Relatorio de Estagio Curricular Supervisionado em Física I

Relatorio de Estagio Curricular Supervisionado em Física I

Universidade Federal Do Acre - UFAC

Centro De Ciências Biológica Da Natureza - CCBN

Curso de Licenciatura Plena em Física

Estágio Curricular Supervisionado em Física I

Profo: Mario Luiz de Oliveira

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO I EM FISÍCA

Rio Branco – Acre

Outubro de 2013

Warlle de Almeida Esteves

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVIOSIONADO I EM FÍSICA

Trabalho entregue como requisito parcial para fins de avaliação da N1 e N2, na disciplina: Estágio Curricular Supervisionado I em Física, ministrado pelo Profo: Mario Luiz de Oliveira.

Rio Branco – Acre

Outubro de 2013

1. INTRODUÇÃO

O processo de Estágio Curricular Supervisionado I em Física foi realizado nos períodos dos meses de Setembro a Outubro de 2013, no período da tarde das 14:00h as 17:40h. Na respectiva escola: Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre-UFAC.

O presente trabalho visa fortalecer a relação teórica e pratica baseado no principio metodológico de que o desenvolvimento de competências profissionais implica em utilizar conceitos adquiridos, na vida acadêmica, profissional, e pessoal. Tem por finalidade de aperfeiçoar meus conhecimentos adquiridos no curso de licenciatura em física da UFAC – Universidade Federal do Acre.

A prática é de grande importância para que possamos ter consciência da realidade dos alunos e professores das escolas, quando observamos adquirimos experiência, quando questionamos, sanamos dúvidas antes mesmo de nossa própria prática. As monitorias em realidades diversas como têm efetivado, é de grande riqueza cultural e para um futuro profissional.

SUMÁRIO

  1. INTRODUÇÃO........................................................................................03

  2. CAPITULO I: Avaliação da Importância do Estágio Curricular Supervisionado em Física I.................................................................05

  3. CAPITULO II: Breve Caracterização das escolas e turmas observadas............................................................................................07

  4. CAPITULO III: Relato das regências de classes................................10

    1. Regência: Warlle de Almeida Esteves

  5. CONCLUSÃO.........................................................................................11

  6. BIBLIOGRÁFIA......................................................................................12

  7. Anexos-Fotos.......................................................................................13

7.1 Plano de aula

2. CAPÍTULO I: Avaliação da Importância do Estágio Curricular supervisionado I em Física

O Estágio Curricular Supervisionado I em física é de suma importância para exercitar á prática docente na área de Física, através do planejamento de aulas, regências, e avaliações das atividades de ensino enquanto futuros professores. Abordando diferentes aspectos sobre o ensino de Física, esse estágio nos viabilizou reflexões sobre a relevância do papel de um educador.

Depois de executarmos as nossas experiências na disciplina de estágio no curso de Licenciatura Plena em Física da Universidade Federal do Acre, estabeleceremos algumas reflexões sobre a importância da prática do ensino da sala na formação de futuros professores.

O estágio supervisionado torna-se importante no processo de formação docente, pois proporciona aos futuros professores, em especial aos alunos da graduação do Curso de Física, um contato imediato com o ambiente que envolve o cotidiano de um educador. Foi a partir desta experiência que os alunos começaram a se perceberem como futuros professores, ou seja, “pela primeira vez enfrentando o desafio de conviver, falar, ouvir e ministrar com linguagens e saberes diferentes daqueles de seus campos específicos”. (PIMENTA, p. 40).

A construção do ser professor é o anseio da totalidade dos alunos da licenciatura. Aspiração comum, pois os mesmos percebem durante o estágio, que tal atributo conforme afirma Pimenta (1997, p. 59) “não é uma conquista perene, duradoura e transferível para qualquer circunstância, contexto ou época. É uma identidade em permanente construção”. Quando nos deparamos com o estágio curricular supervisionado vemos toda a nossa vontade de ser professor diante de uma realidade bastante difícil, mas sabemos que é o momento de decisão para vida de cada licenciado em Física.

A prática não pode ser inventada pela teoria, os saberes adquiridos durante a formação acadêmica são, apenas, os alicerces para a construção desta prática. A formação docente é um eterno fazer-se. A cada dia no exercício da docência há momentos de contínua aprendizagem, de trocas de saberes entre seus colegas de profissão e entre seus alunos, isso porque como seres humanos estão em constante construção.

Durante toda a graduação os alunos aprenderam varias teorias de como organizar um plano de aula, como realizar uma aula prazerosa para que os alunos fiquem atentos e participem da aula, mas sabemos que quando vamos para prática da docência, muitas vezes nos deparamos com uma realidade diferente, até mesmo devido a nossa imaturidade.

A prática nos faz melhor compreender a realidade, mas a teoria nos prepara para que quando nos depararmos com a realidade saibamos como lhe dar melhor com ela, por isso a realização do estágio pautou-se na indissociabilidade entre a teoria e prática entendendo a relação de interdependência entre ambas.

Como a Física não deixa de ser uma ciência social e relacional, quando vamos para a prática de ensino não deixaremos de associar o papel do homem enquanto ser social para modificação da realidade em que o aluno está inserido. Além disso, deve-se ter presente que o conhecimento de base para o ensino é construído a partir da conjugação da prática reflexiva dos professores e dos seus quadros conceituais e metodológicos. Evidencia os motivos que justificam as ações e convicções no ato educativo. Assim, as reflexões levantadas acerca da prática de formação docente visam contemplar aspectos relativos ao planejamento escolar, ao estagio supervisionado e a prática do professor em sala de aula.

Quando nos deparamos com a necessidade de ministrarmos aulas, era necessário pensar no processo de ensino aprendizagem, e na relação professor aluno, como nos comportaríamos em relação à transmissão de conteúdos, pois existem várias posturas para o futuro professor seguir. Cavalcanti (1998) baseada na abordagem socioconstrutivista assinala a importância da intervenção do professor no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Aqui a ideia de intervenção consiste em orientação educacional ao processo de construção de conhecimentos pelos alunos. Assim, ensinar é uma intervenção intencional nos processos intelectuais e afetivos do educando, buscando sua relação consciente com os conteúdos do ensino.

O licenciando em Física tem que adotar o planejamento como um processo que exige pesquisa, seleção, sistematização e aplicação dos conteúdos de ensino na prática docente em sala de aula. Mas o que significa planejamento do ensino? Planejar é prever o que irá acontecer, é um processo de reflexão sobre a prática docente, sobre seus objetivos, sobre o que está acontecendo, planejar implica uma ação permanente da prática educativa do professor. Conforme Vasconcelos (1995), planejar significa antever uma forma possível, se não há planejamento, corre-se o risco de se desperdiçar possibilidades muito interessantes no ensino.

Durante todo o estágio vimos que é essencial fazer planejamentos para nos prepararmos melhor para as ministrações das aulas, na hora de planejar é sempre necessário estamos revendo conceitos, nos atualizando, e pensando em atividades que façam com que os alunos participem ajudando na assimilação dos conteúdos trabalhados, isto faz com que as aulas sejam proveitosas e prazerosas tanto para os alunos como para os professores.

3. CAPÍTULO II: Caracterização da Escola e Turmas Observadas

O Colégio de Aplicação-UFAC (Imagem 1) localiza-se na Avenida Getúlio nº. 654. Centro, na cidade de Rio Branco, Estado do Acre.

O nível e modalidade de ensino ministrado na escola contam com Ensino Infantil, Fundamental e Médio de 1ª a 3ª séries no 1º e 2º turnos.

A estrutura física da escola é muito boa, as salas são amplas, com carteiras e cadeiras apropriadas, e quadro branco. O material necessário para o andamento das aulas é suficiente e adequado, sendo oferecido pela Universidade e pelo governo federal no início do ano letivo. A equipe diretiva da escola procura sempre suprir as necessidades materiais da escola, participando ativamente do cotidiano e contribuindo para o bom andamento das salas, a equipe é formada pela: diretora, assistente de direção, ATP (assistente técnico pedagógico) e pedagoga, além de um setor medico e uma sala de serviço sociail. Existem várias dependências para realização de atividades tais como: quadra esportiva para prática de educação física, laboratório de informática equipado com vários computadores, ampla biblioteca, sala de educadores, salas administrativas, refeitórios, cozinha com todos os equipamentos e utensílios necessários e banheiros adaptados.

A Dependência da escola possui 01 Diretoria, 02 Secretarias, 01 Sala de professores, 01 Sala de coordenação pedagógica, 01 Sala de leitura ou biblioteca, 01 Sala de informática, 10 Sala de aula, 01 Almoxarifado, 01 sala de serviços médicos, o1 sala para serviço social, 01 sala de línguas, 01 Refeitório, 01 Cozinha, 01 Área de serviço, 03 Sanitário dos funcionários, 08 Sanitário dos alunos, 02 Sanitário dos portadores necessidades especiais.

Frente do colégio

Auditório

A proposta pedagógica da Colégio de Aplicação leva em conta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB 9.394/96, a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, Resolução Nº 02/2000 e Indicação nº 02/2003 do Conselho Estadual de Educação do Acre.

4. CAPITULO III: Relato das Regências das aulas ministradas durantes o Estágio Curricular Supervisionado I em Física.

4.1 Estagiário Warlle de Almeida Esteves

No dia 21 de Agosto de 2013, iniciei minha observação das aulas ministrada pela professora Alexsandra Frota Neves, onde tive o primeiro contato com os alunos do Colégio. Foram feitas atividades sobre Gravitação Universal, a referida docente partiu de conceitos sobre gravitação, aplicações cotidianas e a partir disso, verificou os conhecimentos obtidos dos discentes sobre sua aula.

No dia 23 de Agosto de 2013, minhas observações continuaram, tiveram apresentações de trabalhos propostos. Tais apresentações objetivaram o domínio dos conteúdos apresentados, a exposição e a transmissão direta aos indivíduos que assistiram.

No dia 28 de Agosto de 2013, acompanhei, junto com a docente, os discentes na elaboração do projeto sobre energia, onde fizemos pesquisas, estudos e marcamos entrevistas com secretarias de Rio Branco para intensificar as informações do projeto.

No dia 30 de Agosto de 2013, não teve aula, pois a professora havia dado informações aos alunos sobre o trabalho de campo e os mesmos precisavam ir ao destino.

No dia 04 de Setembro de 2013, auxiliei os discentes em um seminário e observei as atividades propostas. A observação consistiu em acompanhar e ajudar os mesmos para apresentação dos trabalhos sobre energia.

No dia 06 de Setembro de 2013, monitorei os discentes a uma visita de campo à Secretaria de Desenvolvimento Social- SDS, com objetivo de uma pesquisa e entrevista sobre o desenvolvimento dos bairros de Rio Branco.

No dia 06 de Setembro de 2013, não teve aula.

No dia 11 de Setembro de 2013, observei as apresentações dos trabalhos sobre energia.

Nos dias 13, 18, 20, 25 e 27 de Setembro de 2013, os discentes estavam em semanas de revisão, provas e fechamento de notas, portanto não teve aula.

No dia 02 de Outubro de 2013, continuei as observações das aulas e acompanhamento das atividades propostas.

No dia 09 de Outubro de 2013, observei as apresentações de trabalhos dos alunos, propostos no contra turno pela docente.

No dia 16 de Outubro de 2013, minha regência, porém no dia anterior a escola havia mudado os horários de aula e, portanto o dia seria na sexta dia 18/10.

No dia 18 de Outubro de 2013, lecionei em duas turmas “101 e 102”, das 14:00 a 17:40, sobre Hidrostática, apresentei conceitos e definições, aplicações no cotidiano, questionei-os sobre os conhecimentos previamente adquiridos sobre o assunto, avaliei-os com alguns exercícios para testar os conhecimentos que eles adquiriram e por fim, fiz dois experimentos sobre o assunto “a vela que faz agua” subir e “a água que gira em pé” e, para descontrair, fiz um exercício extra valendo premiações.

5. CONCLUSÃO

Ao término do estágio exigido pela disciplina Estágio Curricular Supervisionado I, ficou a certeza da importância de conhecer a realidade de uma instituição escolar. A interação com os profissionais foi extremamente enriquecedora, conforme minhas expectativas puderam vivenciar a rotina do cotidiano escolar e realização de diversas atividades.

Esta experiência proporcionada pelo estágio amplia o significado da constituição de um profissional da área da educação, complementa a formação acadêmica e confere subsídios para uma atuação efetivamente democrática e transformadora. Diante de todo o contexto que permeia a nossa atuação profissional, esta vivência na escola mostrou-me a importância da formação continuada e do constante aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da investigação da própria prática e a busca de temas atuais (professor pesquisador).

Diante da analise, observei que o conhecimento é algo que adquirimos durante o processo de ensino-aprendizagem, assim só há essa troca de informações quando existe de fato a relação mais importante entre o professor-aluno (sujeito-objeto). Como já tenho experiência de sala de aula, o estagio só ampliou ainda mais minha concepção entre os órgãos progenitores do conhecimento (professor-aluno), posso afirmar que, mediante os estudos de Paulo Freire sobre a Educação, os ensinamentos que acontecem dentro e fora da sala de aula são e têm que ser horizontal e não vertical.

  1. BIBLIOGRÁFIA.

FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, Adriano. Que Fazer, Teoria e prática em educação popular, Petrópolis RJ: Vozes, Ed. 1989.

CISEKI, A. A. Conselhos de escola: coletivos instituintes da escola cidadã. In: BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância. Salto para o futuro: construindo a escola cidadã, projeto político-pedagógico. Brasília, 1998.

  1. Anexos

Lista de frequência do Estagio Supervisionado I

Foto da esquerda: alunos apresentando trabalho sobre energia.

Foto da Direita: alunos fazendo atividades propostas.

ESCOLA DE ENSINO INFANTIL FUNDAMENTAL E MÉDIO COLÉGIO DE APLICAÇÃO-UFAC

PLANO DE AULA

PROFESSOR: WARLLE DE ALMEIDA ESTEVES PERÍODO: 14:00 A 17:40 Dia: 18/10/13 ANO/SÉRIE: 1ºano-101 e 102

DISCIPLINA: FÍSICA TURNO: TARDE

OBJETIVOS

CONTEÚDOS

PROPOSTA DE ATIVIDADES

FORMAS DE AVALIAÇÃO

ENTENDER E COMPREENDER A HIDROSTATICA COMO AREA DA FISICA E RELACIONÁ-LA NO COTIDIANO.

  • Noções gerais sobre Hidrostática, elaboração interacionista de registros sobre Densidade, Pressão, dando-se ênfase aos referentes conceitos sobre Densidade e Pressão, considerando todos e quaisquer objetos didáticos para que isso aconteça.

  • Caracterização, conceitos, descrições, representações, informações e discussões sobre os processos aplicacionais da Hidrostática e a importância de saber, conhecer e relacioná-la vivencialmente a partir dos conhecimentos previamente adquiridos.

  • Hidrostática;

  • Densidade;

  • Pressão;

  • Principio de Stevin;

  • Pressão Atmosférica.

A proposta segue em contexto, o uso da linguagem verbal, ou seja, conceitos, explicações, formulas, etc., e não verbal, imagens, desenhos e etc., da parte teórica e pratica, sendo que será utilizado experimentos para intensificar e demonstrar a Hidrostática.

  • Observação e registro dos conhecimentos adquiridos pelos alunos;

  • Relatórios diários sobre os experimentos feitos dentro e fora de sala;

  • Avaliação oral através de perguntas e respostas sobre os assuntos abordados;

  • Acompanhamento da aprendizagem das diferentes linguagens apresentadas;

  • Questionário sobre o assunto, extra, valendo premiações com objetivo de promover a interação e a compreensão de cada discente.

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