Mercado de Frutas - Alemanha

Mercado de Frutas - Alemanha

(Parte 1 de 6)

Estudo setorial de mercados pioritáriospara exportação

Estudo setorial de mercados prioritários para exportação

CONTEXTO DA ALEMANHA
DADOS GEOGRÁFICOS E DEMOGRÁFICOS
DADOS MACROECONÔMICOS
INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA
FLUXO COMERCIAL DO SETOR DE FRUTAS
VISÃO GERAL
IMPORTAÇÃO
PRODUÇÃO INTERNA
EXPORTAÇÃO
PRINCIPAIS ALIANÇAS
MERCADO DE FRUTAS
CONSUMO HISTÓRICO
ANÁLISE DE DEMANDA FUTURA
PRINCIPAIS IMPULSIONADORES DE DESEMPENHO
CATEGORIAS
CONCORRÊNCIA
DISTRIBUIÇÃO
PRECIFICAÇÃO
ANÁLISE DE OPORTUNIDADES
NORMAS E REGULAÇÃO
VISÃO GERAL
ANEXO
INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE A ALEMANHA
METODOLOGIAS E DEFINIÇÕES
SOBRE A APEX-BRASIL
SOBRE A EUROMONITOR69

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Index

Roberto Jaguaribe PRESIDENTE

Márcia NejaimGalvão de Almeida DIRETORA DE NEGÓCIOS

Sueme Mori Andrade GERENTE DE ESTRATÉGIA DE MERCADO

Setor Bancário Norte, Quadra 02, Lote 1,

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O PIB Real alemão deverá crescer 1,6% em 2016, após um ganho de 1,7% em 2015. A inflação foi de 0,2% em 2015 e a mesma taxa é esperada para 2016.

O consumo de frutas na Alemanha é bastante maduro, mas a expectativa é de que o mercado continue em expansão. As vendas devem crescer a uma taxa média anual de 0,2% em volume e 3,4% em valor, no período de 2016-2019. O consumo em 2015 atingiu 4.558 mil toneladas, sendo as Frutas Frescas responsáveis por 93% do volume (4.249 mil toneladas) e 97% do valor das vendas. As Frutas em Conserva, segunda subcategoria em relevância, responde por 5,2% do volume de vendas, seguidas pelas Frutas Congeladas (1,5%) e pelas Frutas Secas (0,1%).

Alguns fatores devem contribuir para um cenário positivo no setor de frutas. Do ponto de vista da distribuição, as instalações para amadurecimento de frutas e as novas tecnologias para coordenar os processos logísticos que possibilitam aos varejistas vender frutas prontas para comer são cruciais no setor. Os investimentos nesse aspecto devem favorecer não apenas as frutas produzidas localmente, mas também os suprimentos importados. Distribuidores de frutas como a Univeglideram esses desenvolvimentos.

Até 2030, as projeções apontam que o gasto com consumo na Alemanha crescerá a uma taxa média anual de 1,2%. Juntamente com isso, a demanda por bens saudáveis deverá crescer num ritmo ainda mais rápido, puxado pelo envelhecimento da população alemã. Os idosos (com 60 anos ou mais) eram 27,5% da população em 2014 e até 2020 somarão 24 milhões de pessoas. A maioria dos idosos se preocupa com a saúde e possui condições financeiras suficientes para comprar frutas de alta qualidade.

As tendências em favor da nutrição veganae vegetariana e dos estilos de vida saudáveis impulsionam o interesse por frutas exóticas, como a manga e o mamão. As mangas se tornaram cada vez mais fáceis de encontrar nas lojas de varejo alemãs e, se estiverem disponíveis em formatos pronto para comer, podem ganhar ainda mais espaço. O mamão, embora seja delicado e por isso difícil de transportar, vem apresentando uma demanda crescente, capitalizando sobre o interesse dos consumidores em novas e saudáveis alternativas de frutas. A elevada produção interna de maçã na Alemanha pode colocar dificuldades para quem exporta esse produto. Além disso, o embargo russo das importações de maçã da União Europeia deve aumentar a oferta do produto no mercado local.

Quanto às frutas orgânicas, subcategoria de alta qualidade, a expectativa é de que observem um crescimento de longo prazo, acompanhando a tendência da população de se tornar mais atenta às questões de saúde, pois os produtos orgânicos em geral são considerados mais saudáveis e saborosos. As certificações específicas da Europa e da Alemanha para orgânicos (por exemplo, BayerischesBio-Siegel, BC SOko-Garantie, Bio-Siegel), e produtos biodinâmicos (por exemplo, Demeter) são bem desenvolvidas na Alemanha e podem oferecer oportunidades adicionais para os produtores brasileiros que queiram ganhar espaço nesse mercado.

Economia sólida e tendência de valorização da saúde impulsionarão o setor de frutas

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Visão geral do país

A robusta infraestrutura da Alemanha, financiada em parte pelos pedágios federais sobre os caminhões, contribui para um mercado atraente. A baixa taxa de fertilidade do país e o envelhecimento da população deverão criar desafios fiscais no futuro. Entretanto, muitos adolescentes estão mais conscientes em saúde e escolhem estilos de vida mais saudáveis.

Espanha e Itália permanecem como os principais exportadores de frutas para a Alemanha, enquanto a Áustria é o maior importador de frutas frescas secas alemãs. A produção de frutas interna é dominada pelas maçãs. Com o banimento russo das maçãs da União Europeia, os produtores procuram oportunidades nos mercados emergentes, onde a demanda cresceu nos últimos anos.

A crescente consciência em relação à saúde impulsionará a demanda tanto por frutas frescas como por outras opções saudáveis, como as frutas secas e as castanhas. As frutas orgânicas terão um crescimento de longo prazo na Alemanha, pois são em geral consideradas pelos consumidores como mais saudáveis e saborosas. Em 2015, o valor em vendas do setor de frutas atingiu US$ 20,6 bilhões, com as Frutas Frescas respondendo por 97% deste total.

As políticas de segurança alimentar da União Europeia regulam a presença de resíduos de pesticidas e contaminantes (indicados pela sigla LMR, o limite máximo de resíduos) na comida. Os grandes varejistas alemães frequentemente têm LMRsmais restritos que o especificado pela legislação europeia. Além da regulação de segurança alimentar, há outros requisitos não legais, relacionados com padrões trabalhistas e de comércio justo, que também precisam ser cumpridos.

Fluxo comercial

Tamanho do mercado e tendências Normas e regulamentos

Crescimento moderado no consumo privado faz da Alemanha um mercado estável para exportações de frutas

Principais tendências

Principais motivadores de compras para os usuários finais

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Gráfico 1: Histórico & Projeção de venda de Frutas (US$ Mi) Notas: Câmbio Fixo, 2015 –Valores em termos constantes, preço para consumidor

O volume de consumo estagnou em 2015, com leve queda pela baixa colheita de maçãs, em parte compensada pelas crescentes importações da UE.

A disponibilidade e consumo de frutas é altamente sazonal: laranjas de outubro a abril, pêssegos e melões no verão.

A demanda por frutas orgânicas está em fase de expansão graças ao envelhecimento da população e a crescente preocupação com saúde e bem estar.

O crescimento em volume de frutas orgânicas está ligado à maior disponibilidade, sobretudo dos produtos menos caros, oferecidos pelos varejistas modernos em suas marcas próprias.

Envelhecimento da população e tendência de saúde e bem-estar impulsionam o crescimento de frutas na Alemanha

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A Alemanha ocupa uma posição central na Europa Ocidental, fazendo fronteiras com outros nove países europeus, o que lhe confere uma vantagem competitiva em termos de logística, tanto para exportação/importação como para o comércio local.

A população alemã vem decrescendo lentamente desde 2002, e retomou algum crescimento apenas em 2013. Em 2015, a população total foi de 81,2milhões, 1,1 milhão a menos do que em 2002. A população deve crescer a uma taxa moderada pelos próximos sete anos.

A taxa de fertilidade na Alemanha é de 1,5 nascimentos por mulher, relativamente baixa comparado à média mundial de 3 nascimentos por mulher. A previsão é de que este índice cresça apenas sutilmente entre 2015 e 2030. Umas das razões por trás disso pode ser a alta taxa de uso de métodos contraceptivos na Alemanha, uma das mais altas da Europa.

Ademais, a taxa de nascimentos da Alemanha é a mais baixa de todos os países desenvolvidos, enquanto as projeções apontam que cerca de 500 mil pessoas se aposentarão por ano. Este é o retrato de uma das populações mais idosas do mundo. A média de idade em 2015 foi de 45,9anos, 6,3 anos a mais que a cifra do ano 2000 e muito acima da média regional. Até 2030, a idade média atingirá 48,3 anos.

Geografia

Envelhecimento da população alemã gera expectativa de desafios para a economia no futuro

População total: 81,2 milhões

Demografia

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▪A economia alemã continua a crescer em um ritmo estável, porém não expressivo. O PIB Real deverá se expandir 1,6% em 2016, após um ganho de 1,7% em 2015.

▪A inflação foi de 0,2% em 2015 e a mesma taxa é esperada para 2016.

▪Embora a Alemanha apresente níveis relativamente baixos de desigualdade de renda, este indicador cresceu gradualmente no país desde a reunificação em 1990. Isso reflete alguns fatores, tais como a crescente relevância dos ganhos sobre capital entre as altas classes sociais alemãs; a redução da eficiência dos mecanismos governamentais de distribuição de renda; e, mais recentemente, o aumento da entrada de refugiados com baixa qualificação no país.

▪As projeções são de que a desigualdade de renda continue crescendo entre 2016 e 2030, pois os fatores mencionados acima devem permanecer ativos durante esse período.

Figura 1: PIB (US$ Bi, 2015 fixo)

Economia da Alemanha deverá mostrar crescimento estável mas lento em 2016

Desigualdade de renda se amplia na Alemanha

Figura 2: PIB per capita

Figura 3: Inflação 2015

* O ano de 2020 refere-se a projeções Fonte: Euromonitor

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Setor de serviços domina a economia, seguido pelo setor manufatureiro

A agricultura representa menos de 1% do PIB alemão e emprega apenas 1,6% da força de trabalho. As fazendas são pequenas (embora sejam maiores mais ao leste do país) e os cultivos incluem trigo, cevada, batatas, maçãs e uvas para a fabricação de vinho. A maior parte do alimento consumido na Alemanha é produzido no exterior.

O setor manufatureiro da Alemanha é responsável por 21,5% do PIB e emprega 20% da mão de obra. A manufatura é dominada por grandes empresas que fabricam veículos motorizados, engenharia de precisão, cerveja, produtos químicos e farmacêuticos, e produtos de metal pesado.

As fábricas de automóveis empregam um em cada sete trabalhadores. A manufatura perdeu peso em função da fraca demanda na Europa, das sanções estabelecidas entre a Rússia e a União Europeia e pelos baixos níveis de investimento da Ásia. Assim, o setor iniciou uma retração que deve continuar no primeiro trimestre de 2016.

O setor de serviços representa 70,2% do PIB alemão. Embora seja o maior, este setor enfrenta dificuldades, por estar sujeito a regulações restritivas. Os bancos estão diminuindo de tamanho e apresentam baixa rentabilidade. Uma nova lei dá ao governo o poder de regular de maneira mais rígida os canais de investimento como os hedge funds, privateequities e moneymarketfunds. Expectativa é de que haja mais consolidação e reestruturação do setor bancário.

O valor real das receitas do turismo cresceu 2,6% em 2015 e a previsão para 2016 é de ganhos de 2,9%.

Setor de serviços perfaz 70,2% do PIB, enquanto a agricultura responde por menos de 1%

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Há necessidade de aprimorar o desenvolvimento da infraestrutura

Alemanha tem 7.675 km de hidrovias, uma rede ferroviária de 37.860 km, e 230.100 km de rodovias. Embora a infraestrutura alemã seja avançada, ocupa o primeiro lugar (mundial) no Índice de Desempenho Logístico, ela necessita de atualizações, especialmente na geração de energia e no transporte público. Isso pode ser alcançado com mais investimento público e privado no setor.

Adicionalmente, a recepção de 1,1 milhão de refugiados em 2015 no país vai exercer pressão sobre os sistemas existentes. Em maio de 2016, a Alemanha anunciou planos de investir €264bilhões (US$292 bilhões) até 2030 em melhorias na infraestrutura, o que vai capacitar o sistema público de transporte a lidar melhor com a nova demanda.

Transporte de cargas

Desde 2005, a Alemanha implementou pedágios para caminhões que transportam bens comerciais e pesam 12 toneladas ou mais. Em 2015, o peso de referência foi reduzido para 7,5toneladas. A renda obtida com esse pedágio se tornou um importante pilar no investimento alemão em infraestrutura, tendo levantado, nos últimos dez anos, mais de €39bilhões, com a maior parte reinvestida em estradas. Em julho de 2015, o pedágio para caminhões se ampliou para mais 1.100 km de estradas federais de quatro pistas. Se hoje aproximadamente 14 milkm de estradas são pedagiados, a expectativa é de um acréscimo de 37 mil km até o início de 2018.

Um sistema de pedágios para veículos de passageiros foi proposto em 2014. O público alvo principal eram os carros estrangeiros que usam as estradas alemãs. Há dúvidas se a proposta está de acordo com a legislação da UE e se será realmente implementada.

Em 2015, o transporte de bens por estradas aumentou 1,9%, enquanto o transporte doméstico por água e trilhos reduziu em comparação a 2014. Isso se deu principalmente por causa das greves dos ferroviários no início de 2015 e das condições climáticas que resultaram em níveis muito baixos de águas. Ambas situações favoreceram o transporte rodoviário. O mercado de caminhões na Alemanha está preparado para passar por uma fase de consolidação devido à feroz competição de preços de rivais do Leste Europeu e à falta de motoristas qualificados.

As pequenas empresas serão as mais afetadas e muitas devem parar de operar. As grandes empresas vão continuar reduzindo suas margens de lucro terceirizando operações, pois o alto salário mínimo as impede de competir internacionalmente. A escassez de motoristas também continuará crescendo, o que será mais um fator de pressão sobre as empresas pequenas.

O frete aéreo estagnou em 2015, com o nível de carga e descarga de mercadorias em 4,3milhões de toneladas –redução de 0,2% em relação a 2014. A carga transportada para o exterior cresceu 0,3%, chegando a 2,2 milhões de toneladas, enquanto o frete recebido do exterior diminuiu 0,8%, para 2 milhões de toneladas. O declínio ocorreu em parte à indústria do varejo, que está em dificuldade na Alemanha, caindo 1% em 2015 para €156,4bilhões.

Menos de 1% das importações de frutas chegou à Alemanha por avião, enquanto 92% chegou por mar e 7% por estradas. Brasil e Egito foram os principais países a transportar frutas por navio.

Investimento do governo está alocado para desenvolver o fraco ambiente logístico rodoviário

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Importação alemã do setor de Frutas – 2015 –US$ 6,65 bi

Espanha

Itália

Colômbia Holanda

Exportação alemã do setor de Frutas – 2015 US$ 1,26 bi

Polônia

Áustria

Holanda França

Espanha lidera exportações de frutas para a Alemanha, enquanto a Áustria é o principal importador

Principais países de origem de importação

Principais destinos de exportação Principais destinos de importação e exportação

Fonte: Comtrade

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Principais produtos

▪As bananas frescas ou secas (sob os códigos SH 0803,10 e 0803.90) representam a principal categoria de importação da Alemanha, com 14,6% do volume de importações do setor em 2015.

▪Com uma participação de mercado de 9,9% em 2015, as uvas (frescas sob o código SH 0806.10) constituem o segundo maior produto em volume de importação.

▪Maçãs frescas (código SH 0808.10) vêm em terceiro, respondendo por 7,4% do total importado em 2015

▪As tangerinas e mandarinas (código SH 0805.20) representam a quarta categoria de produtos importados, com uma participação de 6,2% em 2015.

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