Estudos Oceanográficos (Calazans 2011)

Estudos Oceanográficos (Calazans 2011)

(Parte 1 de 10)

do instrumental ao prático

Ministério da Pesca e Aquicultura

Ministério da Educação

CONVÊNIO 045/2006 PROCESSO 00350.002010/2006-1

Foto: Projeto Amazônia Azul Foto: Projeto Amazônia Azul

André Colling

Antônio C. Duvoisin

Antonio B. Greig Carlos Bemvenuti

Denis Dolci

Dimas Gianuca

Eduardo R. Secchi

Erik Muxagata Gilberto Griep Jorge P. Castello José H. Muelbert

Juliana Di Tullio

Lauro S. P. Madureira

Luana Portz

Luiz Felipe Dumont

Luiz B. Laurino Marcos Paulo Abe

Mariele Paiva Natalia Pereira Osmar Möller Jr. Pedro F. Fruet Raul de Bem Jr.

Rogério P. Manzolli Santiago Montealegre-Quijano

EDITORA TEXTOS Pelotas, 2011

ILUSTRAÇÕES Kely Martinato do instrumental ao prático

© Copyright Danilo Calazans, 2011 w.editoratextos.com.br E-mail: contato@editoratextos.com.br Fone: (53) 9143-8460

Pelotas, RS

Coordenação Editorial Etiene Villela Marroni

Conselho Editorial Marcos Villela Pereira, PUC-RS (Presidente)

Aloysio Pereira da Silva (Faculdade do Povo) • Ana Lucia Eduardo Farah Valente (UNB) • Ana Maria Faccioli Camargo (UNICAMP) • Beatriz Ebling Guimarães (UFPEL) • Cleber Gibbon Ratto (UNILASALLE) • Fabiane Villela Marroni (UCPEL) • Fernando Gonzales Placer (Universitat de Barcelona, Espanha) • Humberto Amaral Duarte (ULBRA) • Jeroen Klink (UFABC) • Lucimar Bello Pereira Frange (UFU) • Marcelo Fernandes Capilheira (UFPEL) • Maria Manuela Reis Amorim (Universidade dos Açores, Portugal) • Marina De Caro (UBA, Argentina) • Milton L. Asmus (FURG) • Mónica de La Fare (UNLP, Argentina) • Paulo Roberto Armanini Tagliani (FURG) • Rita Ribes Pereira (UERJ).

Projeto Gráfico e Diagramação: TEXTOS Projetos Editoriais Capa: Danilo Calazans e Kely Martinato Ilustrações: Kely Martinato Revisão: Claudio Gabiatti e Ana Cláudia Pereira de Almeida

Revisão Bibliográfica: Clarisse Pilla de Azevedo e Souza (CRB 10/923)

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Bibliotecária Responsável:

Clarisse Pilla de Azevedo e Souza CRB 10/923

Estudos Oceanográficos: do instrumental ao prático / organizador Danilo Calazans;

E828 colaboradores Andre Colling...[et al]. - Pelotas: Ed. Textos, 2011. 464 p.; il.; color; 17,2 x 25 cm.

ISBN: 978-85-93-06-8

5. Metodologia. 6. Construção de Equipamentos. I. Título. I. Calazans, Danilo.

1. Ciências do Mar. 2. Oceanografia. 3. Equipamentos. 4. Instrumentos. CDU 551.46

Este livro é dedicado a todos que trabalharam, trabalham e trabalharão em Ciências do Mar.

Foto: Anne Massami Nishizaki Rufino

Um cruzeiro de pesquisa oceanográfica caracteriza-se por ser multi e interdisciplinar, abrangendo levantamentos de dados nos quatro ramos da Oceanografia: a Biológica, a Física, a Química e a Geológica, em que são utilizados aparatos de coletas desde aqueles considerados mais simples – como um termômetro – até os mais sofisticados – como CTD e ecossonda para prospecção pesqueira e geológica. Assim, tendo em mente essas características e possibilidades, este livro foi elaborado para dar a educadores, pesquisadores, técnicos e estudantes das áreas ligadas aos estudos em Ciências do Mar uma visão dos instrumentos e equipamentos, suas características, funcionamento e os cuidados em sua manutenção antes, durante e depois de embarques a bordo de um navio de pesquisa oceanográfica.

Danilo Calazans

Foto: Lauro Madureira Foto: Lauro Madureira

A expressão Ciências do Mar, de uso corrente junto à comunidade acadêmica e aos setores governamentais, não dispunha até recentemente de uma definição que fosse aceita de maneira majoritária pelo conjunto de interessados em temas relacionados ao mar. A Oficina de Trabalho realizada em outubro de 2006 em Florianópolis, com a finalidade de elaborar a Proposta Nacional de Trabalho para o período 2007-2010 do Comitê Executivo para a Consolidação e Ampliação dos Grupos de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências do Mar – PPG-Mar (PNT, 2007-2010), tratou de suprir essa lacuna, ficando acordado entre os participantes que Ciências do Mar seria entendida como “a área do saber que se dedica à produção e disseminação de conhecimentos sobre os componentes, processos e recursos do ambiente marinho e zonas de transição”. Houve consenso de que se tratava de uma definição preliminar, sem intenção de esgotar o debate, que servia essencialmente de ponto de partida para a identificação dos cursos de graduação e dos programas de pós-graduação que atuariam nesse domínio do conhecimento no Brasil.

Luiz Carlos Krug

Instituto de Oceanografia – FURG Coordenador do Curso de Oceanologia

9O ENSINO DE CIÊNCIAS DO MAR NO BRASIL

1 Disponível em: <http://w.inep.gov.br/> 2 O diagnóstico é periodicamente atualizado e está disponível no portal eletrônico do PPG-Mar. Disponível em: <http://w.cienciasdomarbrasil.furg.br/cdmb> 3 A modalidade Ciências Aquáticas, identificada em 2006, deixou de existir em 2010, uma vez que o único curso em funcionamento trocou sua denominação para Oceanografia. 4 Neste caso, assim como em todos os demais citados neste texto, a referência é ao ano de ingresso da primeira turma, não a data de criação formal do curso.

Em face desse entendimento, e tomando como referência a base de dados do

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP1, foi elaborado o primeiro diagnóstico sobre o estado da arte do ensino de graduação em Ciências do Mar no Brasil2, o que possibilitou identificar seis modalidades (Biologia Marinha; Ciências Aquáticas3; Engenharia de Aquicultura; Engenharia de Pesca; Geofísica Marinha; e Oceanografia), que tinham em comum o objetivo central de formar profissionais com um perfil direcionado ao conhecimento dos componentes, processos e recursos do ambiente marinho e zonas de transição.

A criação de cursos de Biologia Marinha foi motivada pela carência de conhecimentos sobre os organismos vivos presentes no ambiente marinho, o que despertou as instituições de ensino superior para a necessidade de investir na formação de profissionais com capacitação técnico-científica para suprir essa lacuna. A Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (Rio de Janeiro/RJ, 1968)4 foi precursora da modalidade no Brasil. Somente nos anos 1980, por iniciativa das Faculdades Integradas Maria Thereza – FAMATH (Niterói/RJ, 1982) e da Universidade Santa Cecília – UNISANTA (Santos/SP, 1987) foram criados novos cursos nesse domínio do conhecimento.

Foto: Projeto Amazônia Azul

10LUIZ CARLOS KRUG

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