Horticultura Escrito

Horticultura Escrito

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI

CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS – CPCE

BACHARELADO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA

DISCIPLINA DE HORTICULTURA

ADUBAÇÃO E NUTRIÇÃO NA HORTICULTURA

BOM JESUS, PIAUÍ

MAIO DE 2017

ADRIANNA BARREIRA DE MACÊDO CARVALHO

ESTER DE SOUSA SANTOS

GUILHERME MATOS PINHEIROS

JOÃO VITTOR DE SOUSA AVELINO

KAIO GABRIEL DA CONCEIÇÃO SANTOS

ADUBAÇÃO E NUTRIÇÃO NA HORTICULTURA

TRABALHO apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina de HORTICULTURA, no curso de ENGENHARIA AGRONÔMICA, na UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ, CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS.

Prof. Dra. ADRIANA URSULINO

BOM JESUS, PIAUÍ

MAIO DE 2017

SUMÁRIO

  1. TEXTO JOÃO VITTOR

  2. NUTRIENTES NO SOLO

O solo é composto de três fases, sendo elas: sólida, líquida e gasosa. E estas fases interagem com os elementos minerais. A fase sólida apresenta partículas inorgânicas que atuam como reservatório de nutrientes e partículas orgânicas que são oriundas da decomposição de restos orgânico (contendo elementos essenciais como Nitrogênio (N), Fósforo (P), Enxofre (S), e outros).

A fase líquida do solo constitui a solução do solo, que apresenta íons dissolvidos, sendo o meio que possibilita o movimento de íons para a superfície das raízes. Na solução do solo, há dissolvido gases como Oxigênio (O2), dióxido de carbono (CO2) e N, e a absorção destes ocorre por meio das bolhas de ar entre as partículas do solo.

O movimento dos nutrientes presentes no solo até a raiz ocorre de três formas: fluxo em massa, difusão e por meio da interceptação radicular.

Na interceptação radicular, a raiz, à medida que vai se desenvolvendo, entra em contato com íons da fase líquida e sólida do solo. A contribuição deste processo é muito pequena e a quantidade é proporcional à relação existente entre a superfície das raízes e a superfície das partículas do solo.

No fluxo em massa, é aplicado uma força externa, como gravidade ou pressão, e todas as moléculas da substância se movem como uma massa única. Nesse movimento os nutrientes são carreados pela água que está se movendo do solo para a raiz. A quantidade de nutriente suprida por fluxo em massa depende da transpiração e da concentração do nutriente na solução do solo.

Na difusão o movimento da solução ocorre de uma região de alta concentração para uma região de baixa concentração, acompanhado de movimentos ao acaso de moléculas individuais. A difusão é impulsionada pela diferença de concentração.

A absorção de nutrientes pela raiz diminui a concentração dos íons nesta região e favorece a difusão em direção à superfície radicular. Quando a difusão é lenta, cria-se uma zona de esgotamento do nutriente próximo à superfície da raiz.

  1. ENTRADA DOS NUTRIENTES NO SISTEMA-PLANTA

Os elementos minerais juntamente com a água ao se aproximarem da raiz podem seguir distintos caminhos, após passarem pela parede celular:

  • Via transmembranar, a água com nutrientes se move de célula em célula cruzando a membrana plasmática e podendo em certos casos, cruzando a membrana do vacúolo (tonoplasto).

  • Via apoplástica, os minerais se movimentam nas paredes celulares e espaços intercelulares, incluindo nas células da epiderme e nas do córtex. Entre o córtex e o cilindro central existe uma camada de células especializadas, que é denominada de endoderme. Na Endoderme se formam as estrias de Caspary, que são formadas pela deposição de suberina (uma substância hidrofóbica) nas paredes radiais das células da endoderme e que bloqueiam a entrada de água e de íons minerais no cilindro central, quando ocorre a via apoplástica. Do apoplasto do córtex, um íon pode difundir-se para a endoderme ou entrar via membrana da célula cortical, no simplasto.

  • Os citoplasmas de células vizinhas, conectadas através dos plasmodesmas, formam o simplasto. Um íon pode entrar por essa via imediatamente pela membrana plasmática das células epidérmicas (inclusive nos pêlos radiculares) ou pode se difundir entre as células da epiderme e córtex, via apoplasto.

Nas duas vias, o íon deve entrar no simplasto antes de chegar ao cilindro central, por causa das estrias de Caspary nas células da endoderme.

Após o íon ter entrado no cilindro central através do simplasto, ele continua a se difundir de célula para célula. Retorna para o apoplasto (do cilindro central) e difunde-se para dentro do xilema, em que são carreados para a parte aérea pelo fluxo transpiratório.

Outrossim, ainda que a maioria dos elementos possam entrar no sistema segundo os processos supracitado, sem irá predominar um processo para elemento estudado (Quadro 1). Essa relação do processo de entrada e os elementos, dar-se devido a configuração molecular do elemento, bem como devido as suas características eletroquímicas. Adicionalmente, a forma como os elementos químicos estão disponíveis no solo atua sobre o efeito de como os mesmos se comportarão do sistema solo para o sistema planta (Quadro 1), onde posteriormente serão assimilados na célula vegetal.

Quadro 1. Formas de entradas dos elementos essências no sistema planta via raízes.

ELEMENTOS ESSECIAIS

FORMAS DE ENTRADA NA PLANTA

PRINCIPAIS VIAS DE ENTRADA NAS RAIZES

MACRONUTRIENTES

N

NO3- ; NH4-; N2

FLUXO EM MASSA

P

H2PO4-; HPO4-2; Pi

DIFUSÃO

K

K+

DIFUSÃO

Ca

Ca+2

INTERCEPTAÇÃO RADICULAR

Mg

Mg+2

FLUXO EM MASSA

S

SO4-

FLUXO EM MASSA

MICRONUTRIENTES

Cu

Cu2+

FLUXO EM MASSA

Mn

Mn2+

INTERCEPTAÇÃO RADICULAR

Zn

Zn2+

FLUXO EM MASSA

Fe

Fe2+

FLUXO EM MASSA

B

B(OH)3

FLUXO EM MASSA

Cl

Cl-

-

Todavia, a entrada dos elementos químicos no sistema planta pode ser influenciados por fatores externos (disponibilidade do nutriente, pH do solo, aeração do solo, temperatura, umidade do solo, o próprio elemento químico e associações simbióticas) e fatores internos (potencialidade genética, estado iônico interno, intensidade respiratória e morfologia da raiz).

    1. Fatores Externos

  • Disponibilidade do nutriente

A primeira condição para que o íon seja absorvido é que o mesmo esteja na forma disponível e em contato com a superfície da raiz. No entanto, a concentração deste no solo será importante para que o processo de entrada seja realizado. Dessa forma, tem-se que, o aumento da disponibilidade do nutriente no solo, irá aumenta a concentração de íons na solução e, dentro de limites, a velocidade de absorção.

  • pH do solo

O pH apresenta uma relação direta na mobilidade dos elementos químicos do sistema solo para as plantas, está relação leva em consideração a competição entre o H+ e os outros cátions e do OH- com os outros ânions.

  • Aeração do solo

A aeração do solo torna-se importante, porque algumas reações de entrada dos elementos na raiz, necessitam de O2. Outrossim, o metabolismo dos micro-organismos aeróbios do solo, responsáveis por parte da mineralização da matéria orgânica, é diretamente proporcional a aeração do solo.

  • Temperatura

Na faixa de 0 a 30º C a absorção cresce de modo praticamente linear com a elevação da temperatura. Isto se explica pelo fato de que dentro de limites há um aumento da atividade metabólica da planta, principalmente a intensidade respiratória.

  • Umidade do solo

Os processos de difusão e fluxo em massa necessitam de água, proporcionando assim o movimento do elemento do solo para a planta. Adicionalmente, a mineralização dos elementos químicos, presentes na orgânica, pela atividade microbiana, é diretamente influenciada pelo teor de água no solo, já que o metabolismo dos micro-organismos.

    1. Fatores Internos

  • Potencialidade genética

Ainda que a solução do solo apresente alta concentração de elementos essenciais e benéficos, a planta irá adquirir somente o que o comanda genético determinar, tornando a absorção iônica seletividade, devido as diferenças entre genótipos nas características de absorção.

  • Estado iônico interno

A relação entre a concentração externa e a taxa de absorção de um dado íon não é caracterizada por valores de Km ou Vmax. A relação é variável, dependendo em particular da concentração interna do elemento, isto é, do estado nutricional da planta. Em geral, quando a concentração interna de um íon aumenta, a taxa de absorção declina e vice-versa.

  • Intensidade transpiratória

O efeito da transpiração atua de forma indireta: a corrente transpiratória, que no xilema conduz os elementos para a parte aérea, pode aumentar a tensão. Essa tensão permite que haja um fluxo dos elementos contidos nos espaços intercelulares e na parede celular da raiz para a parte aérea. Além disso, havendo maior transpiração é favorecido o gradiente de umidade no solo, o que aumenta o fluxo de massa para a raiz.

  • Morfologia das raízes

Fatores morfológicos como a taxa de crescimento da raiz, raio médio das raízes, frequência de pelos absorventes, comprimento de pelos absorventes e (frequência de micorrizas) – são parâmetros considerados no estabelecimento de modelos matemáticos para explicar a absorção de nutrientes no solo. Portanto, as plantas que apresentam um sistema radicular mais desenvolvido, raízes mais finas, bem distribuídas, com maior proporção de pelos absorventes, apresentam uma maior área absortiva e melhor exploração do volume do solo e maior capacidade de absorção. Especialmente elementos cujo contato com a raiz se faz por difusão.

  1. FUNÇÃO DOS ELEMENTOS NA PLANTA

    1. Macronutrientes

Potássio

O potássio (K) é absorvido pelas plantas na forma de íon K+. Elas o absorvem da solução do solo.

O potássio não é constituinte de nenhuma molécula orgânica no vegetal, mas contribui em várias atividades bioquímicas atuando como um ativador de grande número de enzimas da respiração e da fotossíntese, regulador da pressão osmótica (entrada e saída de água da célula), abertura e fechamento dos estômatos. É importante na formação de frutos, resistência ao frio e às doenças.

Cálcio

Os íons Ca2+ são muito importantes para as células, pois são utilizados na síntese de novas paredes celulares, particularmente na formação da lamela média que separa novas células após a divisão.

O cálcio é também requerido para o funcionamento normal da membrana plasmática e tem sido implicado como mensageiro secundário (Ca2+- citosólico ou Ca2+ ligado à proteína calmodulina) para várias respostas de planta relacionadas com o ambiente e sinais hormonais.

  Possui também influência direta no balanço de sais dentro das células vegetais e na ativação do potássio para regular a abertura e fechamento de estômatos permitindo o movimento de água na planta.

O cálcio promove melhoria na germinação de pólen, regula alguns sistemas enzimáticos, e influencia o crescimento e a sanidade das células e tecidos condutores. Além de influenciar especificamente na qualidade de frutos.

Magnésio

As exigências das culturas em Mg são relativamente baixas, da ordem de 10 a 40 kg/ha para a maior parte dos casos; os teores nas folhas das plantas normais variam pouco entre as espécies, estando em geral na faixa de 0,2 a 0,4%.

De modo geral, o magnésio, nos tecidos das plantas, encontra-se na forma difusível e associado com ânions inorgânicos e orgânicos como o malato e citrato, correspondendo a uma proporção do Mg total cerca de 70% - Também se encontra associado a ânions indifusíveis como o oxalato e pectato. A função mais conhecida do Mg é a de compor a molécula da clorofila, que são porfirinas magnesianas. Dessa forma, o principal papel do Mg é atuar como cofator de enzimas fosforilativas, formando uma ponte entre o pirofosfato do ATP ou ADP e a molécula da enzima.

Enxofre

O enxofre na planta encontra-se, na sua maior parte, nas proteínas. Os seus teores nas plantas são da ordem de 0,2 a 0,5% da matéria seca. As necessidades da maioria das culturas estão na faixa de 10 a 30 kg/ha.

A cisteína e a metionina são os mais importantes aminoácidos contendo S e, portanto, o elemento está presente em todas as proteínas. Uma das principais funções do enxofre nas proteínas ou polipeptídeos é a formação da ligação dissulfeto (S-S). Estas ligações atuam na estabilidade da estrutura terciária das proteínas; a ligação dissulfeto tem um papel essencial, pois contribui para a conformação correta da proteína enzimática cataliticamente ativa.

  1. IPORTÂNCIA DA ADUBAÇÃO

Como qualquer organismo vivo, a planta também precisa se alimentar para crescer saudável. Quando adubamos uma planta, estamos enriquecendo o solo e disponibilizando um estoque de nutrientes para que o alimento por ela produzido seja de qualidade e possa suprir todas as suas necessidades. Esses alimentos são classificados em macronutrientes, consumidos em grandes quantidades, e micronutrientes, necessários em menor quantidade, mas igualmente importantes para a saúde das plantas. Quando bem nutridas as plantas expressam melhor o seu potencial e consequentemente haverá uma maior produtividade.

As hortaliças de maneira geral são muito exigentes em nutrientes, por isso, a adição ou restituição ao solo dos nutrientes exportados pela cultura por meio de técnicas agrícolas convencionais, como calagem e uso de fertilizantes, é crucial para atingir altas produtividades e deve ser realizada de maneira equilibrada visando atender a demanda da planta, evitando excessos já que esses insumos podem representar, em alguns casos, até 50% do custo de produção. Nessa perspectiva, a análise química do solo é, portanto, uma ferramenta-chave para avaliar a disponibilidade de nutrientes do solo a ser cultivado, auxiliar na tomada de decisão referente às quantidades de nutrientes a serem adicionadas e corrigir os desequilíbrios nutricionais causados pelo uso excessivo de fertilizantes, muito comum em áreas de cultivo de hortaliças. Conhecer os atributos físicos do solo é, também, de fundamental importância para o manejo adequado da adubação, evitando perdas dos nutrientes por lixiviação que podem causar passivos ambientais.

4.1. Manejo da Adubação

      1. Calagem

A correção da acidez do solo, pela calagem, faz-se necessária para ajustar o pH do solo, reduzir a atividade do Al trocável, promover maior eficiência de absorção de água pelas plantas e, principalmente, para atingir o suprimento de Ca e Mg para a máxima eficiência econômica da planta.

A necessidade de calagem pode ser estimada por dois métodos bem distintos: um baseado na Neutralização do Al trocável e elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+ (adotado em Minas Gerias) e o da Saturação por Bases (adotado em São Paulo). Não obstante a determinação da quantidade de corretivos, para obter os efeitos desejáveis da calagem deve-se considerar ainda à época de aplicação, o tipo e a forma de incorporação do calcário.

O calcário deve ser aplicado a lanço, de forma manual ou mecanizada, cerca de 60 dias antes do plantio para permitir que as reações de solubilização se processem e o propósito da calagem seja atingido. Depois de aplicado, o calcário deve ser incorporado, a incorporação do calcário deve ser feita até 20 a 30 cm de profundidade. Para melhor efeito da calagem, o solo deve estar com umidade superior a 80% da capacidade de campo.

As raízes das plantas frutíferas que absorvem os nutrientes estão localizadas em até 15 cm de solo. Além disto, encontramos pomares que se desenvolvem em áreas com declives, áreas de difícil mecanização, dificultando a aplicação do calcário. Neste caso, é aconselhado a aplicação superficial do corretivo e adotando medidas de controle da erosão.

No estabelecimento de um pomar, o produtor deverá consultar uma assistência técnica para saber a que profundidade deverá incorporar o calcário, pois esta depende da cultura explorada. Em geral, recomenda-se, na implantação do pomar, a incorporação do calcário com antecedência de, no mínimo, 30 dias antes do plantio das mudas. Já nos pomares consolidados, onde há necessidade de recalagem após alguns anos de exploração, a aplicação do calcário deve ser feita superficialmente. A dosagem de calcário poderá ser menor conforme a orientação da assistência técnica de sua região.

      1. Gessagem

O gesso é o obtido durante a produção do fertilizante superfosfato simples, em que a rocha fosfatada reage com ácido sulfúrico resultando no fertilizante e no resíduo sulfato de cálcio (gesso).

A aplicação de gesso agrícola no solo visa aplicar cálcio e enxofre e, também, melhorar o ambiente em subsuperfície. Para solos salinos e sódicos, o gesso é utilizado, também, como corretivo. Entretanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo. Ao se dissociarem na solução do solo, tanto o cálcio como o sulfato formam complexos químicos com outros cátions e ânions. A formação de complexos químicos com o alumínio torna-o menos disponível para as plantas. Por ter alta solubilidade no solo, o gesso fornece rapidamente o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, melhorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.

Na horticultura, a aplicação de gesso agrícola torna-se viável apenas na fruticultura, já que, devido a sua ação subsuperficial, as áreas da olericulturas, jardinagem e produção de mudas não viriam a surtir os efeitos esperados, isto porque os seus sistemas radiculares desenvolvem-se até os 30 centímetros.

      1. Fosfatagem

A fosfatagem é uma prática importante para elevar os níveis de fósforo no solo, criando condições melhores para o desenvolvimento das plantas. Os solos brasileiros, em geral, por serem deficientes em P, requerem a aplicação de fertilizantes fosfatados. Do fósforo total aplicado no solo, apenas 20 a 30% são aproveitados pelas plantas. E este é indispensável para o crescimento e produção dos vegetais.

A correção da acidez é uma prática que contribui para aumentar a disponibilidade de P no solo e a eficiência dos fertilizantes fosfatados, por esta razão parte da aplicação é feita após a calagem. As formas mais utilizadas para adicionar fósforo ao solo são: a lanço, na superfície, com ou sem incorporação no sulco de plantio, em cova e em faixas.

      1. Potassagem

O potássio de maneira geral é o nutriente mais exigido pelas hortaliças, mas não se encontra nos solos em teores tão limitantes quanto ao fósforo.

A potassagem é a aplicação de potássio a lanço e incorporação imediatamente após, através de uma mobilização superficial realizada normalmente por gradagem niveladora. O parcelamento dos fertilizantes a serem aplicados em cobertura deve levar em conta, a marcha de absorção de nutrientes da cultura. Para as hortaliças de maneira geral considera-se que 10% dos nutrientes são aplicados no primeiro quarto do ciclo da cultura (início de crescimento); 20% dos nutrientes são aplicados na segunda fase de desenvolvimento; 40% dos nutrientes são aplicados na terceira fase do ciclo (período de maior formação de massa fresca de folhas e frutos) e 30% na quarta fase do ciclo da cultura. Dependendo da espécie e do grupo de hortaliças (folhas, raízes e frutos), nutrientes como o potássio tem a sua aplicação concentrada na etapa da máxima produção de frutos.

      1. Adubação de correção

A adubação de correção é prevista para aqueles solos que estão com os níveis de fósforo ou potássio muito baixo ou baixo ou médio, sendo imperativo a recomendação dessa adubação para elevar os níveis dos nutrientes P e K até o ponto crítico. Isso faz com que a fertilidade do solo seja aumentada, criando condições ideais para o desenvolvimento das plantas e aumento de produtividade. Nessas faixas, a planta responde muito melhor à adubação. A adubação de correção deve ser feita a cada três anos, quando uma nova análise vai demonstrar o nível de fertilidade do solo, se há necessidade de uma nova correção com quantidades menores de fertilizantes.

      1. Adubação de manutenção

Compreende as perdas de nutrientes e as retiradas pela cultura. As perdas podem representar 20 a 30% das exportações pelos grãos. A adubação de manutenção é feita a cada plantio da cultura, desde que seja feita a adubação de correção. Normalmente é realizada quando se atinge a construção de uma boa fertilidade do solo.

TEXTO OTÀVIO

TEXTO DO GUILHERME

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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