Sistema de custeio baseado em actividades (ABC)

Sistema de custeio baseado em actividades (ABC)

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ÍNDICE

ÍNDICE 1

1.INTRODUÇÃO 2

2. OBJECTIVOS: GERAIS E ESPECÍFICOS 2

2.1. Objectivo Geral 2

2.1.2. Objectivos específicos: 2

2.1.3. METODOLOGIA 3

CAPITULO I 3

4.Conceitos Básicos 4

Actividades 5

Actividade 2 5

Tarefas 5

6.O Sistema Baseado em Actividades (ABC) na década de 80 7

10.1.Dificuldades na Implementação do Sistema ABC 14

11.1.O planeamento do Processo de Concepção e Implementação 16

CAPÍTULO II 20

2.Resolução 22

3.PROPOSTA DE EXERCICIO 24

4.DISPOSIÇÕES FINAIS 27

5.Bibliografia 28

  1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho, tem em vista abordar um trabalho capaz de desencadear uma nova dinâmica e visão na nossa aprendizagem.

Nas primeiras pesquisas sobre o sistema de custeio baseado em actividades (ABC) que exige sempre informação sobre os custos e será tanto melhor quanto mais precisa for a informação de suporte.

Avançando com esta concepção, pretendemos abordar de forma profunda e clara podendo a alcançar o objectivo pretendido, dando noção no que diz respeita o seu desenrolar e posteriormente o seu desfecho.

2. OBJECTIVOS: GERAIS E ESPECÍFICOS

2.1. Objectivo Geral

Este trabalho tem como objectivo geral, analisar, procura e identificar de forma clara, por meio de rastreamento, o agente causador do custo para lhe imputar o valor. A idéia básica é imputar primeiramente os custos às atividades e posteriormente imputar custos das atividades aos produtos.

2.1.2. Objectivos específicos:

  • Demostrar a relevância da efectivação do sistema de custeio baseado em actividades

  • Identificar os processos e as actividades existentes nos sectores produtivos, auxiliares ou administrativos de uma organização, seja qual for sua finalidade (industrial, prestadora de serviços, instituição financeira, entidades sem fins lucrativos etc.);

2.1.3. METODOLOGIA

O presente trabalho usa o método descritivo, que consiste na descrição e análise do conteúdo em causa, também usamos o método bibliográfico baseado na busca das referências bibliográfica e sites da internet para o desenvolvimento e enriquecimento do trabalho

CAPITULO I

  1. O Sistema de Custeio Baseado em Actividades (ABC)

A tomada de decisão nas empresas exigiu sempre informação sobre os custos e será tanto melhor quanto mais precisa for a informação de suporte. No início da década de 80 surgiram dúvidas sobre a capacidade dos sistemas de informação internos utilizados pelas empresas de cumprir os objectivos pelos quais foram criados. O recurso generalizado a indutores de custos baseados no volume resultava numa subsidiarização das grandes encomendas para as de menores dimensões, a nível do cálculo do custo de cada uma delas. Desta forma, os sistemas de custeio distorciam sistematicamente os custos dos produtos.

    1. O que é Custeio Baseado em Actividades (ABC)?

O Sistema de Custeio Baseado em Atividades (ABC – Activity Based Costing) procura, igualmente, amenizar as distorções provocadas pelo uso dos rateios, necessários aos sistemas tratados anteriormente.

Martins (2003, p. 87) informa que o Custeio Baseado em Atividades “é uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos”. 1

Este sistema tem como fundamento básico a busca do princípio da causação, ou seja, procura identificar de forma clara, por meio de rastreamento, o agente causador do custo para lhe imputar o valor. A idéia básica é imputar primeiramente os custos às atividades e posteriormente imputar custos das atividades aos produtos.

Sendo assim, primeiramente faz-se o rastreamento dos custos que cada actividade causou, atribuindo-lhes estes custos, e posteriormente verificam-se como os portadores finais de custos consumiram serviços das actividades, atribuindo-lhes os custos definidos. Conceiptualmente, ABC é uma técnica de controlo e alocação de custos que permite:

  • Identificar os processos e as actividades existentes nos sectores produtivos, auxiliares ou administrativos de uma organização, seja qual for sua finalidade (industrial, prestadora de serviços, instituição financeira, entidades sem fins lucrativos etc.);2

  • Identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nesses processos e actividades;

  • Atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos condutores (ou geradores) de custos.

  1. Conceitos Básicos

No custeio ABC são desenvolvidos e aplicados seguintes os conceitos:

Processo: cadeia de actividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço.

Exemplos:

    • Processo de produção de sorvetes;

    • Processo de produção de pizzas.

Função: conjunto de actividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo:

Processo de montagem de bicicletas

Função

Montagem

Função

Pintura

Função

Acabamento

Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. Exemplo:

Processo de montagem de bicicletas

Função

Montagem de componentes

Função

Pintura de componentes

Função

Montagem da bicicleta

Actividades

Montagem de rodas

Montagem de quadros

Montagem de guidão.

Actividades

Preparação da superfície

Aplicação de fundos

Pintura na cor principal.

Actividades

Acoplamento das rodas

Acoplamento do guião

Montagem do banco e acessórios.

Tarefa: conjunto de operações ou elementos de trabalho que definem como uma actividade deve ser realizada. É um detalhamento da atividade.Exemplo:

Processo de montagem de bicicletas

 

Função

Montagem de componentes

Actividade 1

Montagem de rodas

Actividade 2

Montagem de quadros

Actividade 3

Montagem de guidão

Tarefas

Montagem de pneus

Montagem de catracas

Montagem de freios

Tarefas

Montagem do eixo do pedal

Montagem da catraca

Montagem da pedivela

Tarefas

Montagem dos freios

Montagem dos manetes

Montagem do câmbio

Operações: São as acções ou menores unidades de medidas de uma rotina operacional. São executadas pela acção humana, de máquinas e equipamentos. Diferenciam-se das tarefas e actividades por permitirem sua visualização.3

Condutor de Custos: forma como as actividades consomem recursos. Serve para custear as actividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as actividades desenvolvidas. Exemplo: como a actividade “Montagem de quadros” consome recursos?

Condutor de actividades: forma como os produtos ou serviços consomem actividades. Serve para custear os produtos ou serviços.

Demonstra a relação entre a actividade e os produtos ou serviços. Exemplo: Como os produtos consomem a actividade “Montagem de quadros”?

No custeio por actividades somente são custeadas as actividades. As tarefas e operações servem como subsídio para melhor conhecimento das actividades e definição dos condutores de custos e de actividades.

O Custeio Baseado em Actividades ou ABC é um método que permite medir o custo e o desempenho das actividades e dos objectos de custo. Nesse sentido, baseia-se em três premissas básicas: os produtos requerem actividades, as actividades consomem recursos e os recursos custam dinheiro

Em termos conceptuais, estas três premissas podem ser sintetizadas num conceito que suporta a lógica do ABC: as diversas actividades consomem recursos e os produtos, Medir define com precisão o ABC. A contabilidade de custos foi definida como um conjunto de técnicas e metodologias que servem para identificar e apurar custos. O ABC servirá também para apurar custos. O tratamento dessa informação, nomeadamente ao nível da gestão, já fará parte de outro nível que não é o ABC propriamente dito.4

O ABC deve ser visto, portanto, neste âmbito da contabilidade de custos.

Este conceito é comum a todas as definições do ABC que se encontram na literatura.

Assume-se, portanto e indubitavelmente como o seu pilar conceptual. Produtos, linhas de produção, processos, clientes, canais, mercados, etc. (Innes e Mitchell, 1998).

Uma outra nota interessante é dada por Aiyathurai e Cooper (1991), que citando H. Thomas Johnson (1990a) referem que o ABC poderia ser denominado de ABPC (activity based product costing) mas que, ao ficar apenas como ABC, permitiu abrir-se para outros tipos de custeio que não é apenas do produto.

  1. As origens do Sistema Baseado em Actividades (ABC)

Apesar da referência incontornável que constitui a obra de Johnson e Kaplan, o ABC não foi criado por Cooper ou Kaplan como parece transparecer de alguns artigo. Outros trabalhos e outros autores devem ser identificados como os verdadeiros percursores das técnicas Baseadas nas Actividades. Contudo, as referências a sistemas ABC ou a sistemas que adoptem os princípios fundamentais do ABC podem ser encontrados noutras fontes.

Mévellec (1995) refere que o ABC como o conhecemos surgiu nos EUA, devendo estar relacionado com o Functional Cost Analysis, um conceito aplicado também nas empresas japonesas. Contudo, Mévellec (1995) também refere que os americanos podem ter-se limitado a reinventar, 60 anos depois ( Miller e Vollman, 1985).5

Nos anos 70 e início da década de 80 surge então o ABC propriamente dito, que pretendia assumir-se como uma metodologia para a imputação dos custos indirectos aos objectos de custo. Um dos primeiros exemplos do ABC surgiu no final da década de 70 e resultou do trabalho desenvolvido ao nível de um departamento na Scoville Corporation: a Schrader Bellows.

Na década de 80, convém salientar o papel do CAM-I no desenvolvimento do ABC. Em 1986, o CAM-I apresentou um modelo que reunia o que de mais inovador se fazia nas empresas americanas na altura e defendia o desenvolvimento de sistemas de informação que agregassem as diversas funções: financeira, de custos, de gestão e de suporte para a tomada de decisão. O sistema de informação deveria basear-se, segundo o CIMA-I, em quatro pontos fundamentais: melhoria contínua, caracterização da empresa como uma rede de actividades, benchmarking e interligação entre a informação sobre os custos e os objectivos de gestão. Dentre estes aspectos realça-se o segundo e o último que compreendiam o desenvolvimento de soluções baseadas nas actividades e o papel dos custos na gestão moderna.

  1. O Sistema Baseado em Actividades (ABC) na década de 80

Como já se fez referência, o estudo dos custos indirectos a sua relação com as actividades que lhes estão associadas já não é de agora. Todavia, o impulso decisivo terá sido dado no final da década de 80 pelos professores Kaplan e Cooper.

Importa ainda a realçar o trabalho de James Brinsom que escreveu com Berliner em 1988, o primeiro glossário sobre ABC promovido pelo CAM-I. Por outro lado, ao nível da concepção e implementação dos modelos ABC destaca-se o nome de Peter Turney e ao nível da publicação científica e desenvolvimento de estudos sobre a realidade do ABC nas empresas é importante referir John Innes.

Accounting, publicada por Johnson e Kaplan em 1987, outros trabalhos se assumiriam como extremamente relevantes ao longo da década de 80. Os diversos trabalhos publicados pelos principais autores foram estruturando o ABC em torno dos conceitos fundamentais que assentavam no princípio de múltiplos centros de custos e na utilização das actividades para calcular os custos dos produtos. O restante enquadramento foi sendo progressivamente dado por outros autores.

As actividades foram agrupadas por diferentes níveis, nível unitário, de lote, de suporte ao produto e de suporte às instalações, (Cooper, 1990b). As características associadas à crescente complexidade dos sistemas produtivos e ao papel dos sistemas de custeio (Jones,1991 e Srinidhi, 1992) também foram abordadas. Simultaneamente, ABC foi sendo desenvolvido no sentido de assumir como uma ferramenta útil ao nível dos processos de melhoria contínua.6

  1. A evolução do Sistema Baseado em Actividades (ABC):

O ABC desde a sua concepção enquanto sistema de custeio evoluiu e alterou-se.

Na primeira fase, na qual o termo activity based não era ainda propriamente utilizado, criou-se alguns sistemas mais sofisticados do que os tradicionais, provavelmente com mais indutores de custo.

A segunda fase decorreu durante a década de 80. Nesta, as características dos Sistemas Baseados nas Actividades tornaram-se mais explícitas e as diferenças destes em relação aos Sistemas Tradicionais tornaram-se mais evidentes. Contudo, o modelo ABC ainda não estava verdadeiramente estruturado.

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