criação JACARE TECPAR

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Criação de jacaré em cativeiro

Ana Vitoria Dominguez Aveiro Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR

O Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT fornece soluções de informação tecnológica sob medida, relacionadas aos processos produtivos das Micro e Pequenas Empresas. Ele é estruturado em rede, sendo operacionalizado por centros de pesquisa, universidades, centros de educação profissional e tecnologias industriais, bem como associações que promovam a interface entre a oferta e a demanda tecnológica. O SBRT é apoiado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE e pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação – MCTI e de seus institutos: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT.

Criação de jacaré em cativeiro

Dossiê Técnico AVEIRO, Ana Vitoria Dominguez

Criação de jacaré em cativeiro Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR 26/1/2012

Resumo A atividade de criação de jacaré em cativeiro teve início como uma alternativa para os fazendeiros protegerem suas propriedades das invasões de caçadores de jacaré. Hoje é uma atividade industrial com uma grande preocupação com a preservação ambiental e responsabilidade social. O dossiê aborda tecnologias de produção e de beneficiamento dos produtos, visando garantir a viabilidade bio-econômica do agronegócio; segmentos da cadeia produtiva e a necessidade de um sistema rígido de controle e normalização do comércio; métodos de abate, processamento, armazenamento e transporte de pele e carne, cadeia produtiva da crocodilicultura, a coleta de ovos feita na natureza e a recria dos animais em confinamento sob supervisão e fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). A Portaria n. 126/1990 do Ibama deu o suporte legal a esse tipo de manejo, regulamentando a implantação de criadouros comerciais.

Assunto CRIAÇÃO DE JACARÉ Palavras-chave Animal silvestre; carne exótica; couro; criação; instalação para animal; jacaré; legislação; lei; manejo sanitário; nutrição animal; pele de animal; reprodução animal

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1 INTRODUÇÃO3
2 ESPÉCIES DE JACARÉS3
2.1 Jacaré-açú3
2.2 Jacaré Coroa4
2.3 Jacaré-do-pantanal5
2.4 Jacaretinga6
2.5 Caimão-de-cara-lisa7
2.6 Jacaré-do-papo-amarelo8
3 CRIAÇÃO DE JACARÉS EM CATIVEIRO9
3.1 Sistemas de criação9
3.2 Instalações9
3.3 Obtenção de matrizes10
3.4 Equipamentos indispensáveis1
3.5 Alimentação1
3.6 Reprodução12
3.7 Manejo dos jacarés13
4 CADEIA PRODUTIVA DO JACARÉ13
4.1 Couro de jacaré14
4.2 Carne de jacaré16
4.3 Outros subprodutos do jacaré17
5 LEGISLAÇÕES DO IBAMA19
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES20

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Conteúdo 1 INTRODUÇÃO

De acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Pantanal, Marcos Eduardo Coutinho, o Brasil, que antes era responsável pela produção de milhões de peles de jacaré, atualmente encontra-se à margem de um mercado avaliado em cerca de US$ 200 milhões anuais (COUTINHO, 2004).

Segundo o pesquisador, fatores como grandes extensões de áreas úmidas tropicais; vigor das populações de espécies de valor econômico reconhecido e o cenário sócio-econômico, que favorece os produtos ambientalmente inteligentes, podem contribuir para recolocar o Brasil em uma posição de destaque na produção mundial de crocodilianos (COUTINHO, 2004).

A criação de jacarés em cativeiro pode promover a conservação ambiental e redirecionar o uso de terras consideradas impróprias para a implantação de sistemas agrícolas tradicionais (COUTINHO, 2004).

O objetivo deste dossiê é abordar os aspectos da cadeia produtiva da crocodilicultura e as tecnologias de produção e de beneficiamento dos produtos, visando garantir a viabilidade bio-econômica do agronegócio.

2 ESPÉCIES DE JACARÉS

Segundo o site Criar e Plantar ([200-?]), os jacarés pertencem à classe Reptilia, ordem Crocodilia e família Crocodilidae. A família é dividida em três sub-famílias, oito gêneros e vinte e duas espécies. Cinco delas pertencem à sub-família Alligatorinae que se localiza no Brasil. A seguir, são apresentadas seis espécies com suas devidas características.

2.1 Jacaré-açú Gênero: Melanosuschus. Espécie: Niger. Nomes populares: Jacaré Arura; Jacaré-Açu; Lagarto Negro.

Distribuição: Amazônia; Guiana Francesa; Colômbia; Equador; Peru e Norte da Bolívia (MATTAR, [200-?]).

Características: apresenta coloração negra com faixas amarelas, tem grandes olhos e narinas que ficam semissubmerso (FIG. 1). Se alimenta de peixes, pássaros e caranguejos. É um dos maiores jacarés, podendo atingir 6 metros de comprimento e peso de 300 quilos. Se reproduz uma vez ao ano, sendo que a fêmea pode pôr até 50 ovos. Vive, em média, 80 anos podendo chegar a 100. Este tipo de jacaré está ameaçado de extinção. O seu couro é cobiçado e a sua carne é saborosa (FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ, [200-?]).

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Figura 1 – Jacaré-açú Fonte: (JACARÉ, 1997)

2.2 Jacaré Coroa Gênero: Paleosuchus. Espécie: Paleosuchus palpebrosus. Nomes populares: Jacaré-paguá; Cachirré; Cuviers Dwarf Caiman; Coroa; Musky Caiman.

Distribuição: América do Sul. No Brasil, ocorre ao longo dos rios Amazonas, Orinoco, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Paraguai e Paraná, e a área central do Pantanal (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200- ?]).

Os machos chegam a atingir 1,6 metros e as fêmeas 1,2 metros. A sua pele parece uma armadura ossificada envolvendo o dorso e o ventre (FIG. 2). Apresenta uma super proteção para seu corpo (já que leva desvantagem no tamanho). Existe desvalorização comercial de sua pele, o que diminui a sua captura por caçadores. Apresenta uma coroa de cristas protuberantes no final da cabeça, daí seu nome vulgar Jacaré-coroa. A coloração geral é marrom chocolate e a íris do seu olho é castanho escuro. Seus filhotes não apresentam coroa de cristas, a cabeça é lisa e de cor marrom claro. O corpo possui faixas escuras com um fundo amarelado e o ventre é esbranquiçado (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Figura 2 – Jacaré Coroa Fonte: (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?])

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O Jacaré Coroa habita em rios com vegetação nas margens, córregos e florestas alagadas em torno de grandes lagos. Nos períodos mais frios do ano se esconde em tocas. Durante à noite locomove-se percorrendo grandes distâncias (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Esse jacaré, quando jovem, alimenta-se de invertebrados (crustáceos) e, depois de adultos, de peixes, caranguejos, moluscos e camarões. Seus dentes, virados para trás, servem para capturar crustáceos (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Comercialmente, esta espécie não apresenta alto valor. Devido à ossidificação, sua pele não pode ser aproveitada (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

2.3 Jacaré-do-pantanal Gênero: Caiman. Espécie: Caiman Crocodilus Yacare.

Nomes populares: Jacaré do Pantanal; Yacare Caiman; Paraguayan Caiman; Red Caiman; Jacaré Piranha; Coscarudo; Yacare de Hocico; Angosto; Yacare Negro; Southern Spectacled Caiman; Caimán del Paraguay; Caimán Yacaré; Jacará de Lunetos (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Distribuição: Norte da Argentina; Centro Sul do Brasil; Sul da Bolívia e Paraguai. No Brasil, é encontrado na bacia do rio Paraguai e no Pantanal dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O Jacaré-do-pantanal chega a atingir 3 metros de comprimento e apresenta escamas (FIG. 3). Durante o período de seca, esconde-se em rios, riachos, lagoas artificiais ou permanece enterrado no barro para se proteger (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Figura 3 – Jacaré-do-pantanal Fonte: (ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TAIAMÃ, [200-?])

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A população de Jacaré-do-pantanal no Brasil é estimada entre cem mil a duzentos mil e durante as estações de seca é que se pode verificar a alta densidade populacional desses animais (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Se alimentam de peixes, capivaras, cobras, caranguejos, caramujos e insetos (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Esta espécie possui um couro de alta qualidade e pode ser criada em cativeiro e o seu comércio internacional é permitido. Atualmente, pode-se exportar produtos e sub-produtos para os Estados Unidos (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]; CRIAR E PLANTAR, [200-?]).

2.4 Jacaretinga Gênero: Caiman. Espécie: Caiman Crocodilus Crocodilos.

Nomes populares: Jacaré comum; Jacaré de Óculos, Tinga; Baba; Babilla; Babiche; Cachirré; Jacaré Branco; Jacaré do Brasil; Cascarudo; Jacaretinga; Lagarto; Lagarto Blanco; Yacaré Blanco (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Distribuição: Brasil; Colômbia; Costa Rica; Equador; El Salvador; Guiana; Guiana Francesa; Guatemala; Honduras; México; Nicarágua; Panamá; Peru; Suriname; Tobago; Trinidad e Venezuela. No Brasil, se distribui na região norte nas bacias do Amazonas e do Orinoco e, também, no Centro-oeste, nas bacias dos rios Araguaia e Tocantins (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

O Jacaretinga é pequeno, sendo que os machos chegam a atingir, no máximo, 2,5 m de comprimento e as fêmeas 1,4 m (FIG. 4). Quando jovens são amarelados com manchas e faixas escuras pelo corpo. Quando adultos ficam de coloração verde-oliva (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Figura 4 - Jacaretinga Fonte: (CROCODILE SPECIALIST GROUP, [200-?])

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Esta espécie é pouco estudada e, por isso, ainda não se sabe muito a seu respeito. É o mais comum dentre os crocodilianos brasileiros, sendo estimado mais de um milhão de animais, apesar de algumas populações terem sido reduzidas (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Quando jovens, se alimentam de insetos, crustáceos e moluscos. Os adultos comem peixes, anfíbios, répteis, aves aquáticas e pequenos mamíferos (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

2.5 Caimão-de-cara-lisa

Gênero: Paleosuchus. Espécie: Paleosuchus trigonatus.

Nomes populares: Caimão-de-cara-lisa; Jacaré-pedra; Caimã; Smooth-fronted Caiman; Schneiders Dwarf Caiman; Cochirre (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Distribuição: Bolívia; Brasil; Colômbia; Equador; Guiana Francesa; Guiana; Peru; Suriname e Venezuela. Esta espécie ocupa habitats diferenciados dos outros jacarés amazônicos, basicamente riachos rasos com áreas de floresta. Ocorrem nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco e rios da costa das Guianas (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Os machos atingem 2,3 m de comprimento e as fêmeas 1,5 m. As projeções laterais na fileira dupla de cristas pontudas da cauda são mais achatadas dorso-ventralmente do que em outros crocodilianos. A íris apresenta coloração marrom (FIG. 5) (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

Figura 5 – Caimão-de-cara-lisa Fonte: (CROCODILE SPECIALIST GROUP, [200-?])

O animal jovem se alimenta de invertebrados terrestres e quando adulto passa a comer mamíferos, serpentes e peixes, em menor quantidade (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

O Caimão-de-cara-lisa constrói ninhos em cupinzeiros, para que o calor dos cupins aqueça seus ovos. A fêmea deposita de 10 a 20 ovos e sua encubação pode durar até 115 dias. O jacaré adulto escava o ninho quando os ovos estão prestes a eclodir (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

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A pele desse jacaré é ossificada, pouco flexível e de pequeno tamanho, o que a torna de baixo valor comercial. Não é uma espécie muito caçada (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200-?]).

2.6 Jacaré-do-papo-amarelo Gênero: Caiman. Espécie: Latirostris. Nomes populares: Jacaré-do-papo-amarelo; Jacaré do Focinho Largo ou Ururau.

Distribuição: linha oceânica do nordeste até o sul da Argentina; Bolívia; Paraguai; Uruguai; região central do Brasil, nos rios São Francisco, Paraná, Doce e Paraguai (MATTAR, [200- ?]).

Esta espécie é classificada como de porte médio. Os machos podem chegar a 3 m de comprimento e as fêmeas não passam de 2 m. Têm o focinho largo e de coloração verdeoliva pálida (FIG. 6). Quando jovens, possuem manchas escuras na mandíbula e na cauda. Já nos animais velhos, a coloração se torna escura e o ventre fica amarelo esbranquiçado (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS, [200- ?]).

Figura 6 – Jacaré-do-papo-amarelo Fonte: (JARET apud MOLINA; PAOLA, [200-?])

O Jacaré-do-papo-amarelo pode ser criado em cativeiro, porém a criação só é permitida para fins científicos por ser uma espécie ameaçada de extinção. Somente a segunda geração nascida em cativeiro pode ser comercializada (CRIAR E PLANTAR, [200-?]).

Se reproduz entre os meses de janeiro e março, coincidindo com o período de enchente dos rios. A fêmea põe entre 30 a 60 ovos por ninhada. São animais que chegam a viver 50 anos, no entanto, estão na lista de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A diminuição da população se deve à destruição do seu habitat e à poluição dos rios (FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ, [200-?]).

A pele é bastante valorizada devido à pequena presença de osteodermos e ao padrão de suas escamas. Os produtos manufaturados com a sua pele podem ser de alta qualidade (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIO, [200- ?]).

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Ele se alimenta de insetos, crustáceos, moluscos e alguns vertebrados. Por apresentar o focinho menor e mais compacto que outros crocodilianos, o Jacaré-do-papo-amarelo tem dificuldade em capturar peixes vivos, razão para que estes não façam parte de sua alimentação. Costuma escavar o leito de corpos de água em busca de gastrópodes para sua alimentação (CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE RÉPTEIS E ANFÍBIO, [200-?]).

3 CRIAÇÃO DE JACARÉS EM CATIVEIRO

A implantação de um criadouro de jacarés em cativeiro necessita da presença de um profissional de formação superior em áreas como zootecnia, biologia, veterinária ou agronomia, para servir como responsável técnico pelo empreendimento perante o IBAMA. A obtenção do registro no órgão de fiscalização requer a prestação de informações detalhadas a respeito do tipo de criadouro a ser instalado, espécie a ser criada, quantidade de animais e uma estimativa de produção (MATTAR, [200-?]).

O registro é válido por dois anos e o criadouro deve encaminhar, uma vez ao ano, um relatório ao IBAMA, que servirá de base para a fiscalização por parte do órgão (MATTAR, [200-?]).

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