NBR DES. TÉC. + CONFIG. CAD

NBR DES. TÉC. + CONFIG. CAD

(Parte 1 de 5)

Prof. Me. SINVAL XAVIER

DE 2011

A presente apostila faz parte do material didático das disciplinas de Desenho Arquitetônico dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Civil Empresarial da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. A mesma foi elaborada com o objetivo de auxiliar o estudante na compreensão e execução dos desenhos de arquitetura com uso de meios e recursos computacionais.

Apesar de farta, a bibliografia de desenho arquitetônico, em geral, encontra‐se desatualizada quanto às ferramentas de produção gráfica. A quase totalidade dos livros e materiais eletrônicos (incluindo apostilas, apresentações, e outros, encontrados na internet) tratam o desenho arquitetônico através dos métodos tradicionais de sua consecução, qual sejam: com o uso do lápis, dos esquadros, do escalímetros, etc.

É sabido que apesar da importância do domínio das técnicas manuais de desenho pelo profissional de arquitetura e engenharia, o desenho de projetos de arquitetura e engenharia já vem a um bom tempo, tanto por estudantes como profissionais, sendo executado quase exclusivamente através de meios eletrônicos. O uso do computador e dos programas CAD (Computer Aided Design) está inexoravelmente associado a pratica profissional de engenheiros e arquitetos, e encontra‐se presente desde as escolas de engenharia e arquitetura até os grandes escritórios de arquitetura e empresas de construção.

Neste sentido, as disciplinas de Desenho Arquitetônico da FURG adotaram o computador e os softwares CAD como instrumentos de ensino e prática do desenho de arquitetura, e esta apostila busca suprir a falta de material de estudo a cerca do tema. Nela são abordados conceitos e atributos do Desenho Arquitetônico, tendo sempre como referência o método digital de sua execução.

Com exceção de algumas perspectivas de um modelo apresentado por Montenegro (2001), todas as demais figuras e desenhos foram elaborados pelo autor com o uso de software CAD. Alguns textos apresentados foram extraídos ou baseados em material pesquisado na internet e que, por falta de fonte clara e expressa, não puderam ser corretamente referenciado.

Muito do conteúdo metodológico desse trabalho é baseado na prática de desenho do autor, ou seja, possui um caráter de método pessoal que pode ou não equivaler aos utilizados por outros profissionais de arquitetura e engenharia. Por tratar‐se de uma primeira versão, o material sofrerá complementos, correções e melhoramentos, que estarão sempre disponíveis no blog da disciplina de Desenho Arquitetônico da FURG.

Prof. Me. Sinval Xavier

PARTE 1 ‐ NOÇÕES GERAIS DE DESENHO TÉCNICO  6 
1.1 O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃO  6 
1.1.1 O DESENHO TÉCNICO  6 
1.1.2 A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS TÉCNICAS  7 
1.2 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA  7 
1.2.1 AS LINHAS  8 
1.2.1.1 Espessuras das linhas  8 
1.2.1.1 Tipos de Linhas  9 
PARTE 2 – O DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR  10 
2.1  CONSIDERAÇÕES INICIAIS  10 
2.2 UTILIDADES DO DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR  11 
2.2 IMPORTANTES ATRIBUTOS DO DESENHO DIGITAL 11 
3.4.1 A Escala  11 
3.4.2 A Área Gráfica ou de Desenho  12 
3.4.3 O Desenho em Layers (camadas)  12 
6.1.4 Uso de Biblioteca de Blocos  13 
2.2 PADRONIZAÇÃO EM DESENHO CAD  14 
EDIFICAÇÃO.  17 
3.1 PLANTA BAIXA  17 
3.1.1 DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE  19 
3.1.2 ESCALA  19 
3.1.3 ELEMENTOS DE UMA PLANTA BAIXA 20 
3.1.3.1 Paredes  20 
3.1.3.2 Desníveis e transições de pisos  22 
3.1.3.3 Elementos em projeção  23 
3.1.3.4 Esquadrias  24 
3.1.3.5 Equipamentos fixos  26 
3.1.3.6 Outros equipamentos  26 
3.1.3.7 Textos  26 
3.1.3.8 Pisos  27 

PARTE 3‐ DESENHOS UTILIZADOS NA REPRESENTAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO DE UMA 3.1.3.9 Cotas e referências de nível ....................................................................................... 29

3.2 CORTES  36 
3.2.1 POSICIONAMENTO DOS CORTES  36 
3.2.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHO  38 
3.2.3 ELEMENTOS DE UM CORTE  38 
3.2.3.1 Fundações  38 
3.2.3.2 Piso e contra‐piso  38 
3.2.3.3 Beirais  39 
3.2.3.4 Paredes  40 
3.2.3.5 Lajes e vigas  40 
3.2.3.6 Esquadrias  41 
3.2.3.7 Equipamentos fixos  42 
3.2.3.8 Coberturas 42 
3.2.3.9 Cotas e referências de níveis  42 
3.2.4 SEQUÊNCIA DE MONTAGEM DE UM CORTE  43 
3.3 FACHADAS  47 
3.3.1 Montagem das fachadas  48 
3.3.1 Espessuras das linhas  48 
3.3.2 Uso de Blocos  49 
3.3.2 Uso de hachuras  49 
3.3.3 Uso de sombras  50 
3.3.4 Uso de elementos de humanização.  50 
3.3.4 Nomenclatura  51 
3.4. PLANTA DE LOCALIZAÇÃO  52 
3.4.1 Elementos Gráficos  52 
3.4.2 Informações  52 
3.4.3 Escalas de representação  53 
3.4.4 Espessura dos traços  53 
3.4.5. Observações Gerais  53 
3.5. PLANTA DE COBERTURA  55 
3.5.1 Rede Pluvial  55 
3.5.2 Linhas do Telhado  55 
3.5.3 Elementos Gráficos  56 

3.1.4 SEQUÊNCIA DE MONTAGEM DE UMA PLANTA BAIXA .................................................... 32 3.5.4 Informações ...................................................................................................................... 56

3.5.6 Espessuras dos traços  57 
3.5.7 Identificação das linhas do telhado  57 
3.5.8 Localização e Cobertura  58 
3.6 PLANTA DE SITUAÇÃO  59 
3.6.1 Elementos Gráficos  59 
3.6.2 Informações  59 
3.6.3 Escalas  59 
3.6.4 Espessuras dos traços  60 
3.6.5 Generalidades  60 
3.7 DETALHES CONSTRUTIVOS  61 
3.7.1 Exemplos de detalhes construtivos  62 
3.8 PERSPECTIVAS  67 
PARTE 4‐  FOLHAS DE DESENHO  67 
4.1 FORMATO PADRÃO BÁSICO E DERIVAÇÕES  67 
4.2 MARGENS E QUADRO  68 
4.3 LEGENDA (CARIMBO OU SELO)  68 
4.4 OUTROS  70 
4.5 DOBRAMENTO  70 
4.5.1 Dobramento do Formato A0  70 
4.5.2 Dobramento do Formato A1  71 
4.5.3 Dobramento do Formato A2  71 
4.5.3 Dobramento do Formato A3  71 
4.6 FORMATOS ESPECIAIS  72 
4.7 ORGANIZAÇÃO DOS DAS FOLHAS  72 
REFERÊNCIAS  74 

PARTE 1 ‐ NOÇÕES GERAIS DE DESENHO TÉCNICO

1.1 O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃO

Segundo Schuler e Mukai (200‐?), desde suas origens o homem comunica‐se através de grafismos e desenhos. As primeiras representações que conhecemos são as pinturas rupestres, em que o homem representava não apenas o mundo que o cercava, mas também as suas sensações: alegrias, medos, crenças, danças... Ao longo da história, a comunicação através do desenho, foi evoluindo, dando origem a duas formas de desenho: o desenho artístico – que pretende comunicar idéias e sensações, estimulando a imaginação do espectador; e o desenho técnico – que tem por finalidade a representação dos objetos o mais próximo do possível, em formas e dimensões.

Em arquitetura, o desenho é a principal forma de expressão. É através dele que se exteriorizam as criações e soluções arquitetônicas, representando o projeto, seja ele um espaço, uma edificação ou um conjunto delas.

1.1.1 O DESENHO TÉCNICO

O desenho começou a ser usado como meio preferencial de representação do projeto arquitetônico a partir do Renascimento, quando as representações técnicas foram iniciadas nos trabalhos de Brunelleschi e Leonardo Da Vinci. Apesar disso, ainda não havia conhecimentos sistematizados na área, o que tornava o desenho mais livre e sem nenhuma normatização. Um dos grandes avanços em desenho técnico se deu com a geometria descritiva de Gaspar Monge (1746‐ 1818), que apresentou um método de representação das superfícies tridimensionais dos objetos sobre a superfície bidimensional do papel. A geometria mongeana embasa a técnica do desenho até hoje (SCHULER e MUKAY, 200‐?).

Com a Revolução Industrial, os projetos das máquinas passaram a necessitar de maior rigor e os diversos projetistas necessitaram de um meio comum para se comunicar. Desta forma, instituíram‐se a partir do século XIX as primeiras normas técnicas de representação gráfica de projetos (SCHULER e MUKAY, 200‐?).

O Desenho Arquitetônico é uma especialização do desenho técnico normatizado, voltada para a execução e representação de projetos de arquitetura. Para Schuler e Mukai (200‐?) o desenho de arquitetura manifesta‐se como um código para uma linguagem, estabelecida entre o desenhista e o leitor do projeto, envolvendo um certo nível de treinamento no seu entendimento. Por este motivo, este tipo de desenho costuma ser uma disciplina importante nos primeiros períodos das faculdades de arquitetura e engenharia civil.

Assim, o Desenho Arquitetônico é uma forma de comunicação do arquiteto e do engenheiro. Quando o elaboramos estamos criando um documento que contém, na linguagem de desenho, informações técnicas relativas a uma obra arquitetônica. Esse documento segue normas de linguagem que definem a representatividade das retas, curvas, círculos e retângulos, assim como

dos diversos outros elementos que nele aparecem, de forma a poder ser perfeitamente lido pelos profissionais envolvidos na construção (SCHULER e MUKAY, 200‐?).

Os desenhos de arquitetura até pouco tempo eram realizados quase exclusivamente sobre uma superfície de papel através do instrumental tradicional do desenho técnico, tal como o lápis e/ou lapiseira, borracha, esquadros, escalímetro, compasso, gabaritos, etc. Com a evolução da computação gráfica e a disseminação dos programas CAD (Computer Aided Design), o instrumento de elaboração dos desenhos de arquitetura passou a ser majoritariamente o computador. O desenho arquitetônico passa a ser desenvolvido na tela do computador e posteriormente impresso em impressoras de grande formato (plotter). Mas apesar da troca de instrumental, os elementos do desenho arquitetônico mantêm‐se com as mesmas características gráficas, ou seja, os traços e os demais elementos apresentados deverão transmitir todas as informações necessárias para a construção do objeto, com a mesma representatividade, nos dois processos (SCHULER e MUKAY, 200‐?).

1.1.2 A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS TÉCNICAS

Segundo Schuler e Mukai (200‐?), sendo o desenho a principal forma de comunicação e transmissão das idéias do arquiteto, é necessário que os outros profissionais envolvidos possam compreender perfeitamente o que está representado em seus projetos. Da mesma forma, é necessário que o arquiteto consiga ler qualquer outro projeto complementar ao arquitetônico, para possibilitar a compatibilização entre estes.

“A normatização para desenhos de arquitetura tem a função de estabelecer regras e conceitos únicos de representação gráfica, assim como uma simbologia específica e pré‐determinada, possibilitando ao desenho técnico atingir o objetivo de representar o se quer tornar real” (SCHULER e MUKAY, 200‐?).

A representação gráfica do desenho em si corresponde a uma norma internacional (sob a supervisão da ISO – International Organization for Standardization). Porém, geralmente, cada país costuma ter suas próprias normas, adaptadas por diversos motivos. No Brasil, as normas são editadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para o Desenho Arquitetônico, a principal norma é a NBR 6492 – Representação de Projetos de Arquitetura. Grande parte das recomendações dessa apostila são baseadas nessa norma.

1.2 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA

Sempre que possível o desenho deve estar bem paginado, dentro de pranchas padronizadas com margens e carimbo (selo) com as informações necessárias. Deve estar limpo e sem rasuras. Conter traços homogêneos, com espessuras diferenciadas que identifiquem e facilitem a compreensão dos elementos desenhados. Textos com caracteres claros e bem dimensionados, que não gerem dúvidas ou dupla interpretação. Dimensões e demais indicações que permitam a boa leitura e perfeita execução da obra.

A base para a maior parte do desenho arquitetônico é a linha, cuja essência é a continuidade. Em um desenho constituído somente de linhas, a informação arquitetônica transmitida (espaço volumétrico; definição dos elementos planos, cheios e vazios; profundidade) depende primordialmente das diferenças discerníveis no peso visual dos tipos de linhas usados.

1.2.1 AS LINHAS

As linhas são os principais elementos gráficos do desenho arquitetônico. Além de definirem o formato, dimensões e posicionamento das paredes, portas, janelas, pilares, vigas, escadas, etc., também informam as características e dimensões de cada elemento projetado. Sendo assim, deverão estar perfeitamente representadas dentro do desenho.

As linhas de um desenho normatizado devem ser regulares, legíveis (visíveis) e devem possuir contraste umas com as outras. Nas plantas, cortes e fachadas, para sugerir profundidade, as linhas sofrem uma gradação no traçado em função do plano onde se encontram. As linhas em primeiro plano (plano mais próximo) serão sempre mais grossas e escuras, enquanto as do segundo e demais planos visualizados (mais afastados) serão menos intensas. Também se diferem as espessuras das linhas dos elementos seccionados (transpassados pelos planos de corte) das linhas dos elementos em vista (que estão além do plano de corte), representando‐se com maior intensidade visual os primeiros (elementos em seção) em relação aos últimos (elementos em vista).

1.2.1.1 Espessuras das linhas

As espessuras das linhas utilizadas no desenho arquitetônico podem ser classificadas em grossas, médias e finas. As espessuras variam conforme o uso (elemento representado) e a escala de representação.

0,5 mm a 1,0 mm Principais/secundárias Linhas que estão sendo cortadas (perfil)

0,25 mm a 0,45 mm Secundárias Linhas em vista/elevação

0,05 mm a 2,0 mm Terciárias Linhas auxiliares/cotas/ hachuras/ pisos

Traço forte: As linhas grossas e escuras são utilizadas para representar, nas plantas baixas e cortes, as paredes e os elementos estruturais (pilares, vigas, lajes) interceptados pelo plano de corte.

Traço médio: as linhas de espessura médias, representam elementos em vista, ou seja, tudo que esteja abaixo (planta baixa) ou a além (cortes) do plano de corte, como peitoris, soleiras, mobiliário, ressaltos no piso, vãos de aberturas, paredes em vista, etc. Também são utilizadas para representar elementos seccionados de pequenas dimensões, tais como marcos e folhas de esquadrias.

Traço fino: as linhas finas são utilizadas principalmente para representar hachuras e texturas, tais como as que representam os elementos de concreto e madeiras, e as que representam os pisos e paredes revestidas, por exemplo, com pedras e cerâmicas. Também são utilizadas para representar as linhas de cotas e de chamadas.

* Linhas nas representações das fachadas: nas representações das fachadas (elevações) de uma edificação são utilizadas linhas de diversas espessuras, que, entre outros fatores, variam seu traçado conforme: a distância relativa dos planos de fachadas ao observador; representarem contornos de planos ou linhas internas; representarem vãos ou elementos internos e externos a esses, etc.

1.2.1.1 Tipos de Linhas 1. Linhas de contorno – Contínuas

A espessura varia com a escala e a natureza do desenho, exemplo: (± 0,5 mm) 2. Linhas internas – Contínuas

De menor valor que as linhas de contorno, exemplo: (± 0,4 mm) 3. Linhas de elementos em seção – Contínuas

A espessura varia com a escala e as dimensões do elemento seccionado, exemplo: (± 0,6 mm) 4. Linhas de elementos não visíveis situadas além do plano do desenho ‐ Tracejadas

Mesmo valor que as linhas de eixo. (± 0,2 mm) 5. Linhas de projeção ‐ Traço e dois pontos

São indicadas para representar projeções de pavimentos superiores, marquises, balanços, etc.

(± 0,3 mm) 6. Linhas de eixo ou coordenadas – Traço e ponto

Com espessura inferior às linhas internas e com traços longos. (± 0,3 mm) 7. Linhas de cotas, indicações e chamadas – contínuas

Com espessura inferior à linha de eixo ou coordenadas (± 0,1 mm)

* é comum observar‐se o uso de linhas tracejadas (4) na representação de elementos em projeção, ao invés da linha traço e dois pontos recomendada pela NBR 6492.

PARTE 2 – O DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR

O desenho de uma obra ou projeto de arquitetura – desenho arquitetônico – sofreu diversas transformações com a passagem do método tradicional para o desenho computadorizado, ou desenho auxiliado por computador. A mudança não é somente instrumental, atinge conceitos e a própria forma de se desenhar, ou seja, a técnica gráfica (XAVIER, 2004).

O desenho auxiliado por computador (CAD) não se limita unicamente a própria representação. O desenho digital pode conter muito mais informação acerca de um projeto ou de um edifício daquela eventualmente impressa para uma apresentação. No desenho digital a representação passa a ser parte de uma informação maior. O desenho possui uma versatilidade e potencialidade de uso e informação que o coloca em outra dimensão quando comparado ao desenho tradicional.

2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Desde 1962, quando em Massachustseetts Ivan Sutherland divulgou o primeiro programa capaz de desenhar uma linha na tela do computador, até hoje, a chamada Computação Gráfica, e mais especificamente a subárea voltada à criação e manipulação de desenhos técnicos e projetos, passou por um acelerado processo evolutivo.

Segundo Sainz e Valderrama (1992), por uma questão mercadológica as primeiras aplicações constituíam‐se de programas gráficos não especializados desenvolvidos para o desenho técnico em geral e voltadas para a produção industrial. Por muito tempo, diziam estes autores, não se fez diferença entre o desenho por computador e o desenho de arquitetura por computador, ficando a informática gráfica para arquitetura como um subproduto dos desenvolvimentos pensados para outros campos de atividades.

Esta situação mudou com o aparecimento dos PCs (ou computadores pessoais) da IBM, que representou uma abrupta queda nos custos dos equipamentos, tornando a informática gráfica acessível ao trabalho de arquitetura. Este fator determinou o surgimento de um novo e potencial mercado consumidor, não só formado por arquitetos, mas por profissionais de diversas áreas da engenharia e da gráfica, que antes tinham poucas possibilidades de acesso às caras estações gráficas. Com a nova demanda surgiu à conseqüente comercialização de programas gráficos de todos os tipos, muitos deles voltados especificamente à arquitetura.

(Parte 1 de 5)

Comentários