Atendimento ao idoso na atenção básica em saúde e as competências do Enfermeiro

Atendimento ao idoso na atenção básica em saúde e as competências do Enfermeiro

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Santos, Gerson de Souza; Kowal Olm Cunha, Isabel Cristina idoso na Atenção Básica em Saúde e as competências do enfermeiro Biblioteca Lascasas, 2013; 9(3). Disponible en f.com/lascasas/documentos/lc0737

Gerson de Souza Santos Pesquisas em Administração Enfermagem.

Isabel Cristina Kowal Olm Cunha: Departamento de Administração e Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Pesquisas em Administração Enfermagem

RESUMO: Atualmente, vivenciam igualmente as transformações, que ocorrem no Selecionar e manter pessoas que tenham o compromisso em realizar assistência de enfermagem com qualidade, contribuindo com o atendimento das necessidades dos pacientes e com o resultado esperado de uma organização de saúde é um grande desafio, pois as transformações internas e externas acontecem num ritmo acelerado na Atenção Básica e Saúde da Família se necessidades de cuidados formular diagnósticos de enfermagem, planejar e executar intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais culturais das pessoas idosas e seus cuidadores

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Santos, Gerson de Souza; Kowal Olm Cunha, Isabel Cristina. Atendimento ao idoso na Atenção Básica em Saúde e as competências do enfermeiro Biblioteca Lascasas, 2013; 9(3). Disponible en http://www.index f.com/lascasas/documentos/lc0737.php

Gerson de Souza Santos - Doutorando em Enfermagem - Grupo ministração de Serviços de Saúde e Gerenciamento

Isabel Cristina Kowal Olm Cunha: Professora Livre Docente Departamento de Administração e Saúde Coletiva da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Grupo ministração de Serviços de Saúde e Gerenciamento

Atualmente, as organizações de saúde públicas e privadas vivenciam igualmente as transformações, que ocorrem no âmbito Selecionar e manter pessoas que tenham o compromisso em realizar assistência de enfermagem com qualidade, contribuindo com o atendimento das necessidades dos pacientes e com o resultado esperado de uma organização de saúde é um grande desafio, pois as transformações internas e externas acontecem num ritmo acelerado. Espera-se que o Enfermeiro inserido na Atenção Básica e Saúde da Família seja competente para identificar as necessidades de cuidados ao idoso, estabelecer prioridades no cuidado, formular diagnósticos de enfermagem, planejar e executar intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais culturais das pessoas idosas e seus cuidadores.

Fundación Index

Atendimento ao idoso na Atenção Básica em Saúde e as competências do enfermeiro. http://www.index-

Grupo de Estudos e e e Gerenciamento de ofessora Livre Docente, Chefe do

Saúde Coletiva da Escola Paulista de

Grupo de Estudos e e e Gerenciamento de s organizações de saúde públicas e privadas âmbito empresarial.

Selecionar e manter pessoas que tenham o compromisso em realizar assistência de enfermagem com qualidade, contribuindo com o atendimento das necessidades dos pacientes e com o resultado esperado de uma organização de saúde é um grande desafio, pois as transformações internas e se que o Enfermeiro inserido ja competente para identificar as idoso, estabelecer prioridades no cuidado, formular diagnósticos de enfermagem, planejar e executar intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais e

1. INTRODUÇÃO

A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade, que devem resolver os problemas de saúde de maior freqüência e relevância em seu território. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social1 .

A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil, especialmente no contexto do

Sistema Único de Saúde (SUS)2 .

O trabalho de equipes da Saúde da Família é o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por um médico de família, um enfermeiro, dois auxiliares de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde2 .

Em vários países, as populações estão envelhecendo. Estudos mostram que o número de pessoas idosas cresce em ritmo maior do que o número de pessoas que nascem acarretando um conjunto de situações que modificam a estrutura de gastos dos países em uma série de áreas importantes. No Brasil, o ritmo de crescimento da população idosa tem sido sistemático e consistente. No período de 1999 a 2009, o peso relativo dos idosos (60 anos ou mais de idade) no conjunto da população passou de 9,1% para 1,3%. Com uma taxa de fecundidade abaixo do nível de reposição populacional, combinada ainda com outros fatores, tais como os avanços da tecnologia, especialmente na área da saúde, atualmente o grupo de idosos ocupa um espaço significativo na sociedade brasileira3 .

Neste sentido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vêm alertando por meio dos indicadores sociais e demográficos, divulgados anualmente, que a estrutura etária do País está mudando e que o grupo de idosos é, hoje, um contingente populacional expressivo em termos absolutos e de crescente importância relativa no conjunto da sociedade brasileira, daí decorrendo uma série de novas exigências e demandas em termos de políticas públicas de saúde e inserção ativa dos idosos na vida socia13 .

No final da década de 90, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a utilizar o conceito de “envelhecimento ativo” buscando incluir, além dos cuidados com a saúde, outros fatores que afetam o envelhecimento. Pode ser compreendido como o processo de melhoria das oportunidades de acesso à saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas. Envolve políticas públicas que promovam modos de viver mais saudáveis e seguros em todas as etapas da vida, favorecendo a prática de atividades físicas no cotidiano e no lazer, a prevenção às situações de violência familiar e urbana, o acesso à alimentos saudáveis e à redução do consumo de tabaco, entre outros. Tais medidas contribuirão para o alcance de um envelhecimento que signifique também um ganho substancial em qualidade de vida e saúde4 .

Assim, a atenção à saúde da pessoa idosa na Atenção Básica/Saúde da

Família, quer por demanda espontânea, quer por busca ativa – que é identificada por meio de visitas domiciliares deve consistir em um processo diagnóstico multidimensional. Esse diagnóstico é influenciado por diversos fatores, tais como o ambiente onde o idoso vive a relação profissional de saúde/pessoa idosa e profissional de saúde/ familiares, a história clínica - aspectos biológicos, psíquicos, funcionais e sociais, e o exame físico e a avaliação funcional4 .

A avaliação funcional, preconizada pela Política Nacional de Saúde da

Pessoa Idosa (PNSPI), é fundamental e determinará não só o comprometimento funcional da pessoa idosa, mas sua necessidade de auxilio. Pode ser compreendida como uma tentativa sistematizada de avaliar de forma objetiva os níveis no qual uma pessoa está funcionando numa variedade de áreas utilizando diferentes habilidades. Representa uma maneira de medir se uma pessoa é ou não capaz de desempenhar as atividades necessárias para cuidar de si mesma4 .

Presentemente, os pesquisadores reconhecem que os avanços médicos contribuíram para o aumento do período de vida da população; no entanto, a razão principal para essa ampliação está associada à elevação da qualidade de vida. Apesar de ainda longe do ideal, se as condições de vida de hoje forem comparadas às de 60 anos atrás, serão verificadas melhorias nutricionais, nos níveis de higiene pessoal, nas condições sanitárias em geral, nas circunstâncias de trabalho e nas residências; todas muito mais adequadas do que anteriormente. No Brasil e nos demais países do continente americano, esse conjunto de fatores se expressa demograficamente pela redução nas taxas de mortalidade, em particular nos primeiros anos de vida5 .

Neste sentido, a qualidade de vida na velhice parte de uma avaliação multidimensional em relação aos critérios sócionormativos e intrapessoais que buscam referência tanto nas relações atuais quanto nas passadas e também prospectivas na relação entre o idoso ou o adulto maduro e o ambiente que o cerca. Dessa maneira a qualidade de vida na velhice dependeria de muitos elementos em interação constante ao longo da vida do indivíduo. Tal idéia é reforçada por outros fatores que defendem, igualmente, que a qualidade de vida na velhice também pode ser entendida como um processo adaptativo multidimensional, a despeito da capacidade do sujeito para lidar com diferentes demandas6 .

A investigação sobre as condições que permitem uma boa qualidade de vida na velhice, bem como as variações que a idade comporta, reveste-se de grande importância científica e social. Tentar responder à aparente contradição que existe entre velhice e bem-estar, ou mesmo a associação entre velhice e doença, poderá contribuir para a compreensão do envelhecimento e dos limites e alcances do desenvolvimento humano. Além disso, possibilitará a criação de alternativas de intervenção visando o bem-estar de pessoas idosas. Assim, o desenvolvimento de estratégias para conhecer como o idoso percebe seu próprio envelhecimento é de fundamental importância para que se possam desenvolver instrumentos capazes de quantificar este processo de forma válida7 .

Quando se investiga a qualidade de vida relacionada à saúde em sua multidimensionalidade, identificam-se os principais aspectos a serem considerados em relação às potencialidades e peculiaridades de saúde e vida do idoso, interferindo no seu processo saúde-doença. Dessa forma, avaliar as condições de vida e saúde do idoso permite a implementação de propostas de intervenção, tanto em programas geriátricos quanto em políticas sociais gerais, no intuito de promover o bem-estar dos que envelhecem8 .

Portanto, avaliar os aspectos subjetivos da qualidade de vida do idoso reveste-se de grande importância científica e social por permitir alternativas válidas de intervenção em programas de saúde, políticas públicas e sociais, além de alternativas de intervenção, como programas geriátricos, buscando promover o bem-estar deste grupo de pessoas que, tanto no mundo atual quanto no futuro, constitui grande parte da população.

Partindo desses pressupostos, o tema qualidade de vida tem sido alvo de pesquisa em diferentes populações e, portanto, de interesse para a investigação da enfermagem. Considerando a complexidade e a extensão da problemática das doenças crônicas vivenciadas no processo do envelhecimento, os pesquisadores são desafiados a investigar quais os determinantes envolvidos na qualidade de vida capacidade funcional dessas pessoas.

Nas duas últimas décadas o debate acerca da competência tem ocupado os estudiosos das mais diversas áreas do conhecimento, especialmente da educação, da sociologia do trabalho, da administração e da enfermagem. Num ambiente de constantes mudanças torna-se um desafio a manutenção da vantagem competitiva e seguindo esta perspectiva, o tema competências tem sido exaustivamente estudado9 .

Dentre as competências gerenciais dos enfermeiros na atenção básica pode-se citar: análise crítica para tomada de decisão, desenvolvimento do pensamento autônomo; organização de redes de serviços de saúde; desenvolvimento de instrumento para análise da situação de saúde e provisão de serviços, elaborar estratégias de intervenções, Utilização do sistema de informação, avaliando suas potencialidades e limitações; desenvolvimento dos conhecimentos gerenciais a partir de novos enfoques e modernas técnicas de gestão, entre outras10 .

Neste contexto, o Ministério da Saúde propôs as seguintes atribuições para o enfermeiro inserido na Estratégia Saúde da Família: realizar atenção integral às pessoas idosas, realizar assistência domiciliar quando necessário, realizar consulta de enfermagem, incluindo a avaliação multidimensional rápida e instrumentos complementares, se necessário, solicitar exames complementares e prescrever medicações, conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal, orientar o idoso, aos familiares/ou cuidador sobre a correta utilização dos medicamentos, entre outras4 .

2. OBJETIVOS 2.1. Objetivo geral Discutir as competências do enfermeiro para o atendimento ao idoso em

Unidade Básica de Saúde. 2.2 Objetivos Específicos * Caracterizar os aspectos de qualidade de vida e capacidade funcional dos idosos atendidos em uma Unidade Básica de Saúde.

* Propor um programa de atendimento ao idoso em uma Unidade Básica de Saúde.

* Propor um perfil de competências aos enfermeiros para atuarem com idosos.

3. MÉTODOS 3.1. Tipo de pesquisa

Trata-se de uma pesquisa quantitativa, exploratória e descritivo metodológica, do tipo estudo de caso. A pesquisa quantitativa é um meio para testar teorias objetivas, examinando a relação entre variáveis. Tais variáveis por sua vez, podem ser medidas tipicamente por instrumentos, para que os dados numéricos possam ser analisados por procedimentos estatísticos11 .

3.2. Local da Pesquisa

A pesquisa será realizada em uma Unidade Básica de Saúde, localizada na Zona Sul do município de São Paulo. Os dados serão coletados nos domicílios dos idosos cadastrados nesta unidade de saúde. Considera-se que o domicílio possui infraestrutura necessária para coleta de dados. 3.3. População e amostra

inclusão:* Concordar em participar da pesquisa através a assinatura

Na Unidade Básica de Saúde campo deste estudo, estão cadastrados aproximadamente 2500 dois mil e quinhentos idosos. Para este estudo será utilizada a amostra por conveniência, que obedecerá aos seguintes critérios de do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE);

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