Faculdade La Salle

Mantida pela Sociedade Porvir Científico

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AULA PRÀTICA 1

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL DE FOTOSSÍNTESE

Disciplina: Fisiologia Vegetal.

Professor: Lucas Barboza de Freitas.

Turma: “A” 2° Semestre de agronomia

Acadêmicos (as): Amanda Ceslinski, Anderson Vitto, Francisca , Jéssica Cristina Lopes Silva, Joelto Cristino.

Lucas do Rio Verde MT

2º sem/2017.

1. TÍTULO

Procedimento experimental de fotossíntese

2. OBJETIVOS

- Observar as reações causadas pela fotossíntese em folhas de tomateiro, retiradas de diferentes partes da planta.

- Detectar a presença de amido nas folhas de tomateiro.

3. INTRODUÇÃO E FUNDAMENTO TEÓRICO

Fotossíntese é um processo realizado pelas plantas para a produção de energia necessária para a sua sobrevivência (NUNES, 2013).

A água e os sais minerais são retirados do solo através da raiz da planta e chega até as folhas pelo caule em forma de seiva, denominada seiva bruta. A luz do sol, por sua vez também é absorvida pela folha, através da clorofila, substância que dá a coloração verde das folhas. Então a clorofila e a energia solar transformam os outros ingredientes em glicose. Essa substância é conduzida ao longo dos canais existentes na planta para todas as partes do vegetal. Ela utiliza parte desse alimento para viver e crescer; a outra parte fica armazenada na raiz, caule e sementes, sob a forma de amido (NUNES, 2013).

A fotossíntese também desempenha outro importante papel na natureza: a purificação do ar, pois retira o gás carbônico liberado na nossa respiração ou na queima de combustíveis, como a gasolina, e ao final, libera oxigênio para a atmosfera (NUNES, 2013).

A sacarose é a principal forma de carboidrato que é transloucada na planta, via floema. Já o amido é um carboidrato insolúvel, de reserva, presente em quase todas as plantas. O interessante é que tanto a sacarose como o amido são gerados a partir da triose-fosfato gerada no ciclo de Calvin (OLIVEIRA, 2015).

A síntese de amido ocorre no cloroplasto e se dá pela formação de ADP-glucose. A partir da adição de ADP-glucose forma-se um polímero de glicose unido por ligação glicosídica α-1,4. Valendo ressaltar que todo o processo de fotossíntese para a síntese de amido e sacarose necessita de luz (OLIVEIRA, 2015).

4. MATERIAIS E MÉTODOS

Para a realização do procedimento experimental foram utilizados os seguintes materiais:

4.1 Materiais utilizados

  • Béquer de 100 mL

  • Béquer de 250 mL

  • Bico de Bunsen

  • Tripé

  • Tela de Amianto

  • Fosforo

  • Banho-Maria

  • Placa de petri

  • Pinça de madeira

  • Pinça metálica

  • Pipeta de Pasteur

4.2 Reagentes utilizados

  • Álcool etílico

  • Água comum

  • Corante lugol

  • Folhas de tomateiro

4.3 Procedimento experimental

  • Coletou-se 3 folhas do tomateiro, primeira pleno sol da copa da planta, segunda também da copa porém protegida em parte por uma pequena fica, terceira do baixeiro da planta;

  • Colocou-se 80 mL de água comum em um béquer de 100 mL;

  • Colocou-se 75 mL de álcool etílico em um béquer de 250 mL e colocou-o em banho maria;

  • Aqueceu-se a água do béquer com o auxilio de um bico de Bunsen, até o ponto de fervura;

  • Colocou-se uma a uma as folhas do tomateiro no béquer com água fervente, por aproximadamente 1 minuto;

  • Colocou-se uma a uma as folhas do tomateiro no béquer com álcool etílico em banho maria, por aproximadamente 2 minutos;

  • Observou-se o resultado;

  • Colocou-se as folhas em uma placa de petri com a parte de baixo voltada para cima;

  • Adicionou-se aproximadamente 10 gostas de corante lugol por sobre as folhas

  • Observou-se os resultados obtidos.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram realizados em laboratório experimentos com o objetivo determinar a influencia de luminosidade na fotossíntese em folhas de tomate e a produção de amido como reserva energética, e as diferenças visíveis na concentração e reserva de amido de folhas em diferentes situações.

As folhas foram colocadas em água fervente e posteriormente em álcool etílico para que assim perdesse o pigmento clorofila, tomando então um tom esbranquiçado, posteriormente foram colocadas em contato com o corante lugol, que pigmentou com maior êxito as folhas com maior quantidade de amido, indicando então que foi exposta a maior incidência de luz solar realizando a fotossíntese e produzindo amido. Desta forma a folha intitulada pleno sol, ficou com a coloração em tom marrom bem escuro, a folha que ficou parcialmente protegida por uma fita também ficou de cor marrom escuro, porém a parte protegida com aspecto esbranquiçado indicando que naquele local não houve grande realização de fotossíntese, já a folha do baixeiro ficou com coloração mais clara, uma vez estando protegida do sol pela sombra das demais folhas não realizou a fotossíntese com a mesma intensidade que as demais.

6. CONCLUSÃO

Na Fotossíntese a luz é fonte de energia para a formação de ATP e NADPH2, substâncias que participam ativamente da conversão do CO2 em compostos orgânicos. Por isso, quando a disponibilidade de luz é baixa, a taxa de fotossíntese é muito pequena; aumentando a intensidade da luz, observa-se um aumento da velocidade fotossintetizante. Com isso a taxa de produção de amido pelas folhas das plantas é maior conforme a disponibilidade de luz presente no ambiente, uma vez que plantas de baixeiro receberam uma intensidade luminosa menor, sua produção de amido também será inferior. No caso de folhas que por alguma interferência não venham a receber luz a produção de amido pode chegar a ser nula.

7. REFERÊNCIAS

NUNES.C Fotossíntese, plantas como fonte de energia 2013 <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/fotossintese.htm> Acesso em 12 de agosto de 17.

OLIVEIRA. L Fisiologia vegetal, síntese de sacarose e amido 2015 <http://www.ledson.ufla.br/geral_glicolise/ciclo-de-reducao-do-co2/sintese-da-sacarose-e-amido/ > Acesso em 12 de agosto de 2017.

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