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Selecionamos para você uma série de artigos, livros e endereços na Internet onde poderão ser realizadas consultas e encontradas as referências necessárias para a realização de seus trabalhos científicos, bem como, uma lista de sugestões de temas para futuras pesquisas na área.

Primeiramente, relacionamos sites de primeira ordem, como: w.scielo.br w.anped.org.br w.dominiopublico.gov.br

1. SAÚDE DOS TRABALHADORES E MEIO AMBIENTE EM TEMPOS DE GLOBALIZAÇÃO E REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA

2. ENGENHARIA AMBIENTAL 3. TEMÁTICA AMBIENTAL 4. Evolução e conceito 5. APLICAÇÕES DA ENGENHARIA AMBIENTAL 6. Dimensões e unidades 7. Saneamento, poluição hídrica, tratamento de água 8. Resíduos, aterros controlados, incineração 9. Compostagem, contaminação dos solos, descontaminação 10. Poluição do ar, geração de energia 1. DECISÕES EM ENGENHARIA AMBIENTAL: Baseadas em análises técnicas 12. INDICADORES DE QUALIDADE AMBIENTAL 13. Classificação de Indicadores Ambientais 14. Tipos de Indicadores Ambientais

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15. ÍNDICE DE INSALUBRIDADE AMBIENTAL (ISA) 16. Estruturação do Indicador de Salubridade Ambiental 17. ÍNDICE DE QUALIDADE DE ATERROS DE RESÍDUOS (IQAR ou IQR) 18. INDICADORES PARA QUALIDADE DO SOLO (IQS) 19. Indicadores físicos 20. Indicadores químicos 21. Bioindicadores edáficos 2. INDICADORES DE QUALIDADE DO AR 23. MODELO DE QUALIDADE ADOTADO PELO ESTADO DE 24. MINAS GERAIS 25. INDICADORES ESPECÍFICOS 26. Plantas bioindicadoras 27. Geoindicadores 28. Os peixes como indicadores de qualidade das águas 29. MECANISMOS DE CONTROLE DE QUALIDADE

30. TRABALHO, RISCOS INDUSTRIAIS E MEIO AMBIENTE: rumo ao desenvolvimento sustentável?

39. GLOBALIZAÇÃO E MEIO AMBIENTE

31. GLOBALIZAÇÃO ÉTICA E SOLIDARIEDADE 32. DESAFIOS DA GLOBALIZAÇÃO 3. AS TRÊS ECOLOGIAS 34. OS MUITOS BRASIS - SAÚDE E POPULAÇÃO NA DÉCADA DE 80 35. TECNOLOGIA E SAÚDE: um convívio sustentável? 36. GLOBALIZAÇÃO: em direção a um mundo só? 37. A GEOGRAFIA POLÍTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 38. EM BUSCA DE NOVAS ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO 40. DESAFIOS DA GLOBALIZAÇÃO

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41. UMA ANÁLISE CRÍTICA DA ISO 14000

42. UMA DISCUSSÃO FENOMENOLÓGICA SOBRE OS CONCEITOS DE PAISAGEM E LUGAR, TERRITÓRIO E MEIO AMBIENTE

43. SAÚDE E AMBIENTE NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO 4. VULNERABILIDADES E RISCOS: entre geografia e demografia 45. RISCOS E VULNERABILIDADES: trajetória demográfica 46. POPULAÇÕES EM SITUAÇÕES DE RISCO: um avanço conceitual 47. VULNERABILIDADE SOCIODEMOGRÁFICA: um conceito latino-americano 48. VULNERABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: aproximando-se da geografia 49. POPULAÇÃO E AMBIENTE: entre geografia e demografia

50. APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DOS RISCOS COMPETITIVOS À MORTALIDADE DO BRASIL E MACRORREGIÕES

51. MIGRAÇÃO, AMBIENTE E SAÚDE NAS CIDADES BRASILEIRAS 52. POPULAÇÃO, POBREZA E POLUIÇÃO EM CUBATÃO

53. POPULAÇÃO, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO: verdades e contradições

54. A RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO E AMBIENTE: desafios para a demografia

5. POPULAÇÃO E MEIO AMBIENTE: debates e desafios

56. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO E SUSTENTABILIDADE: alternativas de urbanização

57. URBANIZAÇÃO E VULNERABILIDADE SÓCIO-AMBIENTAL: o caso de Campinas

58. MIGRAÇÃO E AMBIENTE NAS AGLOMERAÇÕES URBANAS 59. A CIDADANIA VULNERABILIZADA NA AMÉRICA LATINA 60. VIVER EM RISCO: sobre a vulnerabilidade no brasil urbano

61. VULNERABILIDADES E RISCOS NA METRÓPOLE: a perspectiva da experiência

62. O RISCO EM PERSPECTIVA: tendências e abordagens

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63. VULNERABILIDADE: esboço para uma discussão conceitual 64. GÊNERO, SAÚDE E PROTEÇÃO ENTRE JOVENS: um perfil tradicional 65. INTERFACES: gênero, sexualidade e saúde reprodutiva

6. INDÚSTRIA QUÍMICA BRASILEIRA, ACIDENTES QUÍMICOS AMPLIADOS E VULNERABILIDADE SOCIAL

67. POPULAÇÃO E MEIO AMBIENTE: debates e desafios

68. UMA ANÁLISE DE RISCOS COMPETITIVOS SOBRE O USO DE MÉTODOS ANTICONCEPTIVOS NO NORDESTE

69. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM FAVELAS DE SÃO PAULO 70. POPULAÇÃO E MEIO AMBIENTE: debates e desafios 71. A DEMOGRAFIA DO RISCO AMBIENTAL

72. REFLEXÕES SOBRE A HIPERPERIFERIA: novas e velhas faces da pobreza no entorno municipal

73. POBREZA E ESPAÇO: padrões de segregação

74. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SEGURANÇA AMBIENTAL GLOBAL

75. COLOCANDO DADOS NO MAPA: a escolha da unidade espacial de agregaçäo e integraçäo de bases de dados em saúde e ambiente através do geoprocessamento

76. MOBILIDADE POPULACIONAL E MEIO AMBIENTE

7. CIÊNCIAS SOCIAIS E MEIO AMBIENTE NO BRASIL: um balanço bibliográfico

78. POLÍTICAS E PLANEJAMENTO DO TURISMO NO BRASIL

79. TURISMO E MEIO AMBIENTE NO LITORAL PAULISTA DINÂMICA DA BALNEABILIDADE NAS PRAIAS

80. SAÚDE E MEIO AMBIENTE: ANÁLISE DE DIFERENCIAIS INTRAURBANOS, MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, BRASIL

81. A CONCEPÇÃO DE" ESPAÇO" NA INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

82. A INSURREIÇÃO DA ALDEIA GLOBAL CONTRA O PROCESSO CIVIL

CLÁSSICO: apontamentos sobre a opressão ea libertação judiciais do meio ambiente e do consumidor

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83. VULNERABILIDADES E RISCOS: entre geografia e demografia 84. CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO E MEIO AMBIENTE 85. A GEOGRAFÍA MÉDICA E AS DOENÇAS INFECTOPARASITARIAS

86. CONTRIBUIÇÕES PARA A GESTÃO DA ZONA COSTEIRA DO BRASIL: elementos para uma geografia do litoral brasileiro

87. GÊNERO E MEIO AMBIENTE 8. ESTIMATIVAS DE PERDA DA ÁREA DO CERRADO BRASILEIRO 89. SAÚDE E AMBIENTE NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

90. ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE: uma abordagem de geografia em saúde pública

91. DESCENTRALIZAÇÃO E MEIO AMBIENTE

92. A TEMÁTICA SAÚDE E AMBIENTE NO PROCESSO DE

DESENVOLVIMENTO DO CAMPO DA SAÚDE COLETIVA: aspectos históricos, conceituais e metodológicos

93. CONFLITOS CONCEITUAIS NOS ESTUDOS SOBRE MEIO AMBIENTE 94. HISTÓRIA E MEIO AMBIENTE

95. O LITORAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: uma caracterização físicoambiental

96. OS (DES) CAMINHOS DO MEIO AMBIENTE 97. MEIO AMBIENTE E CIÊNCIAS HUMANAS

98. SAÚDE DOS TRABALHADORES E MEIO AMBIENTE EM TEMPOS DE GLOBALIZAÇÃO E REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA

9. GEOGRAFIA SOCIOAMBIENTAL

100. UMA DISCUSSÃO FENOMENOLÓGICA SOBRE OS CONCEITOS DE PAISAGEM E LUGAR, TERRITÓRIO E MEIO AMBIENTE

101. CIDADE E MEIO AMBIENTE: percepções e práticas 102. ESPAÇO GEOGRÁFICO UNO E MÚLTIPLO

103. A QUESTÃO DO MEIO AMBIENTE: desafios para a construção de uma perspectiva transdisciplinar

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Raquel Maria Rigotto

Universidade do Ceará

Professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da

Quais os rebatimentos da Globalização e da Reestruturação Produtiva sobre a saúde dos trabalhadores e o meio ambiente? Para identificar as principais tendências neste sentido, este artigo apresenta algumas características daqueles macro-processos - como a incorporação de novas tecnologias e novas formas de organizar o trabalho, a flexibilização e a focalização da produção, a desterritorialização do capital, a financeirização da economia, a emersão de novos atores globais e a crise do estado nacional, a assimetria. Descreve as conseqüências deste processo no mundo do trabalho, enfatiza a fragmentação da classe trabalhadora e o agravamento da exclusão social. Relaciona as mudanças urbanas, as transformações no processo de trabalho e a difusão ampliada dos riscos industriais-ambientais como mediadoras dos rebatimentos da Globalização e da Reestruturação Produtiva sobre a saúde humana e o meio ambiente.

Meio Ambiente

Palavras-chave: Globalização, Reestruturação produtiva, Saúde dos trabalhadores,

O CENÁRIO Contempla-se, como fruto da modernidade, nesta virada de milênio, o espetáculo

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(HOBSBAWM, 1995)

dos avanços científicos e tecnológicos da civilização humana nos últimos duzentos ou trezentos anos. Nossos pais ou avós, que cruzaram este século que agora finda, testemunharam a difusão do uso da eletricidade, o surgimento do rádio e da televisão, a invasão dos motores à explosão, a bandeira americana sendo fincada no solo da Lua, o telefone e, ultimamente, a expansão da informática e da microeletrônica, revolucionando os conceitos de tempo e distância, a comunicação, a produção, os nossos modos de vida. A população mundial cresceu, a maioria é melhor alimentada, mais alta e mais pesada, mais longeva. Somos muito mais capazes de produzir bens e serviços. A humanidade é muito mais culta

desnutridas(United Nations Development Programm / UNDP, 1990). Há ainda os
ameaça a sobrevivência do Planeta

Testemunham-se, porém, também os limites do projeto moderno - centrado na racionalidade, na técnica e na ciência - para resolver problemas fundamentais da humanidade. Mesmo sabendo que a avalanche de números muitas vezes banaliza os problemas e oculta o sofrimento humano, vale lembrar que mais de um bilhão de pessoas vivem em pobreza absoluta, 900 milhões de adultos são analfabetos, 100 milhões de pessoas não tem casa, 150 milhões de crianças menores de 5 anos são problemas ambientais gerados pela sociedade urbano-industrial - como o efeito estufa, a destruição da camada de ozônio, as chuvas ácidas, a produção de milhares de poluentes da água, do solo e do ar, o acúmulo de lixo tóxico e a exploração intensiva de recursos naturais não-renováveis - que colocam sob

A globalização e a reestruturação produtiva

ou Nova Ordem Econômica Mundial, ou Terceira Revolução Industrial

É exatamente neste cenário de modernização conservadora (MATTOSO, 1995) que surgem mudanças profundas na vida social e nos processos de trabalho, as quais vem sendo estudadas como Reestruturação Produtiva, ou Reconversão Econômica,

Falar em Terceira Revolução Industrial pode invocar em nosso imaginário uma paisagem arrojada e futurista: robôs, maquinas de comando numérico, manufaturas e desenhos ajudados por computador, programas de controle de qualidade, ISO

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9000, reengenharia

Mas ela é mais que o fetiche tecnológico. Está claro que a Reestruturação Produtiva é um processo econômico, político e cultural em curso, de grande dinamismo e alta complexidade, acontece em escala planetária e em ritmo intenso, exigindo a inserção de todos. Estruturalmente vinculada à Globalização, estes dois processos tem sido conduzidos pelas forças hegemônicas em âmbito internacional, representando a mais recente configuração do capitalismo - a qual converte o sistema mundial em espaço de acumulação - apontando para profundas repercussões sobre a vida social (CARVALHO, 1997a). Dai a importância de estudar este processo, verificar suas reais dimensões; identificar, em essência, suas potencialidades, para buscar interferir nele. A seguir apresentam-se algumas das características ou tendências que já se configuram:

Tecnologia e organização do trabalho

Apropria-se dos avanços da microeletrônica e da incorporação da informática aos processos de produção para garantir produtos de melhor qualidade e maior competitividade no mercado. Modifica as rígidas formas Taylorista e Fordista de organizar o trabalho nas empresas, sob forte influência do modelo Toyotista japonês, reduzindo os níveis hierárquicos, buscando mais iniciativa e participação do trabalhador no processo (FERREIRA, 1993).

Novas modalidades de trabalho e novas relações de trabalho

estratégias de interação na disputa pela lealdade do trabalhador" (NEVES, s.d.)

Expandem-se novas modalidades de trabalho, como o autônomo, o tempo parcial, o temporário, a domicilio etc. No campo das relações de trabalho, "verifica-se a implementação de políticas que visam impor ao empregado uma nova identidade, configurada na relação entre indivíduo-empresa e forjada através de diferentes

Mundialização da produção/desterritorialização do capital

Desconcentra geograficamente a produção, aproveitando-se das facilidades de transporte oferecidas pela globalização: organiza a fabricação de componentes a

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Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel. Fabriciano – MG CEP: 35.170-002 9 partir de atividades em diversos países, usufruindo de vantagens comparativas no acesso a recursos naturais e matérias-primas, isenções oferecidas pelos governos, características da mão-de-obra local - qualificação, custo etc. (CARVALHO, 1997a).

Focalização da produção

geográfica, formando um condomínio de empresas (GONÇALVES, s.d.)

A grande empresa tende a ser substituída por estabelecimento menor, que centra sua atividade naquilo que é a sua excelência (por exemplo, o motor do carro). As demais partes do processo produtivo são delegadas a outras empresas, as terceirizadas. Estas empresas, as vezes, são implantadas numa mesma área

Especialização flexível

(ANTUNES, 1996¹)

A competitividade baseia-se na identificação e na produção de bens não padronizados, voltados para nichos de mercado ou atende, aparentemente, aos desejos do consumidor individual. Em oposição a produção de bens em massa, supõe uma planta industrial flexível, com máquinas universais programáveis e operadas por trabalhadores desespecializados, qualificados e polivalentes

Financeirização da economia

Há um domínio do capital financeiro, operando como "dinheiro volátil", por meio de redes e circuitos informatizados globais, cerca de 1,4 trilhões de dólares por dia, em detrimento do investimento produtivo. Mesmo as corporações tipicamente industriais tem as aplicações financeiras como um elemento central do processo de acumulação (CARVALHO, l 997a).

Emersão de novos atores globais e crise do Estado Nacional

Articuladas ao neoliberalismo, estas transformações tem sido conduzidas pelos interesses diretos de novos e poderosos atores sociais, refletindo acelerada concentração do capital, como os 358 grandes conglomerados e grupos transnacionais que controlam 40% da riqueza mundial e controlam 80 a 90% das

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Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel. Fabriciano – MG CEP: 35.170-002 10 tecnologias. Com este poderio econômico e aproveitando-se das fragilidades dos sistemas de governo mundial, têm prescindido e até inibido a participação reguladora do Estado ou do conjunto da sociedade civil na definição e implantação de políticas (RATTNER, 1997), criando o que vem sendo denominado de crise dos estados nacionais.

Assimetria

Sob a cortina de um mundo globalizado, de uma suposta "aldeia global" homogeneizada pela superação dos limites do espaço/tempo, esconde-se um processo estruturalmente assimétrico. Ele designa papeis e limites específicos a cada povo/segmento ou país/região/localidade, mediante nova divisão internacional do trabalho, aprofundando as desigualdades inter e intranacionais. Os países industrializados passaram a ser exportadores de tecnologia cientifica e muitos "países subdesenvolvidos" passaram a ser os "novos países industrializados", num processo desigual tanto do ponto de vista socioeconômico quanto ambiental, no tocante à distribuição dos riscos ambientais e ocupacionais (RODRIGUES apud SOBRAL, 1997). 0 Brasil, como outros países periféricos, está buscando seu ajuste a esta nova ordem mundial, de acordo com o caminho prescrito pelo Banco Mundial e o FMI no Consenso de Washington: privatização, redução do Estado, abertura comercial, desregulação dos mercados etc. Mas, por esta proposta, serão integrados apenas os setores, os pólos dinâmicos que podem atingir os padrões de competitividade exigidos. Para os demais, não há propostas, não há horizontes (BACELAR, 1997).

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