Sociedade e Organizações AD1 - Gabarito (2015.1)

Sociedade e Organizações AD1 - Gabarito (2015.1)

Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro

Avaliação a Distância – AD1

Período - 2015/1º

Disciplina: Sociedade e Organizações Coordenador da Disciplina: Antonio M. Fandiño

Cada questão vale dois e meio (2,5) pontos;

1ª Questão: aula 2

A mecanização do trabalho levou à sua divisão e à simplificação das operações, substituindo os ofícios tradicionais por tarefas semi-automatizadas e repetitivas, que podiam ser executadas por pessoas sem qualquer qualificação profissional e com facilidade de controle por parte de uma supervisão. Comente sobre as consequências desta mudança no sistema de produção e do trabalho. Resposta: 1. diminuição do operariado manual, fabril, concentrado, típico do FORDISMO e da fase de expansão daquilo que se chamou de regulação social-democrática; 2. aumento expressivo do trabalho feminino no interior da classe trabalhadora, em escala mundial, aumento esse que tem suprido principalmente o espaço do TRABALHO PRECARIZADO, subcontratado, terceirizado; 3. enorme expansão, particularmente nas últimas décadas do século X, dos assalariados médios, especialmente no “setor de serviços”, que inicialmente aumentaram em ampla escala, mas que vêm sofrendo as conseqüências do desemprego; 4. exclusão dos trabalhadores jovens e dos trabalhadores “velhos” (acima de 45 anos) do mercado de trabalho; 5. expansão do patamar de trabalho infantil, em especial nas atividades agrárias e extrativas; 6. processo de desemprego estrutural em níveis explosivos que, junto com o trabalho precarizado, atinge cerca de um bilhão de trabalhadores, algo em torno de um terço da força de trabalho mundial; 7. aumento dos níveis de exploração e intensificação do trabalho, em que trabalhadores de diversas partes do mundo participam dos processos de produção e de serviços, o que, é evidente, não caminha no sentido da eliminação da classe trabalhadora, mas da sua precarização e utilização de maneira ainda mais intensificada.

2ª Questão: aula 4

A humanidade começa a se preparar para um futuro no qual a maior parte do trabalho formal terá sido transferido de seres humanos para máquinas. Neste cenário há dois cursos de ação específicos que devem ser trilhados com determinação se as nações industrializadas quiserem ser bem-sucedidas na transição para uma economia pósmercado no século XXI, como explicitado no material da disciplina. Explique estes cursos de ação. Reposta: 1.Ganhos de produtividade, decorrentes da introdução de novas tecnologias de racionalização do tempo e do trabalho, terão de ser repartidos com milhões de trabalhadores – os avanços dramáticos em produtividade precisarão ser compensados por reduções igualmente dramáticas no número de horas trabalhadas e por aumentos constantes de salários para assegurar uma demanda eficaz pela produção e uma distribuição justa dos frutos do progresso tecnológico. 2.A diminuição da massa de emprego na economia no mercado formal e a redução dos gastos do governo no setor público exigirão que se dê mais atenção ao terceiro setor (a economia de não-mercado) – as pessoas irão voltar-se ao terceiro setor no próximo século, para ajudar a administrar necessidades pessoais e sociais que já não podem ser administradas nem pelo mercado nem por decretos legislativos.

3ª Questão: aula 6

Rosseau descreveu o contrato psicológico como uma relação de intercâmbio entre os funcionários e a organização. O seu entendimento é vital para os gestores serem capazes de desempenharem com efetividade sua função. Explique-o, então. Resposta: Para o autor, não se trata de um contrato escrito formal entre as duas partes, mas uma relação implícita baseada em contribuições mútuas. Ele é a percepção que o funcionário tem das obrigações recíprocas com a organização. Os funcionários têm convicções a respeito das obrigações que a organização tem para com eles, bem como de suas obrigações para com a organização. Assim, os funcionários podem obter segurança no cargo e oportunidades de promoção, em troca de muito trabalho e de sua lealdade. O contrato psicológico é, essencialmente, um conjunto de expectativas, uma vez que estabelece um acordo implícito de troca: de um lado o empregado dá sua energia e seu talento; de outro lado, a empresa paga e oferece resultados para satisfação das necessidades do empregado, ou seja, o contrato psicológico lida com as expectativas da organização sobre o indivíduo e suas contribuições para satisfazê-lo de forma dinâmica, influenciando-se contínua e mutuamente. A reciprocidade é a chave em um contrato psicológico para que resultados aceitáveis sejam atingidos. Ele pode ser entendido como um conjunto de expectativas de um indivíduo em relação às relações de trabalho com a empresa. No entanto, chama-se a atenção para o fato de que, para que exista um contrato psicológico saudável, é necessário que haja equilíbrio entre as contribuições feitas a favor da organização e as compensações obtidas em retorno e que essas contribuições digam respeito aos valores que um indivíduo traz para a organização (habilidades, esforço, tempo, criatividade, lealdade), recebendo em troca recompensas e benefícios (pagamento, formação, oportunidades, progresso na carreira).

4ª Questão: aula 7

Elemento critico para a gestão das organizações é a comprensão do comportamento e motivação no trabalho, Em função disto é necessario, na atual realidade, a compreensão do paradoxo que o mundo organizacional criou e como este está afetanto os indivíduos, para os gerentes serem capazes de gerir de modo efetivo as organizações. Explique, então, este paradoxo e suas consequências para-os individuos. Resposta: No contexto atual, uma característica marcante da vida moderna é a deterioração tanto da relação quanto dos valores humanos. O crescimento contínuo da solidão nas grandes cidades tem se tornado motivo de sofrimento para muita gente. A beleza, a verdade, o amor, considerados grandes valores eternos da humanidade, estão sendo eliminados, oprimidos pelo desenfreado uso de tecnologia e pela frieza de algumas ciências. Se vive numa sociedade em que se pode entrar em contato com pessoas do outro lado da cidade, do outro lado do país, ou até mesmo do outro lado do mundo. No entanto, o contato normalmente não é pessoal, ou seja, os mesmos avanços tecnológicos que permitem um acesso tão extraordinário entre os indivíduos fizeram com que as conversas cara a cara passassem a ser relativamente raras. Tudo tem sido gerado de modo eletronico que deixa de lado o benefício do contato fisico: ver o outro ou de falar com ela, em suma, de sentir o calor humano. Nesta realidade, o mundo tem revelado que não importa mais onde alguém encontra, já que os pontos dessa rede de comunicação abrangente são suscetíveis de intercomunicação. A idéia de atualidade causa uma sensação constante para o “homem moderno” de que ele deve estar sendo ultrapassado e sempre perdendo algo. Esta situação faz crescer a necessidade de renovar seus conhecimentos, seus valores, seus objetivos e até mesmo seu corpo. É necessário que o homem tenha o ritmo das máquinas. É isto o que a sociedade exige do ser humano: uma constante renovação e aperfeiçoamento. Não lhe é permitido assimilar, sedentariamente, o que lhe é apresentado. É o presente que importa. O passado e a história não têm mais vez. A realidade se tornou complexa, veloz, tensa. É difícil não se perder. Mas o tempo não pára, a tecnologia evolui, a sociedade evolui e as mudanças continuam. Os individuos têm-se de adaptar a essa evolução e às novas mudanças.

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