Separação de Misturas – Determinação do Teor de Etanol em Amostras de Gasolina Comercial.

Separação de Misturas – Determinação do Teor de Etanol em Amostras de Gasolina...

FACULDADE DO FUTURO

Credenciada pela Portaria nº 2.039, de 25/07/2003, publicada no D.O.U. de 28/07/2003.

Farmácia – 1° período

Professor: Hermínio Medeiros

Relatório de Química Geral

Grupo: Açucena Brandão, João Victor Amorim, Pedro Henrique Mendes Dias, Quezia Lacerda, Renata Vaz.

Manhuaçu – MG

Junho/2017

Título: AULA N° 19: Separação de Misturas – Determinação do Teor de Etanol em Amostras de Gasolina Comercial.

Objetivos: Realizar um processo de separação de misturas.

Determinar o teor de etanol em algumas amostras de gasolina e verificar se as mesmas estão dentro das normas técnicas e em condições ideais de consumo.

Introdução: A utilização do petróleo como fonte de energia foi essencial para garantir o desenvolvimento industrial verificado no século XX. Através de sua destilação fracionada, podem-se obter vários produtos derivado de grande importância econômica, tais como ás natural, o querosene, diesel, gasolina, dentre outros. Mas a fração do petróleo que apresenta maior valor comercial é a gasolina, tipicamente uma mistura de hidrocarbonetos saturados que contem de 5 a 8 átomos de carbono por molécula (MORRISON E BOYD, 1996; Solomons, 1996).

A qualidade da gasolina comercializada no Brasil tem sido alvo de questionamentos, pois é adicionado à gasolina o etanol antes de sua comercialização, já que a quantidade de etanol na gasolina influencia no rendimento do veiculo, além de a gasolina ser um produto relativamente mais caro que o etanol. A quantidade de etanol presente na gasolina deve respeitar os limites estabelecidos pela ANP que são: Teor entre 20% a 27%. (Lei 10.696 – 2003. Art. 18). A falta ou excesso de álcool em relação aos limites estabelecidos pela ANP compromete a qualidade do produto que chega aos consumidores brasileiros. Assim, avaliar a composição da gasolina, verificando se o teor de álcool está adequado, é uma atitude muito importante.

Parte Experimental:

  1. Materiais e Reagentes:

  • 2 Provetas de 100 mL

  • Béquer de 100 mL

  • Solução de NaCl 10%

  • Bastão de vidro

  • Água destilada

  • Balão de 250 mL

  • 2 amostras de gasolina comum comercial

  1. Procedimento experimental:

  1. Preparação da solução de NaCl 10% (m/v): Pesou-se em uma balança 24,8g de cloreto de sódio. Transferiu-se para um béquer com cerca de 50 mL de água até a dissolução. Após dissolução completa, foi transferido para o balão e completou seu volume com água. (250mL)

  1. Em uma proveta de 100 mL colocou-se 50mL da amostra de gasolina e 50 mL da solução de NaCl 10%. Foi agitado 4 vezes e foi deixado em repouso.

  1. O procedimento foi feito duas vezes.

Resultados e discussões:

Notou-se no experimento que houve a separação do álcool na gasolina quando foi adicionada a solução aquosa de NaCl. Isso acontece devido à polaridade que a água adquire quando em solução com o sal de cozinha.

A mistura água-álcool é um sistema homogênea, monofásico, a mistura de NaCl­gasolina é um sistema heterogêneo, bifásico. Quando a Soluçao de NaCl é misturada à solução gasolina­álcool, o álcool é extraído pela água e o sistema resultante continua sendo bifásico: Gasolina­Soluçao de NaCl­álcool.

Para determinar o teor de álcool na gasolina foi observado o nível de acréscimo da solução mais clara (Solução de NaCl + Álcool) em 13 mL. Para esta determinação retirou-se os seguintes dados:

Solução total obtida (Gasolina+Álcool+solução de NaCl): 100 mL

Sendo:

Solução mais clara (Solução de NaCl + Alcool): 63 mL

Gasolina: 37 mL

A partir do volume se calcula a porcentagem de álcool na gasolina (x):

50 mL = 100%

13 mL = x

X= 26%

O teor de álcool nessa amostra de gasolina é de 26%.

Obtivemos o mesmo resultado nas duas amostras de gasolina.

Combustível/Ensaio

Amostra 1

Amostra 2

Teor da mistura

Água/ Álcool

26%

26%

Parecer

A Gasolina está dentro dos limites permitidos.

A Gasolina está dentro dos limites permitidos.

CONCLUSÃO

A partir da nossa análise, podemos concluir que a gasolina não está adulterada, pois a sua concentração é de 20%, e a concentração de álcool na gasolina brasileira, segundo o CNP (Conselho Nacional do Petróleo), deve estar entre 20 % e 27%. Assim, podemos dizer que a gasolina utilizada para análise está em condições de uso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Site: http://www.anp.gov.br – (Lei 10.696 – 2003. Art. 18).

Associação Brasileira de Normas Técnicas. Determinação da Massa Específica e do Teor Alcoólico do Álcool Etílico e suas Misturas com Água. Rio de Janeiro.ABNT, NBR – 5992. Jul. /1966.

Ensino Médio, Química Analítica, gasolina. Por Melissa Dazzani, Paulo R.M. Correia, Pedro V. Oliveira e Maria Eunice R. Marcondes. Nº 17, MAIO 2003.

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