Movimentação de Cargas

Movimentação de Cargas

Movimentação de Cargas Equipamentos, acessórios, planejamento e aspectos de segurança

Roberto de Souza van der Linden

Engenheiro Mecânico

Coordenador de Equipamentos

Consórcio EBE-ALUSA SNOX -RNEST

SNOX –RNEST ObraSNOX -RNEST

SNOX –RNEST ObraSNOX -RNEST

SNOX –RNEST ObraSNOX -RNEST

O profissional Rigger

Não existe no Brasil u ma Nor ma Regula mentadora específica para movimentação de cargas definindo a atribuições e responsabilidades dos profissionais envolvidos na atividade, assim persiste atualmente certaindefinição no uso da no menclatura Rigger e mrelação aos profissionais envolvidos e m movimentações decargas.

A no menclatura Riggerfoiintroduzida a partir dos profissionais de planeja mento das atividades e ve m sendo maisrecente mente utilizada para designar os profissionais que faze m a sinalização, que para o C. B. O. deve m ser classificados co mo Sinaleiro de Guindaste.

Principais Normas

Nor mas Regula mentadoras: NR- 1- Transporte, Movimentação, Ar mazenage m e Manuseio de Materiais NR- 18- Condições e Meio Ambiente de Trabalho naIndústria e Co mércio

Nor mas Petrobras: N- 1965- Movimentação de Cargaco m Guindaste Terrestre N- 2869- Segurança e m Movimentação de Cargas

Nor ma Transpetro: PE- 3N0- 00209- Segurança e m Serviço de Movimentação e Elevação de Cargas

Nor mas Brasileiras: NBRISO4309– Guindastes- Cabo de Aço- Critério deInspeção e Descarte NBR8400– Cálculo de equipa mento paralevanta mento e movimentação decargas

Influência da evolução tecnológica dos equipamentos

Aevoluçãotecnológica dos equipa mentos decorrente da eletrônica e mbarcada e de materiais de construção mecânica mais resistentes, associada a novos processos construtivos, possibilitara m o au mento da capacidade de carga e alcance dos equipa mentos de guindarreduzindo o peso desuas estruturas.

Influência da evolução tecnológica dos equipamentos

Os equipa mentos telescópicos modernos são concebidos para trabalhar co m os ele mentos dalança dentro dafaixa de elasticidade, defor mainconcebível para os equipa mentos mais antigos cujaslanças de seção retangular era m extre ma mente rígidas.

Influência da evolução tecnológica dos equipamentos

Aevolução na estrutura dos guindastestelescópicosfez co m que astabelas de carga dos equipa mentos fosse m para metrizadas pelo raio e co mprimento delança, não maisconstando o ângulo deinclinaçãoco mo era usualnos equipa mentos antigos. Nos guindastestreliçados a evolução daresistência dos materiais per mitiu aredução da espessura de parede dostubos queco mpõe m atreliça.

Influência da evolução tecnológica dos equipamentos

Aevolução de materiais e processos construtivos per mitiu u ma maior aproximação entre as condições detrabalho previstas nastabelas de carga e oslimites estruturais dos equipa mentos, o que sófoi possibilitado co m o desenvolvimento datecnologia e mbarcada au mentando os recursos de monitora mento, siste mas de segurança integrados, infor mações instantâneas para o operador e trava mento do siste ma quando oslimites operacionaissão atingidos.

Influência da evolução tecnológica dos equipamentos

Aevoluçãotecnológica e au mento derecursos disponíveis, per mitiu o planeja mento e realização detrabalhos querequere m extre ma precisão co mraios de operação cada vez maiores, e eventualmente pode m ocorrerfora do ca mpo de visão do operador, o que requer maior qualificação tanto dos profissionais de sinalização, co mo dos profissionais de planeja mento que precisa m ter a correta co mpreensão dos fenômenos envolvidos na atividade.

Recomendações quanto ao uso correto de acessórios

-Inspeções periódicas em conformidade com recomendações normativas e dos fabricantes; -Certificados de origem e qualidade indicando o fator de segurança;

-TAG para Identificação e rastreabilidade.

Emtoda utilização deve m passar porinspeção visual, e havendo dúvida sobre algu m aspecto o acessório deve ser substituído e enca minhado para avaliação da sua condição de utilização ou descarte.

Recomendações quanto ao uso correto de acessórios

Considerar aredução da capacidade de carga de 20%para as cintastêxteis e 25% para as eslingas decabo de aço quando aplicadas enforcadas;

Se não houver raio de curvatura no mínimo igual ao diâmetro do cabo de aço ou a espessura da cinta, deve ser aplicados protetores de cantos.

Recomendações quanto ao uso correto de acessórios

Aaplicação correta da manilha deve serfeita encostando manualmente atéofim de curso da rosca e retornando ¼ de volta, assim deve ser observado que havendo dificuldade para montage m da Manilha dafor ma correta háindicação de segregação da mes ma.

Recomendações quanto ao uso correto de acessórios

A aplicação de cargas decorrente de mais de u malingada sustentada por u ma única manilha não deve m ocorrer e m ângulo superior a 120o , queta mbém éolimite reco mendávelpara aplicação daslingadas.

Recomendações quanto ao uso correto de acessórios

Na montage m daslingadas no Moitão éimportante observar que o ângulo máximo entre aslinhas deforça daslingadas que atua m sobre o Moitão não deve ser superior

Recomendações quanto ao uso correto de acessórios

Ocorrendo algu ma aplicação específica onde haja limitação de altura e a carga suporte os esforços de co mpressão decorrentes da a marração e m que seja necessária a marração co m ângulo entre as lingadas superior a 90o deve ser e mpregado Manilha ou Anelão, defor ma a direcionartoda a carga aplicada no Moitão para o eixovertical.

A importância do Planejamento de Rigging

Asofisticação, alcance e capacidade dos equipa mentos atuais per mitiu que oslimites operacionais fosse m a mpliados e abriu possibilidades para operações mais co mplexas, porém éimportante se mpreter atenção afatores que pode mtornar crítica u ma operação aparente mente nor mal.

A importância do Planejamento de Rigging

Para o planeja mento de Rigging éfunda mental que o profissional responsável conheça as características do equipa mento, etenha ainfor mação correta e mrelação ao peso, posição dos suportes e posição do Centro de Gravidade da carga a ser movimentada.

A importância do Planejamento de Rigging

Fatores que podem limitar a capacidade dos equipamentos e que devem ser considerados para elaboração dos planos de Rigging:

-Desnivelamento do terreno (máximo 5%); -Carga de vento;

-Carga sobre pneus (Guindastes RT/Industriais);

-Capacidade de carga do terreno;

-Existência de undergrounds nos locais de patolamento;

-Existência de rede elétrica na área de movimentação da lança;

-Existência de estruturas com as quais a carga ou a lança possa colidir durante a movimentação; -Movimentação da carga abaixo do nível de apóio do guindaste;

-Operações com dois ou mais guindastes;

-Deslocamento do guindaste durante o içamento (Esteiras / RT).

Limitações entre o planejamento de Rigging e Engenharia

Agrande maioria das operações de movimentação de cargas pode ser planejada por profissionais que tenha m recebido treina mento específico para fazê-lo, porém a co mplexidade de algu mas atividades, principalmente e m operações co m mais de u m equipa mento ou e m situações co m múltiplos suportes e assimetria na posição do centro de gravidade, de manda m estudos mais elaborados para deter minação dos esforços envolvidos, requere m conhecimentos específicos de engenharia que precisa mserlevados e m consideração para a elaboração dos planos de Rigging.

Limitações entre o planejamento de Rigging e Engenharia

Aapresentação de desenhos detalhando o plano de Riggingéimportante, porém para o sucesso do planeja mento não é o funda mental, e pode m ser substituídos por representações esque máticas válidas para realização da atividade, para a qual o funda mentaléa correta deter minação dos esforços e co mporta mento da carga a ser movimentada, que deve ser objeto de u ma me mória de cálculo específica que respalde o plano de Rigging.

Limitações entre o planejamento de Rigging e Engenharia

Os profissionais de planeja mento precisa mter o correto discernimento e mrelação a análise do proble ma, visto que ne m se mpre aquilo que está representado grafica mente, por mais sofisticado que seja orecurso e mpregado, representa o que realmentevaiocorrer, o quesóéválidosecorresponder as condições de equilíbrio de forças e de mo mentos, assim éimprescindívelo conhecimento da posição correta do centro de gravidade, o que sefor desprezado acarreta granderisco deinsucesso na operação, por melhor que estejarepresentada e m desenhotécnico.

Elaboração do Plano de Rigging

Co mposição da Carga:

1) Carga Líquida- Pesorealdacarga aser movimentada; 2) Acessórios - Peso de todos os acessórios e mpregados no iça mento; 3) Dispositivos - Peso do Balancim e outros dispositivos e mpregados noiça mento; 4) Moitão- Peso do moitão utilizado; 5) Cabo do Guindaste- Peso do co mprimento máximo de cabo lançado; 6) JIB, Bola Peso e Cabo Auxiliar- Deve m ser acrescentados os pesos corrigidos e m função do mo mento de força, quando montados ou suportado pelalança.

Obs.: No caso deiça mento pela Bola Peso, co m ou se m Jibdeve ser acrescido o peso corrigido do moitão e cabo principalse estivere m montados.

Elaboração do Plano de Rigging

A Carga Bruta Estática corresponde ao so matório das cargas acrescido dofator de contingências de 3 %: CBE= Cargas x FC (FC= 1,03)

A Capacidade Mínima Requerida corresponde a Carga Bruta Estática acrescida do fator de a mplificação dinâmica de 15 %: CMR= CBEx FAD (FAD= 1,15)

Co m base na Capacidade mínimarequerida édefinida a configuração do guindaste e selecionada natabela decarga a Capacidade Operacional(CAP)

O Percentualde utilização do Guindaste éobtido pelarelação entre a Carga Bruta Estática e a Capacidade Operacional: % Util. = 100x CBE/CAP

OPercentualde Folga é: %Folga = 100- %Util. OFator desegurança é: FS= 1/ %Util.

Elaboração do Plano de Rigging Tabela de Cargas

Elaboração do Plano de Rigging

Em geral não reco menda- se para operações de iça mento de cargas u ma folga operacionalinferior a 5%da capacidade databela de carga para a configuração do equipa mento, o mais usualéutilizar olimite mínimo de 10%para operações co m u m único guindaste.

Elaboração do Plano de Rigging

A Carga Máxima na Sapata(CMS)édeter minada pela equação abaixo:

CMS = ( CBE x RO) / RS + (PG + CAD) / 4

CBE- Carga Bruta Estática; RO- Raio de Operação; RS- Raio dasapata mais próxima; PG- Peso do Guindaste; CAD- Contrapeso adicional.

O método acima éu ma deter minação conservativa que pode superar e m até20 %os valoresreais, porém éu mareferência válida para deter minação da área dos suportes sobasapata, e mfunção daresistência dosolo.

SNOX –RNEST Elaboração do Plano de Rigging

Elaboração do Plano de Rigging

Oprocedimento de cálculo para velocidade de vento per mitida e mfunção da área da carga exposta édefinido por cadafabricante de guindaste.

De u mafor ma geralnão sãoreco mendadas operações de movimentação de cargas co mvelocidade deventosuperior a 1, 7 m/s(42km/h)

Para o Guindaste Liebherr LTM1120a velocidadereduzida(Vr)édeter minada pela equação abaixo:

Se Awfor maior que Ap:

Vp– Velocidade Per mitidaconfor metabela decarga; Aw – Área dacargasubmetida aovento; Ap– Área per mitida e mfunção do peso dacarga(Tabela).

Elaboração do Plano de Rigging Área Permitida em função do Peso da Carga –Guindaste Liebherr LTM 1120

Operações com mais de um guindaste

Em operações co m dois guindastes, reco menda- se co mo boa prática que exista u ma folga operacional mínima de 20 %para cada equipa mento, porém na grande maioria das casos, é se mpre mais seguro que a operação seja realizada por u m único guindaste mes mo que este opere nolimite.

Operações com mais de um guindaste

Operações co m mais de dois guindastes eventualmente pode m serrealizadas, porém requere m a mplo estudo de engenharia e planeja mento co m maior marge m de segurança. Para esses casos sódeve m haver duaslinhas de carga e m u m mes mo plano vertical, a estrutura a ser içada precisa ser analisada quanto aos esforços envolvidos etodos os equipa mentos precisa m estar dimensionados para no mínimo 50 %dacarga aseriçada, co m no mínimo 25 %defolga operacional.

SNOX –RNEST Manutenção em zona de convecção com 250 t

Quatro guindastes sobre esteiras Liebherr numa operação em tandem operaram duas máquinas do tipo LR 1400/1 e duas LR 1130.

SNOX –RNEST Manutenção em zona de convecção com 250 t

Com a carga no gancho os guindastes transportaram a peça de aço medindo 24 m de comprimento, ao longo de 80 metros por uma passagem estreita entre as instalações da refinaria.

SNOX –RNEST Montagem de Antena de Radiotelescópio

Dois dos maiores guindastes da Terex foram utilizados no içamento do maior radiotelescópio da Ásia no dia 2 de junho de 2012.

SNOX –RNEST Montagem de Antena de Radiotelescópio

Um deles o CC5800 com capacidade para 1000 t e outro

CC2800-1 com capacidade para 600t realizaram o içamento da peça principal pesando 320 t, 65m de largura a 39m de altura.

SNOX –RNEST Transposição sobre viaduto

Transposição sobre viaduto

Rodovia Dom Pedro -SP Peso dos Módulos: 189 t.

SNOX –RNEST Transposição sobre viaduto

Carregamento de Caldeira com peso de 155 t utilizando dois guindastes -SNOX 07/09/2013

Transporte de Caldeira com peso de 155 t em linha de eixos auto propelida com 16 eixos –SNOX 07/09/2013

Descarregamento Caldeira com peso de 155 t –SNOX 07/09/2013 Descarregamento Caldeira com peso de 155 t –SNOX 07/09/2013

Montagem Caldeira com peso de 155 t –SNOX 1/09/2013 Montagem Caldeira com peso de 155 t –SNOX 1/09/2013

Guindaste DEMAG TEREX C-2800 capacidade 600 t Configurações para descarregamento e montagem

LR13000 com Power Boom com capacidade para 3.500 t, içando uma

LR 11350 com capacidade para 1350 t que por sua vez iça uma LR 1300 para 300 t que finaliza içando uma LTR 10 para 100 t, que não perde e iça um contrapeso parabalanceamentototal da carga.

Liebherr Junho de 2012

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