DIFICULDADES NO ENSINO APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS (5º ANO) DA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR MANUEL VALENTE DO COUTO, ÓBIDOS-PA

DIFICULDADES NO ENSINO APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS (5º ANO) DA ESCOLA...

(Parte 1 de 2)

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI-UNIASSELVI

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

UNIASSELVI-PÓS

MERIAN PEREIRA DE SOUZA

DIFICULDADES NO

ENSINO APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS (5º ANO) DA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR MANUEL VALENTE DO COUTO, ÓBIDOS-PA

Óbidos-Pará

2015

MERIAN PEREIRA DE SOUZA

DIFICULDADES NO ENSINO APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS (5º ANO) DA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR MANUEL VALENTE DO COUTO, ÓBIDOS-PA

Relatório de Estágio apresentado ao Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI, como requisito avaliativo final para a Conclusão do Curso de Especialização em Psicopedagogia, sob a orientação do professor especialista Adlin Irlande Tavares do Amaral.

Óbidos-Pará

2015

1. INTRODUÇÃO

2. A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NAS INTITUIÇOES DE ENSINO

3.TEORIA DA APRENDIZAGEM E AS DIFICULDADES PARA APRENDER.

4 .DIFICULDADES NO ENSINO APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS (5º ANO) DA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR MANUEL VALENTE DO COUTO, ÓBIDOS-PA.

4.1 Desenvolvimento no Processo Metodológico.

4.2 Fundamentação Teórica Baseado em Reflexões sobre a Prática da Leitura e da Escrita em Sala de Aula.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

6. REFERÊNCIAS.

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta o Relatório de Estágio do Curso de Especialização em Psicopedagogia, abordando algumas dificuldades que permeiam o processo de ensino aprendizagem da leitura e da escrita no 5º ano do Ensino fundamental, realizado nos meses de outubro a novembro de 2015 na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Professor Manuel Valente do Couto. Nele, faz-se uma breve contextualização histórica da escrita, envolvendo a leitura como parte desse processo.

No educandário onde foi realizado o referido estagio, encontra´se localizada á travessa Isaltino Jose barbosa ,Nº 574 no bairro de santa Terezinha em Obidos-PA, tendo como órgão mantenedora Prefeitura Municipal de Obidos –PMO e a Secretaria Municipal de Educação –SEMED.A escola conta com o apoio do Conselho Escolar , desde 1997, que tem poder deliberativo para decidir , deliberar , aprovar e elaborar, sendo consultivo , ou seja, opinar ,emtir parecer , discutir e participar. A escolacomporta 346 alunos , 28 funcionários (sendo 10 professores regentes , 04 auxiliares de secretaria , 04 vigias ,06 ASG’S, 01 gestora escolar , 01 secretára escolar , 01 coordenador escolar) .ressaltando que são 69 alunos na educação infantil e 277 no ensino fundamental.

A escola possui quadra desportiva, sala de leitura, laboratório de informática com 10 computadores que ainda não estão em uso por falta de bancada, internet e instalação elétrica adequada para que alunos e professores possam desenvolver seus projetos e pesquisas ; cozinha com fogões semi-industriais e professores habilitados a exercerem suas funções profissionais nas áreas de ensino. A escola, conta com atendimento psicopedagógico, assistência social, fonoaudiólogo e Atendimento Educacional Especializado (AEE), (fora da escola). A escola foi inaugurada no dia 16 de março de 1985, com o nome de Escola Municipal de 1º grau ‘’Professor Manuel Valente do Couto’, no perído de 1998 a 2001 a nomenclatura passou a ser Escola Municipal de Educaçaõ Infantil e Ensino Fundamental professor Manuel Valente do Couto’.

A proposta política pedagógica tem como objetivo geral, oferecer um ensino de qualidade pautado no compromisso com o trabalho que desenvolvem assegurando o respeito, a interação a solidariedade e a participação, e busca desenvolver como principal missão de tornar a escola como referencia de qualidade de ensino na comunidade em que esta inserida por meio do respeito e solidariedade mútua, pela valorização dada ao diálogo e a participação dos profissionais da escola, alunos e colaboradores.

No Projeto Político Pedagógico da Escola, está inserido que o processo avaliativo acontece de forma contínua e processual, dentro de uma concepção sócia construtivista que ocorre a partir de um diagnóstico da aprendizagem do aluno, na perspectiva de alcançar os objetivos propostos. Asssim evidencia-se que as atividades apresentadas durante o estágio de psicopedagogia, nas intervenções propostas terão resultados significativos em ajudar os alunos com dificuldades na leitura e na escrita.

Além disso, ao oportunizar a um estagiário de psicopedagogia a observação, análise e intervenção em campo, a instituição ajuda a formar profissionais capazes de aplicar na prática os conhecimentos teóricos e metodológicos adquiridos ao longo do curso, tornando-se habilitados a atuar de forma competente na sociedade..

Diante desse quadro, torna-se importante que as escolas estejam preparadas tantopara diagnosticar quanto para oferecer apoio e acompanhamento aos alunos com tais características. É um direito da criança com dificuldades de aprendizagem na área da leitura e da escrita receber todo o suporte necessário para que possa desenvolver sua capacidade de ler e escrever, possibilitando-lhe maior acesso a informação, as inovações tecnológicas e ao conhecimento de modo geral.

Foi a partir da percepção de que as dificuldades de aprendizagem na área da leitura e da escrita estão muito presentes no cotidiano escolar e configuram-se como fatores que contribuem para o aumento dos índices de evasão escolar e repetência, que se buscou desenvolver um trabalho de pesquisa, focalizado em um aluno de 16 anos de idade, que estuda pela 4ª vez consecutiva o 5º ano, e que no decorrer de sua vida estudantil, tem demonstrado dificuldades de aprendizagem na área da leitura e da escrita.

2. A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NAS INTITUIÇOES DE ENSINO

Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, espaço nas instituições de ensino.

O papel do psicopedagogo escolar é muito importante e pode e deve ser pensado a partir da instituição, a qual cumpre uma importante função social que é socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo, ou seja, através da aprendizagem, o sujeito é inserido, de forma mais organizada no mundo cultural e simbólico que incorpora a sociedade. Para tanto, prioridades devem ser estabelecidas, dentre elas: diagnóstico e busca da identidade da escola, definições de papéis na dinâmica relacional em busca de funções e identidades, diante do aprender, análise do conteúdo e reconstrução conceitual, além do papel da escola no diálogo com a família.

Na abordagem preventiva, o psicopedagogo pesquisa as condições para que se produza a aprendizagem do conteúdo escolar, identificando os obstáculos e os elementos facilitadores, sendo isso uma atitude de investigação e intervenção.

Trabalhando de forma preventiva, o psicopedagogo preocupa-se especialmente com a escola, que é pouco explorada e há muito que fazer, pois grande parte da aprendizagem ocorre dentro da instituição, na relação com o professor, com o conteúdo e com o grupo social escolar como um todo.

O trabalho psicopedagógico terá como objetivo principal trabalhar os elementos que envolvem a aprendizagem de maneira que os vínculos estabelecidos sejam sempre bons. A relação dialética entre sujeito e objeto deverá ser construída positivamente para que o processo ensino-aprendizagem seja de maneira saudável e prazerosa. O desenvolvimento de atividades que ampliem a aprendizagem faz-se importante, através dos jogos e da tecnologia que está ao alcance de todos. Com isso, há a busca da integração dos interesses, raciocínio e informações que fazem com que o aluno atue operativamente nos diferentes níveis de escolaridade. Por isso, a educação deve ser encarada como um processo de construção do conhecimento que ocorre como uma complementação, cujos lados constituem de professor e aluno e o conhecimento construído previamente.

3.TEORIA DA APRENDIZAGEM E AS DIFICULDADES PARA APRENDER

Dentre os distúrbios de aprendizagem, nota-se com maior frequência a intensidade a deficiência na aquisição e desenvolvimento da Leitura e escrita, encontrada em muitas escolas públicas e, também, privadas. Este perfil tem sido perceptível, sobretudo, com a realização das avaliações de aprendizagem em âmbito nacional, onde alunos têm demonstrado dificuldades. Segundo Guerra (2002, p. 79):

As dificuldades de aprendizagem podem ocorrer junto com outras síndromes clínicas (como transtorno de déficit de atenção ou transtorno de conduta) ou outros transtornos do desenvolvimento (como transtorno específico do desenvolvimento da função motora ou transtornos específicos do desenvolvimento da fala e linguagem)

Desta forma, identificada a causa, ou causas, se caracteriza o problema e passa-se a planejar a intervenção, atuando junto à escola, aos pais e à criança. O objetivo é criar condições favoráveis para o desenvolvimento das habilidades nas quais a criança apresenta baixo rendimento. Isto é feito por meio de um planejamento de ensino que torne o estudo interessante para o aluno e seja adequado ao seu modo como lidar com as dificuldades da criança e incentivar o seu aprendizado.

Segundo Libâneo (2008, p. 29):

O processo de ensino é uma atividade conjunta de professores e alunos, organizado sob a direção do professor, com a finalidade de prover as condições e meios pelos quais os alunos assimilam atividades conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções.

Muitas vezes, um aluno não tem bom desempenho escolar porque seus hábitos de estudo são inadequados. Neste caso, o analista do comportamento na escola (coordenador pedagógico, psicopedagogo) e o aluno podem juntos decidir estratégias de estudo. Este trabalho é realizado de forma diferente com cada tipo de estudante, enfatizando as características pessoais do aluno, suas necessidades imediatas e como ele se relaciona com seu ambiente social e emocional.

Ensinar quer dizer ajudar e apoiar os alunos a confrontar uma informação significativa e relevante no âmbito da relação que estabelecem com uma dada realidade, capacitando-o para reconstruir os significados atribuídos a essa realidade e a essa relação (ANTUNES 2008, p.30)

4 DIFICULDADES NO ENSINO APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS (5º ANO) DA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR MANUEL VALENTE DO COUTO, ÓBIDOS-PA.

4.1 Desenvolvimento no Processo Metodológico

A metodologia é algo extremamente importante e racional para atingir os objetivos propostos na melhor investigação com finalidade de encontrar a melhor maneira para executar o procedimento. O importante é que o investigador saiba usar os instrumentos adequados para encontrar respostas às questões que ele tenha levantado.

A realização da investigação foi mediada pela abordagem qualitativa, a qual fez-se necessário que seja aplicado o método dialético, através de aplicação de entrevistas e questionários aos professores (as), coordenador (a) pedagógico, pais e alunos que gentilmente se disponibilizaram a ceder seu precioso tempo de nossa entrevista semi-estruturada, questionário, que foram procedimentos utilizados para a coleta de dados.

A presente pesquisa foi desenvolvida na Escola Municipal “Professor Manuel Valente do Couto”, localizada no meio urbano do município de Óbidos. Vale ressaltar que as perguntas levaram principalmente em consideração no processo de ensino aprendizagem no que tange à leitura.

As entrevistas foram escritas para análise de conteúdo e não se considerou revelar o nome dos entrevistados, que serão identificados com nomes fictícios. Vale ressaltar que os questionários foram encarados a partir do tema em evidência “o processo de ensino aprendizagem nas séries iniciais (5º ano)”. Os dados coletados foram transcritos de forma fiel, mantendo-se integralmente o discurso dos entrevistados.

Questionado se tinha dificuldade na leitura e por que, o aluno Rodrigo, argumentou que, “Sim, tenho muita dificuldade de ler, devido a falta de concentração, principalmente porque a sala de aula é muito barulhenta, chegando a doer a minha cabeça”.

Tal justificativa remete ao argumento de Dronet (2002, p.152). acerca da “falta de um ambiente agradável bem arejado e bem iluminado, com mobiliado adequado e confortável dificulta a aprendizagem”.

Segundo Paulo, sua dificuldade se dá em virtude de, “Tenho medo de não acertar a palavra quando é muito comprida, gosto de ler só palavras pequenas”.

De acordo com Larissa: “Eu adoro ler, na escola, em casa, na catequese, gosto muito de ler livrinhos de história para vovó escutar”.

Victor ressaltou: “Tenho dificuldade, só em algumas palavras, quando a professora lê primeiro eu acerto”.

Bianca salientou: “Eu aprendi a ler no Jardim III, papai compra livros infantis, gibis, etc., não tenho dificuldade na leitura”.

É fato, que o acompanhamento dos pais, é contribuição indispensável, pois em ambiente familiar, onde a leitura é regra e os livros existem em abundância, o incentivo à formação de leitores passa a ser conseqüência.

Quando perguntamos aos pais, se gostavam de ler, seu João elucidou: “Sim, quando estou sem fazer nada a leitura sempre é uma boa maneira de se distrair, é um incentivo para as crianças”.

A senhora Nazaré complementou: “Eu sei ler, mas não tenho tempo, trabalho de sábado a sábado, quem me dera poder ajudar meus filhos nos estudos”.

Já o senhor Raimundo citou: “Gosto de ler, mas só chego em casa a noite, trabalho o dia todo”.

Acredito que a Escola sozinha não conseguirá dar conta de formar os leitores que tanto sonha, a não ser que conte com a contribuição sistemática dos membros da família, principalmente dos pais.

Concernente ao questionário, perguntamos à professora se gostava de ler, ela argumentou que: “Costumo ler muito, sei da importância de estar informada, pois adquirido a criticidade”.

O professor deve procurar incentivar os alunos à leitura, criar neles o desejo de ler, pois os alunos só possuem interesse pela leitura quando sabem por que e para que estão lendo. O bom professor é sempre bom leitor e incentivador da leitura. Para tal ele não se cansará de criar situações que estimulem os alunos a ler.

Sobre o mesmo questionamento feito a Coordenadora Pedagógica, se a mesma tinha o hábito da leitura, ela respondeu: “Eu gosto muito de ler. Somente fazendo leitura, posso desenvolver habilidades na comunicação oral e escrita”.

Aprender a ler requer paciência, entusiasmo, entretanto o processo é superado de forma gradativa através das cognições na aprendizagem.

No que se refere ao estímulo do livro didático para o hábito de ler, o discente Euler afirmou: “Os livros didáticos são muito ruim de ler porque os textos são muito grande”.

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