Diretrizes da Sociedade Brasileira de diabetes -2015-2016

Diretrizes da Sociedade Brasileira de diabetes -2015-2016

(Parte 1 de 13)

2015-2016 DIRETRIZES SBD | 2015-2016

Sumário

Parte 1 | Princípios Básicos, Avaliação e Diagnóstico do Diabetes Mellitus, 1

Epidemiologia e Prevenção, 3 Classificação Etiológica, 7 Métodos e Critérios para o Diagnóstico, 1 análise dos Marcadores de Resistência à Insulina na Clínica Diária, 13 avaliação do Controle Glicêmico, 19 Métodos para avaliação do Controle Glicêmico, 25 Monitoramento da Glicemia na Doença Renal Crônica, 3

Gerenciamento Eletrônico do Diabetes | Uso da Tecnologia para Melhor Controle Metabólico do Diabetes, 40

Diabetes Mellitus Tipo 2 no Jovem, 51 Síndrome Metabólica em Crianças e adolescentes, 58 alvos no Controle Clínico e Metabólico de Crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1, 62

Diabetes Mellitus Gestacional | Diagnóstico, Tratamento e acompanhamento Pós-Gestação, 69

Disglicemias na Gestação | Recomendações para Preparo e acompanhamento da Mulher com Diabetes durante a Gravidez, 74 avaliação da Função Endotelial e Marcadores laboratoriais de Estresse Oxidativo no Diabetes, 82

Transtornos alimentares | Diagnóstico e Conduta, 87

Princípios para Orientação Nutricional no Diabetes Mellitus, 91

Hemoglobina Glicada | Manifestações Clínicas, 1 Memória Metabólica e Epigenética, 118

Parte 2 | Complicações, Doenças Relacionadas e Decorrentes do Diabetes Mellitus, 123

Diagnóstico da Doença Coronariana Silenciosa, 125 Retinopatia Diabética, 129 Neuropatia Diabética, 133 Diagnóstico Precoce do Pé Diabético, 137 Doença Renal do Diabetes, 150 Crises Hiperglicêmicas agudas, 166 Diabetes e Substâncias antipsicóticas, 172

Doença arterial Obstrutiva Periférica | avaliação e Conduta, 177

Manifestações Reumatológicas, 184 Diabetes e Doença Periodontal, 190 HIV, Diabetes e lipodistrofia, 196 Depressão | Diagnóstico e Conduta, 201

Diabetes e alterações Cognitivas | Mecanismos e Conduta, 207

Diabetes Mellitus Pós-Transplante, 211 Infecções no Paciente com Diabetes, 214

Parte 3 | Tratamento do Diabetes Mellitus e suas Complicações, 221

Educação em Diabetes, 223

Como Prescrever o Exercício no Tratamento do Diabetes Mellitus, 230

Medicamentos no Tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 | Como Selecioná-los de acordo com as Características Clínicas dos Pacientes, 236

Uso da Insulina no Tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1, 243

XII Diretrizes SBD | 2015-2016

Uso da Insulina no Tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2, 250

Práticas Seguras para o Preparo e aplicação de Insulina, 256

Indicações e Uso da Bomba de Infusão de Insulina, 267

Tratamento Combinado | Fármacos Orais e Insulina no Diabetes Mellitus Tipo 2, 272

Uso de antiagregantes Plaquetários, 279

Tratamento de Crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1, 284

Tratamento de Pacientes Idosos, 294 Tratamento da Hipertensão arterial, 301

Tratamento de Dislipidemia associada ao Diabetes Mellitus, 307

Prevenção Primária e Secundária da Doença Macrovascular, 314

Tratamento com Insulina em Pacientes Internados, 317

Preparo Pré e Pós-Operatório do Paciente com Diabetes Mellitus, 320

Cirurgia Bariátrica, 324 Transplante de Pâncreas, 329 Transplante de Células-Tronco, 331 Indicação de Vacinas, 335

O GEN | Grupo Editorial Nacional, a maior plataforma editorial no segmento CTP (cientí fico, técnico e profissional), publica nas áreas de saúde, ciências exatas, jurídicas, sociais aplicadas, humanas e de concursos, além de prover serviços direcionados a educação, capacitação médica continuada e preparação para concursos. Conheça nosso catálogo, composto por mais de cinco mil obras e três mil e books, em w.grupogen.com.br.

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Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas.

Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o cresci mento contínuo e a rentabilidade do grupo.

Os autores deste livro e a AC FARMACÊUTICA lTDa. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelos autores até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br.

Os autores e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.

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Editoração eletrônica: adielson anselme

Ficha catalográfica

D635 Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016) / Adolfo Milech...[et. al.]; organização José Egidio Paulo de Oliveira, Sérgio

Vencio - São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2016. il.

ISBN 978-85-8114-307-1 1. Diabetes Mellitus. 2. Diabetes - Diagnóstico. 3. Diabetes - Tratamento. I. Milech, Adolfo. I. Oliveira, José Egidio Paulo de. II. Vencio, Sérgio.

15-25971 CDD: 616.462 CDU: 616.379-008.64

Presidente

Walter José Minicucci Endereço: Rua afonso Braz, 579 conjuntos 72/74 Vila Nova Conceição São Paulo – SP CEP 04511-011

Vice-Presidentes

Hermelinda Cordeiro Pedrosa luiz alberto andreotti Turatti Marcos Cauduro Troian Rosane Kupfer Ruy lyra da Silva Filho

Primeiro Secretário Domingos augusto Malerbi

Segundo Secretário luiz antonio de araujo

Tesoureiro antonio Carlos lerario

Segundo Tesoureiro Edson Perrotti dos Santos

Conselho fi scal antonio Carlos Pires Denise Reis Franco levimar Rocha araújo

Suplente Raimundo Sotero de Menezes Filho

SBD Sociedade Brasileira de Diabetes

José Egidio Paulo de Oliveira Sérgio Vencio

VI Diretrizes SBD | 2015-2016

Fabrício Junqueira de Melo Fernanda Castelo Branco Fernanda Mazza Fernando César Robles Gerson Canedo de Magalhães Gisele Rossi Goveia Graça Maria de Carvalho Camara Graziela Coelho amato Spadão Hermelinda Cordeiro Pedrosa Iracema Calderon de andrade Ivan dos Santos Ferraz Janice Sepulveda Reis João Felipe Mota João Roberto de Sá Jorge Eduardo da Silva Soares Pinto Jorge luiz Gross José Carlos da lima Júnior José Egidio Paulo de Oliveira José Petronio lourenço Dias Kariane aroeira Krinas Davison laércio Joel Franco leão Zagury leida Reny Borges Bressane lenita Zajdenverg letícia Campos levimar Rocha araújo lívia Ferreira da Costa luciana Bruno luciano Oliveira luis Eduardo P. Calliari luis Henrique Canani Marcelo Bertolucci Marcia Camargo de Oliveira Marcia Nery Márcia Puñales Márcio C. Mancini Marcio Krakauer Marcio Miname Marco andré Mezzasalma Marco antonio Brasil Marcos antônio Tambascia Marcos Ávila Marcos Tadashi Kakitani Toyoshima Maria Gabriela Secco Cavicglioli Maria Goretti Burgos Maria Isabel Favaro

Maria lucia Giannella Maria Regina Torloni Maria Tereza Zanella Marilia de Brito Gomes Mario Saad Maristela Bassi Strufald Marlene Merino alvarez Mauricio levy Neto Mauro Sancovski Mauro Scharf Melanie Rodacki Milton César Foss Mirela Jobim de azevedo Monica Gabbay Monica Oliveira Nanci Silva Nelson Rassi Paula M. Pascali Paula Maia Paulo Morales Raul Dias Santos Regina Célia Santiago Moisés Renan Montenegro Junior Renata Maria Noronha Renata Szundy Berardo Roberta arnoldi Cobas Roberto luiz Zagury Roseli Sinkvicio Monteiro de Barros Rezende Rosiane Mattar Rosita Gomes Fontes Ruy lyra da Silva Filho Sandra Pinho Silveiro Saulo Cavalcanti Sergio atala Dib Sérgio Vencio Sharon Nina admoni Silmara leite Silvana Emilia Speggiorin Silvia Ramos Sonia aurora alves Grossi Sonia de Castilho Sonia Fusaro Tarcila Beatriz Ferraz de Campos Valeria Diniz Duarte Piliakas Vieira Francisco Walter José Minicucci adolpho Milech adriana Perez angelucci airton Golbert alessandra Matheus alexandre José Faria Carrilho ana Claudia Ramalho ana Cristina Braccini de aguiar ana Maria Calabria Cardoso anelena Soccal Seyffarth anita Sachs anna Paula Camargo antonio Carlos lerario antonio Carlos Pires antonio R. Ferreira antonio Roberto Chacra augusto Pimazoni Netto Balduino Tschiedel Belmiro Gonçalves Pereira Bernardo léo Wajchenberg Brenno astiarraga Bruno Geloneze Camila Barcia Carlos antonio Negrato Carlos Eduardo Barra Couri Carlos Eduardo Virgini Magalhães Caroline Kaercher Kramer Celeste Elvira Viggiano Charles andré Cláudia lúcia Barros de Castro Claudia Mauricio Pieper Cláudio Gil S. araújo Cristiane Bauermann leitão Daniel Deluiz Daniel laguna Neto Daniela de almeida David Isaac Débora B. araujo de Pina Cabral Debora Bohnen Guimarães Deise Regina Baptista Denise Reis Franco Durval Damiani Edgard D’Ávila Niclewicz Eduarda de Oliveira Sá Eduardo Vera Tibiriçá Elaine Christine Dantas Moisés Elza Muscelli

Walter José Minicucci Presidente da SBD – Gestão 2015-2016 apresentação a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) lança anualmente as Diretrizes com o objetivo de acompanhar os novos conhecimentos científicos na área de Diabetologia e entregar à sociedade médica o que há de mais atual no tema. Esse ano não foi diferente; escrita por profissionais com grande experiência clínica e conhecimento acadêmico, sob coordenação editorial dos Drs. José Egidio Paulo de Oliveira e Sérgio Vencio, a obra está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para discutir temas relacionados ao diabetes, tanto no meio acadêmico como em hospitais e ambulatórios médicos, e conta com a difusão e o apoio da indústria, parceira nessa ação educativa. a cada ano, ao receber o reconhecimento de médicos e profissionais da saúde quanto à qualidade e à atualidade da informação disponibilizada nas Diretrizes, nós, da SBD, temos certeza de estarmos contribuindo com os objetivos da Sociedade de trazer aperfeiçoamento profissional e assistência médica no tratamento do diabetes no Brasil.

Em razão da dificuldade em conseguir referências bibliográficas, a Sociedade Brasileira de Diabetes irá considerar nos artigos o posicionamento referente ao grau de recomendação, não julgando necessário em todos o de nível de evidência científica por tipo de estudo.

Grau de recomendação

A. Estudos experimentais ou observacionais de melhor consistência. B. Estudos experimentais ou observacionais de menor consistência. C. Relatos de casos (estudos não controlados). D. Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.

Nível de evidência científi ca por tipo de estudo Oxford Centre for Evidence-Based Medicine (maio de 2001)/Projeto Diretrizes aMB-CFM

Grau de recomendação Nível de evidência

Tratamento/ prevenção-etiologia Prognóstico Diagnóstico

Diagnóstico preferencial/ prevalência de sintomas

Revisão sistemática (com homogeneidade) de ensaios clínicos controlados e randomizados

Revisão científi ca (com homogeneidade) de coortes desde o início da doença. Critério prognóstico validado em diversas populações

Revisão científi ca (com homogeneidade) de estudos diagnósticos nível 1. Critério diagnóstico de estudo nível 1B em diferentes centros clínicos

Revisão científi ca (com homogeneidade) de estudo de coorte (contemporânea ou prospectiva)

Ensaio clínico controlado e randomizado com intervalo de confi ança estreito

Coorte, desde o início da doença, com perda < 20%. Critério prognóstico validado em uma única população

Coorte validada, com bom padrão de referência. Critério diagnóstico testado em um único centro clínico

Estudo de coorte (contemporânea ou prospectiva) com poucas perdas

Resultados terapêuticos do tipo “tudo ou nada”

Série de casos do tipo “tudo ou nada”

Sensibilidade e especifi cidade próximas de 100%

Série de casos do tipo “tudo ou nada”

Grau de Recomendação e Força de Evidência

X Diretrizes SBD | 2015-2016

Grau de recomendação Nível de evidência

Tratamento/ prevenção-etiologia Prognóstico Diagnóstico

Diagnóstico preferencial/ prevalência de sintomas

Revisão sistemática (com homogeneidade) com estudos coorte

Revisão sistemática (com homogeneidade) de coortes históricas (retrospectivas) ou de segmentos de casos não tratados de grupo de controle de ensaio clínico randomizado

Revisão sistemática (com homogeneidade) de estudos de diagnósticos de nível > 2

Revisão sistemática (com homogeneidade) de estudos sobre diagnóstico diferencial de nível maior ou igual 2B

Estudo de coorte (incluindo ensaio clínico randomizado de menor qualidade)

Estudo de coorte histórica. Seguimento de pacientes não tratados de grupo de controle de ensaio clínico randomizado. Critério prognóstico derivado ou validado somente em amostras fragmentadas

Coorte exploratório com bom padrão de referência. Critério diagnóstico derivado ou validado em amostras fragmentadas ou banco de dados

Estudo de coorte histórica (coorte retrospectiva) ou com seguimento casos comprometidos (número grande de perdas)

Observação de resultados terapêuticos (outcomes research). Estudo ecológico

Observação de evoluções clínicas (outcomes research)

Estudo ecológico

Revisão sistemática (com homogeneidade) de estudos casos-controle

Revisão sistemática (com homogeneidade) de estudos diagnósticos de nível maior ou igual 3B

Revisão sistemática (com homogeneidade) de estudos de nível maior ou igual 3B

Estudo caso-controleSeleção não consecutiva de casos, padrão de referência aplicado de forma pouco consistente

Coorte com seleção não consecutiva de casos, ou população de estudo muito limitada

Relato de casos (incluindo coorte ou caso-controle de menor qualidade)

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