BLOCO DE CONCRETO CELULAR

Desenvolvido originalmente em 1924, na Suécia, o Concreto Celular Autoclavado é um produto leve, formado a partir de uma reação química entre cal, cimento, areia e pó, que, após uma cura em vapor a alta pressão e alta temperatura, dá origem a um silicato de cálcio, composto químico estável que o faz um produto de excelente desempenho na Construção civil.

O concreto Celular Autoclavado é um produto que apresenta uma resistência à ruptura por compressão que permite, também, a execução de alvenaria autoportante até 4 pavimentos

. Além da boa performance funcional como elemento de alvenaria e laje, o Concreto Celular Autoclavado exibe propriedades que o caracterizam como um material incombustível e isolante termo-acústico.

Estabilidade Dimensional Devido ao processo de cura em autoclave, esse produto adquire uma natureza microcristalina que proporciona uma elevada estabilidade dimensional. A retração por secagem desde o estado natural até o estado seco é de 0,103 rnm/m e o coeficiente de dilatação térmica é de 3,8x10–6 /ºC

Isolamento Acústico O Concreto Celular Autoclavado proporciona um bom isolamento acústico, suficiente para assegurar condições de conforto ao usuário. Uma parede de 10 cm de espessura e não revestida apresenta um Índice de isolamento contra sons aéreos de 37 dB

Resistência ao Fogo O Bloco celular é leve, de alta resistência à ruptura à compressão, podendo ser usado em alvenaria de vedação e autoportante, bem como lajes nervuradas e paredes contra fogo. Apresenta excelentes características termo-acústicas e grande resistência ao fogo.

O Concreto Celular Autoclavado é um dos produtos da construção civil que apresenta melhor resistência ao fogo. Conforme laudo do IPT- Instituto de Pesquisa Tecnológica, uma parede de concreto celular com 15 cm de espessura resistiu por 6 horas até entrar em colapso, enquanto as paredes construídas com outros materiais não resistiram mais de 2 horas.

Estanqueidade à Água A estrutura celular fechada torna lenta a penetração da água no produto. Em decorrência disso, o Concreto Celular Autoclavado apresenta excelente estanqueidade à água em comparação com outros componentes de alvenaria

Uma parede de 10cm de espessura com revestimento de 0,5 cm, quando foi submetida ao teste de estanquidade permaneceu estanque durante 7 horas

Testes feitos segundo norma BS 4315- Parte 2, demonstram que após 48 horas as paredes feitas com os outros tipos de produtos estavam totalmente saturadas, enquanto a de Concreto Celular Autoclavado só atingiu 10% de saturação

VANTAGENS DO BLOCO CELULAR

O Concreto Celular Autoclavado é um produto resistente e extremamente leve. Sua utilização em edificações resulta em uma sensível redução de peso, tanto nas alvenarias quanto nas lajes nervuradas. Isso significa menor consumo de estrutura e fundação das edificações.

REDUÇÃO DO CUSTO DA ESTRUTURA E FUNDAÇÃO

ECONOMIA E RACIONALIDADE NA ALVENARIA As grandes dimensões e leveza das peças permitem uma maior produtividade da mão-de-obra e menor consumo de argamassa de assentamento, comparativamente aos resultados obtidos com tijolo cerâmico e de concreto. A textura e a uniformidade dimensional do Bloco CCA possibilitam a eliminação dos revestimentos tradicionais, como chapisco e emboço para regularização de parede.

DADOS ASSENTAMENTO => 1:3:7,5 PRODUTIVIDADE=> 25m²/8h

Racionalização e economia de argamassas A grande dimensão do Bloco celular reduz o consumo de argamassa de assentamento e aumenta a produtividade da mão-de-obra. O Concreto Celular Autoclavado pode ser cortado facilmente, com serrote, o que proporciona maior racionalização da obra, reduzindo as perdas e, consequentemente, torna a obra mais limpa.

As aberturas para tubulações e elétricas são fáceis de serem executadas com a utilização de um rasgador manual.

RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS

DESCARGA E ARMAZENAMENTO Os blocos de CCA devem ser descarregados e armazenados bem empilhados (na vertical), em local coberto, seco e ventilado. Importante: Os blocos não devem ser aplicados quando estiverem com umidade superior a 15% em volume, ou seja, densidade aparente de massa superior a 580 kg/m³.

COMO CORTAR O BLOCO SICAL Os blocos podem ser serrados, furados, escarificados e pregados. Utilizam-se as mesmas ferramentas empregadas em trabalhos com madeiras, reduzindo-se as perdas. Existe no mercado serrote com dentes especiais para este fim.

ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO

  • Para melhor acomodar as movimentações, utilize argamassa com as seguintes características:

* Trabalhabilidade e coesão que possibilite o espalhamento para o assentamento de, no mínimo, três com (1,80m), permitindo que estes estejam corretamente aprumados, nivelados e alinhados. *Módulo de deformação máxima de 10.000 kg/cm², determinado a partir de ensaio específico.

*Aderência bloco-argamassa, na flexão, média mínima igual a 2 kg/cm² aos 14 dias de idade. Na ausência de um traço específico, recomenda-se empregar argamassa convencional mista, 1:3:7,5 (cin hidratada – CH1, e areia lavada média), em volume com espessura de 10 a 15 mm. Deve-se dar preferência ao uso de argamassas industrializadas (ensacadas) desenvolvidas especialmente para o emprego em blocos de CCA.

ELEVAÇÃO DA ALVENARIA

  • Para iniciar a marcação do pavimento, deve-se observar

*Concretagem do pavimento executada há pelo menos 45 dias. *Retirada total do escoramento do pavimento há pelo menos 15 dias. *Retirada completa do escoramento da laje do pavimento superior. *Realizado o nivelamento do pavimento.

A primeira fiada deverá ser assentada com a mesma argamassa, utilizando-se duas linhas (topo e base), para o perfeito alinhamento e prumo.

Para iniciar o levante da alvenaria, deve-se observar: *Estarem concretadas pelo menos 4 lajes acima do pavimento *Estarem totalmente desformadas 2 lajes acima do pavimento *Deverão ser assentadas no máximo 8 fiadas (2,40 m) por dia, sendo, de preferência 4 em cada período de trabalho do dia.

FIXAÇÃO (Encunhamento)

O enchimento do vão de 3 cm entre a alvenaria e viga ou laje somente deverá ser executado após conclusão de toda a alvenaria de edificação.

Para este enchimento, empregar a argamassa com as seguintes características:

*Módulo de deformação máximo de 8.000 kg/cm² e *Aderência bloco-argamassa, na flexão, média mínima igual a 3 kg/cm² aos 14 dias de idade.

ARGAMASSA DE REVESTIMENTO

Recomenda-se o traço 1:2:9 (cimento, cal hidratado da CH1 e areia lavada média), em volume. Para este traço, e sem o uso de aditivos retentores de água, recomenda-se umedecer levemente a parede antes da aplicação do emboço. A espessura usualmente empregada é de 5 a 10 mm. O revestimento externo é aplicado sobre a superfície previamente chapiscada. O traço recomendado é 1:1:6 (cimento, cal hidratada CH1 e areia lavada média), em volume. A espessura recomendada varia entre 25 a 35 mm, aplicada de uma única vez.

Estes traços são apenas referências. As argamassas deverão ser dosadas considerando-se o desempenho esperado e as características dos materiais locais

ESPESSURAS É sugerido as espessuras mínimas para as paredes. Deve-se obserar o mínimo de 12,5 cm para as paredes externas, sendo 15 cm a espessura mais indicada.

JUNTAS DE ASSENTAMENTO Devem ser preenchidas e Ter espessura variando de 10 a 15 mm.

JUNTAS DE TRABALHO Têm como função limitar as dimensões do painel de alvenaria, a fim de que não ocorram elevadas concentrações de tensões em função das deformações intrínsecas ao mesmo, da estrutura e das fundações. Deverão ser previstas sempre que o comprimento do painel exceder 6,0 m, devendo Ter espessura de 10 a 12 mm.

VINCULAÇÃO DAS ALVENARIAS AOS PILARES Deve ser executada com fio de aço liso, na forma de "U", de diâmetro 4.2 ou 5,0 mm, fixado ao pilar por meio de adesivo tipo epóxi ("COMPOUND" ou "SIKADUR"), posicionados nas juntas ímpares a partir da 3ª (sendo a primeira a da marcação).

UNIÃO ENTRE AS PAREDES As paredes deverão ser unidas, preferencialmente, por juntas em amarração. Todas as juntas verticais entre os blocos que se interceptam e os blocos contíguos devem ser preenchidos. Os blocos que compõe a interseção deverão Ter comprimentos comprimentos no mínimo igual a 1/2 bloco ou 30 cm.

ABERTURAS As vergas e contra-vergas, moldadas "in loco"com emprego ou não de blocos de CCA, tipo canaleta, devem atender ao quadro abaixo. Para os casos comuns de aberturas, deve-se dispor duas barras de aço CA50, 6,3 mm, no fundo ce canaleta e a seguir proceder a concretagem

EMBUTIMENTO DE INSTALAÇÕES O embutimento de instalações cujos diâmetros sejam pequenos (menor que 1/3 da espessura dos blocos), o corte da alvenaria poderá ser realizado com rasgador manual, elétrico ou com serra com disco para corte de materiais pétreos. Os rasgos devem ser preenchidos com argamassa forte (1:3 ou 1: 4) de cimento e areia. As tubulações devem ser fixadas previamente com grampos de arame galvanizado.

No caso de tubulações de grande diâmetro e não se adotando o uso de "shafts", a alvenaria deve ser interrompida, tratando-se esta região como uma junta amplamente solicitada. O arremate dessas regiões deve ser executado através de envelopamento das tubulações de prumada com tela tipo "DEPLOYÉE" ou de arame galavanizado e ou preenchimento do vão com cacos de bloco e argamassa. No revestimento deverá ser inserida uma tela metálica galvanizada, tipo pinteiro, malha 1/2", fio 24, trespassando 20 cm para cada lado da abe

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