Trabalho natureza e propriedade do solo

Trabalho natureza e propriedade do solo

(Parte 1 de 2)

Aryane L. Ahy Ribeiro

Carlos Luiz Vieira Rafael Morais da Silva

Cáceres/MT 2017/01

Trabalho apresentada para a disciplina de natureza e propriedade do solo no curso de Agronomia, da Universidade do Estado de Mato Grosso.

Prof. Eurípedes Maximiano Arantes

Cáceres/MT 2017/01

1. INTRODUÇAO4
2. DESENVOLVIMENTO5
2.1 Mineração5
2.2 Urbanização6
2.3 Produção de energia elétrica7
2.3.1 Hidrelétrica7
2.4 Agropecuária7
2.4.1 Agrotóxicos8
2.4.2 Fertilizantes8
2.4.3 Irrigação9
2.5 Resíduos e fluidos agroindustriais10
2.6 Mecanização1
2.7 Desmatamento12
2.7 Monocultura13
3. CONCLUSÃO14

SUMÁRIO 4. BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................... 15

4 1. INTRODUÇAO

Durante muito tempo a natureza vem sofrendo ataques sucessivos pelo seu maior agente de degradação, o homem. Este por sua vez, visando sua própria melhoria de vida, ataca de forma drástica, quase sempre irresponsável e sem medir as sérias consequências que pode causar à natureza e a tudo que nela existe. É impressionante que, ainda hoje, seja possível constatar fatos com essa gravidade, porém sua incidência vem diminuindo bastante com o decorrer dos anos devido aos estudos sobre as consequências dessa degradação que são constantemente desenvolvidos para que se possa atentar para a necessidade da preservação ambiental, a conscientização das pessoas e o surgimento de grupos determinados a defender o meio ambiente.

5 2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Mineração

A atividade mineradora consiste na extração de riquezas minerais dos solos e das formações rochosas que compõem a estrutura terrestre. Trata-se, assim, de uma das mais importantes atividades econômicas tanto no Brasil como em todo o mundo, com destaque para o petróleo e o carvão mineral. No entanto, é preciso ressaltar que essa prática costuma gerar sérios danos ao meio ambiente.

Os impactos ambientais da mineração são diversos e apresentam-se em diversas escalas: desde problemas locais específicos até alterações biológicas, geomorfológicas, hídricas e atmosféricas de grandes proporções. Portanto, conhecer esses problemas causados e a minimização de seus efeitos é de grande necessidade para garantir a preservação dos ambientes naturais.

Entre as principais alterações nas paisagens e os impactos gerados pela mineração, podemos destacar: Remoção da vegetação em todas as áreas de extração;

Poluição dos recursos hídricos (superficiais e subterrâneos) pelos produtos químicos utilizados na extração de minérios; Contaminação dos solos por elementos tóxicos;

Proliferação de processos erosivos, sobretudo em minas antigas ou desativadas que não foram reparadas pelas empresas mineradoras;

Sedimentação e poluição de rios pelo descarte indevido do material produzido não aproveitado (rochas, minerais e equipamentos danificados);

Poluição do ar a partir da queima ao ar livre de mercúrio (muito utilizado na extração de vários tipos de minérios);

Mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;

Evasão forçada de animais silvestres previamente existentes na área de extração mineral;

Poluição sonora gerada em ambientes e cidades localizados no entorno das instalações, embora a legislação vigente limite a extração mineral em áreas urbanas atualmente;

Contaminação de águas superficiais (doce e salgada) pelo vazamento direto dos minerais extraídos ou seus componentes, tais como o petróleo.

Diversos estudos ambientais indicam que muitos dos materiais gerados pela mineração são rejeitos, estes muitas vezes erroneamente descartados. Na produção de ouro, por exemplo, 9,9% de todo material produzido não é aproveitado, sendo muitas vezes depositado de forma deliberada no leito de rios ou em áreas onde as águas das chuvas escoam para a sedimentação de cursos d’água. Na extração de cobre, por sua vez, menos de 1% do que é extraído costuma ser devidamente aproveitado, ao passo que o restante é lixo.

A contaminação por compostos químicos, com destaque para o mercúrio, também é um dos principais danos ambientais provocados pela mineração. Esses compostos são utilizados para a separação de misturas, retirada dos minerais e catalização de reações. Após o processo, costumam ser descartado, o que ocorre muitas vezes de maneira indevida, principalmente em localidades de limitada fiscalização.

2.2 Urbanização

De modo geral é nas grandes cidades que se manifestam os maiores problemas ambiental, muito mais frequentemente que no meio rural ou nas pequenas cidades. Os problemas que surgem nos grandes centros urbanos trazem muitas consequências que interferem no meio ambiente de todo o planeta, afetando a flora, a fauna, o clima o relevo e a hidrologia. Os ambientalistas buscaram s causas dos grandes problemas ambientais que enfrentamos hoje, e encontraram na urbanização e na formação dos grandes centros urbanos a base de alguns dos mais importantes impactos ambientais do mundo contemporâneo.

Diversas ciências estudam a urbanização de acordo com as formas como ela se processa, a antropologia, a geografia e a sociologia, cada uma propondo uma abordagem acerca do problema do crescimento dos assentamentos urbanos. Assim a urbanização pode ser considerada um processo em que uma determinada localidade sofre uma transformação, perdendo suas características rurais e ganhando características urbanas, essa transformação está usualmente associada ao desenvolvimento da tecnologia e da civilização. Sob a perspectiva demográfica podemos dizer que a urbanização acontece quando há o deslocamento em massa das populações rurais com destinos a agrupamentos urbanos. Outro conceito aplicado ao termo urbanização é a ação de dotar uma determinada área de infraestrutura, ou seja, equipamentos e serviços destinados a garantir a qualidade de vida da população, como transportes, esgotos, saúde, educação, água, eletricidade, etc.

2.3 Produção de energia elétrica

A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades muitas dessas formas de energia ainda são questões a serem discutidas por terem vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.

2.3.1 Hidrelétrica

Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.

O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.

Contudo, isso torna a geração mais dependente do volume de água e, portanto, exige que haja outras fontes de energia para garantir o abastecimento constante.

2.4 Agropecuária

O principal aspecto ambiental da atividade agropecuária é a modificação da forma de uso e ocupação do solo. As atividades agropecuárias são muito importantes para a humanidade, pois estão diretamente relacionadas à produção de alimentos, assim, são geradoras de inúmeros impactos ambientais positivos, como, por exemplo, desenvolvimento regional. No entanto, existem impactos ambientais negativos decorrentes destas atividades, como a contaminação química por defensivos agrícolas, desmatamento, perda de biodiversidade, etc.

2.4.1 Agrotóxicos

Nos agroecossistemas, o uso de agrotóxicos pode provocar impactos ambientais negativos em determinadas situações, principalmente quando utilizados de forma inadequada, ou seja, quando não se respeita as recomendações constantes no rótulo do produto e as condições ambientais. Por outro lado, desde que enquadrada ecologicamente, mesmo que temporariamente, uma ampliação do habitat de diversas espécies da fauna, principalmente no que diz respeito à fauna avícola palustre, o que provoca um impacto positivo no ecossistema. Espécies como jaçanãs, coelheiros, joões-grandes, garças, marrecas e muitas outras, que têm estreita relação com o banhado e a lavoura de arroz, precisam desse habitat natural. No entanto, nem tudo é positivo no que diz respeito à relação da lavoura arrozeira com o meio ambiente. Há necessidade de reduzir o uso de herbicidas, inseticidas e fungicidas, adequando o manejo a uma condição sustentável.

Agrotóxicos, pelo arranjo, são biocidas; sua utilidade reside na capacidade de matar organismos nocivos, mas raramente são seletivos. Muitos agrotóxicos agem interferindo em processos bioquímicos e fisiológicos que são comuns para um grande número de doenças e organismos não alvo. O impacto de agrotóxicos sobre o meio ambiente não é sempre óbvio, porém, geralmente insidioso. Provoca efeitos muito mais sérios do que se aparenta, tais como mudança adversa na qualidade ambiental, que pode reduzir o potencial produtivo, ao invés da aparente toxicidade. O comportamento de agrotóxicos aplicados em ecossistemas agrícolas é governado por processos de transferência e degradação, e por suas interações.

2.4.2 Fertilizantes

Os fertilizantes são compostos químicos utilizados na agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do solo e, consequentemente, conseguir um ganho de produtividade, atualmente são muito utilizados, ainda que paguemos um alto preço por isso. Entre os problemas estão: a degradação da qualidade do solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e aumento da resistência de pragas. Existem dois grandes grupos de fertilizantes: os inorgânicos e os orgânicos; ambos podem ser naturais ou sintéticos.

Os inorgânicos mais comuns levam nitrogênio, fosfatos, potássio, magnésio ou enxofre e a maior vantagem desse tipo de fertilizante está no fato de conter grandes concentrações de nutrientes que podem ser absorvidos quase que instantaneamente pelas plantas.

Já os fertilizantes orgânicos são feitos a partir de produtos naturais, como húmus, farinha de osso, torta de mamona, algas e esterco.

De maneira geral, o uso de fertilizantes inorgânicos acarreta problemas para o meio ambiente, dentre eles a contaminação de lençóis freáticos, rios e lagos. Muitos dos fertilizantes levam poluentes orgânicos persistentes, como dioxinas e metais pesados em sua composição, que contaminam os animais e plantas que vivem na água. Outros animais ou o próprio ser humano podem se contaminar ao beber a água ou comer animais intoxicados.

2.4.3 Irrigação

A finalidade básica da irrigação é proporcionar água às culturas de maneira a atender às exigências hídricas durante todo seu ciclo, possibilitando altas produtividades e produtos de boa qualidade. Sendo que a quantidade de água necessária às culturas é função da espécie cultivada, da produtividade desejada, do local de cultivo, do estádio de desenvolvimento da cultura, do tipo de solo e da época de plantio. Serão analisados os seis principais tipos de impactos ambientais inerentes à irrigação, ou seja, modificação do meio ambiente, salinização do solo, contaminação dos recursos hídricos (rios e águas subterrâneas), consumo exagerado da disponibilidade hídrica da região, consumo elevado de energia e problemas de saúde pública.

Contaminação dos recursos hídricos (rios e águas subterrâneas) Um efeito colateral da irrigação também muito sério, é a contaminação de rios e córregos e da água subterrânea. O excesso de água aplicada à área irrigada, que não é evapotranspirada pelas culturas, retorna aos rios e córregos por meio do escoamento tanto superficial quanto subsuperficial ou vai para os depósitos subterrâneos, por percolação profunda, arrastando consigo sais solúveis, fertilizantes (N, P e nitratos), resíduos de defensivos e herbicidas, elementos tóxicos, sedimentos, etc. Sem dúvida, a contaminação dos recursos hídricos tem causado sérios problemas ao suprimento de água potável, tanto no meio rural como nos centros urbanos. A contaminação de rios e córregos é mais rápida e acontece imediatamente após a aplicação da água na irrigação por superfície, ou seja, por sulco, faixa e inundação. No Brasil, tem-se verificado sérios problemas devido à aplicação de herbicidas na irrigação por inundação do arroz, uma vez que parte da vazão aplicada sempre circula pelos tabuleiros e retorna aos córregos. É inerente ao método de irrigação por sulco, o escoamento, no seu final, de parte da vazão aplicada no início do sulco. Essa vazão que escoa no final dos sulcos traz sedimentos (em virtude da erosão no início do sulco), fertilizantes, defensivos 8 e herbicidas. No final da parcela, ela é coletada pelo dreno que a conduz aos córregos. A contaminação de rios e córregos também pode ocorrer de um modo pouco mais lento, por meio do lençol freático subsuperficial que arrasta os elementos citados, exceto os sedimentos. Essa contaminação pode ser agravada se, no perfil do solo irrigado, houver sais solúveis, já que a água que se movimenta no perfil do solo arrasta tanto os sais trazidos para a área irrigada pela água de irrigação como os sais dissolvidos no perfil do solo.

2.5 Resíduos e fluidos agroindustriais

Resíduos agroindustriais O Brasil apresenta grande potencial agrícola, o que implica na geração de um volume de resíduos que, na maioria das vezes, é simplesmente descartado, fato que também pode justificar um desequilíbrio ambiental. Os resíduos agroindustriais são gerados no processamento de alimentos, fibras, couro, madeira, produção de açúcar e álcool, dentre outros, nos quais a 21 produções, geralmente, é condicionada pela maturidade da cultura ou oferta da matéria-prima. Nos últimos anos, inúmeras investigações foram reportadas utilizando resíduos industriais ou agrícolas como adsorventes e os dados mostram que os mesmos apresentam capacidade de adsorção bastante relevante.

Desse modo, a utilização desses resíduos agrícolas como materiais adsorventes permite agregar valor aos resíduos gerados. Dentre eles, pode-se destacar a utilização de casca de laranja, casca de banana, sementes de ameixa, bagaço da maçã, palha de trigo, serragem, fibra de coco, cana de açúcar e pó de bambu, dentre outros. Tais materiais são constituídos, principalmente, por macromoléculas, como substâncias húmicas, lignina, celulose, hemicelulósica, proteínas e pectina, constituídas, principalmente, por grupos funcionais, tais como tiol (-SH), sulfato (-OSO3H), carbonila (C=O), carboxil (-COOH), amina (-NH2), amida (- CONH2), hidroxil (-OH) e fosfato (-OPO3H2), entre outros que são definidos como os principais sítios ativos para adsorção.

2.6 Mecanização

A mecanização é o uso de ferramentas para substituir o trabalho dos seres humanos e também se pode referir ao uso delas para auxiliar uma operação humana. A mecanização também levou o desemprego aos trabalhadores rurais, visto que a mão de obra foi substituída por máquinas como tratores, colheitadeiras, semeadeiras e outras, que faziam o trabalho de muitos lavradores.

A mecanização no campo está modificando as relações de trabalho no agronegócio brasileiro. O trabalhador rural, antes contratado para fazer o plantio e colheita manual de culturas como a cana-de-açúcar, café e algodão, agora está controlando máquinas. O antigo boia-fria troca também o campo pelo trabalho na cidade, em setores como a construção civil. Para especialistas, o crescimento econômico que amplia a produção tem compensado os impactos da tecnologia no emprego, em que uma única máquina pode substituir 100 ou mais trabalhadores, as vendas de máquinas agrícolas no país são um termômetro da transformação no campo. O número mais que dobrou nos últimos sete anos. Seja no cultivo para exportação ou para consumo nacional, as grandes lavouras de grãos – soja, milho e feijão – já são 100% mecanizadas. Outras culturas, como a cana-de-açúcar e o café, avançam a passos rápidos em direção às máquinas, que criam escala e potencializam o lucro. Até mesmo a fruticultura já experimenta a colheita sem as mãos do homem.

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