Manual de Exames - Hermes Pardini

Manual de Exames - Hermes Pardini

(Parte 1 de 4)

Edição 2013/2014

Manual de Exames

ÍndicE ÍndicE

ÍndicE

Apresentação da assessoria científica • Diferencial para o laboratório de análises clínicas 6

coleta de secreções 18 Fase pré-analítica30 intervalo de referência no laboratório clínico42 Resultados críticos 46 Algoritmos diagnósticos 54 Patologia clínica96 drogas terapêuticas306 drogas de abuso316 Toxicologia320

Biologia molecular em doenças infecciosas338

Genética humana • Exames moleculares | • Citogenética348

Triagem neonatal (“Teste do pezinho”)372

Líquido seminal382 Tabelas, gráficos398

Manual de Exames

APREsEnTAção

dA AssEssoRiA ciEnTÍFicA Diferencial para o laboratório de análises clínicas

Guia de Exames coordenação William Pedrosa

Endocrinologia william.pedrosa@hermespardini.com.br

Equipe de Bioquímicos

Ana Carla Santos ana.santos@hermespardini.com.br

Christiane Fonseca christiane.paula@her mespardini.com.br

Flavia Favretto flavia.favretto@hermespardini.com.br

Lilian Oliveira lilian.oliviera@hermespardini.com.br

Núbia Rodrigues nubia.rodrigues@her mespardini.com.br

Equipe de Médicos

Fabiano Brito – Reumatologia e Autoimunidade fabiano.brito@hermespardini.com.br

Flávia Pieroni – Endocrinologia flavia.pieroni@hermespardini.com.br

Guenael Freire – Infectologia guenael.souza@hermespardini.com.br

Lilian Soares – Patologia Clínica lilian.soar es@hermespardini.com.br

Marcelo Gonçalves – Patologia Clínica e Hematologia marcelo.goncalves@hermespardini.com.br

Marilene Lucinda – Clínica Médica e Toxicologia marilene.silva@hermespardini.com.br

Rodrigo Arantes – Genética Médica e Pediatria rodrigo.arantes@hermespardini.com.br

Guia de Exames

O Hermes Pardini oferece o apoio de sua Assessoria Científica, composta por bioquímicos e médicos especialistas em diferentes áreas, como clínica médica, infectologia, endocrinologia, reumatologia, patologia clínica, genética médica, pediatria. A Assessoria Científica oferece à empresa e seus clientes assistência especializada, compartilhando conhecimento atualizado e subsídios científicos.

O contato com a Assessoria pode ser realizado por telefone ou e-mail e destina-se exclusivamente a médicos, bioquímicos e biomédicos de Belo Horizonte e dos laboratórios conveniados de todo o país. Os assessores auxiliam na correlação clínico-laboratorial, na discussão de casos clínicos e no esclarecimento de dúvidas sobre resultados de exames, suas indicações e possíveis interferências.

Suas atividades internas englobam o suporte ao Núcleo Técnico Operacional, participação nas validações clínicas, pesquisa de novos testes baseada na literatura científica atual e em solicitações médicas ou de nossos parceiros. Ainda é responsável por divulgar e informar médicos e laboratórios conveniados temas de interesse clínicolaboratorial por meio de palestras e material científico atualizado para revistas e Portal do Hermes Pardini.

Assim, participa ativamente na obtenção de melhorias, sendo um importante instrumento para atualização, desenvolvimento e aprimoramento da empresa e um intermediário diferenciado no relacionamento com o cliente.

VAcinA VAcinA

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VAcinA

O serviço de vacinação é um dos mais importantes do Hermes Pardini por ser uma das medidas mais eficazes de prevenção a doenças, além de possuir uma variedade específica para diversos grupos (recém-nascidos, crianças, jovens, adultos e idosos).

Para oferecer um serviço de vacinação de qualidade, o Hermes Pardini conta com uma equipe qualificada, composta por médicos, enfermeiros e bioquímicos, além de utilizar modernas câmaras frias para armazenamento das vacinas, garantindo a estabilidade da temperatura. Outro benefício é o arquivamento do seu histórico vacinal em prontuário eletrônico, mais seguro.

Os calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm resultam de recomendações que buscam a proteção individual e a prevenção de doenças infecciosas na população. Os elencos de vacinas são apresentados, ainda, de acordo com as características especiais de cada faixa etária ou grupo.

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Observações:

1) Crianças menores de 5 anos de idade devem receber a vacina oral contra a Poliomielite nos Dias Nacionais de Vacinação após terem recebido duas doses da vacina inativada.

2) A vacina Rotavírus pentavalente MSD possui o esquema de aplicação de 3 doses.

3) Pode ser aplicada na forma combinada Vacina Quádrupla Viral. Em crianças vacinadas pela primeira vez após 2 anos de idade devem ser aplicadas duas doses com intervalo de 3 meses.

4) Reforço recomendado somente para crianças que até os 4 anos de idade não receberam uma 5ª dose desta vacina ou pólio por via oral.

Idade Vacinas Ao nascerBCG + Hepatite B

2 meses Hepatite B + DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada

(HEXA) + Pneumo13 Conjugada + Rotavírus

3 mesesMeningocócica C conjugada

4 meses DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada (PENTA)+

Pneumo13 Conjugada + Rotavírus

5 mesesMeningocócica C conjugada

6 meses Hepatite B+ DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada

(HEXA)1 + Pneumo13 Conjugada + Rotavirus2 + Gripe

7 mesesGripe

9 mesesFebre Amarela 12 mesesHepatite A + Tríplice Viral + Varicela

15 meses DTPa + Hemófilos B + Poliomielite inativada (PENTA)+

Pneumo13 Conjugada

18 mesesHepatite A + Meningocócica C conjugada

2 a 4 anosTríplice Viral + Varicela3 4 a 6 anosDTPa ou dTpa + Poliomielite4 + Meningocócica C conjugada 10 anosFebre Amarela + HPV (3 doses) 1 anos Meningocócica Conjugada Quadrivalente A,C,W135 e Y 15 anosdTpa-R (Tríplice Bacteriana Acelular Adulto)

imAGEm imAGEm

Manual de Exames imAGEm

Há mais de 15 anos, o Hermes Pardini oferece o serviço de Diagnóstico por Imagem que garante qualidade em auxílio ao diagnóstico para médicos e pacientes.

O Hermes Pardini possui unidades dedicadas ao diagnóstico por imagem, além de uma equipe médica experiente e um radiologista especializado à disposição dos médicos para discussão dos laudos.

O serviço de imagem é composto pelos seguintes exames: • Ressonância magnética

• Tomografia computadorizada

• Densitometria óssea

• Mamografia

• Radiografia digitais

• Ultrassonografia

• Duplex scan

• Ecocardiograma

• Imaginologia dental

• Teste ergométrico

• Holter 24 horas

• Eletrocardiograma

Além destes serviços, a empresa possui um centro de terapia radionuclídica, com apartamentos confortáveis, para o tratamento de neoplasias com total segurança. Para o diagnóstico de doenças osteometabólicas, o Hermes Pardini conta com um banco de dados com mais de 200 mil análises de mensuração óssea, que permite

Manual de Exames precisão no diagnóstico da osteoporose e na monitoração do seu tratamento.

Alguns diferenciais do serviço de diagnóstico por imagem: • Concentração da maioria das modalidades do serviço.

• Central de atendimento ao cliente com profissionais especializados para atender de forma ágil e precisa.

• Presença do serviço em uma unidade hospitalar que facilita o relacionamento com médicos prescritores e oferece maior suporte e assistência aos seus pacientes.

• Único serviço de imagem em Minas Gerais que realiza exames de PET-CT, tecnologia de ponta para diagnóstico de doenças graves em sua fase inicial.

• Equipamentos de última geração.

• Profissionais altamente qualificados e especializados.

• Assessoria Científica com radiologistas dedicados.

• Selo de qualidade em Mamografia, expedida pelo Colégio Brasileiro de Radiologia.

• Facilidades de pagamento, que pode ser realizado em 10 parcelas no cartão de crédito.

• Atendimento em horários estendidos.

coLETA dE sEcREçõEs

Manual de Exames oRiEnTAçõEs PARA coLETA dE sEcREçõEs

1. importância da coleta

Pacientes portadores de DST (doença sexualmente transmissível) podem ser assintomáticos, isto significa que o médico contará apenas com o resultado do exame para definir o tratamento. Uma coleta incorreta pode gerar um resultado falso-negativo e o médico poderá deixar de tratar um paciente que perpetuará a infecção, além de poder desenvolver sequelas graves no futuro como infertilidades, doenças inflamatórias pélvicas, doenças cervicais malignas, etc.

Estamos lidando com organismos microscópicos, muitas vezes assintomáticos, portanto ausência de secreção visível não corresponde, necessariamente, a ausência do agente.

2. Preparo do paciente

Explicar de forma clara e segura como será processada a coleta. Nos casos em que o paciente estiver fazendo uso de antibióticos ou antifúngicos, verificar se o médico esta ciente. Se o médico não estiver ciente o paciente deverá ser orientado a voltar para a coleta 7 a 15 dias após o término do tratamento ou conforme orientação médica. O ideal é que a coleta seja realizada antes de qualquer medicação.

2.1) Preparo conforme região anatômica da coleta

Sempre checar o preparo do cliente conforme a região anatômica em que será realizada a coleta:

Uretra

• Colher preferencialmente pela manhã, sem urinar, ou estar sem urinar há pelo menos 4 horas.

• Não estar usando desinfetantes ou medicações tópicas (caso estiver aguardar 48 horas após o término);

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Vulva

• Colher preferencialmente pela manhã, sem urinar, ou estar sem urinar há pelo menos 4 horas.

• Não estar usando desinfetantes ou medicações tópicas (caso estiver aguardar 48 horas após o término);

• Não realizar higiene/banho no dia da coleta (aguardar 8 horas para coleta de HPV);

• Não deverá manter relação sexual nas últimas 24h ou 72h para coletas de HPV;

Vagina/fundo de saco vaginal/colo uterino/canal endocervical

• A paciente não deverá ter feito ducha vaginal (se tiver feito aguardar 24h ou 72h para coletas de HPV);

• Não estar usando desinfetantes ou medicações tópicas (caso estiver aguardar 48 horas após o término);

• Não deverá manter relação sexual nas últimas 24h ou 72h para coletas de HPV;

• Não deve ter feito exame ginecológico com o uso de iodo ou ácido acético nas últimas 24h ou 72h para coletas de HPV;

• Não estar menstruada (caso estiver aguardar 48 horas após o término da menstruação).

Região peniana

• Não estar usando desinfetantes ou medicações tópicas (caso estiver aguardar 48 horas após o término);

• Não deverá manter relação sexual nas últimas 24h ou 72h para coletas de HPV;

• Não realizar peniscopia.

3. Anatomia dos orgão feminino e masculino

É importante conhecer os termos que definem a anatomia do órgão feminino e masculino:

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3.1 Anatomia do orgão feminino • Hímen: é uma membrana fina presente na entrada da vagina.

• Intróito vaginal: entrada do canal vaginal.

• Meato uretral: entrada do canal uretral.

• Períneo: fica entre a vulva e o ânus.

• Vagina: é um tubo muscular com aproximadamente 12 cm e é elástico.

• Vulva: é a parte externa da região genital feminina, que se compõe de:

- Grandes Lábios, pregas mais externas recobertas de pelos;

- Pequenos Lábios, pregas mucosas que cobrem a abertura do Vestíbulo;

- Clitóris, pequeno corpo erétil situado na junção dos Pequenos Lábios e que corresponde ao pênis do homem.

• Fundo de saco vaginal: a junção das paredes da vagina e o colo uterino.

• Cérvice uterina: parte do colo do útero.

• Útero: órgão muscular oco, em forma de pêra invertida que emerge em direção a vagina.

• Perianal: próximo ao ânus.

3.2 Anatomia do orgão masculino • Meato uretral: “buraco”, orifício uretral, entrada da uretra.

• Fossa navicular: canal, fossa que se forma depois de atravessar o meato uretral.

• Escroto, região escrotal, bolsa testiscular: bolsa, saco que carrega os testículos fora do corpo.

• Glande: cabeça do pênis.

• Inguinal: região da virilha.

• Perineal: entre o escroto e o ânus.

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• Perianal: próximo ao ânus. • Prepúcio: pele que recobre a cabeça do pênis

4. coleta

Preparar antes da coleta todo o material necessário. Certifique-se de que tudo o que precisar estará disponível, evite interrupção da coleta.

Identifique todo o material, especificando o local da coleta. Utilize foco de luz para adequada visualização do local da coleta. Tenha sempre a preocupação de evitar ou minimizar a contaminação externa.

Registrar o uso de medicações orais ou tópicas, resultado de exames anteriores, características das lesões, as dificuldades durante a coleta, como por exemplo, lesões de difícil acesso, presença de infecção secundária, material ausente ou escasso etc.

4.1 Ordem anatômica dos locais de coleta feminina A coleta deve ser realizada de acordo com a ordem anatômica: • Uretra

• Vagina/fundo de saco vaginal

• Colo uterino/canal endocervical

Importante: A coleta de clamídia e gonococo em mulheres adultas com vida sexual ativa deve ser feita no canal endocervical. As amostras para Neisseria e Chlamydia devem ser colhidas por último e o material não deve conter secreção, uma vez que pode contaminar o meio de transporte.

É necessária a presença de células no material coletado, pois estes microrganismos são intracelulares (Chlamydia) e têm afinidade pelas paredes das células (Gonococos). A ausência de células torna o material inadequado para processamento, o que leva a liberação de resultados falso-negativos.

Os outros agentes são colhidos sempre no local especificado pelo médico.

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4.2 Coleta ginecológica

fique confortável

Posicionar o cliente na cadeira ou mesa ginecológica de maneira que Utilização do espéculo

Atenção: Este procedimento somente deve ser realizado pelo profissional treinado e capacitado para tal.

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