LPL III - Crônica - Língua Viva

LPL III - Crônica - Língua Viva

ALUNO

Pricila Yessayan

Nº MATRÍCULA

10108251

MODALIDADE

Automação de Escritório e Secretariado

TURNO

Integral

DISCIPLINA

Língua Portuguesa e Literatura III

PROFESSORA

Prof. Maria Cecilia de Salles F. César

DATA

18/5/11

LÍNGUA VIVA

Num mundo globalizado as mudanças idiomáticas não levam mais décadas para acontecerem.

No sábado, dia 16 de abril de 2011, abri o caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo e me deparei com mais uma manchete sobre o atirador de Realengo: “Bullying é assunto central na série de gravações de atirador”. O que me surpreendeu, já que há alguns anos havia visto, no mesmo jornal, a mesma palavra (bullying) entre aspas.

Ao pesquisar sobre o assunto encontrei no Manual da Folha que “Palavra ou expressões estrangeiras são usadas quando não existem equivalentes em português ou foram consagrados pelo uso corrente... Nesses casos grafados sem aspas”. Compreendi, então, que num mundo globalizado as mudanças idiomáticas não levam mais décadas para acontecerem. A língua é viva e novas palavras irão surgir durante os anos, impostas ou não por outras culturas “A incorporação de termos estrangeiros faz parte do processo de evolução cultural de um Povo” disse Cezar Boschetti em sua crônica Hei broder! Du iu laique bananas? Marcos Bagno, linguista e autor, em reportagem a Revista Educação, sustenta que não existe, hoje, nenhuma língua que seja falada como há cinco mil anos.

Claro que exageros sempre acontecem, eu mesma, na hora de mandar um documento digitalizado me pego usando o famigerado “scaneado”. Como o erudito professor Pasquale Cipro Neto disse em entrevista a Revista Educação “O limite é o bom senso e o bom senso não tem medida. É a necessidade, é o uso natural, espontâneo, aquele (estrangeirismo) que vem para preencher espaços ociosos”.

Então, faça como eu, consulte seu velho pai dos inteligentes e evite cometer uma gafe no seu ou no idioma de outrem. Afinal, usando as palavras da minha adorada Martha Medeiros em sua crônica Outros estrangeirismos, “Utilizar as palavras em inglês, vez que outra, é apenas uma rendição ao que se consagrou como universal. Não mata ninguém... O português mal falado e mal escrito é que nos faz passar vergonha”.

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