BRVES INFORMAÇÕES À COMUNIDADE SOBRE POLINEUROPATIA PERIFÉRICA E MUSICOTERAPIA

BRVES INFORMAÇÕES À COMUNIDADE SOBRE POLINEUROPATIA PERIFÉRICA E MUSICOTERAPIA

∗Resumo revisado por: Resumo revisado por: Professora Drª Ana Cristina Silva Rebelo (A comunidade vai à UFG , ICB-127) 1 EMAC/UFG – catarinac39@gmail.com 2 EMAC/UFG – diogopsmonteiro@gmail.com 3 EMAC/UFG – kellycristina0108@gmail.com 4 EMAC/UFG – terezaraquel.mas@gmail.com 5 ICB/UFG – anacristina.silvarebelo@gmail.com

JESUS, Catarina Cavalcante; MONTEIRO, Diogo Pereira de Santana; SILVA, Kelly Cristina Vieira; ALCÂNTARA-SILVA, Tereza Raquel de Melo; REBELO, Ana Cristina Silva

Palavras chave: Polineuropatia Periférica. Dor. Musicoterapia.

Polineuropatia Periférica é uma patologia do sistema nervoso central que compromete os nervos responsáveis pela transmissão de informações entre encéfalo e a medula. A interrupção nesta rede ou grupo de nervos pode ser ocasionada por alguma lesão (SCHESTATSKY, 2008). É uma doença de múltiplas causas o que torna seu diagnóstico difícil, fazendo que entre 25% e 40% das neuropatias diagnosticadas adequadamente continuem com causas indefinidas. (KRAYCHETE e SAKATA, 2011).

A prevalência de neuropatias periféricas é de 2% na população em geral e 8% em adultos com idade acima de 5 anos. Em relação à etiologia sabe-se que as polineuropatias podem ser classificadas em sensitivas, motoras e autonômicas, dependendo do tipo de fibra nervosa envolvida sendo de suma importância identificar se a doença é do neurônio, da mielina ou do axônio. As manifestações clínicas são principalmente sensações de dormência, pontadas, dores, queimação, choque nos pés e nas pontas dos dedos, incômodo ao leve toque, ausência do reflexo aquileu, fraqueza muscular podendo ser sintomas diurnos e/ou noturnos

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Anais do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão- CONPEEX (2014) 5016 - 5020 que dependerá do nervo ou grupo de nervos lesados (GUIMARÃES, 2008; FERNANDES, 2001).

As causas mais comuns são diabetes e uso abusivo de álcool. Outras causas podem ser decorrentes de exposição a agentes tóxicos (mercúrio, arsênico e chumbo), lesões vasculares, deficiências vitamínicas, doenças renais, excesso de produção do hormônio docrescimento, doenças do tecido conjuntivo e inflamações crônicas, neurofibromatose (doença genética que causa tumores benignos nos nervos periféricos), neuromas (GUIMARÃES, 2008; FERNANDES, 2001). A origem inflamatória da polineuropatia crônica, pode muitas vezes estar associada a doenças virais como virus da imunodeficiência humana (HIV) e o vírus da hepatite C (HCV) (BASSETTI et al., 2010).

O tratamento da polineuropatia é constituído de intervenções farmacológicas e não farmacológicas e dentre estas pode-se incluir a musicoterapia que é compreendida, de acordo com Moreira et al. (2012) como uma intervenção clínica por meio de elementos musicais com objetivo de facilitar ou promover mudanças que possam beneficiar e promover, em última instância, melhora na qualidade de vida do paciente.

O presente estudo justifica-se pela escassez na literatura sobre esta temática. A partir de uma breve busca nas bases de dados Pubmed, Scopus e Scielo, usando os descritores musicoterapia e polineuropatia e seus correlatos em inglês, sem limite de data, não mostrou nenhuma publicação. Isso demonstra que o assunto, apesar de sua relevância é pouco explorado na comunidade científica. Se por um lado é um incentivo para novos estudos, por outro existe uma carência sobre a temática. Todavia, esse fato não invalida a indicação da musicoterapia como forma de tratamento para sintomas da polineuropatia com musicoterapia fundamentados em estudos de equivalentes sintomas de outras doenças como dor, ansiedade (SIMAVILI et al., 2014), alteração do sono (PICARD et al. 2014), sintomas depressivos (VERRUSIO et al., 2014).

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Apresentar informações básicas à comunidade de pais, estudantes e professores do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) sobre a musicoterapia como possibilidade de tratamento complementar para polineuropatia periférica.

Trata-se de um relato de experiência de um grupo de três estudantes do curso de graduação em Musicoterapia da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, advindo de uma ação de extensão cadastrada no PROEC sob o nº 127. Foi realizado, primeiramente, um contato com o CMEI, localizado no Jardim das Amendoeiras, para agendar a visita e realização da palestra com informações breves sobre a musicoterapia como possibilidade de intervenção para o tratamento complementar da polineuropatia periférica.

Os estudantes compareceram ao local munidos de folhetos contendo informações básicas sobre a doença, como conceito, causas, manifestações clínicas e tratamento, incluindo a musicoterapia através de palestras aos pais, professores e alunos.

A visita ocorreu no dia 19/09/2014 como parte da agenda da Instituição como um trabalho comunitário pela Semana Municipal da Paz pelo Dia Internacional da Paz. Contou com a participação de aproximadamente 30 pessoas entre pais, estudantes e profissionais do CEMEI, durante a palestra ministrada pelos três estudantes do curso de graduação em Musicoterapia com duração de 30 minutos. Foi um momento educativo e de interação.

Foi possível observar o interesse dos participantes pelo tema, que para muitos dos presentes era pouco conhecido e às vezes assustador. Foram apresentadas as possibilidades de tratamento e a musicoterapia como uma

Capa Índice 5018 possibilidade de tratamento não farmacológico para alívio da dor e minimização da ansiedade, estresse e qualidade de vida decorrente da doença. Foi uma oportunidade bastante proveitosa no sentido de divulgar o curso de graduação em Musicoterapia oferecido pela EMAC/UFG em parceria com outras Unidades Acadêmicas, dentre elas o ICB.

Acreditamos que através deste trabalho foi possível a troca de saberes e novas informações com a comunidade, o que pode viabilizar discussões e debates sobre o tema, e o esclarecimento à população da região sobre neuropatias, e ainda, a Musicoterapia como um abordagem terapêutica que pode compor o tratamento desta doença que compromete significativamente a qualidade de vida do paciente.

BASSETTI, B.R; TRÉS, E.S; CIRÍACO, J.G.M. Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica pós-tratamento com interferon peguilado alfa 2b em um paciente co-infectado HIV/HCV: relato de caso. Rev. Socied.Bras.Med.Trop 43(1):89-91, 2010.

FÉLIX, E. P. V.; OLIVEIRA, A.S.B. Diretrizes para abordagem diagnóstica das neuropatias em serviço de referência em doenças. Neuromusculares, Rev Neurocienc;18(1):74-80, 2010

FERNANDES, S.R.C.; FERNANDES, J.S.; TAVARES J.S et al. Neuropatia Periférica Dolorosa no Diabetes Mellitus: Atualização Terapêutica. Rev. Neurociências 9(3): 97-102, 2001.

GUIMARÃES, J.S.G. Abordagem Diagnostica das Neuropatias Periféricas. Artigo de revisão Acta Med Port; 21: 83-8, 2008.

MOREIRA S.V, MIOTTO E.C, ALCÂNTARA-SILVA T.R.M et al. Musicoterapia como estratégia de reabilitação de paciente com esclerose múltipla: uma revisão sistemática. Latin Américan Múltiple Sclerosis Journal. 2012 vo. 3 p. 139 – 144.

PICARD L.M, BARTEL L.R, GORDON A.S.,et al. Music as a sleep aid in fibromyalgia. Pain Res Manag19(2):97-10, 2014.

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KRAYCHETE, D.C; SAKATA, R.K. Neuropatias Periféricas Dolorosas Rev. Bras. Anestesiol 61: 5: 641-658; 2011.

SCHESTATSKY, P; Definição, Diagnostico e Tratamento da dor Neuropática. Rev HCPA;28(3):177-87, 2008.

SIMAVLI S, GUMUS I, KAYGUSUZ I., et al. Effect of Music on Labor Pain Relief, Anxiety Level and Postpartum Analgesic Requirement: A Randomized Controlled Clinical Trial. Gynecol Obstet Invest. 2014 Sep 16.

VERRUSIO W, ANDREOZZI P, MARIGLIANO B, et al. Exercise training and music therapy in elderly with depressive syndrome: Complement Ther Med. 2014 Aug;2(4):614-20.

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