de pobreza clesde 1959, quando comecam os dados ofi-ciais. Poclemos ver que a taxa de pobreza caiu de 2,4%, em 1959, para 1,1%, em1973. Essa queda nao surpreende porque a renda media da economia (descontadaa inflacao) cresceu rnais de 50% nesse period°. Como a linha de pobreza é urnpadrao absoluto, nao relativo, mais familias sac) traziclas }.-)ara cima da linha mecii-da que o crescimento economic° conduz toda a distribuicao de renda para cima.Como disse John F. Kennedy, a mare alta erg-ue todos os barcos.Desde o inicio da decada de 70, contudo, a mare alta da economia deixou algunsbarcos para tras. Apesar do crescimento continuado da renda media, a taxa depobreza nao ficou abaixo do nivel atingido em 1973. Essa falta de avancos na redu-cao da pobreza nas tiltimas decadas esti estreitamente relacionacia ao aumento dadesigualciade que vimos na Tabela 2.

taxa de pobreza o percentual da populacaocuja renda familiar se encontra abaixo de urn nivel absoluto denominado linha de pobreza linha de pobreza urn nivel absoluto de renda fixado pelo governo federal para cada tamanho de abaixo do qual a familia e considerada em estado de pobreza

A Taxa de Pobreza

A taxa de pobreza mostra a porcentagem da populacao com renda inferior a um nivel absoluto chamado linha de pobreza.

Fonte: U.S. Bureau of the Census.

Percentual da

Popula0.o Abaixo da

Linha de Pobreza 25

Taxa de pobreza 20

434PARTE 6 A ECONOMIA DOS MERCADOS DE TRABALHO FIGURA 1

Embora o crescimento econOmico tenha aumentado a renda da famflia tipica, o aumento c-ia desigualdade tem impedido as famflias mais pobres de compartilhar essa maior prosperidade econOmica.

A pobreza e uma doeNa econOmica que afeta todos os g-rupos da populg:a-o, mas 1-1' o os afeta com igual freqencia. A Tabela 4 mostra as taxas de pobreza de diversos grupos e revela tres fatos marcantes:

•A pobreza está correlacionada à rac;a. Neg,ros e hispffi-licos tem cerca de tres vezes mais probabilidade de viver na pobreza do que os brancos.

•A pobreza está correlacionada à idade. As criaNas tem probabilidade acima da media de pertencer a fan-iflias pobres e os idosos tem menos probabilidade do que a media de ser pobres.

•A pobreza está correlacionada à composição da farnflia. As fainflias encabeyidas por um adulto do sexo feminino e sem cOnjuge tem cinco vezes mais probabilidade de viver na pobreza do que as farnflias encabeadas por urn casal.

Esses tres fatos descrevem a sociedade an-iericana há muitos anos e mostram quais pessoas tem maior probabilidade de ser pobres. Esses efeitos tambem trabalham juntos: entre as crianyis negras e hispffilicas que vivem em fan-iflias encabeadas por n-iulheres, cerca de metade vive na pobreza.

Problemas na Mensura0o da Desiguaidade

Embora os dados sobre distribuio de renda e taxa de pobreza nos ajudem a ter alguma ideia do g,rau de desigualdade na sociedade norte-americana, interpretar esses dados não é tão simples e direto quanto pode parecer à primeira vista. Os dados se baseiam nas rendas anuais das famflias. Mas o que interessa às pessoas não e sua renda, mas sua capacidade de manter um bom padr..o de vida. Por diversos motivos, os dados sobre distribuio de renda e taxa de pobreza oferecem um quadro incompleto da desigualdade de padr" o de vida. Examinaremos esses motivos a seguir.

CAPITULO 20 DESIGUALDADE DE RENDA E POBREZA435

'TABETA 4 GrupoTaxa de Pobreza

Tod os11,3%Brancos nao-hispanicos7,5Negros22,0Hispanicos21,2Asiaticos, ilheus do Pacifico10,7Criancas (abaixo de 18 anos)16,1ldosos (acima de 64 anos)10,2Familias encabecadas por casal5,6Familias encabecadas por mulheres, sem presenca do conjuge27,9

Quern E Pobre?Esta tabela mostra que a taxa de pobreza vatic]muito entre as diferentes grupos do populacao. Fonte: U.S. Bureau of the Census. Dados de 2000.

Transierencias em Generos As medidas da distribuicao de renda e da taxade pobreza se baseiam na renda monetaria clas famflias. Mas, por meio de diversosprogramas governamentais, os pobres recebem itens nao-monetarios, incluindovales-alimentacdo, auxilio-moradia e servicos medicos. As transferencias aos po-bres dadas em forma de bens e servicos, ao inves de dinheiro, sao chamadas detransferencias em generos. As meclidas-padrao do grau de desig-ualdade naolevam em consideracao essas transferencias em especie.Como as transferencias em generos sao recebidas predominantemente pelosmembros mais pobres da sociedade, a sua na-o-inclusao na renda afeta em muito ataxa de pobreza medida. De acordo corn urn estucio do Census Bureau, se as trans-ferencias em generos fossem incluidas na renda pelo seu valor de mercado, ontimero de familias em estado de pobreza seria cerca de 10% menor do que indi-cam os dados padronizados.0 importante papel desempenhacio pelas transferencias em generos toma maisdificil a avaliacao das mudancas na pobreza. Ao longo do tempo, coin a evolucaodas politicas ptiblicas de amparo aos pobres, a composicao da assistencia em ter-mos de dinheiro e transferencias em generos muda. Parte das flutuagoes da taxa depobreza medida, portanto, reflete a forma do amparo oferecido pelo govern° e naoa verdadeira medida da privacao economica. 0 Cicio de Vida Economic° A renda varia de maneira previsivel durante avida de cada pessoa. Um trabalhador jovem, especialmente se estiver estudando,tern renda baixa. A renda aumenta a medida que o trabalhador ganha maturidadee experiencia, atinge seu pico em tomo dos 50 anos de idade e cal acentuadamen-te quando o trabalhador se aposenta, por volta dos 65 anos. Esse padrao regular devariacao da renda é chamado de ciclo de vida.Como as pessoas podem tomar emprestimos e poupar para suavizar as varia-goes da renda durante o ciclo de vida, seu padrao de vida en-1 qualquer ano depen-de mais da renda ao longo da vida do que da renda naquele ano. Os jovens muitasvezes se endividam, seja para pagar os estudos, seja para comprar uma casa, eentao pagam esses emprestimos quando sua renda aumenta. As pessoas tern suamajor taxa de poupanca quando chegam a meia-idade. Como elas podem pouparantes de se aposentar, a g,rande queda da renda por ocasiao da aposentadoria naoleva a uma queda semelhante do padrao de vida.Esse padrao normal do ciclo de vida causa uma desigualdade na distribuicaoanual de renda, mas nao representa verdadeira desig-ualdade em termos de padraode vida. Para medir a desigualdade do padrao de vida em nossa sociedade, a dis- transferencias em generos transferencias aos pobres dadas em forma de bens e servicos, em vez de dinheiro cid() de vida o padrao regular de variacao da renda ao longo da vida de uma pessoa

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