desafio profissional L& Construção

desafio profissional L& Construção

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CURSO ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

DESAFIO PROFISSIONAL DO 1º SEMESTRE

TEORIA DA CONTABILIDADE, CIÊNCIAS SOCIAIS E

RESPONSABILIDADE SOCIAL E MEIO AMBIENTE.

OSASCO

2015

AUTORES

ANA PAULA ROGER FRANCO - RA: 0177590116

JESSICA ANGELICA REIS DA SILVA – RA:  0219615060

VANESSA CRISTINA SAKUIYAMA GERARD – RA: 0177575765

DESAFIO PROFISSIONAL

Trabalho apresentado junto ao curso de Administração de Empresas – modalidade semipresencial como procedimento metodológico de ensino de aprendizagem; sendo requisito parcial para obtenção de nota no 1º Semestre da grade curricular.

TUTORA PRESENCIAL: JULIANA GABAN

OSASCO

2015

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...........................................................................................................04

IMPACTOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL.....................................................................06

SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA .......................................................................09

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL ........................................................................11

SUSTENTABILIDADE SOCIAL ................................................................................15

CONCLUSÃO ...........................................................................................................17

BIBLIOGRAFIA .........................................................................................................21

1. INTRODUÇÃO

A realização desse Desafio Profissional tem como objetivo o favorecimento da aprendizagem, promovendo um estudo dirigido através da corresponsabilidade do aluno em buscar um aprendizado eficiente e eficaz em diferentes ambientes onde serão aprimorados as competências requeridas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação; promovendo a aplicação da teoria e conceitos para a solução de problemas práticos relativos à profissão e direcionando o aluno para a busca do raciocínio crítico e emancipação intelectual.

Este Desafio Profissional contemplará a elaboração de um programa de Sustentabilidade para a empresa L&Construção - empresa localizada no estado de Sergipe e atua no ramo da construção civil desde 1993, destacando-se no meio profissional por um trabalho eficiente e competente na construção de projetos de casas populares com qualidade. O senhor Manoel, gerente de negócios da empresa, após participar de uma palestra sobre Desenvolvimento Sustentável, reconheceu que era necessário repensar as práticas adotadas pela empresa para evitar maiores desastres ao meio ambiente, contribuir com a sociedade, valorizar a marca, obter maiores lucros e manter-se competitiva no mercado. Ele percebe que é o momento de adotar princípios baseados na sustentabilidade e reúne uma equipe de colaboradores para elaborar o Programa de Sustentabilidade da empresa e apresentá-lo em uma reunião aos proprietários; demostrando que ao adotar as práticas que lhe serão sugeridas neste projeto a empresa terá um ganho em termos de lucros, valorização da marca, respeito às pessoas e conservação do planeta.

Através desse programa a empresa L&Construção poderá avaliar que o sucesso de uma empresa não é somente com base no desempenho financeiro, geralmente expresso em termos de lucros, retorno sobre o investimento ou valor para os acionistas e que será necessário avaliar também o impacto sobre a economia mais ampla, sobre o meio ambiente e sobre a sociedade que a empresa atua.

Após a implantação do Programa de Sustentabilidade (norteado pela tríade: Sustentabilidade Econômica, Sustentabilidade Ambiental e Sustentabilidade Social), a empresa notará que é possível ser uma empresa consciente na área ambiental sem comprometer a valorização da marca da empresa, aumento nos lucros e a sua competitividade no mercado, ao contrário, sendo um diferencial para o setor no momento em que o assunto está em alta no cenário mundial.

2. IMPACTOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Entre todas as atividades produtivas, a construção civil é o maior gerador de resíduos e responsável por grande parte do consumo de água e energia. O setor se caracteriza como um dos que mais consomem recursos naturais, desde a produção dos insumos utilizados até a execução da obra e sua operação ao longo de décadas. No Brasil, apropria-se de 75% do que é extraído do meio ambiente. Apresente à empresa L&Construção, um breve diagnóstico dos impactos da construção civil para o meio ambiente.

A construção civil é responsável por vários reflexos, ao local e região onde se instala a obra, causados por suas atividades direta ou indiretamente. Desde a fabricação do cimento e o transporte de materiais até a formação de um lago por uma barragem ou alteração de uma área por terraplanagem. Esses “reflexos” são de cunho ambiental, social e até mesmo econômico. A obra localizada em um espaço urbano (já um tanto alterado e que parece causar danos significativos de início) deve ser medida por um olhar mais atento e crítico, onde pode-se perceber e prever, danos como a impermeabilização de boa parte do terreno, o impacto visual causado pela obra, poeira e barulho causados, geração de resíduos da construção, entre muitos outros que poderiam ser citados. Neste trabalho são observados e estudados aspectos desses impactos no local.

Toda a intervenção feita pelo homem pode causar impactos ao meio ambiente assim como no meio social e econômico, sendo influenciada pelo porte, uso e funcionalidade da obra em questão, podendo variar de uma pequena a grande significância de impacto, como barragens, aterros, grandes terraplenagens, entre outros. Algumas obras podem causar impactos que influenciam o ecossistema podendo alterá-lo drasticamente ou até provocar sua extinção, por meio de inundação de grandes áreas (como visto atualmente no acidente da empresa Samarco), corte de vegetações, impermeabilização do solo e a sua fase de construção que acaba gerando ruídos, resíduos, etc. Os impactos, além de ambientais, também influenciam o meio social, econômico e visual. Como pode valorizar uma área, pode também desvalorizar, mediante poluição visual, sonora, sombreamento de área que necessita de insolação, empecilho para a ventilação, entre outros.

Estão relacionados abaixo alguns dos principais impactos da construção civil ao meio ambiente:

  • A operação dos edifícios consome mais de 40% de toda energia produzida no mundo;

  • Consome aproximadamente 20% do total de energia produzida no Brasil;

  • Gera grande percentual de resíduo produzido na atividade humana;

  • A reforma e construção dos edifícios produzem anualmente perto de 400 kg de entulho por habitante, quase se equiparando ao lixo urbano;

  • A produção de cimento gera emissão de CO2 na atmosfera;

  • A maioria dos insumos usados na construção civil são produzidos com alto consumo de energia e liberação de CO2;

  • É responsável pelo consumo de 66% de toda madeira extraída;

  • É uma atividade geradora de poeira, seja na extração da matéria prima, seja na obra, contribuindo para os altos índices de poluição do ar.

Algumas medidas podem ser tomadas de forma a evitar ou minimizar os impactos gerados por construções. Há soluções que apesar de serem simples e práticas podem trazer grandes benefícios ao meio. A organização da obra evita o desperdício de materiais e consequentemente beneficia o meio ambiente. Também propicia um ambiente mais limpo, agradável e também ajuda no desenvolvimento da construção.

O Brasil é responsável por 685 000 000 toneladas de entulhos, que gera custos para a coleta, transporte e deposição destes resíduos, pois a construção civil usa de materiais não renováveis. Com a conscientização de que os materiais, provenientes de recursos naturais são esgotáveis, novos estudos para o desenvolvimento de novas tecnologias e materiais que auxiliem na preservação desses recursos são cada vez mais aprimorados.

Apesar desta constatação, é possível perceber que existem soluções técnicas adequadas para minimizar os impactos que uma obra de engenharia causa, considerando práticas sustentáveis que colaborem com a sociedade, valorização da marca da empresa, aumento de lucros e competitividade.

3. Sustentabilidade Econômica

A sustentabilidade econômica considera a alocação e a gestão mais eficiente dos recursos e um fluxo regular do investimento público e privado. A eficiência econômica não deve ser avaliada apenas com base na lucratividade das empresas, mas deve levar em conta os aspectos macrossociais como o impacto do fluxo monetário existente entre empresas, governo e população, além de: vantagem competitiva, qualidade e custo, foco, mercado, resultado e estratégia de negócios.

SUSTENTABILIDADE ECONOMICA

FORTALECIMENTO DA MARCA E GERAÇÃO DE VANTAGEM COMPETITIVA

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

1. Buscar parcerias de negócios com empresas que também priorizem sustentabilidade

A. Firmar contratos de compra de matéria-prima/insumos com empresa que também tenham cunho sustentável e garantam a origem de seus recursos e tratamento de seus resíduos.

Fortalecimento da marca como empresa sustentável.

B. Conceder aos parceiros aprovados no Programa de Sustentabilidade da empresa o “Selo Verde”.

Fornecer o “Selo Verde” criado pela própria empresa, elevando a credibilidade no mercado e consequentemente, gerando vantagem competitiva.

C. Criar parcerias de negócios com grupo exclusivo, de fornecimento ou compra de produtos.

Tornar-se fornecedor exclusivo de um determinado grupo empresarial e/ou comprador de produtos e serviços com descontos especiais.

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

2 Criação do Selo Verde

A. Criar uma logomarca que identifiquem empresas como ecologicamente corretas.

Fortalecimento da marca como empresa sustentável.

B. Divulgar o “Selo Verde” através de campanhas publicitárias em jornais, revistas especializadas em construção e venda de imóveis.

Agregar valor a logomarca e vincular o nome da empresa à qualidade, responsabilidade e compromisso socioambiental.

4.SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

O modelo de negócios de uma organização não é sustentável quando percebe-se que ele contribui direta ou indiretamente para o aumento sistemático nas concentrações de desperdícios de recursos naturais, para o aumento sistemático nas concentrações de substâncias perigosas produzidas pela sociedade, para a exploração sistemática e indiscriminada dos recursos naturais, para o abuso de poder político e/ou econômico na sociedade, prejudicando a qualidade de vida dos seres humanos.

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

REDUÇÃO DE DESPERDÍCIO DE RECURSOS NATURAIS, INSUMOS E ENERGIA

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

1. Redução do consumo de energia elétrica.

A. Instalação placas coletoras de energia solar.

Economia de energia elétrica

B. Substituir a iluminação artificial de lâmpadas quentes para lâmpadas LED e instalação de sensores de presença na iluminação artificial.

Redução substancial do consumo de energia.

2. Redução do consumo de água potável

A. Construção de reservatórios de armazenamento das águas das chuvas

Reutilização da água de chuvas e redução do consumo.

B. Utilizar torneiras inteligentes com fechamento automático aliado a campanhas, palestras e workshops para os funcionários.

Redução do consumo de água e conscientização e engajamento de todos na economia com os custos da conta de água.

3. Reciclagem

A. Transformar entulhos em matéria prima.

Reduzir o armazenamento de entulhos em áreas urbanas.

B. Separar resíduos (Papelão, plástico, vidro etc.).

Reduzir geração de resíduos evitando os impactos ambientais.

C. Retirada das peças mantendo-as separadas dos resíduos inaproveitáveis Propõe espaço para os funcionários,

Evitar o acúmulo de água em recipientes e qualidade de vida aos colaboradores.

DIMINUIR A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA POR EMISSÃO DE MATERIAL PARTICULADO

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

1. Diminuir a emissão de partículas (poeira) lançada no ar.

A. Armazenar água proveniente de chuvas e reuso na lavagem dos pneus dos caminhões na saída da obra.

Evitar que a lama da construção seja espalhada pelas ruas e, ao secar, se transforme em pó, sendo dispersada pelo vento.

B. Proteger locais de armazenamento de materiais e resíduos em pó.

Diminuir inspiração de partículas por funcionários e populações adjacentes à obra.

C. Executar serviços de demolição com barreiras físicas.

Proteger o ambiente de emissão de partículas de poeira.

DIMINUIR A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA POR EMISSÃO DE GASES

POLUENTES

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

2. Diminuir a emissão de gases poluentes

A. Incentivar o uso de bicicletas ou carona solidária entre os colaboradores.

 Conscientizar colaboradores sobre a importância de diminuir emissão de gases poluentes

B. Oferecer transporte coletivo aos funcionários em ônibus estilo “ecobus”.

 Diminuir número de partículas poluentes e conscientizar colabores sobre efeito estufa.

C. Utilizar e contratar somente caminhões e veículos detentores de catalisador e que apresentem laudo de controle de emissão de partículas poluentes no ar.

 Ser reconhecida como a primeira empresa do setor a combater a poluição ambiental por emissão de gases tóxicos na atmosfera.

UTILIZAÇÃO DE MATERIAL PROVENIENTE DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO.

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

1. Reaproveitar materiais oriundos de resíduos de construção e ecologicamente corretos.

A. utilização de materiais originados do reaproveitamento de resíduos da construção, materiais certificados e ecologicamente corretos.

Diminuir consumo de matérias-primas extraídas do meio-ambiente por produtos oriundos de reciclagem/reflorestamento.

B. Substituição das tintas convencionais por “tinta mineral” e utilização do piso de bambu como opção de revestimento e madeira plástica em ambientes externos.

Utilizar somente tintas sem Composto Orgânico Volátil. Valorizar o projeto de construção com matéria prima altamente sustentável e de fácil instalação.

2. Tratamento de esgoto.

A. Tratamento biológico de esgoto.

Tratar o esgoto no local onde foi gerado, transformando-o em água tratada e desinfetada..

5. SUSTENTABILIDADE SOCIAL

A sustentabilidade social preocupa-se com o bem-estar humano e a qualidade de vida. Para Sachs (2006), a perspectiva social diz respeito a um processo de desenvolvimento que leve a um crescimento estável com distribuição igualitária de renda. Desse modo, haverá a diminuição das atuais diferenças entre os diversos níveis da sociedade e a melhoria das condições de vida das populações, inclusive na dimensão cultural.

SUSTENTABILIDADE SOCIAL

CRIAÇÃO DE COOPERATIVA DE RECICLAGEM, GERAÇÃO DE RENDA E DESENVOLVIMENTO SÓCIO-CULTURAL

OBJETIVO

AÇÃO

RESULTADOS ESPERADOS

1. Criação de cooperativa de reciclagem adjacente a obra.

A. Projetar espaço físico para instalação de cooperativa de reciclagem.

Implantação de cooperativa que gere renda aos moradores da região e diminuição de acúmulo de lixo não-tratado.

B. Ceder gratuitamente materiais para a cooperativa como auxiliar na venda do material tratado e propiciar a população um local para descarte de material tóxico (baterias, pilha)

Diminuição de impacto ambiental e conscientização da população sobre a importância da reciclagem.

C. Palestras educacionais para os funcionários da construtora e implantação de lixeiras de reciclagem ao longo da obra, premiação ao funcionário destaque do mês.

Conscientização e incorporação do funcionário no processo de reciclagem e premiar o funcionário que contribuir com a maior arrecadação de recicláveis.

2. Criação de Escola Alfabetizante para adultos (EJA)

A. Projetar espaço físico para instalação de sala de aula para educação de adultos com alfabetização comprometida.

Alfabetizar funcionários que não tiveram oportunidade de concluir os estudos.

3. Criação do “Dia com a Família”

A. Propor confraternização de empregador com os colaboradores e seus familiares com apresentações culturais e comidas típicas.

Compartilhar e conscientizar sobre a diversidade cultural existente entre uma população.

6.CONCLUSÃO

É necessário refletir cada vez mais e repensar as técnicas utilizadas, avaliando os problemas que qualquer obra ou empreendimento e a sua posterior ocupação podem causar no local de implantação, levando em consideração os valores éticos e morais em relação a qualquer tipo de ser vivo ali presente que pode ser afetado. Já sabemos que qualquer obra de construção civil causa impacto ambiental, por mais simples que seja.

Este impacto não é apenas físico, e pode afetar de algum modo a vida de quem reside nas proximidades do local de implantação do empreendimento. Apesar desta constatação, é possível perceber que existem soluções técnicas adequadas para minimizar os impactos que uma obra de engenharia causa. Exemplos citados anteriormente, como a simples organização de um canteiro de obras, o não desperdício de materiais, e a qualificação da mão de obra já refletem estes procedimentos.

Proporemos o uso de tecnologias inovadoras desenvolvidas que podem auxiliar na atenuação destes impactos, tais como a utilização de materiais originados do reaproveitamento de resíduos da construção, materiais certificados e ecologicamente corretos, não necessariamente onerando o projeto, mas tornando-o atraente, diferente e valorizado. A empresa será sustentável desde à produção até a entrega do produto final.

Sugerimos a troca das matérias-primas e produtos convencionais de acabamento por materiais ecologicamente corretos. A diferença de custo, se houver, será recompensada pela valorização do projeto, aumentando seu valor de mercado e fazendo a marca da empresa ser um diferencial entre os concorrentes pela inserção da ideia de compromisso, responsabilidade e respeito, desejo de todo consumidor.

O piso de bambu é uma excelente opção de revestimento para quem não abre mão de beleza aliada a durabilidade e muita resistência. O Bambu é uma matéria prima altamente sustentável, pois é abundante e renovável. Devido à velocidade de seu crescimento, pode ser colhido anualmente, sem prejuízos à natureza. Mais duro que Jatobá e mais durável que Eucalipto, requer pouca manutenção: basta limpá-lo com um pano úmido, pois ele dispensa o uso de cera. Além disso, é muito fácil de instalar, permitindo um ótimo acabamento. A Tinta Natural é durável, lavável, não descasca com a umidade e ainda ajuda na manutenção de umidade relativa do ar e troca de calor. Esse produto não faz nenhum mal à saúde e ainda ajuda a promover um ambiente saudável, livre de mofos e fungos. Também conhecida por Tinta Mineral Ecológica, é feita à base de terra crua e emulsão aquosa. A matéria prima para essa tinta é retirada de jazidas certificadas. A Tinta Mineral não agride o meio ambiente, não possui nenhum tipo de Composto Orgânico Volátil (COVs – tido como um perigoso poluente), nem biocidas, estabilizantes ou corantes. São vendidas em embalagens reutilizáveis ou recicláveis. Além da tinta branca, o produto também oferece cores únicas e intensas, como terracota, café, grafite, preto e outras. Sua espessura varia de acordo com a intenção: pode ser feita fina, para pintura de superfícies (tanto interna, quanto externa), ou mais espessas, para texturas. Também pode ser usada em diferentes superfícies, de alvenaria a isopor.

Uma opção sustentável para o uso da madeira em ambientes externos (decks, piers e outros) é o uso da Madeira Plástica. Esse material é altamente resistente à corrosão de intempéries e é imune à pragas, cupins, insetos e roedores. Apesar da aparência lembrar muito a madeira comum, sua fabricação é feita com diversos tipos de plásticos reciclados e resíduos vegetais de agroindústrias.

Além de decks, piers, assoalhos em geral e revestimentos de fachadas e paredes, esse material pode ser amplamente usado em objetos de uso diário e decoração, como mesas, bancos, lixeiras, guarda-copos e outros. A Madeira Plástica não empena, não racha e não solta farpas, como a madeira comum. Além disso, não absorve umidade e, portanto, não cria fungos nem mofa. Também não precisa de pintura ou qualquer outra manutenção.

Como diferencial, seremos a primeira empresa na região a oferecer um sistema de tratamento biológico de esgoto. Esse sistema trata o esgoto no local onde foi gerado e o transforma em água tratada e desinfetada, que poderá ser devolvida ao ambiente sem risco de contaminação, ou reaproveitada, economizando assim a água potável para fins mais nobres. Pode ser utilizado em qualquer tipo de construção, residencial ou comercial, inclusive pequenas cidades, bairros e vilas. Elimina agentes patogênicos (bactérias, vírus, fungos, protozoários, helmintos e alguns tipos de vermes) em até 100% e remove até 50% de nitrogênio e fósforo, permitindo a reutilização da água para diversos fins.

Além de possuir um belo aspecto visual, agrega valor à construção, é simples e rápido de instalar, requer um mínimo de obra civil e é barato. Tem funcionamento autônomo e pode ser instalado abaixo da superfície, deixando a área acima livre para outros usos, como estacionamento. Aliado aos sistema de tratamento biológico de esgoto, faremos o reuso de esgoto tratado. Em lugares onde moram mais de uma família, é possível tratar o esgoto para que a água possa ser reutilizada para fins menos nobres, como rega de jardins e cultivos, lavagens de pisos, paredes, calçadas, descarga sanitária etc. Dessa forma, contribui para a conservação da água potável. A água tratada por esse sistema não apresenta vírus ou bactérias, não possui cheiro, nem cor. Esse sistema reduz o consumo (e consequentemente a conta) da água fornecida pela companhia pública e agrega valor de mercado e imagem à construção.

Para garantia de fornecimento desses materiais com prioridade, proporemos a criação de um “Selo Verde” onde todas as empresas do conglomerado (de fornecedores até a construtora) serão certificadas como ecologicamente corretas e somente poderão comercializar com outras entidades que apresentem a mesma preocupação ambiental. Essa parceria garantirá exclusividade ao projeto e rentabilidade ao conglomerado, além de transmitir a sensação de contribuição do cliente pois o consumidor final é envolvido com a marca: quem adquire uma casa com a L&Construção ajuda na preservação ambiental através da compra de um produto certificado, garantido e aprovado pelas leis ambientais e ecologicamente correto. Essa valorização da marca é desejável, o lucro garantido e os impactos diminuídos, possibilitando alcançar uma outra fatia de mercado, não somente a construção de casas populares.

Concomitante ao desenvolvimento da sustentabilidade econômica e ambiental da L&Construção, propomos também o engajamento em projetos voltados à sustentabilidade social para diminuição das atuais diferenças entre os diversos níveis da sociedade, a aproximação de empregador com o colaborador e a melhoria das condições de vida das populações, inclusive na dimensão cultural.

Inicialmente, criaremos uma cooperativa de reciclagem nas adjacências da obra, gerando renda aos moradores da região e diminuição de acúmulo de lixo não-tratado. Parte do material para essa cooperativa será gerado em nossos canteiros de produção e colaboração de funcionários, contribuindo para a despoluição ambiental, promoção social e melhora na qualidade de vida da população vizinha ao entorno. Traremos também a proposta da criação de uma sala de estudo para alfabetização de jovens e adultos, cuja administração pode ser repassada a ONGs ou prefeitura, apenas cabendo a empresa a benfeitoria.

Com a inserção de todas as medidas propostas, a empresa L&Construção será a primeira empresa no ramo de construção civil na região onde trabalha a ser intitulada como “ecologicamente correta”, apresentará um diferencial entre seus concorrentes e terá sua marca e produtos fortalecidos. Além do lucro econômico, será responsável pela criação de uma conscientização sobre preservação ambiental entre seus funcionários, fornecedores e consumidores. Promoverá a capacitação profissional e pessoal de seus colaboradores, além de possibilitar a criação de uma cooperativa de reciclagem sem fins lucrativos para a construtora, mas que contribuirá para geração de renda e diminuição de resíduos de produção, beneficiando diretamente a população no entorno da obra.

7.BIBLIOGRAFIA

BRITO FILHO, J.A. Cidades versus entulhos. In: SEMINÁRIO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A RECICLAGEM NA CONSTRUÇÃO CIVIL, 2., 1999. São Paulo. Anais. São Paulo: Editora Ibracon, 1999. p. 56-67.

CARNEIRO, Alex Pires; CASSA, José Clodoaldo Silva; BRUM, Irineu Antônio Schadach. Reciclagem de entulho para a produção de materiais de construção – Projeto Entulho Bom. Salvador: EDUFBA; Caixa Econômica Federal, 2001.

CARBONARI, Maria E. E.; SILVA, Gibson Z. (orgs.); PEREIRA, Adriana C. (orgs.) et al. Sustentabilidade na Prática : Fundamentos, Experiências e Habilidades. 1ª ed. Valinhos: Anhanguera Publicações, 2011.

CORAL, Elisa. Modelo de Planejamento Estratégico para a Sustentabilidade Empresarial. Florianópolis: UFSC, 2002. DRUCKER, P. Sociedade Pós-Capitalista. São Paulo: Pioneira, 2001.

SACHS, Ignacy. Desenvolvimento Includente, Sustentável e Sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.

Atitudes Sustentáveis (Site). Disponível em:. http://www.atitudessustentaveis.com.br/ Acesso em Agosto, 2014.

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