A importância da assistência de enfermagem ao usuário de álcool e outras drogas

A importância da assistência de enfermagem ao usuário de álcool e outras drogas

FELIPE MEDEIROS DE FREITAS

A importância da assistência de enfermagem ao usuário de álcool e outras drogas.

Universidade Nove de Julho

São Paulo

2015

FELIPE MEDEIROS DE FREITAS

A importância da assistência de enfermagem ao usuário de álcool e outras drogas.

Artigo Científico apresentado a Universidade Nove de Julho referente ao Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do título de Graduação em Enfermagem

São Paulo

2015

RESUMO:

O uso de álcool e outras drogas têm sido problematizados em várias esferas da sociedade brasileira. As consequências do abuso destas substâncias são múltiplas e percebidas em vários setores. Por afetar tanto a saúde individual quanto a coletiva, este fenômeno exige uma abordagem que agregue prevenção, tratamento, organização de práticas e serviços assistenciais e formulação de políticas públicas específicas. O presente estudo tem como objetivo identificar a importância da assistência do enfermeiro ao usuário de álcool e outras drogas.

Este estudo é um levantamento bibliográfico exploratório usando de base artigos e monografias expondo o termo álcool e drogas escritos no período de 2012 a 2015.

Para prestar a assistência o enfermeiro deve estar preparado tanto emocionalmente quanto profissionalmente para atender da melhor maneira, deixando de lado qualquer tipo de preconceito. Percebemos que as funções do enfermeiro, não é apenas a parte técnica como a mas também administrativa.

PALAVRAS CHAVES: Saúde mental. Álcool e Drogas. Enfermagem. substâncias psicoativas.

ABSTRACT:

The use of alcohol and other drugs have been problematized in various spheres of Brazilian society. The consequences of the abuse of these substances are many and perceived in various sectors. By affecting both individual health as a collective, this phenomenon requires an approach that adds prevention, treatment, care practices and organization of services and formulation of specific policies. This study aims to identify the importance of nursing care to the user of alcohol and other drugs.

This study is an exploratory literature using base articles and monographs exposing the term alcohol and drugs written in the period 2012 to 2015.

To provide the assistance nurses must be prepared both emotionally and professionally to meet in the best way, leaving aside any prejudice. We realize that the functions of the nurse is not only the technical side but also as administrative.

KEYWORDS: Mental health. Alcohol and drugs. Nursing. psychoactive substances

SUMÀRIO

INTRODUÇÂO 6

OBJETIVO 6

METODOLOGIA 6

RESULTADOS E ANALISE 7

Enfermagem em saúde mental: breve histórico 7

Inicio da formulação de política de saúde para a atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. 8

Etiologia 8

Tipos de abusos de substancias 9

Formação do enfermeiro para assistência ao usuário de álcool e drogas 10

Papel do enfermeiro no tratamento ao usuário de álcool e drogas 11

1.1 Além, das atribuições básicas, descritas acima se deve considerar também: 12

Humanização no atendimento ao usuário de álcool e outras drogas. 14

CONCLUSÃO 14

REFERÊNCIAS: 16

INTRODUÇÂO

O termo drogas abrange qualquer agente químico capaz de provocar alterações nos processos bioquímicos e fisiológicos do organismo e que, muitas vezes, é consumido com o objetivo de provocar alterações na percepção do indivíduo (Brasil, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, 2010), na população em geral o termo em questão tipicamente remete apenas às drogas ilícitas, as quais – a exemplo da cocaína, do crack e da heroína, dentre outras, têm sua comercialização e utilização proibidas legalmente. Com isso, comumente se desconsidera que certas substâncias lícitas tais como o álcool, a cafeína, o tabaco e os fármacos vendidos com receita médica, também se afiguram como drogas. 2

O uso de álcool e outras drogas têm sido problematizados em várias esferas da sociedade brasileira. As consequências do abuso destas substâncias são múltiplas e percebidas em vários setores. Por afetar tanto a saúde individual quanto a coletiva, este fenômeno exige uma abordagem que agregue prevenção, tratamento, organização de práticas e serviços assistenciais e formulação de políticas públicas específicas 1.

Nos casos da dependência química, é necessário considerar e entender o significado da mesma na vida de cada indivíduo, uma vez que as histórias de vida são diferentes entre si. Além disso, cada indivíduo possui formas específicas de representar o processo saúde-doença, o que implica olhar para a subjetividade de cada um, vislumbrando, também, os sentimentos, desejos, as necessidades desse indivíduo que precisa ser visto como um ser ativo no processo saúde-doença. 3

OBJETIVO

O presente estudo tem como objetivo identificar a importância da assistência do Enfermeiro ao usuário de álcool e outras drogas.

METODOLOGIA

Este estudo é um levantamento bibliográfico exploratório usando de base artigos e monografias expondo o termo álcool e drogas escritos no período de 2012 a 2015. A base de dados que será utilizada para a coleta dos resultados será SciELO (Scientific Electronic Library Online). Descritores: Saúde Mental, Álcool e Drogas, Enfermagem em substâncias psicoativas.

RESULTADOS E ANALISE

Enfermagem em saúde mental: breve histórico

A humanidade convive com a loucura há séculos e, antes de se tornar um tema essencialmente médico, o louco habitou o imaginário popular de diversas formas. De motivo de chacota e escárnio a possuído pelo demônio, até marginalizado por não se enquadrar nos preceitos morais vigentes.Na Renascença, a segregação dos loucos se dava pelo seu banimento dos muros das cidades europeias e o seu confinamento era um confinamento errante: eram condenados a andar de cidade em cidade ou colocados em navios que, na inquietude do mar, vagavam sem destino, chegando, ocasionalmente, a algum porto. .No entanto, desde a Idade Média, os loucos são confinados em grandes asilos e hospitais destinados a toda sorte de indesejáveis, inválidos portadores de doenças venéreas, mendigos e libertinos.

No século XVIII, Phillippe Pinel, considerado o pai da psiquiatria, propõe uma nova forma de tratamento aos loucos, libertando-os das correntes e transferindo-os aos manicômios, destinados somente aos doentes mentais. Várias experiências e tratamentos são desenvolvidos e difundidos pela Europa.

A Reforma Psiquiátrica no Brasil surgiu em meados de 1970 com o objetivo de reformular o modelo de atenção em saúde mental, especialmente através da extinção progressiva dos hospitais psiquiátricos e da implantação dos serviços substitutivos, permitindo aos portadores de sofrimento mental uma assistência terapêutica adequada, reabilitação psicossocial e liberdade para usufruir de seus direitos civis. Entre os serviços substitutivos, estabeleceram-se os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Ambulatórios de Saúde Mental, os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), Serviços de Emergência e Urgência, além dos Leitos Psiquiátricos em Hospital Geral. 4

Inicio da formulação de política de saúde para a atenção integral a usuários de álcool e outras drogas.

A política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas foi publicada no ano de 2003. 4

Dentre fatores que contribuíram para a construção desta politica de saúde, fora a condução da política pública de drogas proposta pelo Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), entre as décadas de 1980 e 1990, e posteriormente pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad); a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), com a afirmação da universalidade do direito à saúde; a reorientação do modelo de atenção em saúde mental a partir da implementação de serviços de base comunitária substitutivos à internação em hospitais psiquiátricos; e a implementação de políticas de prevenção do HIV/ Aids entre usuários de drogas injetáveis (UDI), propiciando que a saúde pública voltasse o seu olhar para um segmento populacional até então à margem do sistema de saúde.4-5

A inserção da área de álcool e outras drogas no âmbito do SUS, nomeadamente no campo da saúde mental, começaram a ser consolidada mediante eventos e decisões políticas. Com a Lei n° 10.216/01 promulgada, positivando direitos humanos para o segmento das pessoas portadoras de transtornos mentais.

Em 2002, um ano após o “Seminário Nacional sobre Atendimento aos Usuários de Álcool e outras Drogas na rede do SUS”era efetivada a inserção da área de álcool e outras drogas na rede pública de saúde e no campo da saúde mental. O CAPSad e os mecanismos de financiamento do SUS para a atenção aos usuários de álcool e outras drogas

Etiologia

Existem diversas substancias que podem ser abusadas, algumas podem ser obtidas legalmente, enquanto outras são ilegais. Essa discussão inclui o álcool e os medicamentos prescritos entre as substancias que são objeto de abuso. Quando está envolvida mais de uma substancia, a condição é chamada de abuso de polissubstâncias.

Não existe uma causa exata para o abuso de drogas, porem acredita-se que vários fatores contribuam para o abuso de tais substancias. Os principais fatores são:

Biológicos: Filhos de pais alcoólatras correm maior risco de desenvolvimento de alcoolismo e dependência de drogas do que os de pais não alcoólatra. Esse maior risco é resultado, em sua maior parte é causado por fatores ambientais. Estuda-se também evidencias nos fatores genéticos.Sociais e ambientais: Como apontam alguns artigos à cultura, atitudes sociais, relacionamento com os colegas e o custo e disponibilidade influencia o uso inicial de drogas. Os mais jovens experimentam drogas de mais fácil acesso como maconha, nicotina, e álcool. Já os mais velhos usam opioides e cocaínas. 5

Psicológicos: Algumas pessoas usam o álcool como um mecanismo de enfrentamento, ou para aliviar estresse e tensão, aumentar a sensação de poder e diminuir a dor psicológica. No entanto, doses elevadas de álcool causam, na verdade, aumento da tensão muscular e do nervosismo.

Tipos de abusos de substancias

O Manual diagnostico e estatístico de transtornos mentais, lista 11 classes de diagnósticos de abuso de substancias:

1 Álcool. Depressor do sistema nervoso central, é absorvido rapidamente na corrente sanguínea. A principio, os efeitos são de relaxamento e perda de inibições. ex.: cerveja, whisky, vodca.

2 Anfetaminas ou simpatomiméticos de ação similar. São estimulantes do Sistema nervoso central. Produz uma sensação intensa e imediata de euforia.

3 Cafeína. Age como estimulante encontrada em altas doses em suplementos alimentares largamente usada pra inibir o sono e perda de peso.

4 Cannabis (Maconha). Os efeitos da droga dependem da quantidade absorvida, podendo provocar relaxamento e alucinações.

5 Cocaína, também estimulante do sistema nervoso central, quase sem uso clinico, possui efeitos anestésicos, e causa sensação de euforia.

6 Alucinógenos. Podem ser estimulantes, depressores ou modificadoras,ex.: LSD, Ecstasy.

7 Inalantes. Esta classe inclui anestésicos, nitratos e solventes orgânicos inalados por seus efeitos. Ex.: tiner e cola

8 Nicotina. A nicotina age sobre os receptores nicotínicos de acetilcolina. Pode ter efeito estimulante ou tranquilizante quando misturada com tabaco Ex.: Cigarro

9 Opioides. São substancias derivadas do opio que atuam nos receptores opiodes neurais, produzem sensação de analgesia, e em doses mais altas leva a um estado hipnótico. Ex.: morfina e heroína.

10 Fenciclidina (PCP) ou fármacos de ação similar. Tem efeitos nefrotóxicos e causa alucinações.

11 Sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos. São tranquilizantes e liberam dopamina. Ex.: Dormonid, Clonazepam.

Formação do enfermeiro para assistência ao usuário de álcool e drogas

O estudante ao iniciar a experiência clinica na enfermagem em saúde mental e psiquiatria, acham a disciplina muito diferente de todas as experiências anteriores. Por isso, com frequência, surge uma série de preocupações. Essas preocupações são comuns e, normalmente, não persistem após os contatos iniciais com os clientes. Algumas questões que costumam preocupar o estudante são:

  • Medo de dizer algo errado: nenhuma declaração, por si só́, é capaz de piorar de forma significativa a situação. Ouvir com atenção, mostrar real interesse e cuidar do cliente é muito importante.5

  • O que fazer lá: No ambiente de saúde mental a um numero reduzido de cuidados físicos, a ideia de que naquele dia poderá apenas conversar e participar de grupos, pode passar a impressão de que poderá passar o dia sem fazer nada. O aluno deve lidar com a própria ansiedade em relação à abordagem de um estranho para falar sobre temas muito sensíveis e pessoais. O desenvolvimento da relação terapêutica e da confiança entre enfermeiro e cliente depende de tempo e paciência.5

  • Lidar com comportamentos inapropriados: No início, o comportamento e as declarações de alguns clientes podem ser chocantes ou angustiantes para o estudante. É importante monitorar as próprias expressões faciais ou respostas emocionais para que o cliente não se sinta rejeitado ou ridicularizado. 5

Após a conclusão da graduação em enfermagem, existe uma gama de cursos preparatórios, aprimoramento profissional e de pós-graduação voltados para a área de saúde mental ou até mesmo para apoio ao usuário de álcool e drogas em especifico, que visa capacitar os profissionais da melhor forma para esta área, englobando assuntos como: reabilitação, ética, dependência química e psicofarmacologia.

Papel do enfermeiro no tratamento ao usuário de álcool e drogas

  1. São atividades privativas do enfermeiro:

  • A organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadores deste serviço

  • Planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação, dos serviços de assistência de enfermagem.

  • Consulta de enfermagem

  • Prescrição da assistência de enfermagem

  • Cuidados diretos de enfermagem

  • Cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base cientifica e capacidade de tomar decisões rápidas.

1.1 Além, das atribuições básicas, descritas acima se deve considerar também:

  • A participação em grupos terapêuticos;

  • O atendimento a intercorrências clinicas;

  • Controle e orientações de medicações;

  • Elaboração de projetos terapêuticos

As atividades do enfermeiro no tratamento do cliente são extremamente diversificadas, divididas entre funções administrativas, gerenciais e assistenciais.

A construção da relação enfermeiro cliente:

Muitos fatores podem incrementar a relação enfermeiro-cliente, sendo responsabilidade do enfermeiro desenvolve-lo. Esses fatores promovem a comunicação e incrementam as relações em todos os aspectos da vida desse profissional. 5

Para que exista uma boa relação enfermeiro/cliente deve existir confiança, que começa a ser desenvolvida quando o cliente acredita naquilo que o enfermeiro fala e faz, demonstrações de carinho, amizade, interesse, compreensão e honestidade são a base deste relacionamento, com uma boa confiança enfermeiro/cliente tende-se que o cliente seja capaz de aceitar melhor o tratamento oferecido.

Cabe ao enfermeiro ter interesse genuíno sobre o cliente, sabendo explorar seus pontos fortes e lidar com seus pontos fracos, estar sempre concentrado durante o atendimento é um ponto muito importante.

Comunicação terapêutica:

Comunicação terapêutica é uma interação interpessoal entre o enfermeiro e o cliente, durante a qual o profissional concentra-se nas necessidades especificas do cliente para promover uma troca eficaz de informações.

Através da comunicação terapêutica pode-se alcançar muitos objetivos como: estabelecer relação enfermeiro/cliente, avaliar a percepção do cliente quanto ao seu problema, facilitar que o cliente expresse suas emoções, reconhecer as necessidades do cliente entre outras.

Questões familiares:

Todas aquelas pessoas que convivem com pessoas que abusam de substancias, sofrem angustias, emocionais, sociais e por vezes até físicas.

A codependência é um padrão mal adaptativo de lidar com a situação utilizado por membros da família ou outros indivíduos, resultando de um relacionamento prolongado com a pessoa que usa substancias. As características da codependência são: habilidades de relacionamento insatisfatórias, ansiedade e preocupação excessivas, comportamentos compulsivos e resistência à mudança. 5

Familiares aprendem com esse tipo de comportamento a medida que tentam se adaptar ao comportamento dos usuários de drogas.

Segundo Sheila L.5 “Os papéis podem mudar drasticamente, como na situação em que o filho é quem cuida do pai ou da mãe, ou o vigia. Comportamentos de codependência também são identificados entre profissionais da área da saúde quando arranjam desculpas para o comportamento do cliente, ou fazem por ele coisas que ele mesmo poderia fazer.”

É importante fornecer instruções sobre recidivas. Familiares e amigos devem saber que os clientes que começam a retomar comportamentos antigos, reatar laços com conhecidos que usam substancias ou expressar a crença de que podem “controlar isso sozinho” correm maior risco de recidiva, e seus entes queridos precisam tomar uma atitude. O usuário deve ter um plano especifico como frequentar um grupo de mútua ajuda ou outro recurso para obter apoio continuado e envolvimento após o tratamento; isso aumenta suas chances de recuperação.

Humanização no atendimento ao usuário de álcool e outras drogas.

O acolhimento humanizado na assistência à saúde é algo crescente no Brasil, que se desenvolve com a realidade da qual os usuários dos serviços de saúde reclamam de maus-tratos. Para reorganizar os processos de trabalho em saúde e promover maior resolutividade das ações de saúde é necessário que as pessoas que buscam atendimento sejam acolhidas. Acolher é um processo contínuo que envolve sensibilidade e conhecimento técnico-científico dos profissionais para identificar necessidades de saúde derivadas de processos sociais, físico-biológicos, mentais e ambientais. 9

O enfermeiro deve pensar sobre suas crenças quando falamos do assunto de álcool e drogas. Um histórico de uso entre familiares e amigos poderá fazer toda a diferença no tratamento e interação com o cliente.

Esse profissional pode agir de forma muito dura ou critica, dizendo aos clientes que eles devem “entender o quanto fazem a família sofrer”. No entanto, pode ser que o enfermeiro desempenhe, inconscientemente, antigos papéis familiares e engaje-se em comportamentos capacitantes, como reconhecer as razões do cliente para uso de substancias. 5

Muitos clientes têm recaídas periódicas. Para alguns, ficar sóbrio é uma batalha para toda a vida. O enfermeiro pode usar cinismo ou pessimismo quando os clientes voltam para as múltiplas tentativas dos tratamentos de abuso de substancias.5

Todos esses são sinais de que o enfermeiro tem alguns problemas de autopercepção que impedem que trabalhe com eficiência com os clientes e suas famílias.

CONCLUSÃO

Independente da forma de obtenção da droga, independente de ser licita ou ilícita, elas causam problemas a saúde aos seus usuários e também transtornos familiares, uma das maiores dificuldades para o inicio do tratamento é a negação do usuário em ter um problema, ou minimizem a extensão dos problemas ou do uso real de substancia. Os conceitos de saúde e doença, bem como a questão do uso de substâncias psicoativas, sofrem com a influência direta do contexto cultural e social. Muitos usuários destas substâncias podem acabar não procurando tratamento por conta do preconceito que os cerca, seja no trabalho, em casa ou em seus círculos de amizades.

O papel do enfermeiro é de extrema importância a este tipo de cliente, o enfermeiro deve estar preparado tanto emocionalmente quanto profissionalmente para atender da melhor maneira, deixando de lado qualquer tipo de preconceito.

Percebemos que as funções do enfermeiro, não é apenas a parte técnica como, mas também administrativa.

Também se pode observar que quando falamos no tratamento ao usuário de álcool e drogas, existe a criação de um vinculo do enfermeiro com o cliente, e que para que haja adesão a este tratamento este vinculo deve ser sincero e verdadeiro, o enfermeiro deve demonstrar interesse em entender o problema e ajudar o usuário através da relação e comunicação terapêutica.

Vimos que um tratamento, para ser feito adequadamente, não depende apenas de uma consulta e uso de medicamentos, são necessários atenção, respeito, compreensão e entrega na relação profissional-usuário de ambas as partes. É preciso que o profissional seja capaz de acolher o cliente. Não basta apenas agendá-lo, realizar procedimentos, questionar e orientar sobre o uso de medicamentos. É preciso mais. A qualidade no atendimento ao usuário implica em comunicar disponibilidade e interesse, demonstrar compreensão e ajudá-lo a descobrir alternativas para o seu problema.A Enfermagem é uma das profissões da área da saúde cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou na comunidade, desenvolvendo atividades de promoção, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação da saúde.

REFERÊNCIAS:

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2. SILVA, Waleska Rodrigues  and  PERES, Rodrigo Sanches. Concepções sobre álcool e outras drogas na atenção básica: o pacto denegativo dos profissionais de saúde.Psicol. cienc. prof. [online]. 2014, vol.34, n.2 [citado em 14 de novembro de 2015], pp. 474-487 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932014000200015&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1414-9893.  http://dx.doi.org/10.1590/1982-3703000492013.

3. Prates José Gilberto, Pinho Paula Hayasi, Oliveira Márcia Aparecida Ferreira de, et al. A concepção dos enfermeiros de serviços de urgência e emergência sobre o processo saúde-doença na assistência aos usuários de substâncias psicoativas. Saúde debate  [Internet]. 2014  Junho [Citado em 13 de novembro de 2015] ;  38( 101 ): 318-327. Disponivel em:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042014000200318&lng=en.  http://dx.doi.org/10.5935/0103-1104.20140029.

4. Alves Vânia Sampaio, Lima Isabel Maria Sampaio Oliveira. Atenção à saúde de usuários de álcool e outras drogas no Brasil: convergência entre a saúde pública e os direitos humanos. Revista de Direito Sanitário, Brasil, v. 13, n. 3, p. 9-32, fev. 2013. ISSN 2316-9044. [Citado em 13 de novembro de 2015] Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/56241

5.VIDEBECK, Sheila L. Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria, 5 edição. Porto Alegre. ArtMed.. VitalBook. Janeiro 2015

6.Rocha Fernanda Mota, Vargas Divane de, Oliveira Marcia Aparecida Ferreira de, Bittencourt Marina Nolli. Cuidar de dependentes de substancias psicoativas: percepções dos estudantes de enfermagem. Rev. esc. enferm. USP  [Internet]. 2013  June [citado em 13 de novembro] ;  47( 3 ): 671-677. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342013000300671&lng=en.  http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420130000300021.

7. Vargas Divane de, Oliveira Marcia Aparecida Ferreira de, Duarte Fernando Augusto Bicudo. Psychosocial care Center for Alcohol and Drugs (CAPS ad): nursing insertion and practices in São Paulo City, Brazil. Rev. Latino-Am. Enfermagem  [Internet]. 2011  Fev.[citado em 13 de novembro de 2015]; 

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8. Boscaglia, Michele Thiebaut Miranda. Estudo sobre as atividades dos enfermeiros dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do sul do estado do Espírito Santo: um estudo descritivo. [Internet]. 2013  Fev. [citado 12 de novembro 2015] Disponível em: http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4393

9. Guedes Maria Vilani Cavalcante, Henriques Ana Ciléia Pinto Teixeira, Lima Morgama Mara Nogueira. Acolhimento em um serviço de emergência: percepção dos usuários. Rev. bras. enferm.  [Internet]. 2013  Fev. [cited  2015  Nov  13] ;  66( 1 ): 31-37. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672013000100005&lng=en.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672013000100005.

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