Neonatologia Intensiva

Neonatologia Intensiva

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Programa de Educação Continuada a Distância

Curso de Neonatologia Intensiva

Aluno:

EAD - Educação a Distância Parceria entre Portal Educação e Sites Associados

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Curso de

Neonatologia Intensiva

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MÓDULO I 1- Conceito de Neonatologia; 2- Características Fisiológicas do Recém-Nascido; 3- Interação Entre o Neonato e o Ambiente; 4- Padrões Característicos de Sono e Repouso.

MÓDULO I 1- Anamnese do Recém-Nascido; 2- Modelo de Anamnese; 3- Exame Físico do Recém-Nascido; 4- Modelo de Exame Físico; 5- Avaliação do Peso e da Idade Gestacional; 6- Método de Capurro; 7- Método de New Ballard;

MÓDULO I 1- Apnéia da Prematuridade. 2- Taquipnéia Transitória do Recém-Nascido. 3- Pneumonia Neonatal. 4- Síndrome de Aspiração Meconial. 5- Hipertensão Pulmonar. 6- Síndrome do Desconforto Respiratório ( SDR ) Doença da Membrana

Hialina. 7- Displasia Broncopulmonar. 8- Anemia da Prematuridade. 9- Policitemia. 10- Hemorragia no Período Neonatal. 1- Hipoglicemia. 12- Hiperglicemia.

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13- Hipocalcemia. 14- Hipomagnesemia. 15- Osteopenia da Prematuridade. 16- Icterícia. 17- Infecção no Recém-Nascido. 18- Sepse Neonatal. 19- Choque Séptico. 20- Encefalopatia Hipoxia-Isquêmica. 21- Convulsões no Período Neonatal. 2- Hemorragia Intracraniana. 23- Enterocolite Necrosante. 24- Insuficiência Renal. 25- Patologias Cirúrgicas. 26- Cardiopatias Congênitas.

MÓDULO IV 1- Atendimento ao RN na Sala de Parto; 2- Procedimento de Rotina para Prematuros Estáveis Clinicamente; 3- Oxigenoterapia; 4- Ventilação com Pressão Positiva; 5- Massagem Cardíaca; 6- Transporte do Recém-Nascido; 7- Assistência ao Recém-Nascido Sadio no Berçário; 8- Nascimento Múltiplo; 9- Termorregulação de Recém-Nascido; 10- Aleitamento Materno; 1- Atribuições do Auxiliar ou Técnico de Enfermagem; 12- Montagem do Leito Neonatal; 13- Admissão do RN em UTI - Neonatal; 14- Lavagem das Mãos; 15- Reanimação Cardiopulmonar;

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16- Assistência de Enfermagem no Cateterismo Venoso Central; 17- Cateter Venoso Central de Inserção Periférica (PICC); 18- Assistência de Enfermagem no Cateterismo Umbilical; 19- Curativo do Cateter Umbilical; 20- Curativo Oclusivo de Cateter Venoso Central; 21- Fototerapia; 2- Exsanguíneo transfusão; 23- Surfactante; 24- Colheita de Sangue Capilar; 25- Cuidados de Enfermagem na Terapêutica Transfusional; 26- Isolamento; 27- Protocolo de Intervenção Mínima; 28- Protocolo de Método Canguru; 29- Banho; 30- Limpeza Concorrente da Incubadora; 31- Alta do Paciente Neonatal; 32- Desinfecção Terminal da Unidade. 3- Tratamento da Dor em Unidade Neonatal; 34- Humanização em Unidade de Terapia Neonatal; 35- Bioética na Prática Neonatal; 36- Manejo da Morte em Unidade Neonatal; 37- Sistematização da Assistência de Enfermagem.

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OBJETIVOS ESPECÍFICOS: ¾ Que o aluno seja capaz de identificar à população neonatal que prestamos assistência;

¾ Que reconheça às características fisiológicas do recém-nascido para que a assistência à saúde seja eficaz;

¾ Que o aluno reconheça o processo de interação entre o neonato e o ambiente, a fim de facilitar tal processo e auxiliar a mãe no entendimento desse primeiro momento da vida do bebê;

¾ Reconhecer às características e a importância do período de sono e repouso do neonato, adequando a assistência sempre que possível a fim de preservá-lo.

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É a área da saúde que presta assistência ao recém-nato até 28 dias. Histórico No século XIX as crianças eram ignoradas pelos médicos não existiam hospitais infantis e eram muito altas as taxas de mortalidade infantil, especialmente entre os prematuros. Havia um sentimento de que a seleção natural se encarregaria das crianças “menos adaptadas”. Pela alta mortalidade e baixa natalidade, criou-se então um receio de despovoamento e vulnerabilidade da defesa nacional européia, surgindo então um movimento pela saúde da criança, passando-se a praticar o cuidado preventivo e a ampliação das maternidades.

Em 1978 foi criada por um funcionário do zoológico de Paris uma incubadora a pedido do professor e obstetra Stephane Etiemme Tarnier, que a instalou na maternidade de Paris diminuindo a taxa de mortalidade entre os bebês menores de 2000 gr de 6 para 38%.

A Neonatologia, porém teve seu início concreto com o obstetra francês

Pierre Budin que estendeu sua preocupação com os recém-nascidos além das salas de parto, criando um ambulatório de Puericultura em 1892.

Na primeira década do século X observa-se um aumento da contribuição dos pediatras para a medicina neonatal, especialmente com o estudo sobre alimentação e prematuridade. Os avanços na Neonatologia reduziram a taxa de mortalidade e a infecção hospitalar foi controlada com o isolamento do recémnascido na maternidade, porém tais medidas ocasionaram a separação entre mãe e filho, prejudicando o vínculo afetivo e o aleitamento materno.

A enfermagem exerceu papel fundamental no início da Neonatologia, Júlio

Hess (autoridade americana em prematuridade) trouxe em um de seus artigos a informação que os melhores resultados obtidos nos cuidados aos recém-nascidos prematuros eram alcançados quando enfermeiros bem treinados estavam à frente do serviço como supervisores. Crescendo desta forma o incentivo para a especialização da enfermagem para o cuidado com recém-nascidos prematuros.

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Adaptação do Neonato Imediatamente após o nascimento, o neonato precisa assumir as funções vitais realizadas pela placenta, período denominado de período de transição que engloba as primeiras 24 horas.

O processo de transição da vida intra para a vida extra – uterina é muito complexo, pois envolve alterações anatômicas e funcionais que, se não forem devidamente compreendidas, avaliadas e acompanhadas poderão aumentar o risco de morbidade neonatal.

Características Fisiológicas do Recém-Nato Sistema cardiovascular: A conversão da circulação fetal para neonatal ocorre quando há o clampeamento do cordão umbilical e o neonato tem sua primeira respiração. O volume sanguíneo do RN a termo varia de 80 a 90 ml/Kg de peso corporal, em contraste com o volume do RN prematuro, que varia de 90 a 105ml/Kg.

Fonte: OLIVEIRA, 2005

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O clampeamento tardio do cordão umbilical aumenta o volume de sangue, causando aumento de freqüência respiratória, cardíaca e da pressão arterial isto pode levar a crepitações e cianose.

A freqüência cardíaca cai de 160 bpm, verificada aos 5 –10 minutos de vida, para 130 bpm aos 60 minutos de vida.

A pressão arterial encontra-se discretamente baixa nas primeiras horas de vida e pode elevar-se de acordo com o tipo de parto, grau de transfusão placentária, temperatura corpórea, atividade, postura, estado de alerta e sucção.

Sistema Respiratório: Durante a gestação, características respiratórias bioquímicas se desenvolvem progressivamente, preparando o feto para as alterações respiratórias abrutas trazidas pelo nascimento. Entre as 24 e 30 semanas de gestação, os pneumócitos do tipo I começam a secretar surfactante. O surfactante é um fosfolipídio, que diminui a tensão superficial e evita o colapso alveolar ao final da expiração, essa redução facilita as trocas gasosas e diminui o trabalho respiratório.

Com as primeiras respirações desencadeia-se uma série de eventos simultâneos: a conversão da circulação fetal para o tipo adulto, esvaziamento do líquido pulmonar, estabelecimento do volume pulmonar e das características da circulação pulmonar. Os movimentos respiratórios passam de um padrão intermitente (fetal) para um processo contínuo.

A freqüência respiratória nos primeiros dez minutos de vida pode variar de 25 a 105 movimentos respiratórios por minuto, com média de 60 movimentos respiratórios por minuto, permanecendo assim nas primeiras 6 horas de vida, caindo gradativamente para 40 movimentos respiratórios por minuto depois do primeiro dia de vida. Nos primeiros três dias de vida podem ocorrer algumas pausas respiratórias que não devem ultrapassar 18 segundos.

Sistema Hematopoiético: Tal como os outros sistemas corporais, o sistema hematopoiético não está totalmente desenvolvido após o nascimento e as características hematológicas que

10 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores garantiram a oxigenação tissular adequada intra-útero precisam ser substituídas por alguns elementos mais maduros após o nascimento.

A principal determinante do volume sanguíneo nos primeiros dias de vida é a transfusão placentária, que depende das contrações uterinas, da posição do recémnascido em relação à placenta e do momento do clampeamento umbilical.

Um importante aspecto da adaptação hematológica diz respeito aos fatores de coagulação. O recém-nascido possui uma deficiência de vitamina K e dos fatores vitamina – K dependentes (I, VI, IX,X), e se tal deficiência não for corrigida logo após o nascimento com a administração de tal vitamina pode levar ao aparecimento da Doença Hemorrágica do Recém–nascido.

HEMÁCEAS: A eritropoiese (produção de eritrócitos, ou hemácias) é estimulada pelo hormônio renal eritropoietina, no feto a baixa saturação de oxigênio causa aumento da liberação de eritropoietina garantindo a oxigenação tissular adequada e a produção de hemácias. A saturação aumentada que segue o início da respiração, inibe a liberação de eritropoietina reduzindo a produção de hemácias. As hemácias fetais têm uma vida útil de cerca de 90 dias, comparadas com 120 dias em hemácias normais do adulto isto geralmente pode causar uma anemia fisiológica.

Hemoglobinas: a hemoglobina é o componente transportador do oxigênio no sangue e é produzida pelas hemácias em desenvolvimento, a hemoglobina fetal possue maior afinidade com o oxigênio do que a hemoglobina do adulto, esse mecanismo compensatório ajuda a garantir uma oxigenação adequada intra-útero. O nível normal de hemoglobina para um neonato a termo é de 17,5g/dl com um hematócrito médio de 53,5%, já no recém-nascido prematuro com 26 a 30 semanas o nível normal de hemoglobina é de 13,4g/dl e do hematócrito é de 41,5%.

Sistema Hepático O sistema hepático no neonato é imaturo, a bilirrubina é pigmento biliar amarelo e subproduto da degradação das hemácias. À medida que envelhecem, as hemácias tornam-se frágeis e eventualmente são eliminadas da circulação pelo

1 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores sistema fagocitário mononuclear que removem as porções de ferro e proteínas e as reciclam para uso posterior. Após deixar o sistema fagocitário mononuclear, a bilirrubina se liga à albumina plasmática e é chamada de bilirrubina indireta (não conjugada).

A bilirrubina indireta precisa ser conjugada (convertida em bilirrubina direta) para ser excretada, a conjugação ocorre no fígado quando a bilirrubina se junta ao ácido glicurônico. Com a assistência da enzima glicuronil transferase o resultado é uma bilirrubina hidrossolúvel. O urobilinogênio e o estercobilinogênio são compostos bilirrubínicos que resultam da degradação e podem ser excretados na urina e nas fezes.

Se a bilirrubina não-conjugada (indireta) se acumular mais rapidamente do que o fígado pode eliminar, o recém-nascido pode desenvolver uma coloração amarela conhecida como icterícia. Alguns fatores podem aumentar o risco de hiperbilirrubinemia no recém-nascido como: asfixia e estresse por frio e hipoglicemia.

Tipos de icterícia:

• Icterícia fisiológica: manifesta-se 48 a 72 horas pós o nascimento e o nível sérico de bilirrubina atingem o pico de 4 a 12mg/dl, as causas são: circulação hepática diminuída, carga de bilirrubina aumentada, captação hepática de bilirrubina plasmática reduzida, conjugação da bilirrubina diminuída e excreção de bilirrubina diminuída.

• Icterícia patológica: manifesta nas primeiras 24 horas após nascimento e o nível de bilirrubina sérica se eleva acima de 13mg/dl, e as causas são: incompatibilidade sanguínea ABO ou RH, anormalidades hepáticas, biliares, metabólicas ou infecção.

• Encefalopatia bilirrubínica: (Kernicterus ou icterícia nuclear) níveis de bilirrubina sérica (medida no sangue) não-conjugada (indireta) de aproximadamente 20mg/dl ou mais podem levar a encefalopatia por bilirrubina, uma condição potencialmente fatal caracterizada por depósitos de bilirrubina nos gânglios basais do cérebro. A condição de hiperbilirrubinemia pode ser tratada com fototerapia ou nos casos mais graves exsanguineotransfusões.

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Metabolismo A asfixia relativa do trabalho de parto, o choque térmico do nascimento e a necessidade de fontes de energia independentes, bem como de oxigênio, levam aos principais distúrbios metabólicos do nascimento: hipóxia, hipoglicemia e hipotermia. O feto depende integralmente de sua mãe para o fornecimento de glicose para o metabolismo energético e para síntese metabólica. Com o nascimento há uma brusca interrupção do fornecimento de glicose, fazendo com que durante as primeiras horas de vida o recém-nascido atinja os menores níveis de glicemia.

Sistema Renal O Rim desempenha um importante papel na transição da vida fetal para a vida pós-natal, uma vez que o fluxo sanguíneo renal corresponde a cerca de 6% do débito cardíaco. Ao fim da primeira semana de vida e a 15% ao final do primeiro mês de vida. A urina é formada pelo feto a partir da décima semana de gestação, contribuindo para a formação do líquido amniótico. Em média 12% dos recémnascidos eliminam sua primeira urina na sala de parto e com 24 horas de vida 97% já tiveram sua primeira eliminação. Nos dias subseqüentes ao nascimento ocorre um aumento do débito urinário com perda de 5 a 10% do peso corpóreo, ocasionado pela perda de líquido, a função renal estabiliza-se em poucos dias, mas somente durante o primeiro ano de vida é que o rim da criança iguala-se ao do adulto.

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