Estrutura e regras para elaboração de artigos

Estrutura e regras para elaboração de artigos

ESTRUTURA E REGRAS PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS Nome Completo do Autor*

A NBR 6028 (2003) esclarece que um resumo deve passar informações suficientes sobre todo o conteúdo do texto, possibilitando ao leitor a decisão de lê-lo em sua totalidade. É solicitado que o resumo contenha objetivo, método, resultados e as conclusões do trabalho. Em alguns periódicos também é pedido uma breve introdução, objetivos, material e métodos, resultados, discussão e conclusão. O resumo deve ser escrito em parágrafo único, numa seqüência corrente de frases lógicas sem nenhuma enumeração de tópicos. A norma 6028 (2003) explicita também que a primeira frase deve explicar o tema do artigo, dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa. Embora o artigo possa ter sido escrito por vários autores, a primeira pessoa do plural (nós) não deve ser utilizado. Deve-se, ainda, evitar o uso de frases negativas, símbolos, equações, tabelas, quadros, etc. no resumo. Quanto à extensão do resumo, deve conter até 250 palavras.

Palavras-chaves: cada periódico explicita a quantidade de palavras-chaves, podendo variar de três a cinco palavras, que representem o artigo como um todo.

* Aqui deve constar um breve currículo do(s) autor (es), contendo, inclusive, o e-mail para contato.

1 INTRODUÇÃO [1 espaço de 1,5 para separar título do texto]

A introdução precisa ser bem elaborada para prender o seu leitor quanto a assunto a ser abordado, seja esse leitor leigo, ou não, no assunto. Assim, a norma 6022 (2003) esclarece que deve constar a delimitação do assunto e finalizar com os objetivos da pesquisa. Dusilek (1983 apud COSTA, 2003) sugere que a introdução contenha o assunto a ser tratado, delimitando-o, justificando-o e por fim esclarecendo os objetivos da pesquisa e hipóteses, caso tenham. Mesmo sendo a introdução um dos primeiros elementos a ser visualizado pelo leitor, Costa (2003) recomenda que deve ser um dos últimos a ser elaborado para não haver desacertos entre o que foi introduzido e desenvolvido, principalmente com relação a conclusão, fator a ser analisado para aceite nos periódicos. Este breve texto pretende demonstrar a estrutura básica necessária de um artigo científico, como também conhecer algumas das principais regras da ABNT utilizadas. [1 espaço de 1,5 entre o fim de uma seção e o início de outra]

Recuo de 1,5 cm

2 DESENVOLVIMENTO

Parte importantíssima em um artigo, pois expõe, de forma ordenada, toda a fundamentação teórica que possibilitou a experimentação ou o estudo de caso, podendo ter subseções, conforme a NBR 6023 (2002), de informação e documentação de referências, a NBR 6024, de numeração progressiva das seções de um documento escrito e a NBR 10520, de informação e documentação – citações em documentos.

2.1 ALGUMAS REGRAS DE FORMATAÇÕES

“Os títulos sevem de eixo temático, e as idéias mestras dos parágrafos a serem redigidas formam os elementos delineadores do esquema da composição.” (COSTA, 2003, p. 54). As seções secundárias tais como o 2.1, acima, devem ser em letras maiúsculas, sem negrito. As demais seções devem seguir o seguinte padrão, abaixo demonstrados. Todas alinhadas à esquerda (NBR 14724, 2002):

2 INTRODUÇÃO (tamanho 12, em maiúsculo e negrito) 2.1 REGRAS DE FORMATAÇÃO (tamanho 12, em maiúsculo e não-negrito) 2.1.1 Tamanho da letra nos títulos (tamanho 12, em minúsculo e negrito) 2.1.1.1 Subseções de quarto nível (tamanho 12, em minúsculo, não-negrito) 2.1.1.1.1 Subseções de quinto nível (tamanho 12, em minúsculo, não-negrito e itálico)

Quanto às regras de formatação do texto, geralmente, usa-se papel A4, com margens superior e esquerda 3 cm e inferior e direita 2 cm. Porém, sempre é bom verificar as regras estipuladas por cada periódico.

2.1.1 Ilustrações e tabelas

Existem diferenças entre ilustrações (quadros, fotos, mapas, desenhos, diagramas, gráficos etc) e tabelas. Ambas, ilustrações e gráficos recebem a denominação de figuras ou tabelas, conforme for caso, com numeração seqüencial e situam-se, em sua identificação com o título na parte superior da figura ou tabela e a fonte logo abaixo, em letra tamanho 12:

4 Figura 1 – As Diversas relações ecológicas

Fonte: adaptação de Foladori (2001)

Algumas pessoas confundem tabelas com quadros, porém nos quadros constam textos e dados, sendo utilizado em dados qualitativos, fechando todas as células. Enquanto que as tabelas possuem somente dados numéricos sendo, sua estrutura, delimitada, na parte superior e inferior, por traços mais grossos e abertos, pelos traços verticais, nos extremos da tabela. Vejam o exemplo abaixo:

Tabela 1 – Orçamento da pesquisa do mestrado

TOTAL3.150,0

Material bibliográfico: Livros 2.0,0 Pesquisa de campo: Passagens de ônibus 350,0 Diárias nas pousadas 30,0 Aplicação do questionário 50,0 Fonte: Pesquisa do autor

I – As unidades foram construídas com verbas do município. (NOTA)

Título da Tabela

1 – Os livros são todos de origem estrangeiras. (Chamadas) Constar no Rodapé da tabela

que trabalhem com dados quantitativos

O IBGE disponibiliza algumas das principais regras de tabelas para os pesquisadores

2.1.2 Entendendo as citações

Uma das maiores dúvidas, na elaboração de um artigo, é saber citar os autores que junto com o pesquisador dão credibilidade ao seu pensamento. De forma geral, existem dois tipos de citações:

• Direta: quando se transcreve, tal qual, como consta no livro ou texto retirado; • Indireta: quando se utiliza o pensamento lógico do autor, porém com outras palavras.

Além dessa classificação as citações diretas podem também serem:

• Longas: quando o conteúdo a ser transcrito passa de três linhas. Nesse caso, deve-se fazer um recuo de 4 cm, a partir da margem esquerda, por fonte 10, justificado, com espaçamento simples e sem aspas, além de colocar, entre parênteses, o sobrenome do autor (em caixa alta), ano e página que o conteúdo foi extraído. [espaço de 1,5 entre texto e citação]

Os seres vivos, como organismos biológicos e sociedades equipadas com determinadas bagagens culturais, possuem um comportamento e um instrumental para transformar o meio ambiente de forma qualitativamente diferente daquela usada pelo restante dos seres vivos (FOLADORI, 2001, p. 61).

[espaço de 1,5 entre citação e texto] As citações diretas devem ser escritas inclusive com os possíveis erros gramaticais encontrados, não permitindo nenhum tipo de correção. Porém, após a frase citada, pode-se escrever [sic.] que significa tal qual está escrito, servindo para enfatizar algum absurdo, principalmente, gramatical.

• Curtas: quando o conteúdo é de até três linhas. Aqui, inserem-se as aspas e a frase fica dentro do contexto do autor. Caso tenha supressões necessita por [...].

Recuo de 4 cm,

Espaçamento simples, tamanho 10, justificado

Veja, abaixo, o exemplo: Para Ricklefs (1996, p. 1) a “Ecologia é a ciência através da qual estudamos como os organismos (animais, plantas e microorganismos) interagem dentro do e no mundo natural”. Enquanto que para Burnie (2001, p. 8) “Ecologia é o estudo científico da vida em seu ambiente natural [...] fornecendo informações sobre como a destruição afeta os seres vivos e ajuda a descobrir como isso pode ser corrigido”.

Citações de citações – nesse caso usa-se a expressão apud, que significa citado por.

Isso é bastante utilizado quando não se tem acesso ao material original de um autor X, e ao ler um autor Y, que fala do X, através do Y, o cita. Apesar de parecer complicado, é bem mais fácil, do que se pensa: sobrenome do autor que não se tem a obra em mão, (ano dessa obra apud sobrenome do autor, ano da obra lida, página). Veja o exemplo, abaixo, que é uma citação de citação direta e longa. Isso porque se leu o autor Küsten, que em sua obra citou Viola e Leis, devido a não ter o acesso à obra de Viola e Leis, cita-o através de Küsten.

No Primeiro Mundo encontra-se a poluição da riqueza. Usinas nucleares, chuva ácida, consumo suntuário, montanhas de lixo, doenças provocadas pelo excesso de alimentos, álcool, drogas e medicamentos. No Terceiro Mundo concentra-se a poluição da miséria: subnutrição, ausência de água potável e esgotos, lixões a céu aberto, ausência de atenção médica e de medicamentos, consumo de álcool e drogas. No Primeiro Mundo há uma perda progressiva do sentido da vida motivada por uma concepção unilateralmente materialista da vida humana. No Terceiro Mundo há uma degradação generalizada do sentido da vida, provocada por uma concentração extrema da riqueza, que deixa sem horizontes as maiorias miseráveis. (VIOLA E LEIS, 1991 apud KÜSTEN et al., 2004, p. 18).

Outra abreviatura bastante utilizada é et al. ou et alli., que deve ser utilizado ao citar obras com mais de três autores. O significado de et al. é “e outros”.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os artigos científicos, cada vez mais, têm tido a necessidade de serem gerados, não somente para divulgar a pesquisa como também para que idéias possam ser conhecidas e questionadas.

Espera-se ter atingido o objetivo de tornar mais fácil algumas das regras para elaboração de artigos científicos, embora a pretensão não seja desse material ser um guia, mas amenizar, para os pesquisadores, a longa jornada de expor sua pesquisa.

TÍTULO DO ARTIGO (em língua estrangeira)

ABSTRAT (inglês), RESUMEN (espanhol) ou RESUME (francês)

Geralmente é obrigatório em periódicos de divulgação internacional, sendo o próprio resumo, elaborado em língua estrangeira, a ser indicado, pelo periódico, qual a língua de preferência. Quando não ficar claro essa explicitação, geralmente é escrito em inglês.

Keywords (inglês), Palabras clave (espanhol) ou Mots-clés (francês)

[os títulos das seções ficam alinhados à margem esquerda e sem ponto entre a numeração e o texto]

ABNT. NBR 6022: informação e documentação – artigo em publicação periódica científica impressa – apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ABNT. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro, 1990.

ABNT. NBR 14724: informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ABNT. NBR 10520: informações e documentação – citações em documentos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

BURNIE, David. Fique por dentro da Ecologia. São Paulo: Cosac & Naify Edições, 2001.

COSTA, Antônio F. G. Guia para elaboração de monografias – relatórios de pesquisa: trabalhos acadêmicos, trabalhos de iniciação científica, dissertações, teses e editoração de livros. 3 ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2003.

FALADORI, Guillermo. Limites do desenvolvimento sustentável. Campinas. São Paulo: Editora da Unicamp, 2001.

KÜSTEN, Ângela. Democracia e sustentabilidade: experiências no Ceará, Nordeste do Brasil. Fortaleza, Expressão Gráfica e Editora, 2003.

LEITE BARBOSA, Arnoldo P. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UECE, 2001.

RICKLEFS, Robert E. A economia da natureza. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.

Referências alinhadas à esquerda. Somente se negrita o título da obra indo até os dois pontos, o sub-título não recebe negrito nem sublinhado.

1 espaço simples entre cada referência

Espaço simples na referência

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