Resumo Crítico -Desigualdade Social: a criminalização da pobreza no Brasil.

Resumo Crítico -Desigualdade Social: a criminalização da pobreza no Brasil.

Resumo Crítico – Palestra: Desigualdade Social: a criminalização da pobreza no Brasil. Por Rosalina de Santa Cruz Leite. 17/05/2013.

A meu ver, a palestra da professora doutora Rosalina de Santa Cruz é bastante objetiva e muito bem apontada. Ela soube vislumbrar com olhares que muitos poucos observam. Após apresentada, Rosalina inicia sua fala expondo a um vídeo intitulado “Onde está meu filho?”, dedicado à Márcia Santa Cruz, sua mãe, e de um desaparecido político na época da ditadura militar, seu irmão. Algumas informações destes ocorridos são de grande valia observar, conforme ressaltado por Rosalina:

O arcabouço da ditadura ainda continua através dos pobres que continuam sendo presos, torturados.

Nenhum ser humano nasce violento. Ele se torna violento. Há de olhar e ver por que isso acontece.

Como podem um jovem matar por um celular. Por que tanto consumismo ?

Definitivamente os fatores ambientais influenciam fortemente na formação do indivíduo.

Por que um ser humano cata lixo, come e vive do lixo do outro?

Os brasileiros estão comendo o que? Exporta-se tanta laranja e não tem laranja para as crianças brasileiras que aos onze anos perdem os dentes por falta de vitaminas.

No Brasil há extrema desigualdade social. Somos o 7° no ranking do mundo em desigualdade e 7° no ranking da economia. Isso é uma grande Incoerência.

Não é a pobreza que leva a violência e sim a desigualdade. A desigualdade que gera a violência.

A repressão policial não contém as mentes.

O consumo é essencial para o desenvolvimento social. No entanto, isso precisa ocorrer de forma consciente. E é papel do governo manter essa lógica capitalista.

O que diferencia o ser humano dos demais animais é o trabalho. (Socialmente falando, é claro.) Só o ser humano é capaz de pegar minério do chão e fazer um computador.

Alfabetismo não deve ser medido por anos na escola, e sim pela qualidade do ensino. Os Índices e indicadores sociais vevelam apenas informações superficiais e coletivas, mas não representa a realidade, pois, muitas vezes os indicadores expressam números que são diferentes da realidade da maioria.

A repressão é a primeira ação contra a pobreza, criminalizando-a.

Há uma cultura geral de desumanização do ser humano que está pobre. Pobre não pode namorar, ter marido, ter lazer.

É claro que a PM persegue os pobres. É lá que tem facções e que necessita de repressões. Mas, antes de punir, é necessário educar.

A ideologia é mais forte que qualquer coisa. Mais forte que repressão, punição, etc. E por isso a repressão não é eficiente.

Os estatutos brasileiros são extremamente punitivos. Há uma cultura de punição, enquanto deveria haver uma cultura de educação.

A pobreza não é só não ter renda. É também ter renda precariamente.

O Comunismo é uma utopia. Nunca se realizou em lugar nenhum no mundo. Mas, devemos buscar os objetivos de igualdade, ainda que nos pareça distante.

É inadmissível um jovem ser preso e quando sai de prisão nem mesmo aprendeu a ler. Além de ter sua liberdade cerceada, ter seu direito lesado pelo estado, tiraram dele a oportunidade de educação, educação esta que é dever do próprio estado que a tirou.

A liberdade assistida deve prevalecer à prisão. O ser humano apenas deve ter a liberdade cerceada uma vez que é detectada a probabilidade de violência real, e não porque apropriou-se indevidamente de algum bem, um toca-fita, um celular.

Quem rouba? Quem tem o que perder, não rouba. Quem não tem o que perder, é motivado. Quem tem uma cama, uma família, um trabalho, humaniza-se, e passa a cuidar, passa a ter medo de perder. Quem não tem o que perder, arrisca-se tudo por qualquer coisa.

Necessário que haja acesso à educação de QUALIDADE.

Antes de pensar em punir, é necessário pensar em oferecer oportunidades.

Acima, destacamos os principais tópicos citados pela professora doutora Rosalina de Santa Cruz, acreditando ser tais pontos de altíssima consideração, não havendo como omitir. Assim, resumidamente, percebemos que as desejadas e necessárias transformações se dão com políticas sociais e não com punições. Sejam punições por parte da sociedade ou por parte do Estado de direito.

Sendo o principal ponto da palestra, onde reiteradas vezes denota-se a repressão, resta-nos concluir que se continuarmos a reprimir, vamos produzir mais seres humanos capazes de matar por um celular. Desta forma, cabe-nos olhar seriamente para a educação, frisando que educação é muito mais que tempo em escolas. É educação com padrão de qualidade.

Halan Crystian.

RA: 1540322

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