tribunal de cristo

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o RIBUNA

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Todos os direitos reservados. Copyright © 2005 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.

Título do original em inglês: The Judgment Seat of Christ Naioth Sound and Publishing, Woodside, Califórnia, EUA Primeira edição em inglês: 1990

Tradução: Alan Ricardo Reis Araújo

Capa, projeto gráfico e editoração: Alexander D. R. da Silva Preparação dos originais: Kléber Cruz

Revisão: Alexandre Coelho

As citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário.

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Existe em primeiro lugar a literatura do conhecimento, e em segundo a literatura do poder. A função da primeira é ensinar. A função da segunda é — mover; a primeira é um timão, a segunda um remo ou uma vela.

de Quincy: Essays on the Poets: Pope

Ao laico batista do Sul, cuja vida e testemunho deram um contexto esta advertência — uma advertência que mudou minha vida!

Prefácio do Autor

Era uma úmida noite de primavera em Memphis, Tennessee. Eu havia caído no sono em meu pequeno apartamento, ainda vestido, muito exausto emocional e fisicamente para me trocar para dormir. De repente eu estava completamente acordado, meu coração palpitando ferozmente e minhas roupas coladas ao corpo pela transpiração! Meus olhos estavam completamente abertos — como num momento de pavor — e eu estava chorando!

Eu havia acabado de ter uma visão de Jesus Cristo para a qual não estava pronto. Não havia nenhum precedente em minha vida e estudo para poder entender o que via. Além do mais, as circunstâncias da visão haviam me derrubado pelo medo: fui deixado tremendo e amedrontado.

Eu sabia onde havia estado! Eu sabia o que havia visto, e não era resultado de cansaço ou fome. O local era o bema de Cristo, o Tribunal!

Por razões que explicarei adiante, eu havia passado quatro dias estudando cada passagem e ensinamento que consegui encontrar sobre aquele assunto, e eu conhecia bem a descrição do local. Mas estava completamente despreparado para o drama e o pavor daquele momento.

O Cristo que eu via tinha olhos flamejantes de fogo, e cabelo como lã refinada completamente branca. Ele não tinha nenhuma semelhança com o “gentil Jesus, dócil e afável” cuja imagem estava afixada no meu quarto de infancia. Porém ainda mais impressionante e extraordinária que sua aparição foi sua presença. Evocava medo! Era um lugar de terror!

O Tribunal de C risto

Fiquei deitado e acordado, minha mente percorrendo diversos corredores de lembranças, com medo de me mover ou perder o pensamento. Esta experiência produziu questões que exigiam respostas: Aquela imagem de Cristo era bíblica? Haveria algum dia um momento como este para os crentes verdadeiros — um tempo específico quando eles estariam diante do Senhor e passariam por tal momento, que só poderia ser descrito como “terror”?

Estas questões, meu amigo, são dignas de nossa pesquisa. Elas exigem respostas bíblicas, e são o foco da tese deste livro.

Rick C. Howard

Redwood City, Califórnia Setembro de 1990

> Prefácio *

Estava sentado num salão aberto do aeroporto Pago Pago na ilha de Samoa, esperando por um vôo. O clima estava quente e úmido, típico dos trópicos da Polinésia. Folheava uma lista de afazeres que estava na minha mala, e retirei o manuscrito do livro O Tribunal de Cristo, de Rick Howard. Enquanto meditava sobre o título, senti um nó na garganta e meu coração acelerou com uma empolgação que parecia superar o úmido calor tropical.

O Tribunal de Cristo: já ouvi Rick falar poderosamente deste assunto numerosas vezes. Marcou a ele, e marcou a mim. Se ele nunca tocar em outro assunto, sua vida terá sido bem utilizada na percepção e entendimento que ele trouxe a este tópico. Posso imaginar sua lápide um dia dizendo apropriadamente: “O mestre do Tribunal de Cristo”.

Conheço Rick há duas décadas. De fato, sou um membro honorário de sua congregação em Redwood City, Califórnia. Tenho sido privilegiado por colaborar com ele_em seminários e conferências pelo mundo. Existem poucos grandes mestres que se erguem como pilares entre o Corpo de Cristo internacionalmente. Eu conto Rick como um destes verdadeiramente grandes mestres, de acordo com Efésios 4. Ele instrui com diligência erudita, ilustrações vívidas e com humor nas horas certas.

Embora O Tribunal de Cristo seja um exemplo magistral da excelência do dom de ensino dado por Deus a Rick; embora eu o considere um amigo verdadeiro; embora eu o respeite e tenha recebido a Palavra do

O Tribunal de C risto

Senhor através dele para mim diretamente em mais de uma ocasião — estas não são as minhas razões para escrever este prefácio.

Minha verdadeira motivação para recomendar este livro é porque ele é para mim, aqui e agora. E pela missão que eu represento, a Jovens Com Uma Missão (JOCUM). Mas também acredito que seja a mensagem do coração de Deus para o Corpo de Cristo neste ponto da História para nosso beneficio, fortalecimento e preparação para encontrar nosso Mestre, assim como uma motivo para nosso serviço aqui na terra. E pelos líderes e leigos igualmente, em todos os lugares — nos bancos de igreja, nas ruas e no mercado.

Logo antes de ler o manuscrito deste livro eu havia experimentado um reavivamento profundo e pessoal no Espírito Santo. Ele me conclamou a amar mais ao Senhor Jesus. Esta mensagem sobre o trono de Cristo era do que minha alma precisava agora — não apenas para ser melhor preparada para encontrar meu Salvador, mas para ser motivada de maneira mais ampla e sólida para trabalhar para Ele. Enquanto folhear as páginas deste livro, assim como eu fiz, você encontrará seu coração agitado, seu espírito arrependido, e sua mente desafiada. Acredito que você será marcado, assim como eu fui, pelo Espírito de Deus.

Loren Cunningham

Fundador e Presidente Jovens Com Uma Missão (JOCUM)

Prefácio do A u to r9
Prefácio1
1. O Juízo não É um Exame Imprevisto17
2. Preparemos o C enário27
3. O Local e a Questão35
4. A V isão43
5. O que Está aos nossos Pés51
6. Qual E a Natureza das Obras?59
7. Recompensas no Tribunal67
8. A Necessidade de Ação81
9. Prestando o Exam e89
Apêndice A: Deus se Importa comigo93
Apêndice B: Minha Vida Afeta os Outros95

Sumario J> /

Apêndice C: Minha Vida E Importante para Deus... 97 stamos esperando que Deus, à maneira de seus julgamentos, visite esta terra: estamos esperando por Ele. Que pensamento! Sabemos destes julgamentos vindouros; sabemos que existem centenas de milhares de cristãos professos que vivem despreocupadamente, e que, se não mudarem, perecerão sob a mão de Deus. Ah, por que não haveremos de dar o máximo de nós para alertá-los, para implorar com e por eles, para que Deus tenha misericórdia deles? Se sentirmos nossa necessidade de audácia, necessidade de zelo, necessidade de poder, não haveremos de começar a esperar em Deus mais definitivamente e persistentemente como um Deus de juízo, pedindo a Ele que revele a si mesmo nos julgamentos que estão por vir sobre nossos próprios amigos, de forma a que venhamos a ser inspirados por um novo temor pelo Senhor e por eles, sendo constrangidos a falar e a orar como nunca? Verdadeiramente, esperar no Senhor não significa amor à boa vida. Seu objetivo ê deixar a Deus e sua santidade, Cristo e o amor que morreu no Calvário, o Espírito e o fogo que queima no céu e veio à terra, tomarem posse de nós, para alertar e despertar homens com a mensagem de que estamos esperando por Deus à maneira de seus julgamentos. O cristão, prove que você realmente crê no Deus de juízo! pO Juízo não É um Exame Imprevisto

[jSocè entra em pânico quando o encontra. Vem inesperada e imprevistamente, como um acidente que não ocorreu por pouco no trânsito, ou a aproximação de um ladrão hostil. Por outro lado, pode vir ao fim de um medo antecipado, como um tão temido comparecimento ante um tribunal, ou em uma preparação necessária para uma auditoria de negócios ou impostos.

O batimento cardíaco pode ser o mesmo em ambas as situações.

Você pode suar abundantemente em ambos os casos. Mas existe uma diferença óbvia: para um você estava preparado, e o outro vem como um choque total.

Nada em minhas viagens ao redor do mundo tem sido mais estranho do que a aterradora ausência de conhecimento e discussão entre cristãos em relação ao Tribunal de Cristo.

Liberdade não É Licença

De fato, parece que em geral um ensino claro sobre a responsabilidade cristã na vida e no trabalho está em falta em todos os lugares. A apatia cristã abunda, e o relaxamento na conduta cristã é promovido como se a graça de Deus, manifesta na salvação, incluísse uma licença geral para o pecado!

O Tribuna) de C risto

A liberdade, entretanto, não é uma licença, nem uma liberação judicial, através do Calvário, para que o crente não tenha uma vida santa e cristã.

Tem sido um costume meu, ao estar com um grupo de cristãos por um período de mais de um culto, fazer pelo menos uma pregação sobre o Tribunal de Cristo. Em todos os lugares onde fiz isto, descobri que o tópico era completamente desconhecido ou suspenso sobre um vago contexto teológico.

Precisamos perceber que grande privilégio é conhecer os caminhos de Deus. Os filhos de Deus precisam saber os diferentes métodos pelos quais o Pai lida com os seus. A Palavra declara:

O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos. Fez notórios os seus caminhos a Moisés e os seus feitos, aos filhos de Israel. Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade.

Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as

Jesus Cristo: Salvador e Senhor

Deus sempre governa para o bem e bênção finais de seus escolhidos.

Ele age pela honra e glória de seu bom nome. A Bíblia não oferece nenhum conflito entre Jesus Cristo como Salvador e Jesus Cristo como

Senhor.

Tampouco existe conflito entre a integridade de salvação do crente e a sua responsabilidade para com Deus. Nunca tente encontrar uma diferença entre o maravilhoso poder sustentador do Espírito e da graça de Deus e o julgamento do crente nas mãos de Cristo, onde receberemos culpa ou louvor, recompensa ou perda.

Alegre-se no Juízo

Falar sobre a justiça e os juízos de Deus é biblicamente uma ocasião para regozijo. Ouça o salmista:

Alegrem-se e exultem as nações (Sl 67.4).

O Juízo não É um Exame Imprevisto

Ou ainda: Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então, se regozijarão todas as árvores do bosque, ante a face do Senhor; porque vem, porque vem julgar a terra (Sl 96.12,13).

C. S. Lewis, o notável acadêmico inglês, escreveu em Reflexões sobre os Salmos: “Nós não precisamos portanto nos surpreender se os Salmos ou os Profetas estiverem cheios de desejo por juízo, e considerar a anunciação de que o ‘julgamento’ está por vir como uma boa nova”.

Especificamente, o Tribunal de Cristo não é uma “prova inesperada”. Profundos ensinamentos bíblicos concernentes ao juízo em geral são abundantes, assim como são intensamente específicos os avisos relacionados ao julgamento do bema para os crentes.

No entanto, é somente nossa fiel busca pela verdade que nos trará esta consciência. A Bíblia é explícita. O crente pode se preparar para o juízo, ou pode escolher continuar tranqüilamente ignorante dos procedimentos vindouros. Conheço ambas as atitudes.

Os dois Julgamentos Básicos

O padrão básico de Deus para a avaliação dos crentes é bem conhecido. Cada um receberá recompensa ou perda em maior ou menor grau no Tribunal de Cristo. O resultado para cada crente será graus de dois julgamentos básicos: recompensa ou perda de recompensa.

Estava sentado à minha mesa em meu escritório, no centro de

Memphis, Tennessee, tranqüilamente ignorante deste tema. Segundas- feiras eram dias especialmente cheios para um diretor de Departamento de Mocidade.

Havia anúncios de jornais que deveriam ser completados antes do prazo final, planos do Clube da Bíblia a ser preparados para diversas escolas naquela semana, e detalhes de última hora para nosso principal meio de informação e outros ministérios.

A Visita de um Batista

Estava trabalhando duro com estas coisas quanto recebi uma chamada telefônica do meu membro favorito do conselho, um entusiástico irmão batista que sempre mexia comigo com seu testemunho consistente e amor profundo e sincero por Jesus Cristo.

O Tribunal de C risto

Ed se deleitava em contar episódios humorísticos e até vulneráveis sobre sua peregrinação pessoal a Cristo, e havia sido um fiel amigo e suporte para o meu ministério.

Mais de uma vez eu havia assistido a este homem de negócios, de grande sucesso, verter lágrimas enquanto relatava suas experiências em partilhar Jesus Cristo com outros. Quando Ed falava, ou ouvia.

— Preciso ver você por alguns minutos esta manhã — ele disse um dia, de maneira empresarial.

— Impossível, Ed — eu respondi. — Estou extraordinariamente apressado esta manhã. Talvez pudéssemos nos encontrar no meio da semana. — Não, Rick, precisa ser agora. Vou aí e esperar por uma brecha na sua agenda. Eu ouvi um clique. A linha havia caído. Era algo urgente.

Então Ed veio e se sentou em meu escritório enquanto eu continuava com meu trabalho. Logo em seguida eu o ouvi perguntar suavemente:

— Rick, você já pensou bastante sobre o Tribunal de Cristo? Eu nem sequer ergui os olhos dos meus papéis. Repliquei com pouca originalidade:

— Ah, eu sei que haverá um algum dia, Ed... Houve silêncio absoluto. Quanto eu finalmente ergui os olhos em curiosidade, vi lágrimas rolando pela face de Ed! Senti-me envergonhado, surpreendido e exposto. — Ah, Ed, me perdoe! Obviamente você tem algo a partilhar comigo que é muito mais importante que este trabalho!

O Sermão de um Homem de Negócios

Pegando minha Bíblia, virei minha cadeira de forma a sentar de frente para meu amigo. — Pode começar, amigo. Acho que estou pronto.

Ed sorriu forçosamente para mim e começou. Aquele irmão batista do Sul, de baixa estatura, tomou quase três horas e me levou através das Escrituras discorrendo sobre o Tribunal de Cristo. O assunto havia recentemente causado grande impacto sobre ele e, demonstrando amor cristão, ele queria que eu fosse alertado.

O Juízo não É um Exame Imprevisto

Quando finalmente terminou, Ed colocou suas mãos sobre meu ombro, como sempre, e orou simples e fervorosamente. Então ficou de pé, me abraçou, e se foi.

Eu estava assombrado e perturbado! Peguei o telefone e disquei a extensão da secretária daquela organização cristã.

— Veria, preciso ir para casa. Por favor, arranje outros para assumir meus compromissos pelos próximos dias. — Você está doente? — ela perguntou, preocupada.

— Sim — respondi —, de certa forma, mas não posso falar sobre isso agora.

— Tudo bem — ela replicou em tom maternal. — Tomarei conta de tudo. Pode ir para casa.

Meu carro estava estacionado atrás do prédio. Corri aos tropeços para ele e comecei a dirigir os cerca de quinze quilômetros, de Poplar Boulevar ao meu pequeno apartamento na White Station.

Poderia Ser Verdade?

Estava chorando e orando ao mesmo tempo. Estava realmente perturbado! Por duas vezes parei o carro para recobrar a compostura. A sensação que me dominava era de estar completamente nu, exposto, e totalmente despreparado.

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