Teoria do Conhecimento-1

Teoria do Conhecimento-1

(Parte 1 de 2)

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Índice

Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------------------------1

Teoria do Conhecimento-------------------------------------------------------------------------------------------2

Resumo da teoria do conhecimento---------------------------------------------------------------------------3

A posição da teoria do Conhecimento------------------------------------------------------------------------5

A historia do Conhecimento-------------------------------------------------------------------------------------6

A possibilidade do Conhecimento------------------------------------------------------------------------------8

A origem do conhecimento -----------------------------------------------------------------------------------10

Os tipos de Conhecimento---------------------------------------------------------------------------------------11

O correcto e o incorrecto no intuiticismo--------------------------------------------------------------------12

Teoria do Conhecimento

Introdução

A cadeira de filosofia estuda os conteúdos directamente relacionados com o saber, a tomada da consciência que ,o sujeito faz sobre o objecto a sua volta, do Grego a A palavra filosofia resulta da aglutinação de dois termos : tais como Philos = Amigo ou amante, Sophia = saber, em que numa única palavra significa Amigo do conhecimento.

O tema que se faz referencia em analise são as terias do conhecimento do âmbito filosófico,

Todavia, as teorias do saber são descritas de várias ordens em função do campo de estudos que se fazem menção.

Este tema Teorias do conhecimento é bastante importante para que, se possa melhor perceber como devem ser entendidas os factos na corrente, e toda via, é para melhor interpretar os fenómenos.

As correntes do conhecimento são inúmeras mas destacam – se com maior enfoque as seguintes: O dogmatismo, cepticismo, criticismo e o pragmatismo.

O dogmatismo é uma corrente que se baseia em no dogma por exemplo as crenças religiosas das igreja católica são baseadas no dogma.

Teorias do Conhecimentos

São conhecidas como teoria teorias do conhecimentos todas as correntes filosoficas do conhecimentos ligadas a interpretacao e analise dos factos.

Conhecimento e a analise que o sujeito faz sobre o objecto.

Tipos de Conhecimento

Existem dois tipos principais de conhecimento:

Conhecimento Cientifico

Conhecimento empirico

Conceito

A teoria do conhecimento, se interessa pela investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento. Entre as questões principais que ela tenta responder estão as seguintes. O que é o conhecimento? Como nós o alcançamos? Podemos conseguir meios para defendê-lo contra o desafio cético?

Essas questões são, implicitamente, tão velhas quanto a filosofia. Mas, primordialmente na era moderna, a partir do século XVII em diante – como resultado do trabalho de Descartes (1596-1650) e Jonh Locke (1632-1704) em associação com a emergência da ciência moderna – é que ela tem ocupado um plano central na filosofia.

Tipos de concimentos filosoficos

RESUMO TEORIA CONHECIMENTO

Escrito por Rev. Claudemir Pedroso

     Introdução

     I - A Essência da Filosofia

A teoria do conhecimento é uma disciplina filosófica. Para determinar seu lugar no conjunto da filosofia, devemos partir de uma definição da essência da filosofia. Como chegar, porém, a essa definição?    Primeiramente, poderíamos tentar obter uma definição da essência da filosofia a partir do significado da palavra. É evidente, porém, que esse significado etimológico da palavra "filosofia" é excessivamente genérico para que dele derivemos uma definição da essência. Esse nos fornece o material com que podemos obter o conceito da essência da filosofia.Esses sistemas, portanto, possuem o caráter da universalidade.

A atitude do filósofo com relação à totalidade dos objectos é uma atitude intelectual, uma atitude do pensamento. Aparecem, portanto, as seguintes marcas da essência de toda filosofia: 1)a atitude em relação à totalidade dos objetos; 2) o caráter racional, cognoscitivo dessa atitude. Com isso, obtivemos um conceito da essência da filosofiaque ainda é, decerto, puramente formal. Trata-se, portanto, de apreender em suas principais características a totalidade do desenvolvimento histórico da filosofia. Não sem justiça, Sócrates é chamado de criador da filosofia ocidental. Na época pós-aristotélica, com os estóicos e epicuristas, a filosofia torna-se novamente auto-reflexão do espírito.

No começo da Idade Moderna, a filosofia envereda novamente pelo caminho da concepção aristotélica.A filosofia assume novamente o caráter de auto-reflexão, de visão de si do espírito. Além da Critica da razão pura, surgem a Crítica da razão prática, que trata do âmbito ético dos valores, e a Crítica do juízo, que toma os valores estéticos como objeto de uma investigação crítica. Este panorama do desenvolvimento do pensamento filosófico em seu conjunto conduziu-nos a dois outros elementos do conceito essencial de filosofia. Chamamos um dos fatores "visão de si"; ao outro, chamamos "visão de mundo". A totalidade dos objetos pode referir-se tanto ao mundo exterior quanto ao mundo interior, tanto ao macrocosmo quanto ao microcosmo. Se é o microcos­mo que constitui o objeto do enfoque filosófico, surge o segundo tipo de filosofia: a filosofia como visão de si do espírito. Este consiste em situar a filosofia no contexto das funções superiores do espírito, indicar o lugar que ela ocupa no sistema da cultura como um todo. A filosofia, por sua vez, pertence completamente ao lado teórico do espírito humano. Enquanto as ciências particulares tomam por objeto uma parte da realidade, a filosofia dirige-se à totalidade do real. O conhecimento filosófico, dirigido à totalidade das coisas, é essencialmente distinto do conhe­cimento das ciências particulares, que vai ao encontro de domínios parciais da realidade. A filosofia é também essencialmente distinta da arte. A interpretação do mundo feita pelo artista provém tão pouco do pensamento puro quanto a concepção de mundo do homem religioso. À medida que os representa, eleva este ser e este acontecer concretos ao nível do mundo da aparência, do irreal.

II -A posição da teoria do conhecimento no sistema da filosofia

Enquanto reflexão sobre o comportamento teórico, sobre aquilo que chamamos de ciência, a filosofia é teoria do conhecimento científico, teoria da ciência. Enquanto reflexão sobre o comportamento prático do espírito, sobre o que chamamos de valor no sentido estrito, a filosofia é teoria do valor. O campo da filosofia divide-se portanto em três partes: teoria da ciência, teoria do valor e teoria da visão de mundo.Uma ulterior divisão dessas partes fornece as principais disciplinas da filosofia. A primeira chamamos de lógica; a última, de teoria do conhecimento.

Assinalamos, assim, o lugar que a teoria do conheci­mento ocupa no conjunto da filosofia. Podemos defi­ni-la como teoria material da ciência ou como teoria dos princípios materiais do conhecimento humano.      Enquanto a lógica investiga os princípios formais do conhecimento, as formas e leis gerais do pensamento humano, a teoria do conhecimento dirige-se aos pressupostos materiais mais gerais do conhecimento científico. Enquanto a primeira prescinde da referência do pensamento aos objetos e con­sidera o pensamento puramente em si, a segunda tem os olhos fixos justamente na referência objetiva do pensamento, na sua relação com os objetos. Também podemos definir a teoria do co­nhecimento como a teoria do pensamento verdadeiro, por oposição à lógica, definida como a teoria do pensamento carreto.

Começaremos com a apresentação da teoria geral do conhecimento, antes, detenhamos brevemente nosso olhar sobre a história da teo­ria do conhecimento.

     III -  A história da teoria do conhecimento

Como disciplina filosófica independente, não se pode falar de uma teoria do conhecimento nem na Antigüidade nem na Idade Média. É só na Idade Moderna que a teoria do conhecimento aparece como disciplina independente. Na filosofia continental, Immanuel Kant aparece como o verdadeiro fundador da teoria do conhecimento. Esse método não investiga a gênese psicológica do conhecimento, mas sua validade lógica. Em Fichte, o sucessor imediato de Kant, a teoria do conhecimento aparece pela primeira vez intitulada "teo­ria da ciência". Em contraposição a esses tratamentos metafísicos da teoria do conhecimento, o neokantismo, surgido na década de 1860, esforça-se por separar nitidamente o questiona-mento metafísico do epistemológico. O neokantismo de­senvolveu a teoria kantiana do conhecimento numa direção muito bem determinada.

     1º PARTE - TEOLOGIA GERAL DO CONHECIMENTO

Investigação fenomenológica preliminar: O fenômeno do conhecimento e os problemas nele contidos

A teoria do conhecimento, como o nome já diz, é uma teoria, isto é, uma interpretação e uma explicação filosóficas do conhecimento humano. Se aplicamos esse método, o fenômeno do conhecimento se nos apresenta, nas suas características fundamentais, do seguinte modo.No conhecimento defrontam-se consciência e objeto, sujeito e objeto.

O dualismo do sujeito e do objeto pertence à essência do conhecimento. A função do sujeito é apreender o objeto; a função do objeto é ser apreensível e ser apreendido pelo sujeito. Vista a partir do sujeito, essa apreensão aparece como uma saída do sujeito para além de sua esfera própria, co­mo uma invasão da esfera do objeto e como uma apreensão das determinações do objeto. Surge no sujeito uma "figura" que contém as determinações do objeto, uma "imagem" do objeto. Visto a partir do objeto, o conhecimento aparece como um alastramento, no sujeito, das determinações do objeto. Há uma transcendência do objeto na esfera do sujeito correspondendo à transcendência do sujeito na esfera do objeto. Pelo contrário, pode-se falar de uma atividade e de uma espontaneidade do sujeito no conhecimento. Receptividade com respeito ao objeto e espontaneidade com respeito à imagem do objeto no sujeito po­dem perfeitamente coexistir. Na medida em que determina o sujeito, o objeto mostra-se independente do sujeito, para além dele, transcendente.

Todo conhecimento visa ("intenciona") um objeto independente da consciência cognoscente. Parece existir uma contradição entre a transcendên­cia do objeto em face do sujeito e a correlação constatada há pouco entre sujeito e objeto. O objeto só não é separável da correla­ção na medida em que é um objeto de conhecimento. A correlação entre sujeito e objeto não é em si mesma indis­solúvel; só o é no interior do conhecimento. A essência do conhecimento está estreitamente liga­da ao conceito de verdade. Só o conhecimento verdadeiro é conhecimento efetivo. "Conhecimento não-verdadeiro" não é propriamente conhecimento, mas erro e engano. O conceito de verdade que obtivemos a partir da con­sideração fenomenológica do conhecimento pode ser cha­mado conceito transcendente de verdade, vale dizer, ele tem a transcendência do objeto como pressuposto. Ambos visam, com a verdade, a concordância do conteúdo do pensamento com o objeto.

Como dissemos, o conhecimento possui três elementos principais: sujeito, "imagem" e objeto. Pelo sujeito, o fenômeno do conhe­cimento confina com a esfera psicológica; pela "imagem", com a esfera lógica; pelo objeto, com a ontológica. En­quanto processo psicológico num sujeito, o conhecimen­to é objeto da psicologia. A "imagem" do objeto no sujeito é uma estrutura lógica e, enquanto tal, objeto da lógica. O ser, porém, é objeto da ontologia. Quando se ignora isso e se encara o problema do conhecimento, de forma unilateral, a partir do objeto, o resultado é o ponto de vista do ontologismo. Poder-se-ia pensar que a tarefa da teoria do conheci­mento estaria cumprida, no essencial, com a descrição do fenômeno do conhecimento.

O método fenomenológico só pode oferecer uma descrição do fenômeno do conhecimento. De acordo com o que foi dito, a descrição do fenômeno do conhecimento tem uma significação apenas prepa­ratória. Distinguimos correspondentemente um conhe­cimento espiritual e um conhecimento sensível. A fonte e o fundamento do conhecimento humano é a razão ou a experiência? Essa é a questão sobre a origem do conheci­mento. Somos conduzidos ao problema verdadeiramente cen­tral da teoria do conhecimento quando fixamos o olhar sobre a relação entre sujeito e objeto. Na descrição feno­menológica caracterizamos essa relação como uma deter­minação do sujeito pelo objeto. Pergunta-se qual das duas interpretações do conhecimento humano é a cor­reta. De forma abreviada, podemos chamar esse problema de questão sobre a essência do conhecimento humano. Até agora, quando falamos em conhecimento, sem­pre pensamos apenas numa apreensão racional do objeto.

I - Possibilidade do Conhecimento

     1 - Dogmatismo

Por dogmatismo (do grego dogma, doutrina estabele­cida) entendemos a posição epistemológica para a qual o problema do conhecimento não chega a ser levantado. O fato de que, para o dogmatismo, o conhecimento não chega a ser um problema, repousa sobre, uma visão errônea da essência do conhecimento. Ao contrário, acredita que os objetos de conhecimento nos são dados como tais, e não pela função mediadora do co­nhecimento (e apenas por ela). A primeira forma de dog­matismo diz respeito ao conhecimento teórico; as duas últimas, ao conhecimento dos valores. O dogmatismo éti­co lida com o conhecimento moral; o religioso, com o conhecimento religioso. As reflexões epistemológicas estão, de modo geral, afastadas do pensamento dos pré-socráticos (os filósofos jônios da natureza, os eleatas, Heráclito, os pitagóricos). Dogmatismo, para eles, é fazer metafí­sica sem ter antes examinado a capacidade da razão hu­mana.

2 - Ceticismo

O conhecimento como apreensão efetiva do objeto seria, segundo ele, impossível. Se se referir ape­nas ao conhecimento metafísico, falaremos de ceticismo metafísico. Com respeito ao campo dos valores, distin­guimos o ceticismo ético do ceticismo religioso. Finalmente, cabe distinguir ainda o ceticismo metódico do sistemático. A apreensão do objeto é vedada à consciência cognoscente. Não há conhecimento. Isso repre­senta uma negação das leis lógicas do pensamento, em especial do princípio de contradição. Como não há juízo ou conhecimento verdadeiro, Pirro recomenda a suspensão do juízo, aepokhé. Um conhecimento no sentido estrito, segundo eles, é impossível. O ceticismo também pode ser encontrado na filoso­fia moderna. No filósofo francês Montaigne (1592), deparamos com um ceticismo, sobretudo ético; em Hume, com um ceticismo metafísico. Em Bayle tampouco encontraremos um ceticismo no sentido de Pirro, mas, no máximo, no sentido do ceticismo médio. Também aqui, porém, há um co­nhecimento sendo expresso, a saber, o conhecimento de que é duvidoso que haja conhecimento. A aspiração ao conhecimento da verdade é, do ponto de vista do ceticis­mo estrito, desprovida de sentido e de valor. Nossa cons­ciência ética dos valores, porém, protesta contra essa con­cepção. Não podemos afirmar o mesmo do ceticismo especial. O ceticismo metafísico, que nega a possibilidade do conhecimento do supra-sensível, pode ser falso, mas não contém nenhuma contradi­ção interna. Na história da filosofia, o ceticismo aparece como an­típoda ao dogmatismo.

3 - Subjetivismo e o Relativismo

Não há verdade alguma universalmente válida. O subjetivismo, como seu nome já indica, restrin­ge a validade da verdade ao sujeito que conhece e que julga. Todo juízo tem validade apenas para o gênero humano. O juízo 2X2= 4 vale para todo indivíduo humano. O relativismo tem parentesco com o subjetivismo. Também para ele, não há qualquer validade geral, nenhu­ma verdade absoluta. Toda verdade é relativa, tem valida­de restrita. Os representantes clássicos do subjetivismo são os sofistas. Esse princípio do homo mensura, como é abreviadamente chamado, muito provavelmente era to­mado no sentido do subjetivismo individual. O âmbito de validez da verdade coincide com o âm­bito cultural do qual provém seu defensor. O subjetivismo e o relativismo padecem de contradi­ções semelhantes às do ceticismo. O subjetivismo e o relativismo afirmam que não há nenhuma verdade universalmente válida. No fundo, ambos são ceticismos, pois também negam a verdade, não diretamente, masna medida em que contestam sua validade universal. Na prática, portanto, eles pressupõem a valida­de universal das verdades que negam teoricamente.

4 - Pragmatismo

O pragmatismo chega a um deslocamento valorativo do conceito de verdade porque parte de urna determi­nada concepção da essência humana. A verdade do conheci­mento consiste na concordância do pensamento com os objetivos práticos do homem - naquilo, portanto, que provar ser útil e benéfico para sua conduta prática. O filósofo americano William James (| 1910) é con­siderado o verdadeiro fundador do pragmatismo. O erro fundamental do pragmatismo consiste em não enxergar a esfera lógica. Ele desconhece o valor próprio, a autonomia do pensamento humano. Certamente, por se acharem inseridos na totalidade da vida espiritual huma­na, o pensamento e o conhecimento estão em conexão es­treita com a vida.

5 - Criticismo

Quanto à questão sobre a possibilidade do conheci­mento, o criticismo é o único ponto de vista correio. Devemos distinguir o criticismo enquanto método do criticismo enquanto sistema. Nessa medida, o criticismo de Kant repre­senta uma manifestação particular do criticismo. A aceitação do criticismo geral nada significa, afinal, senão reconhecer a teoria do conhecimento como disci­plina filosófica autônoma e fundamental. Seria, de fato, uma contradição alguém querer salvaguardar a possibili­dade do conhecimento pela via do conhecimento. No pri­meiro passo do conhecimento, esse alguém já pressupo­ria aquela possibilidade. Mas a teoria do conhecimento não pretende estar livre de pressupostos nesse sentido. Muito pelo contrário, parte do pressuposto de que o co­nhecimento é possível. A partir desse ponto de vista, en­vereda por um exame crítico dos fundamentos do conhe­cimento humano, de seus pressupostos e condições mais gerais.

II - A origem do conhecimento

 Em meu juízo "o sol aquece a pedra", exibe, pois, dois  elementos, um deles proveniente da experiência, o outro proveniente do pensamento. A consciência cognoscente apóia-se de modo preponderante (ou mesmo exclusivo) na experiência ou no pensamento? De qual das duas fontes do conhecimento ela extrai seus conteúdos? Onde localizar a origem do conhecimento? A pergunta sobre a origem do conhecimento humano pode ter tanto um sentido lógico quanto psicológico. A resposta à questão da validade pressupõe uma perspectiva psicológica determinada. Quem enxerga no pensamento humano, na razão, o único fundamento do conhecimento, está convencido da independência e especificidade psicológica do processo de pensamento. Por outro lado, quem fundamenta todo conhecimento na experiência negará independência, mesmo sob o aspecto psicológico, ao pensamento.

III - A essência do conhecimento

O verdadeiro problema do conhecimento, portanto, coincide com a questão sobre a relação entre sujeito e objeto. Vimos que, para a consciência natural, o conhecimento aparece como uma determinação do sujeito pelo objeto. Mas será correta essa concepção? Não deveríamos, pelo contrário, falar do conhecimento como uma determinação do objecto pelo sujeito? Qual o fator determinante no conhecimento humano? Seu centro de gravidade está no sujeito ou no objeto? Pode-se responder a essa questão sem estabelecer o caráter ontológico do sujeito e do objeto. Nesse caso, estaremos diante de uma solução pré-metafisica do problema. Seu resultado pode ser tanto favorável ao objecto quanto ao sujeito. No primeiro caso, teremos um objetivismo, no segundo, um subjetivismo. Temos, nesse caso, uma solução teológica do problema.

IV - Os tipos de conhecimento

1 -  Problema da intuição e sua história

Também é numa intuição que se baseiam os juízos que temos nas leis lógicas do pensamento. Assim sendo, no princípio e no final de nosso conhe­cimento existe uma apreensão intuitiva. É essa intuição material que chamamos de intuição no sentido estrito e próprio. Chegamos à mesma divisão quando partimos da es­trutura do objeto. Correspondentemente, podemos falar numa intuição do ser-assim, do ser-aí e do valor.

Em Platino, o renovador do platonismo, a visão do noüs ocupa o lugar, como já vimos, da visão das idéias. No tratado "Da contemplação", que encontramos nas Eneadas, Plotino descreve em tom exaltado a sublime contemplação do divino. Conseqüentemente, Agostinho fala numa visão do inteligível no seio da verdade imutável ou mesmo numa visão dessa própria verdade.

A partir da obra de Agostinho, a idéia de uma visão mística de Deus irá desembocar na mística medieval. O conflito entre agostinismo e aristotelismo que domina o século XIII não passa, no fundo, de um conflito sobre os direitos da intuição, especialmente da intuição religiosa. Aos defensores do agostinismo, com Boaventura à frente, contrapõem-se os representantes do aristotelismo, liderados por Tomás de Aquino. “Se passamos à Idade Moderna, encontramos no"co­gito, ergo sum"de Descartes o reconhecimento da intui­ção enquanto forma autônoma de conhecimento, pois a proposição cartesiana não envolve nenhuma inferência, mas uma intuição imediata de si”.

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