O Antigo Egito era formado pelo Vale do Nilo, uma longa e estreita faixa de terra estendendo-se por cerca de 960 km.

•Costuma-se dividir a história do antigo Egito em trinta dinastias de faraós (como eram conhecidos os Reis):

•Dinastia inicial / Datas (AC.) = 3100-2725 / Dinastias = 1-3 / Eventos principais: Unificação por Menés. Fundação de Mênfis. Pirâmides em Degraus.

•Antigo Império / Datas (AC.) = 2725-2134 / Dinastias = 4-8 / Eventos principais: Administração centralizada. Construções das Grandes Pirâmides em Gizé.

•Primeiro Período Intermediário / Datas (AC.) = 2134-2040 / Dinastias = 9- 1 / Eventos principais: Egito dividido. Fragmentação política. Controle por monarcas locais.

•Médio Império /Datas (AC.) = 2040-1640 / Dinastias 1-13 / Eventos principais: Reunificação por Mentuotep I. Fundação de Iket-Taui. Reformas administrativas. Co-regências. Conquista da Núbia

•Segundo Período Intermediário / Datas (AC.) = 1640-1552 / Dinastias 14-17 / Eventos principais: Invasão dos hicsos. Dinastia Tebana liberta o Egito.

•Novo Império / Datas (AC.) = 1552-1070 / / Dinastias = 18-20 / Eventos principais: Império: da Síria ao sul do Sudão. Capital em Tebas. Grandes construções

de “Amon” em Tebas e pelos faraós em “Tanis”

•Terceiro Período Intermediário / Datas (AC.) = 1070-712 / / Dinastias = 21-24 / Eventos principais: Egito dividido: governado pelos sacerdotes

•Período Final / Datas (AC.) = 712-332 / Dinastias = 25-30 / Eventos principais: Reunificação na XXVI Dinastia. Invasão persa. Conquista por Alexandre, o Grande; fim da linhagem de faraós nativos.

•Esta civilização teve início por volta de 4.0 a.C., e desenvolveu-se no nordeste da África. Apesar do clima quente, a região onde a civilização egípcia se instalou apresentava fatores naturais que permitiam a sobrevivência do homem. Como:

•Rio Nilo- que fornecia água necessária para à vida e a agricultura.

•Solos férteis- com as freqüentes cheias do rio Nilo, era depositado no solo uma rica e prática camada de húmus nas margens do rio que fertilizava o solo.

•Cultivavam, principalmente, cereais, havendo também plantações de leguminosas, verduras e frutas. O linho era utilizado em roupas, velas e cordas e a polpa do papiro era usada para produzir papel. Era também rico em recursos minerais – ouro, cobre e turquesa – além de pedras para construção.

•Foi chamado pelo historiador Heródoto de: “A dádiva do rio Nilo”.

A sociedade era estratificada, o poder de cada um era marcado pelo mascimento, pela riqueza e pelo poder que possuía.

• A atividade agrícola envolvia um cuidadoso manejo das águas do rio, através da criação de bacias

e canais de irrigação;

•Eram Politeístas = acreditavam em vários deuses e animais sagrados

•Acreditavam na Vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a vida presente. Essa crença os levou a desenvolveram a mumificação para preservar os corpos;

•A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.

Anúbis

Os Mortos e O Submundo

Bastet

Fertilidade

Protetora das Mulheres grávidas

Hathor

Amor, Alegria, Dança, Vinho, Festas

Hórus Céu

Khnum

Criatividade Protetor das Águas do Nilo

Deus Sol Seth

Tempestades, mal Desordem e violência

• As pirâmides de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas da antiguidade; • Foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. • Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren;

As características gerais da arquitetura egípcia são: * solidez e durabilidade;

* sentimento de eternidade; e

* aspecto misterioso e impenetrável.

• As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.

Pirâmides de Gizé Pirâmides de Gizé

Pirâmides de Gizé – Imagem Noturna Pirâmides de Gizé – Imagem Noturna

Templo de Ramsés. Templo de Ramsés.

Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.

Templo de Luxor

Templo de Ramsés I, Abu Simbel

Templo de Karnak Templo de Karnak

• Obras com proporções exageradas, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade; • Aspecto de rigidez nas imagens, que em geral apresentavamse estáticas, sem movimento; • As imagens eram produzidas para durarem por toda a vida após a morte, portanto, os locais de maior fragilidade – pescoços, braços, pernas – eram sempre reforçados para não quebrarem; • A arte de uma forma geral, obedecia a uma série de padrões e regras, o que limitava a criatividade do artista. Assim, o Egito criou uma arte anônima onde o importante era a perfeição nas técnicas de execução e não o estilo do artista.

Nefertiti Nefertiti

Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.

* ausência de três dimensões; * ignorância da profundidade;

* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo;

• Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.

* Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

• Em 1970, com a construção da Barragem de Assuã, o templo de Abu Simbel sofreu ameaça de ficar submerso nas águas do Lago Nasser. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com recursos de vários países - um total de 40 milhões de dólares - removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. • Queóps, que é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

•Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformandose em folhas.

• Hieróglifos: foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.

Mumificação: a) eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. b) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes. c) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização.

•Assistir ao Documentário “As 10 maiores descobertas do Egito antigo”, nas sequências a seguir:

•1. O Tesouro de Tutankamon

•2. O Grande Templo de Abu Simbel

Em seguida, fazer uma resenha crítica a respeito dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

– Minimo de 30 linhas;

–Digitado – Fonte Times New Roman ou Arial – 12 (para texto) e 14 (para títulos);

–Entrega na próxima aula – valendo 2,0 pontos.

•SANTOS, M. Graças V. Proença. História da Arte. 16ª ed. São Paulo: Ática, 2008.

•1) GOMBRICH, EH.. A História da Arte. 16ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Cientificos, 1999.

•2) SANTOS, Maria G. V. P. dos.. História da Arte. 1ª ed. São Paulo: Atica, 2010.

•Sites pesquisados: –youtube.com

– historiadaarte.com.br

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