guiaeventos cerimonial redefera

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(Parte 2 de 6)

O Protocolo é parte importante do cerimonial e constitui-se do conjunto de normas para conduzir atos oficiais sob as regras da diplomacia, tais como a ordem geral de precedência. Em alguns eventos, principalmente aqueles nos quais estão presentes várias autoridades municipais, estaduais, com a formação de mesa de honra, o protocolo soluciona as dúvidas de quem deverá ser chamado primeiro, quem deverá ficar ao lado de quem ou quando irá pronunciar-se.

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2.2 Precedência

No cerimonial, a ordem de precedência é definida pelo Decreto nº 70.274, de 9 de março de 1972. Disponível no site da Presidência da República http://w .planalto.gov .br/ccivil_03/decr eto/D70274.htm.

2.3 Ordem de chamada e dos pronunciamentos

Para fazer a chamada das autoridades, a ordem deve ser a de maior hierarquia para a menor. Já em relação aos pronunciamentos, a ordem é inversa.

Em eventos promovidos pela Reitoria, observa-se a seguinte ordem na sua hierarquia:

1. Reitor 2. Pró-Reitores

3. Diretores-Gerais de campi (segue ordem de criação do campus)

A partir da lista acima segue-se o organograma de cada instituição. Ou seja, cabe à instituição definir sua ordem de precedência inter na.

Já em eventos promovidos pelo campus, a ordem hierárquica no geral é a seguinte:

1. Reitor 2. Diretor-Geral do campus do evento 3. Pró-Reitores 4. Diretores-Gerais de outros campi

A partir da lista acima, segue-se o organograma de cada instituição. Assim, cabe à instituição definir sua ordem de precedência interna.

2.4 Quanto às representações

Atenção especial deve ser dada à presença dos representantes, pois eles são o testemunho de que a autoridade convidada, mesmo impedida por algum motivo de participar da atividade, interessou-se em prestigiar o evento. Dessa forma, sugere-se citar o representante e, se for o caso, convidá-lo para compor a mesa de honra.

No entanto, o representante, salvo de autoridade máxima do protocolo, não deve se pronunciar.

2.5 Citação de autoridades presentes

Demais autoridades, que não fazem parte da mesa de honra, devem ser citadas após a composição da mesa.

2.6 Pronunciamentos

Para evitar que o evento tenha pronunciamentos longos, o cerimonial pede que:

-a mesa de honra tenha até 9 pessoas;

-todos os que estiverem compondo a mesa sejam avisados com antecedência;

-os integrantes da mesa, que farão uso da palavra, sejam avisados sobre onde sentarão e o tempo ideal de pronunciamento (usando o bom senso);

-os discursos para a sessão de abertura podem ser feitos na própria mesa, estando o discursante em pé ou sentado, se preferir;

-não é necessário que todos façam uso da palavra, mas que sejam avisados/consultados com antecedência se poderão ou não fazer um pronunciamento;

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-o (a) Reitor (a) poderá abrir a solenidade com “declaro aberto os trabalhos” e, será o último a se pronunciar, caso seja a autoridade de maior hierarquia do evento;

2.7.1 Mesas ímpares

A pessoa mais importante fica no centro. A segunda pessoa mais importante fica à direita da pessoa mais importante. A terceira pessoa mais importante fica à esquerda da mais importante. A distribuição continua nessa ordem.

Ou seja, com número ímpar de participantes, a pessoa mais importante (o primeiro da lista de precedência) é o número 1 e depois você distribuída a sequência da precedência um para a direita, outro para esquerda.

Dica: no momento da distribuição dos lugares à mesa (direita e esquerda), para facilitar, posiciono-se no palco, de frente para a plateia.

Legenda: 1 – Presidente do ato ou maior autoridade 2 – Anfitrião (quando não for o presidente do ato)

3 – Segunda maior autoridade 4 – Terceira maior autoridade 5 – n, n’ – continuação da montagem para 8, 10 pessoas, etc. Fonte: Vade Mecum Cerimonial – Comando do Exército/ Ministério da Defesa

2.7.2 Mesas pares

Ninguém fica no centro da mesa. É considerado um centro imaginário a partir do qual são colocadas as autoridades. A primeira pessoa mais importante fica à direita do centro imaginário. A segunda à esquerda do centro. A terceira pessoa fica à direita da primeira mais importante. A quarta à esquerda da segunda, e assim sucessivamente.

Ainda, com número par de participantes, idealize um centro imaginário e coloque a pessoa mais importante, o número 1 à direita, e depois você distribui a sequência da precedência da mesma forma, um para cada lado.

Legenda: 1 – Presidente do ato ou maior autoridade 2 – Segunda maior autoridade 3 – Anfitrião (quando não for o presidente do ato) 4 – Terceira autoridade na precedência 5 – Quarta autoridade 6 – n, n’ – ordem em que continua a montagem, para mesas de 7 lugares, 9 lugares, etc. Fonte: Vade Mecum Cerimonial – Comando do Exército/ Ministério da Defesa

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O uso e disposição da Bandeira e outros Símbolos Nacionais são regulamentados pela Lei 5.700/71.

A Bandeira Nacional ocupa lugar de honra, sendo colocada no centro ou à direita do ponto central quando alinhada com outras bandeiras, e à direita de tribunas, mesas de reunião ou de trabalho. O lugar, portanto, que lhe é destinado, deve ser destacado e de fácil visualização.

• Deve ocupar lugar de honra, que é o centro, em caso de número de bandeiras ímpar; e centro-direita, em caso de número de bandeiras par – (ver ilustração abaixo) e tem uso obrigatório em cerimônias oficiais.

• Com número ímpar de bandeiras: a Bandeira Nacional ao centro, a do Estado à direita, a do Município, ou da instituição à esquerda. A posição direita ou esquerda é sempre vista, posicionando-se no lugar da bandeira e olhando-se para a plateia.

• Com número par de bandeiras: a Bandeira Nacional ao centrodireito, a do Estado na posição centro-esquerda, a do município na extrema direita e a da instituição na extrema esquerda.

• As bandeiras deverão estar situadas à direita da mesa de honra (de quem olha da mesa para o auditório), sem a presença de obstáculos e com a panóplia na mesma altura do palco.

• Outros usos de bandeiras (estrangeiras, por exemplo) deve-se consultar a legislação já citada.

• No caso de evento em entidade que empreste o espaço, retirar a bandeira da entidade da panóplia.

• Em composição com as bandeiras dos Estados brasileiros, a Bandeira

Nacional, é colocada ao centro, seguindo a ordem de constituição histórica (uma à direita, outra à esquerda sucessivamente) Quando o número de bandeiras for par, a Bandeira Nacional ocupa o lugar do centro à direita seguindo essa mesma ordem.

Esquemas de dispositivos de bandeiras quando hasteadas

1. Duas bandeiras, podendo uma delas ser estrangeira. A bandeira do Brasil deve ser hasteada no mastro da direita.

2. Três bandeiras, podendo ser até 2 estrangeiras. A bandeira do

Brasil deve ocupar o mastro central. As bandeiras estrangeiras devem ser posicionadas, alternadamente, à DIREITA e à ESQUERDA da bandeira do BRASIL, sempre na ordem alfabética de seus nomes, com base no idioma português (língua oficial do Brasil).

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3. Quatro bandeiras, podendo ser até 3 estrangeiras. A bandeira do Brasil deve ocupar o mastro da DIREITA mais ao centro do dispositivo. Neste caso, o dispositivo de bandeiras é par e, na precedência escrita, as próximas bandeiras alternarão suas posições à ESQUERDA e à DIREITA do pavilhão nacional do país anfitrião. Sendo bandeiras dos estados brasileiros a ordem a ser seguida refere-se às suas datas de constituição, conforme o Decreto nº 70.724, de 9 de março de 1972 (Anexo A item IV).

Fonte: Vade Mecum Cerimonial – Comando do Exército/ Ministério da Defesa

4. O esquema da disposição das bandeiras no pátio segue a mesma dos modelos acima. Considerando a posição do público sendo a rua, conforme apresentado no seguinte exemplo:

• Na execução do Hino Nacional, as autoridades que estiverem compondo a mesa de honra deverão levantar-se e olhar para a plateia e não em direção às bandeiras. Símbolos nacionais têm a mesma importância e naquele momento o símbolo em destaque é o Hino.

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• A execução do Hino Nacional só terá início depois que todas as autoridades da mesa de honra, homenageados e formandos tiverem ocupado seus lugares. Ao ser executado numa solenidade, o público deve estar em pé (se possível), mantendo uma postura formal, em sinal de respeito.

• Nos cerimoniais em que se tenha de executar um Hino

Nacional estrangeiro este deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro.

• Por ser uma Instituição de ensino, firmando um propósito educacional em relação aos símbolos nacionais, entende-se conveniente executar o Hino Nacional em todas as solenidades formais, como, por exemplo, abertura de congressos, eventos com autoridades municipais, estaduais, nacionais e encontros que reúnam grande público.

• Nos casos de simples execução instrumental, deverá ser tocada a música integralmente, mas sem repetição; nos casos de execução vocal, serão cantadas as duas partes do poema.

• Os hinos poderão ser executados por bandas de música, orquestras, sinfônicas, mídias digitais, conforme a ocasião e o bom senso. Na presença de altas autoridades, por exemplo, o ideal é que o Hino seja executado por uma banda, um coral ou uma orquestra, ocasião em que se aplaudem os artistas.

• Quando o Hino Nacional for cantado deve-se apenas ouvi-lo.

Ressaltase que será aplaudido somente quando executado ao vivo. Assim, quando a execução do hino for eletrônica não se aplaude.

2.10 Mestre de Cerimônias

Um evento pode acontecer com ou sem a presença do mestre de cerimônias; tudo depende da sua abrangência e finalidade.

O mestre de cerimônias deverá ter, além de conhecimento da Ordem de Precedência e Normas do Cerimonial Público, um mínimo de conhecimento das normas e regras que regem as solenidades, boa dicção, discrição e tranquilidade, senso de comando, responsabilidade, pontualidade e um visual e comportamento compatíveis com o trabalho que está realizando.

Quando da realização de eventos, algumas atribuições são conferidas ao mestre de cerimônia, tais como: seguir a pauta traçada; checar as instalações do púlpito; posição das bandeiras; o funcionamento de microfones e materiais audiovisuais; número de cadeiras da mesa diretiva, e administrar as recepcionistas. Também compete a esse profissional, a conferência de hinos, presença de autoridades, confirmação de pronunciamentos; ler, cuidadosamente os nomes das autoridades; além de claro, checar todo o roteiro do evento com a comissão responsável.

3 TIPOS DE EVENTOS

São apresentadas a seguir as orientações referentes aos principais tipos de eventos promovidos pelas Instituições.

a) Lançamento

Evento oportuno para mostrar à sociedade um novo curso, treinamento, produto, programa, serviço, publicação. Deve ter a apresentação do que está sendo lançado, seguido, geralmente, de um coquetel.

b) Descerramento de Placas

Além do nome do que será inaugurado, devem constar a data, de preferência em algarismos arábicos, pessoas que colaboraram na obra e nomes dos dirigentes da instituição. A fixação deverá ser feita em local que possa ser vista e próxima à área inaugurada.

Sugere-se que o pano de cobertura deva ser das cores da instituição, ou se a conotação for cívica, a opção será pela cores da bandeira, contudo nunca com a bandeira nacional.

Para o ato de descerramento, deverá ser convidada a pessoa de maior hierarquia ou ligada ao tema central do evento ou a família homenageada. Conforme a situação, poderá haver bênção no local, logo após o descerramento.

Guia de Eventos, Cerimonial e Protocolo | 27Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica c) Assinatura de Convênios

Este evento precisa atender aos detalhes de todas as entidades envolvidas na assinatura, tais como: mesa auxiliar para assinatura, identificação visual da instituição dos parceiros, pronunciamentos das pessoas mais importantes, destaques dos benefícios e do histórico do convênio pelo cerimonial.

d) Visitas

É extremamente importante que o anfitrião receba bem um visitante. Portanto, receber significa acolher, fazer com que o convidado sintase à vontade e fique com uma boa impressão da instituição. Assim, deve ter todos os detalhes do pré-evento: preparação do local, recepção com material informativo, anfitrião bem informado sobre o cargo do visitante e se houver passeio pelas instalações, certificar-se de que estejam organizadas.

e) Lançamento de Livros

A solenidade deverá ser feita com montagem de mesa de trabalhos e pronunciamentos do representante da instituição e do autor. A organização deve prever momento de autógrafos e de venda das obras.

f) Conferência

Caracteriza-se pela apresentação de um tema informativo, técnico ou científico, por autoridade em determinado assunto, para um grande número de pessoas. Mais formal do que a palestra, exige a presença de um presidente de mesa, que fará a apresentação do conferencista. As perguntas deverão ser feitas ao final do evento.

g) Palestra

Caracteriza-se pela apresentação de um tema predeterminado a um grupo pequeno, que já possui informações sobre o assunto. Menos formal do que a conferência, exige a presença de um coordenador para a apresentação do palestrante e triagem de perguntas, que podem ser feitas diretamente pela plateia, durante a apresentação e após a autorização do apresentador.

h) Colóquio

Semelhante à conferência, o colóquio é apresentado por profissional de renome e com notório saber no assunto e tem como objetivo o esclarecimento de um tema ou tomada de decisão. É mais utilizado em classes específicas como, por exemplo, o segmento médico.

i) Videoconferência ou Teleconferência

Caracteriza-se pela apresentação de um tema para um grupo de pessoas que têm interesse sobre o assunto, estando tais pessoas em locais diferentes e distantes. Essa apresentação é feita por meio de recursos audiovisuais e eletrônicos, que permitem a interação entre os participantes.

j) Workshop

O workshop é, basicamente, uma palestra dividida em duas partes: teórica e prática. A primeira caracteriza-se pela apresentação teórica de um tema e a segunda pela prática, na qual os participantes testam as informações recebidas.

k) Seminário

É um evento que se caracteriza por explanações sobre tema de interesse comum da plateia, estando os expositores em um mesmo patamar de conhecimentos sobre o que estão abordando; é um tipo de encontro voltado para a aprendizagem.

Pode ser dividido em três etapas: 1. Exposição - o explanador leva ao público o tema que pesquisou.

2. Discussão - o assunto é discutido por todos, que manifestam suas opiniões sobre os vários aspectos do tema.

3. Conclusão - após reunir as opiniões dominantes, o coordenador submete à aprovação do grupo, gerando um documento com as recomendações/informações finais do seminário.

l) Simpósio

Apresentação de um tema de grande interesse, técnico ou científico, a um público selecionado, com a participação de especialistas no

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