Resistencia I EM 04 Trelicas

Resistencia I EM 04 Trelicas

(Parte 1 de 2)

MECÂNICA DOS SÓLIDOS -Faculdade de Engenharia - PUCRS Profֹª Maria Regina C. Leggerini / Slvia B. Kalil

Treliça ideal é um sistema reticulado indeformável cujas barras possuem todas as suas extremidades rotuladas e cujas cargas estão aplicadas nestas rótulas.

Exemplo:

→ Qualquer polígono que constitua um sistema reticulado, quando articulado em seus vértices é deformável (hipostático) com exceção dos casos abaixo:

→ As treliças surgiram como um sistema mais econômico que as vigas para vencerem vãos maiores ou suportar cargas maiores.

→ Embora o caso mais geral seja o de treliças espaciais, o mais frequente é o de treliças planas, que será o estudado em nosso curso.

→ Imaginam-se as barras rotuladas em suas extremidades (isto é, sendo livre sua rotação relativa nos nós), conforme figura (a). Não é frequente, no entanto, a união destas barras nesta forma, sendo mais comum ligar as barras nos nós através de chapas auxiliares, nas quais rebitamos, soldamos ou parafusamos as barras concorrentes (fig. b)

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Estas ligações criarão sempre pequenas restrições à livre rotação relativa das barras nos nós, com o aparecimento de pequenos momentos nas barras, mas são pequenos e desprezado o seu efeito.

Estudos realizados demonstram que, desde que todas as barras tenham seus eixos no mesmo plano e que estes eixos se encontrem em um único ponto em cada nó, os resultados reais diferem muito pouco dos resultados obtidos pela teoria que vamos desenvolver, sendo ela válida do ponto de vista prático.

I. TRELIÇAS PLANAS0

A. Solicitações Internas

Podemos facilmente demonstrar que as barras de uma treliça por terem suas extremidades rotuladas (rótulas não absorvem momento), desenvolvem apenas esforços normais constantes ao longo de suas barras.

Isto pode ser visualizado isolando-se uma barra de uma treliça.

Sabe-se que uma rótula não transmite momento, apenas esforços na direção do eixo e perpendiculares a ele. Por outro lado, as cargas externas só estão aplicadas nos nós.

A análise do equilíbrio mostra que nas extremidades das barras de uma treliça só existem esforços na direção do eixo longitudinal da mesma e que são de mesmo módulo, porém sentidos contrários. A existência de esforços perpendiculares ao eixo da barra (esforço cortante) é descartada pois as barras não são carregadas ao longo de seu eixo, e tem nas suas extremidades momentos nulos.

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Conclusão: A única solicitação interna desenvolvida é um Esforço Normal constante ao longo da mesma.

Como o esforço normal é constante ao longo da barra podemos calcular o seu valor em uma seção qualquer, da barra que se deseja.

B. Rótulas Vínculo interno é todo o elemento que une as partes componentes de uma estrutura.

No caso plano podem ser de 2a e 3a espécie.

Sejam duas barras livres no espaço com carregamento plano:

1. Vínculo interno de 3a espécie

Cada barra tem 3 GL ,portanto, juntas somam 6 GL.

Unindo-as rígidamente ,por exemplo, atravéz de uma solda, o número de GL do conjunto passa a ser 3, portanto 3 GL restringidos.

Se chamarmos de RT o número de movimentos restringidos de um sistema teremos neste caso RT = 3 (vínculo de 3a espécie)

2. Vínculo de 2a espécie (PINOS OU RÓTULAS)

Representação Estrutural :

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São vínculos que podem desenvolver reações internas verticais e horizontais podendo transmitir forças nestas direções que se anulam internamente. Permitem apenas o giro relativo entre as barras por ela unidas.

Rótulas são vínculos internos de segunda espécie

Para que as rótulas de uma estrutura estejam em equilíbrio é necessário que o momento polar das cargas externas em relação à elas seja nulo.

Sejam:
b - número de barrasn - número de nós ou rótulas

C. Classificação da estaticidade de uma treliça r - número de reações externas

As incógnitas do problema serão em número de b + r, ou seja, o número de reações e a solicitação de esforço normal em cada barra.

um ponto material (Σ Fx = 0Σ Fy = 0 ).

O número de equações será de 2n, pois em cada nó se aplicam as equações de equilíbrio de Então, se

r + b 〈 2 ntreliça hipostática
r + b = 2 nSugere tratar- se de uma treliça isostática, o que não pode ser confirmado sem

antes analisarmos os apoios externos e a lei de formação interna da treliça em questão.

r + b > 2 nSugere tratar- se de uma treliça hiperestática, sendo válidas as observações

feitas no caso anterior.

D. Classificação da treliça quanto à lei de formação Quanto a formação as treliças podem ser :

1. Simples :

A treliça será simples se puder ser obtida a partir de configurações indeformáveis pela adição de duas a duas barras partindo nós já existentes para novos nós (um novo nó para cada duas novas barras).

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5 Exemplo:

2. Composta

A treliça é isostática e composta quando for formada por duas treliças simples ligadas por 3 barras não simultaneamente concorrentes ou paralelas, ou por um nó e uma barra sendo que esta barra não concorre no nó citado.

A resolução de uma treliça composta pode recair no caso de duas treliças simples, mediante o cálculo prévio dos esforços nos elementos de ligação, o que permitirá isolá-las para fins de cálculo estático.

Exemplo:

3. Complexa:

Uma treliça complexa é classificada por exclusão, ou seja, quando não é simples e nem composta. Observe que não podemos afirmar se ela é isostática pela simples análise de b + r = 2 n que é uma condição necessária, mas não suficiente para garantir a isostaticidade.

O reconhecimento de sua real classificação é feito pelo método de Henneberg. Exemplo:

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O cálculo dos esforços normais nas barras de uma treliça isostática simples pode ser feito de tres maneiras:

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