ebook descola ideação

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(Parte 1 de 3)

Design Thinking

CONTEÚDO EXTRA ideação

Criada em 2012 pela ECHOS, a Escola Design Thinking é a escola de inovação na prática! Fazemos parte de um movimento e de uma rede de pessoas que querem ser protagonistas na construção de um mundo melhor e na criação de impacto positivo na sociedade.

Sob a articulação de Juliana Proserpio e Ricardo Ruffo, a escola é formada por um grupo de eternos inquietos que acreditam na INOVAÇÃO como meio de colaboração, multidisciplinaridade, empatia, experimentação e interdependência para criar uma nova maneira de pensar que traz novos significados e a real possibilidade de mudança.

Nossa propósito é formar a nova geração de inovadores e fomentar a cultura de inovação no Brasil. Acreditamos que inovação significa estar na fronteira e na vanguarda da tecnologia, dos negócios e do desenvolvimento social para transformar as pessoas e porque não, também um pouquinho do mundo!

Todo o conteúdo desse ebook foi desenvolvido pela

Escola Design Thinking. A Escola foi criada para aqueles que desejam estar na fronteira da inovação!

Você já viu ou provavelmente está vendo o curso “Ideação: metodologias e ferramentas para sessões criativas”

Esperamos que você tenha gostado do conteúdo e se interessado por conhecer mais sobre a abordagem do Design Thinking.

Agora é hora de se aprofundar nos conceitos abordados nas vídeo-aulas e continuar aprendendo. Por isso, montamos com todo o carinho esse report com informações complementares. Você poderá ver em detalhes sobre metodologias e ter mais explicações sobre temas que abordamos no vídeo. Também elaboramos um compilado com curiosidades, filmes e livros e links para você nunca parar de aprender.

Aproveite! Abraços, Equipe Descola e Escola Design Thinking

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”

- Albert Einstein

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MAIS OS MESMOS

“Em 2020, mais de 75% das

500 maiores empresas pela s&p vão ser empresas que nós não conhecemos hoje.”

Creative Destruction: Why Companies That Are Built to Last Underperform the Market by Richard Foster and Sarah Kaplan.

7DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

No atual modelo econômico, o método que aprendemos, reaprendemos e reinventamos não é mais suficiente para o nível de competitividade global que estamos inseridos. Vivemos em um mundo no qual temos que pensar localmente e atuar globalmente, mas ao mesmo tempo temos que massificar a produção para reduzir custos, se diferenciar dos demais e ainda customizar quando necessário. Nunca sabemos o que o cliente quer. Entregamos produtos e serviços novos hoje que amanhã já estarão desatualizados. Podemos comparar a competição entre as empresas a uma guerra sangrenta sem fim para o mundo, onde uns ganham e outros perdem. Muitas vezes criamos produtos para preencher uma necessidade de um nicho de clientes e mal pensamos no impacto que teremos em termos sociais, ambientais e futuros para a própria companhia. Simplesmente os entregamos!

Quando visitamos uma loja de varejo, mais especificamente na seção de televisores de LCD, plasma e LED, podemos enxergar nitidamente o quanto todos os produtos são iguais. As diferenças entre as marcas e produtos são quase imperceptíveis.

O que é realmente preocupante neste exemplo é que este modelo é o mesmo há anos. Todos os televisores são iguais e o fator decisivo será feito pelo preço e pelas recomendações que você recebe, seja de amigos ou do próprio vendedor. Será que essa é a melhor maneira de tomarmos decisões? Será que as empresas querem que seus produtos ou serviços sejam vendidos e determinados por preço?

Sabemos que os modelos e métodos que utilizamos nas nossas empresas e negócios atualmente, já não são mais relevantes para a solução de problemas, e que nossa abordagem está gerando montanhas de lixos ao redor de nosso planeta. Será que não podemos pensar em uma nova abordagem que realmente contribuísse para uma mudança massiva na forma como pessoas e empresas pensam para solucionar os problemas?

“Precisamos de novas escolhas – novos produtos que equilibrem as necessidades de indivíduos e da sociedade como um todo; novas ideias que lidem com os desafios globais de saúde, pobreza e educação; novas estratégias que resultem em diferenças que importam e, um senso de propósito que inclua todas as pessoas envolvidas [...] Precisamos de uma abordagem à inovação que seja poderosa, eficaz e amplamente acessível, que possa ser integrada a todos os aspectos dos negócios e da sociedade e que indivíduos e equipes possam utilizar para gerar ideias inovadoras que sejam implementadas e que, portanto, façam a diferença.” TIM BROWN NO LIVRO DESIGN THINKING

O design thinking oferece uma abordagem deste tipo!

Para conseguirmos alcançar um futuro diferente precisa- mos primeiramente de uma mudança de comportamento, é por isso que hoje o design mais importante é o invisível; aquele que trata de crenças, hábitos, valores e sistemas.

Inspirado nos textos de Steven Heller: http://commonwise.com/

9DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

D esign não significa beleza (sim, ela pode estar incluída). O senso comum no Brasil se refere a design como um adjetivo relacionado a beleza, mas design na verdade é um VERBO, relacionado à ação e ao planejamento de soluções, um processo. Processo pelo qual participamos desde o entendimento do problema, da concepção de uma solução de um desafio.

Ele começou como um meio de ajudar as pessoas a se comunicarem.

Depois cresceu para ajudar as pessoas a melhorar coisas físicas.

Depois expande o seu escopo para resolver como usamos coisas menos tangíveis.

E ultimamente, o design está sendo usado para resolver problemas inter-relacionados e mais complexos.

Referência: Buchanan’s Order of Design

“Todo aquele que se lança ao design, está transformando situações existentes em situações preferidas”. HEBERT SIMON

Quando estamos projetando algo (ou “designing”), estamos intencionalmente transformando contextos. Uma transformação nesse sentido, sempre está diretamente ligada à pessoas.

Se você quer transformar o contexto que está inserido, criar novas possibilidades para o futuro e inovar, você também é um designer. Designer não é designer somente por formação. A formação contribui muito instrumentalizando os profissionais, porém todos podemos mudar contextos, INCLUSIVE VOCÊ!

“O design thinking não é um experimento, ele nos empodera e encoraja a experimentar.”

Design Thinking for Strategic Innovation, Idris Mootee

11DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

O Design Thinking é um modelo mental que engloba o pensamento pluralista e o pensamento sistêmico, no intuito de construir futuros melhores. Ele não é uma caixinha mágica de soluções para problemas, não segue um pensamento linear e não pode ser extremamente simplificado, ou pode perder o seu valor.

“O Design Thinking é o equilíbrio entre negócio e arte, estrutura e caos, intuição e lógica, conceito e execução, ludicidade e formalidade, controle e empoderamento.” (conceito extraído do livro Design Thinking for Strategic Innovation, Idris Mootee)

Na prática, o design thinking é uma abordagem centrada no ser humano que acelera a inovação e soluciona problemas complexos.

Ao baixar as barreiras da hierarquia e do pensamento exclusivamente cartesiano, o Design Thinking oferece espaço para as ideias emergirem sem pré-julgamentos, fazendo com que o nosso cérebro seja forçado a sair da sua zona de conforto, e, a partir daí, enxergar futuros desejáveis.

No mundo em que vivemos, precisamos pensar em novas escolhas, em novos futuros que consigam responder a complexidade do mundo de hoje. Pensar e agir da mesma maneira como agimos há 100 anos atrás, não vai nos levar a futuros diferentes. O Design Thinking propõe uma nova maneira de pensar, baseado em 3 grandes valores: empatia, colaboração e experimentação.

O grande diferencial do Design Thinking é o foco no ser humano. Todos temos a capacidade de usar o nosso conhecimento de maneira complementar ao de outros. Quando uma pessoa pensa em um problema, ela certamente tem uma visão única sobre ele, mas se multiplicarmos os olhares, teremos diferentes perspectivas, chegando mais perto do que é esse problema na realidade. Essa diversidade de olhares somada a multidisciplinaridade nos permite enxergar oportunidades e soluções que jamais seriam possíveis se geradas por uma só cabeça.

1. Decisões centradas no ser humano. 2. Questionar as questões. 3. Construir para pensar. 4. Iterar.

“A empatia é sobre se colo- car no lugar do outro. E vai além. Você deve permitir que o novo olhar assumido crie uma transformação interna, permanente. Só assim você ‘aprende o outro’.”

Renato Nabuco - aluno Escola Design Thinking 2013

EMPATIA

13DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

Significa se colocar no lugar do outro, despir-se de pressupostos e compreender o contexto e ações do outro, acolher, assimilar e acomodar perspectivas alheias.

COLABORAÇÃO

Significa pensar conjuntamente, cocriar em equipes multidisciplinares para que nosso pensamento e capacidade de entendimento se multiplique exponencialmente.

EXPERIMENTAÇÃO

Significa sair do campo das ideias, da fala. Construir e testar soluções para evitar problemas na fase de implementação.

engenharia psicologia administração artes

15DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

Design Thinking é transdisciplinar e precisa de equipes muldisciplinares, portanto pessoas “perfil T”. Aquelas que tem seu expertise, porém tem também a capacidade de conversação com outras disciplinas.

Abordagem prática para navegar na complexidade não é linear, tem natureza iterativa e flexível, além de ser marcada por momentos de divergência e convergência de pensamento.

Os ambientes devem ser adaptáveis a diferentes usos e configurações, dependendo das necessidades do momento. Os ambientes devem facilitar as relações e não o contrário.

“Exercitar o design thinking passa necessariamente por manter um olho no microscópio e o outro no telescópio. Onde cada um deve saber usar o cerébro para racioci- nar e as tripas para sentir.”

- Bergson Fogaça de Oliveira, ex-aluno do curso de Imersão da Escola Design Thinking

17DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

O Design Thinking é um modelo mental de natureza iterativa e flexível, isso significa que é um processo no qual o erro é visto como parte integrante e valiosa da jornada.

Existem momentos alternados de divergência e convergência de pensamento, baseados no processo de inovação conhecido como Double Diamond, mapeado pelo Design Council UK em 2005.

Pela abordagem o momento de gerar soluções se inicia apenas depois de vasta compreensão de contexto e resignificação de desafio e é apenas parte da jornada.

O grande diferencial do Design Thinking é o foco no SER HUMANO.

Parte-se sempre do que é desejável, portanto da descoberta das necessidades reais dos usuários. Depois de compreendidas as necessidades reais das pessoas, são colocadas na balança as limitações de mercado que desenharão o alcance do produto final - o fator financeiro e técnico disponível. Aqui entram as necessidades da empresa e da produção.

19DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

DESIGN (HCD) (texto por Samille Souza / fonte HCD, IDEO)

Para entender sobre Design Thinking e como aplicá-lo no contexto onde se está inserido, devemos entender o significado do DESIGN CENTRADO NO SER HUMANO, para perceber que gerar inovações colocando as pessoas em primeiro lugar faz uma grande diferença nas soluções criadas.

O “Human-Centered Design” ou design centrado no ser humano é um amplo processo que oferece uma série de ferramentas que contribuem para a construção de novos produtos, serviços, ambientes, organizações e outras possibilidades.

“Centrado no ser humano” significa que ele começa a partir da perspectiva das pessoas para as quais estamos criando a solução e tudo isso fará com que nós, cocriadores de novas soluções, possamos ter inspirações que colaborem para o desenvolvimento de produtos ou serviços cada vez mais humanos.

Todo o trabalho deve ser guiado através de lentes. As lentes assumem um papel de criar instrumentos para visualizar através de um outro olhar o contexto que você está inserido ou até mesmo o produto que será criado. As lentes oferecem questionamentos.

Pergunte: O que está sendo criado é

DESEJÁVEL? As pessoas desejarão isso?

APLICÁVEL? É possível desenvolver de forma sustentável? VIÁVEL? É viável financeiramente?

Entretanto, para que o uso desse processo seja valioso é preciso aprender a fazer as perguntas certas, ter resiliência e uma visão holística; gostar de pessoas e saber aplicar a multidisciplinaridade em novos contextos.

A partir dessa perspectiva, o processo é conduzido para criar uma estratégia própria e um desafio estratégico específico que expresse as reais necessidades do projeto. Em projetos de HCD, é necessário ter sempre em mente que ouvir, criar e implementar devem andar juntos para que a solução a ser desenvolvida tenha sucesso. Além de ser necessário ter equipes multidisciplinares envolvidas, espaços dedicados e que inspirem as pessoas a irem trabalhar nele, ter atenção com o tempo durante as etapas do projeto e, principalmente, estimular as pessoas durante todas as fases do processo com a mesma energia, sintonia e motivação pelo que está sendo criado.

O ponto crucial será no momento que a equipe envolvida definir o desafio estratégico. O papel do desafio estratégico é orientar a sua pesquisa de campo e consequentemente as soluções que você irá desenvolver em equipe depois.

É extremamente importante começar um projeto de coração aberto, como se fosse a primeira vez que fosse começar, para que você possa aprender e compreender as histórias das pessoas, observar com um olhar profundo a nova realidade que está inserido, todas as necessidades, restrições, obstáculos e percepções do que estará diante dos seus olhos.

O mais importante de todos esses pontos que abordamos é lembrar-se sempre de trabalhar de forma colaborativa e com as pessoas, não apenas para elas.

quando? onde? o que?

“Design Thinkinguma vez contaminado, você nunca mais será igual! Passará a

ver as coisas de um jeito diferente. Vai buscar pela essência das coisas e pessoas. Vai ter ideias e querer melhorar e transformar cada experiência que tem ou conhece com pequenos gatilhos de grande potencial de valor. Você estará perdido! Mas também, completamente encontrado em meio às suas conexões e inspirações.”

- Isabela Moraes da Silva, ex-aluna do curso de Imersão da Escola Design Thinking

21DESCOLA | ESCOLA DESIGN THINKING

- Para resolver problemas complexos - Para gerar empatia

- Para resolver problemas de maneira coletiva

- Para equilibrar necessidades, desejos, viabilidade financeira e tecnológica - Para gerar impacto social

- Para trabalhar com o pensamento sistêmico

- Para acelerar a inovação

- Para solucionar reais problemas da sociedade

- Para atender necessidades reais

- Para se diferenciar do mercado

- Para diminuir os riscos no processo de inovação

Ao longo de nossa trajetória em projetos de inovação que usam o design thinking, tanto na consultoria como na Escola Design Thinking, percebemos que alguns equipamentos e materiais bastante acessíveis e comuns ajudam muito e são fundamentais. Então para facilitar a sua vida como design thinker, listamos o que achamos ser o básico para que você esteja preparado. Digamos que é nosso kit básico de sobrevivência em projetos de design thinking.

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