Deltasderios

Deltasderios

Introdução

Delta historiador grego Herodutus em 450 A.C. aplicou o termo para os depósitos aluviais na foz do rio Nilo.

Definição: Acumulações costeiras, subaquosas e subaéreas de sedimento derivados de rios adjacentes ou muito próximos a fonte, incluindo os depósitos que têm sido secundariamente moldados por ondas, correntes e marés.

englobam quase todas as formas de acumulações costeiras: – Canais distributários

–Barra de foz de rios

–Baias abertas e confinadas

–Planícies de maré

– Praias

–Cristas de praia

–Dunas e campos de dunas

– pântanos

Rio Burdekin – Austrália Rio Burdekin – Austrália

Rio Ganges - Brahmaputra Rio Ganges - Brahmaputra

Rio Mississipi Rio Mississipi

A variação de ambientes deltaicos é abrangente:

–Regiões de micromaré com inexpressiva ação de ondas; –Ambientes de macromaré;

–Ambientes tropicais úmidos onde a vegetação é abundante e os processos biológicos e químicos são de primeira importância;

–Ambientes árticos, onde a atividade biológica é secundária.

Independente dos contrastes ambientais, todos os deltas têm por definição um atributo em comum:

“Um rio fornece sedimentos clásticos para a costa e plataforma interna mais rapidamente do que estes possam ser removidos por processos marinhos”

Ocorrência e Distribuição

•Podem ocorrer sempre que uma corrente entra numa bacia receptora, que pode ser:

– Oceano – Golfo

–Mar continental

– Baia

– Estuário

– lago

Maiores deltas do mundo Maiores deltas do mundo

Pré-requisitos para ocorrência de deltas:

–Vasta bacia de drenagem Necessidade de uma grande área de coleta (catchement)

•A média da área das bacias dos maiores rios é um pouco inferior do que 106 Km2

•A bacia do Mississipi cobre 41% da área continental dos EUA (3.3x106 Km2)

–Sistema de rios que carregue quantidades substanciais de sedimentos clásticos

•A quantidade sedimento transportada depende da natureza da bacia de drenagem (clima, geologia, relevo e área são determinantes)

•Resistência litológica combinada com pedologia da bacia e vegetação determina a taxa pela qual os sedimentos podem ser erodidos

–Vale aluvial onde o tronco está confinado

Como regra geral,a proporção de Terrígenos relativamente a biogênica decresce offshore.

Bayankala Mountains –5267 m Divisor do Rio Amarelo e do Yang Tsze

4 maiores sistemas de drenagem

Segundo maior rio da China.

TERRENOS DE LOESS ERODIDOS Plateau - yuan

Liang-cordilheiras Mao- morro.

Plataforma de loess na sua região média na Mongólia interna

37 Kg de sedimento/ m3----12 bilhões de ton/ano (assoreamento de canais) 37 Kg de sedimento/ m3----12 bilhões de ton/ano (assoreamento de canais)

Região árida Região árida

•A junção de tributários necessita de: –Longos períodos de tempo

–Distâncias moderadamente longas

Por isso, deltas consideráveis normalmente não estão presentes: –Em costas que possuam um tectonismo intenso,

–Em costas que estejam nas proximidades de divisores de drenagem.

•A ocorrência dos maiores sistemas de rios também depende da tectônica global.

•De acordo com Inman e Nordstron (1971) dos 58 maiores rios (área de drenagem maior que 106 Km2):

–46,6% ocorrem ao longo de Amero-trailing–edge coasts

–34,5% ao longo de costas marinhas marginais (costas em frente a mares marginais protegidos por arcos de ilhas Ex.: Vietnã, Sul da China e Coréia)

–8,6% ao longo de Afro-trailing-edge coasts (baixo potencial de erosão Ex.: costa Atlântica da África e costa da Índia)

–1,7% ao longo de Neo-trailing-edge coasts (rifts como o Mar Vermelho e Golfo da Califórnia)

–Somente 8,6% entram no mar ao longo de costas de colisão onde a atividade tectônica é alta e divisores de drenagem estão caracteristicamente próximos ao mar.

Delta do Red river:Hanói, Vietnam. Delta do Red river:Hanói, Vietnam.

Características gerais dos deltas e ambientes deltaicos

• Componentes deltaicos:

–Delta subaéreo •Porção do plano deltaico acima da maré baixa

•Sofre uma escala maior de variação dos processos do que o delta subaquoso

•Mostra uma assembléia mais complexa de formas deposicionais e ambientes

•Em qualquer escala de tempo é normalmente muito menos espessa verticalmente que o delta subaquoso

–Delta subaquoso

–Pró-delta (parte mais distal marinha do delta subaquoso)

–As feições deposicionais da frente deltaica são variadas e dependem da dinâmica dos ambientes associados

O delta ativo um ou mais sistemas de foz de rios, nos quais a deposição do pró-delta e da frente deltaica estão acoplados, além de uma rede distributária, depósitos marginais e linha de praia deltaica.

–A foz do rio é o elemento fundamental porque é o ponto de disseminação dos sedimentos que contribuem para a progradação deltaica

•Lei de Gilbert (1884) “A capacidade e competência de uma corrente para transportar detritos é aumentada ou diminuída pelo aumento ou diminuição da velocidade”.

–Se o canal é estável ou confinado, pode progredir na porção marinha como um distributário simples digitado, ou pode se bifurcar e reunir novamente.

Bifurcação tende a ser mais comum quando:

Gradientes offshore são planos Carga sedimentar consiste numa alta porção de sedimentos grosseiros

•Bifurcação tende a ser mais comum quando: –Gradientes offshore são planos

–Carga sedimentar consiste numa alta porção de sedimentos grosseiros

•Progradação rápida dos distributários + rápida subsidência + baixa energia de ondas próxima a praia ocupação das áreas interdistributárias por baias rasas ou fechadas (Mississipi)

–Subsidência é lenta bacias podem se tornar preenchidas por pântanos ou mangues

•Em muitos deltas árticos, prevalecem lagos de água doce (Colville)

•Macromaré + clima árido planícies evaporíticas, interdistributários separando canais e riachos de maré (Shatt-al-Arab)

•Influência de maré + clima úmido riachos de maré, vegetação densa e planícies lamosas (Ganges- Brahmaputra)

•Alta energia periódica de ondas alternada com rápida progradação deltaica planos interdistributários de largo espaçamento, chenier-like beach ridges separados por largas planícies de maré ou superfície de pântanos (Burdekin)

•Energia de ondas persistente: –Planícies arenosas contínuas de cordões arenosos ou dunas

–Linha de praia é o limite do delta subaéreo

–Linhas de praias efêmeras e instáveis a respeito de sua posição

•Alta energia de ondas:

–Ondas poderosas sugam o delta que esta avançando –Redistribuem os sedimentos deltaicos

–Linha de praia tende a ser reta ou levemente arqueada e a tomar a forma de uma praia arenosa (Delta do São Francisco)

•Deltas progradantes com ação mínima de ondas: –Linha de praia crenulada ou altamente irregular (Mississipi)

–Pântanos ou planícies de lama

Rio Mississipi Progradação rápida, baixa energia de onda,alta subsidência= ocupação das areas interdistribuitários por baías abertas ou fechadas

Delta do Colville-Ártico •Interdistributários com lagos de água doce

Rio Ganges - Brahmaputra

Clima úmido,rede Intrincada de canais De maré,com planícies De maré altamente vegetadas

Dominado por maré Em clima húmido

Rio Shat al Arab - Iraque

Alta variação de maré em clima árido-evaporitos ou planícies sem vegetação entre Os distributários.

Rio Burdekin – Austrália

Energia de onda periódica,alternada com rápida progradação deltaica,produz Planícies interdistributárias com chenniers tipo beach ridges que são separadas Por planícies de maré ou pântanos.

Rio São Francisco

Energia de onda mais forte e persistente forma planícies arenosas com beach ridges Sucessivas (cordões) ou mesmo com dunas.

Processos de formação de deltas

•Padrões deposicionais e morfologia deltaica são produzidos pela interação de fatores dinâmicos como:

–Difusão na foz de rios

–Processos de desaceleração do fluxo

–Processos de transporte associado à maré

–Processos ondulatórios e suas modificações próximo a costa

– Correntes costeiras

–Fatores geológicos, climatológicos e biológicos

Processos de foz de rios

Um sistema de foz de rio consiste em: –Uma saída onde o rio abandona o canal confinado

–Depósito de barra associada à foz

•A geometria da foz e a topografia da barra (juntos) compõem uma unidade simples a qual influencia a dinâmica do efluente e é também influenciada por esta dinâmica (interação morfodinâmica)

•A natureza deste sistema morfodinâmico é determinada por: –Características do fluxo rio

–Contrastes de densidade entre os efluentes e o meio receptor

–Profundidade da lâmina d’água

–Declividade do fundo na porção marinha

–Amplitude da maré

– Ondas

A difusão dos efluentes e os padrões de dispersão dos sedimentos depende de três forças principais:

–Inércia da água do rio e a difusão turbulenta associada

–Fricção entre o efluente e o fundo (logo após a saída)

–Flutuabilidade (função dos contraste de densidade)

O significado relativo de cada um desses fatores depende: –Velocidade do fluxo

–Estratificação de densidade

–Geometria da saída

Os estudos relativos a processos de foz de rios vem da teoria dos tipos de fluxos associados a jatos costeiros (axiais turbulentos, planos turbulentos e flutuantes)

•Alta velocidade da água •Profundidades relativamente elevadas na foz dos rios

•Mínimos contrastes de densidade

As forças de inércia dominam e o efluente se espalha e difunde-se como jato turbulento

•Profundidade rasa A difusão turbulenta fica restrita a horizontal

•Fricção com o fundo desempenha o papel principal na desaceleração e expansão do efluente

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