Metafisica - da - Saude - resumo - volume - 4

Metafisica - da - Saude - resumo - volume - 4

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Resumo do livro «METAFÍSICA DA SAUDE» (Gasparetto & Valcapelli) - Vol. 4

A Metafísica compreende os aspectos estruturais e energéticos que coordenam as matérias orgânicas e inorgânicas. É um estudo especial sobre a essência do universo, sua formação e dos seres que nele habitam. Ela nos proporciona uma ótica ampla dos fatores tempo e espaço, bem como do senso do Bem e do Mal, categorias imutáveis e eternas, constituintes das causas primitivas do mundo físico.

O termo metafísica significa: meta = além e física = matéria. Portanto, tudo aquilo que estiver além do físico poderá ser considerado Metafísica. Ela compreende a esfera psíquica, emocional, energética, espiritual e sentimental. A metafísica parte do princípio de que é a alma que organiza a matéria e não o físico que cria a essência.

A Psicologia contribuiu para uma melhor compreensão da Metafísica, trazendo maiores esclarecimentos acerca da somatização das doenças. A Psicologia iniciou o estudo das interferências emocionais como causa de distúrbios físicos no indivíduo (psicossomática).

Na Califórnia, o estudo da Metafísica se encontra em estágio mais avançado que no

Brasil.

Sem nenhuma conotação religiosa ou doutrinária, as idéias metafísicas independem de qualquer opção de religiosidade. Entretanto, aqueles que as abraçam caracterizam-se, em especial, pelo cultivo de uma espiritualidade cada vez mais livre e mais independente.

A Metafísica atual apresenta duas características importantes: aqueles que se dedicam a estudá-la e a praticá-la profunda e verdadeiramente, somam a ela a contribuição dos seus próprios conhecimentos e experiências pessoais, conforme sua área de pesquisa e atuação; o outro fato importante que a caracteriza é a fácil assimilação popular. Em linguagem simples, ela toca o coração das pessoas e movimenta a sua inteligência, levando ao seu conhecimento essa "outra maneira de pensar e de sentir a vida", ou levando, em outras palavras, a proposta do desenvolvimento contínuo e gradual da consciência. Estimulando o nosso poder de discernimento e a nossa responsabilidade diante da vida, independentemente de "classes" sociais (culturais ou econômicas), possibilita a efetiva transformação individual e social que, sabemos, só pode ocorrer de dentro para fora de cada um de nós, em benefício do bem coletivo.

Nessa abordagem, os fundamentos metafísicos não estão distantes da sua realidade; ao contrário, é justamente no ambiente que se manifestam as causas metafísicas dos distúrbios do corpo. A raiz dos problemas físicos está na atitude interior, frente às situações do cotidiano. A postura da pessoa é determinante para preservação da saude, e os conflitos interiores desencadeiam as doenças que afetam o organismo.

O órgão afetado e o tipo de alteração que ele apresenta revelam como as pessoas se encontram numa determinada área da vida e, metafisicamente, correlacionam-se com aquela parte do corpo. Observando e interpretando os comportamentos das pessoas, pode-se ter uma noção da sua vulnerabilidade à determinada doença ou o fortalecimento de um determinado órgão.

O corpo é uma espécie de sensor que acusa o modo como o indivíduo lida com os acontecimentos. Cada parte do organismo reflete uma emoção. Portanto, as alterações metabólicas tem origem no desequilíbrio emocional. Todos enfrentam obstáculos, porém cada um reage de um determinado jeito. Dependendo do modo como se enfrentam as adversidades, produz-se um determinado estado emocional. Dependendo dessa condição interior, mantém-se a saude ou são provocadas as doenças.

Os próprios eventos exteriores, por si sós, refletem aquilo que é cultivado interiormente. As atitudes mantidas ao longo da vida atraem as situações compatíveis ao modelo interior, consequentemente essas ocorrências provocam os abalos, intensificando os sentimentos nocivos e ocasionando prejuizos à saude.

O trabalho de observação do ambiente de trabalho e do estilo de vida que a pessoa mantém no lar, serve de visor do mundo interno. Ao mesmo tempo em que são identificados os tipos de reações frente a certos acontecimentos, torna-se possivel conhecer as crenças geradoras dos conflitos existenciais.

A aquisição da consciência metafísica das causas das disfunções do organismo proporciona um importante recurso para a reorganização do mundo interno, que se reflete não somente no corpo, para resgatar a saude, mas também opera transformações no ambiente exterior. Pode-se dizer que os mesmos conflitos emocionais que causaram a doença, também geraram os acontecimentos, que agravaram os sentimentos nocivos.

As pessoas vivem nesse ciclo vicioso e não se dão conta de que elas próprias conspiram a favor dos seus insucessos, e, por sua vez, frustram-se. Para conquistar a saude e melhorar a qualidade de vida, faz-se necessário promover significativas mudanças, começando dentro, para depois proceder no meio.

O primeiro passo é reformular as crenças. Em seguida, mudar a visão de mundo, interpretando os fenômenos exteriores de maneira mais complacente e menos conflituosa. Por fim, adotar novas atitudes, relacionar-se melhor consigo mesmo e com os outros, respeitar seus limites e cuidar do corpo. Assim sendo, a métafísica da saude representa um importante recurso de autoajuda.

Nosso trabalho de pesquisas consiste: 1– No estudo da fisiologia e anatomia. 2– Na identificação dos aspectos psico-emocionais. 3– Na observação de pessoas doentes para a constatação dos padrões metafísicos das doenças.

A primeira medida é conhecer o funcionamento do órgão estudado e as características dos principais distúrbios que o afetam.

As características funcionais do órgão, ou seja, as funções que ele desempenha no organismo, são pontos de partida para que possamos desvendar as relações metafísicas com os potenciais inerentes ao ser.

Pode-se dizer que a anatomia e a fisiologia representam, para nós, estudiosos da metafísica, espécies de fontes de inspiração para que possamos alcançar as qualidades latentes do ser. Essa, por sua vez, regem o funcionamento dos órgãos. Exemplo a maneira como o estômago processa os alimentos equivale ao jeito que a pessoa lida com os acontecimentos.

As condições fisiológicas das principais doenças que afetam os órgãos são incontestáveis. O estudo metafísico das doenças considera a existência dos ingredientes patológicos num órgão adoecido. Afinal, ele só adoece quando algum agente nocivo o afeta. Por esse motivo, a busca da ciência pelas causas orgânicas é um procedimento eficiente no combate às doenças.

Um sentimento nocivo, por si só, não possui ingredientes somáticos suficientes para se manifestar; é preciso um agente físico para estabelecer a doença no corpo.

Os agentes físicos causadores das doenças precisam ser combatidos. Esse papel vem sendo desempenhado pela medicina. No entanto, as doenças parecem se multiplicar, tanto aumentam os números de casos, quanto surgem novas síndromes. Nas últimas décadas esse combate aos males físicos, atuando exclusivamente no corpo, tem alimentado as indústrias farmacêuticas e a medicina diagnóstica. Essas empresas se tornaram gigantescos pólos econômicos.

O uso de medicamentos tornou-se praticamente rotina na vida das pessoas. Muitos preferem tomar um remédio a refletirem sobre o que interiormente não está bem. Isso favorece a proliferação de substâncias que se propõem a sanar os males físicos. Inclusive o uso abusivo de substâncias, sem se darem conta dos efeitos colaterais desses medicamentos.

Apesar de os agentes físicos causadores das doenças estarem presentes, elas ocorrem num ambiente emocionalmente propício àquela manifestação. Melhor dizendo, num momento de turbulências existenciais, que provocam certos conflitos. Os sentimentos se desestabilizam, desorganizando os sistemas do corpo; isso causa a vulnerabilidade para a manifestação da doença.

Exempo: a gripe é causada fisicamente por vírus, no entanto ela se dá também pela baixa imunológica. Tanto o contágio do vírus, quanto a sua proliferação, acontece quando a pessoa se desorganiza interiormente, diante de situações conflituosas de sua existência. O mesmo ocorre com outras infecções. No entanto, cada um possui especificidade de sentimentos, que são metafisicamente estudados.

O segundo passo é explorar o universo psico-emocional para compreender o funcionamento psíquico, a manifestação dos pensamentos e o estado emocional da pessoa. Partimos do corpo para desvendar o ser que o habita. Procuramos identificar os potenciais latentes do ser, bem como os conflitos gerados pela repressão dos potenciais.

Obviamente, a própria doença abala emocionalmente a pessoa, por causa dos sintomas de dor ou desconforto físico que ela sofre. Mudar a rotina, ficar à mercê dos outros e dependente da ação dos medicamentos, provoca significativo abalo interior. Existem até reações emocionais decorrentes de certas variações orgânicas. Agitação, irritabilidade ou depressão são sintomas emocionais que fazem parte da descrição de algumas doenças, principalmente no que diz respeito aos distúrbios hormonais. A variação de humor é forte indício de alterações nas taxas de hormônios.

No entanto, a visão metafísica concebe o fato de que as variações de humor, bem como os conflitos emocionais precedem as doenças, e não são decorrentes delas. Uma pessoa adoece quando seu estado interior não está suficientemente bom para proporcionar ao organismo condições de reagir às interferências do agente nocivo, que atinge o seu corpo.

A sincronicidade entre o conflito psico-emocional com o desenvolvimento das doenças estende-se além do próprio corpo, no qual ocorre a evolução das doenças. A turbulência interior conspira a favor do contágio com os agentes causadores das doenças, como o vírus ou as bactérias. Eles são praticamente atraídos pela pessoa que possui padrões emocionais compatíveis. A vibração causada pelos conflitos equivale à mesma frequência desses agentes, atraindo-os para o corpo por meio do contato com substâncias infectadas ou a permanência num recinto repleto de agentes virais.

Quando esses agentes atingem o organismo, este se encontra frágil e com a imunidade baixa, por causa dos sentimentos turbulentos cultivados pela pessoa. Os conflitos emocionais bombardeiam o corpo, enfraquecendo principalmente os sistemas de defesas, possibilitando a instauração da doença.

Portanto, as condições do corpo, tais como saúde ou doença, são reflexos do universo interior. Baseados nisso, adotamos o organismo como ponto de partida para a investigação da metafísica da saúde.

Consideramos que tanto a saúde quanto as doenças são produzidas pelos padrões de comportamentos. O estudo da metafísica da saúde parte da exploração dos aspectos físicos e existenciais, para fazer uma espécie de mergulho no universo interior, investigando os mais caros sentimentos gerados diante das ocorrências exteriores. Melhor dizendo, como a pessoa responde àquilo que acontece, bem como os sentimentos que ela cultiva interiormente, são fatores determinantes para manter a sua saúde, como também provocar doenças no corpo. Resumindo, a maneira como a pessoa se constrói diante dos acontecimentos exteriores define o seu estado emocional e, consequentemente, físico.

O principal foco dos estudos metafísicos é a investigação desse universo interior, em busca do que a pessoa acredita e sente. As crenças geram os sentimentos, que figuram na esfera emocional. As emoções desencadeiam os pensamentos, que, por sua vez, promovem as atitudes, transformando-se em ações no mundo.

Resumidamente, pode-se dizer que uma pessoa saudavel é aquela que age com naturalidade, apresentando boa desenvoltura para lidar com os acontecimentos. E alguém doente é aquele que se queixa, indigna-se com facilidade e/ou lida com os acontecimentos de maneira conflituosa; principalmente com os problemas relacionados ao tipo de doença que o corpo apresenta.

Você vai deparar com relatos de atitudes e comportamentos, condizentes aos seus ou aos de alguém que você conhece. Mesmo não havendo a manifestação da doença, a condição apresentada equivale aos conflitos emocionais. Isso é comum acontecer, visto que o processo somático é a última instância de manifestação do padrão nocivo. Antes de afetar o corpo, ele causa transtorno no meio, interfere nas relações interpessoais, provocando alguns danos existenciais. Existem pessoas fisicamente saudáveis, porém difíceis de conviverem e que se comportam de maneira complicada. Elas apresentam posturas extremamente nocivas. Enquanto estiverem exteriorizando seus conflitos, provocam danos no meio, mas poupam o seu organismo desse bombardeio psíquico, evitando o adoecimento do corpo. As relações ficam doentias, enquanto o organismo permanece saudavel.

O passo seguinte da nossa pesquisa metafísica consiste em averiguar as analogias feitas durante as investigações do universo psico-emocional. Vamos a “campo” observar as atitudes das pessoas saudáveis e as condições internas dos doentes.

Fazemos um levantamento dos acontecimentos que surgiram na ocasião em que ocorreram os sintomas físicos, principalmente no que diz respeito à maneira como a pessoa se sentiu diante das ocorrências que precederam a manifestação da enfermidade.

Observamos alguns casos de pacientes que nos dão a segurança necessária para divulgar aquele tema, fazendo as interpretações metafísicas dos mais profundos sentimentos das pessoas afetadas com o mal.

Costumamos dizer que o doente é o maior testemunho da veracidade do nosso trabalho.

Visto que a descrição dos conflitos apresentados na causa metafísica daquela doença, condiz com o que ele vem sentindo ultimamente.

Em razão da revelação dos mais íntimos sentimentos e a descrição das profundas dificuldades existenciais que as pessoas apresentam, alguns enfermos resistem em admitir as dificuldades narradas neste livro como causa metafísica das doenças. Nesses casos eles podem identificá-las com alguém do seu convívio, pois geralmente os entes queridos conhecem o perfil emocional deles, que é equivalente às causas metafísicas que levam às doenças.

A interpretação metafísica da saude não é um procedimento de adivinhação, mas sim de estudos aprofundados e amplas pesquisas que realizamos, no intuito de identificarmos os fatores internos correlacionados às doenças.

A descrição dos padrões das doenças é possivel porque nos “tropeços” e nos sofrimentos somos iguais e nas qualidades, somos únicos. Podemos dizer que os conflitos nos igualam aos outros, enquanto as habilidades nos tornam singulares.

Portanto, os conflitos vivenciados por um doente são os mesmos pelos quais as outras pessoas, quando apresentam a mesma enfermidade no corpo. Estudando, alguns casos de pessoas afetadas com uma determinada doença, ficam evidentes as mesmas dificuldades existenciais. Os sentimentos nocivos são praticamente os mesmos. O que difere são as situações externas desencadeadoras daquele conflito emocional. Pode-se dizer que existe uma diversidade de acontecimentos que pode provocar as mesmas reações nocivas. Exemplo: uma dificuldade financeira, a perda de projeção social e até mesmo o fim de um realcionamento afetivo podem causar a baixa auto-estima ou a perda do autovalor. Diante das diferentes áreas da vida, as pessoas podem manifestar os mesmos sentimentos auto-depreciativos.

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