Semiótica

Semiótica

O Que é Semiótica????? Lúcia Santaella

Do grego semeion que quer dizer signo ; Semiótica é a ciência dos signos

Signos da linguagem Século XX Linguagem verbais Estudos da Linguística

Linguagem não- ‐verbais Semiótica LÌNGUA:

Fazemos uso para falar, escrever; é língua nativa, materna ou pátria.

Além da língua materna, que falamos e escrevemos, utilizamo- ‐nos de vários elementos comunicacionais para passarmos mensagens: criamos, produzimos, transformamos e consumimos formas, volumes, massas, interação de forças, movimentos, cores, sons, instrumentos musicais, dança, gestos, cheiro, tato, olhar, sentir, apalpar: tudo são seres da linguagem e objetos de estudo da Semiótica

Para a SEMIOTICA, linguagem é uma gama intricada de formas sociais de comunicação de significação que inclui a linguagem verbal articulada, mas absorve também, inclusive, a linguagem dos surdos – mudos, o sistema codificado da moda, da culinária, etc.

Diferenciações:

SINAIS : qualquer estímulo emitido pelos objetos do mundo

SIGNOS ou LINGUAGENS: produtos da consciência

Neste sentido, considera- ‐se linguagem desde as linguagem binárias do computador, até a linguagem das flores, do vento, dos ruídos, dos sinais de energia vital emitidos pelo corpo; o sonho, o silêncio, etc.

SEMIÒTICA: investiga todas as linguagens possíveis – examina a constituição de todo e qualquer fenômeno como fenômeno d produção de significação e sentido.

Sem informação não há mensagem

Os estudos da Semiótica

URSS E EUA Europa Oriental

Para Ler o Mundo como Linguagem Para Ler o Mundo como Linguagem

A Semiótica tem por função classificar e descrever todos os tipos de signos logicamente possíveis. Deste modo, são três as tarefas em estudar semiótica:

1) CONTEMPLARabrir janelas do espírito ver o

que está diante dos olhos

2) DISTINGUIRdiscriminar diferenças no que se

observa

3) GENERALIZARencaixar o que se observa em

classes ou categorias abrangentes. Em 1867

Peirce definiu as categorias como: a) Qualidade b) Relaçao c) Representação

Algum tempo depois, o termo RELAÇÂO foi Substituído por REAÇÂO e o termo REPRESENTAÇÂO recebeu a denominação mais ampla de MEDIAÇÂO. Mas, para fins científicos Peirce preferiu fixar- ‐se na terminologia de PRIMEIRIDADE, SECUNDIDADE e TERCEIRIDADE, por serem palavras novas, livres de falsas associações e quaisquer termos já

existentes 

“Não perguntamos o que realmente existe , apenas o que aparece a cada um de nós em todos os momentos de nossa vida. Analiso a

três elementos . Denomino-os categorias.”C.S. Peirce

experiência, que é resultante de nossa vida passada, e nela encontro

São portanto:

Categorias lógicas aplicadas no campo das manifestações psicológicas

O mundo aparece e se traduz como linguagem, que a somatória das coisas vivas e vividas

Peirce entende a consciência como um lago sem fundo no qual as idéias estão em diferentes profundidades e em permanente mobilidade.

A razão é a camada mais superficial da consciência , a mais próxima da superfície e por isto podemos autocontrolá-la.

No entanto, há outros espaços dentro da consciência que sofrem influências interferências de fora do controle humano.

Na Semiótica Pierciana analisa-se os três modos como os fenômenos aparecem à consciência.

O que se busca é compreender quais os modos que a operação

“pensamento-signo” se processa na mente. A consciência é a interação de formas de pensamento e a semiótica analisa como estes pensamentos são formados.

Enfim: camadas interpenetráveis e simultâneas, porém, de qualidades distintas.

É a primeiro pressentimento do presente

Uma consciência imediata O imediato, o espontâneo

Consciência esgarçada

É a arena da existência cotidiana Consciência reagindo em relação ao mundo

FACTUALIDADE DO EXISTIR Ação de um sentimento sobre nós nossa reação específica a isto

Experiência em nós que o fluxo da vida nos impeliu a pensar Reação à realidade: RESPOSTAS SÍGNICAS AO MUNDO

Camada de inteligibilidade Pensamento em signos: como representamos e interpretamos o mundo

É um signo ou representação

Diante de qualquer fenômeno, ou seja, para s conhecer e compreender qualquer coisa, a consciência produz um signo (um pensamento como mediação irrecusável entre nós e os fenômenos). No nível da percepção interpretamos o que é percebido. Nesta medida, o simples ato de olhar já está carregado de interpretação, visto que é sempre resultado de uma elaboração cognitiva.

O homem só conhece o mundo porque de alguma forma o representa, e só interpreta essa representação numa outra representação. O significado de um pensamento ou signo é outro pensamento.

Para se tecer a malha dos signos

Peirce tentou configurar conceitos tão gerais que pudessem servir de alicerce a qualquer ciência aplicada.

O nível de abstração exigido para se compreender a noção de signo é alto, porém, uma vez acessado passa a funcionar em nós como um visor ou lente de aumento que nos propicia distinguir diferenciações de linguagens e multiplicidade de pontos, antes incompreendidos.

SIGNO: é a representação, em parte pelo menos, de um objeto. Para existir tal representação, a mente do “imaginador” foi afetada e produziu uma imagem interpretante do objeto. O signo é uma coisa que representa outra coisa. O signo não é objeto, apenas está no lugar do objeto.

Signo só pode rpresentar seu objeto para um intérprete Produz na mente deste intérprete um signo ou quase-signo

O significado de um signo é outro signo

Desenho de uma casa

Filme de uma casa

Maquete de uma casa Olhar para uma casa

A palavra casa

A planta baixa de uma casa

Interpretante: É O PROCESSO RLACIONAL CRIADO NA MNTE DO INTÉRPRETE.

MENTE 

Intérprete: AQUELE QUE FAZ A REPRESENTAÇÃO DO SIGNO EM SUA

Signo: É A REPRESENTAÇÃO DE ALGO.

Objeto imediato

Interpretante imediato

Fundamento

INTERPRETANTE DE SI Objeto dinâmico

Interpretante dinâmico: intérprete

SIGNO 

Classificação dos signos:

Para que serve? A leitura de todo e qualquer processo sígnico, desde a linguagem indeterminada das nuvens que passeiam no céu, ou as marcas multiformes cambiantes que as ondas do mar vão deixando na areia, até uma fórmula, a mais abstrata, de uma ciência exata.

A rede de classificações é sempre triádica ( de três em três) dos tipos possíveis de signos

Como classificar? 1- ‐a relação do signo consigo mesmo

2- ‐ a relação do signo com seu objeto dinâmico 3- ‐a relação do signo com seu interpretante

Signo em si mesmo 1º

Signo com seu objeto 2º

Signo com seu interpretante 3º

1º quali- ‐signo ícone rema

2º sin- ‐signo índice dicente 3º legi- ‐signo símbolo argumento p. 69...Enfim....

Sentir Reagir reconhecer

Primeiridade Secundidade

Terceiridade

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